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	<title>Lucas Nápoli</title>
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	<description>Psicologia, Psicanálise, Filosofia, Saúde Coletiva</description>
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		<title>Lucas Nápoli</title>
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		<title>O que é Nome-do-Pai?</title>
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		<pubDate>Tue, 22 May 2012 23:50:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Nápoli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Glossário psicanalítico]]></category>
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		<description><![CDATA[Toda vez que vou escrever uma explicação como essa, faço questão de frisar que todo conceito surge, ou melhor, é criado para dar conta de um determinado aspecto da experiência que não se pode compreender de forma imediata. Em termos &#8230; <a href="http://lucasnapoli.com/2012/05/22/o-que-e-nome-do-pai/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucasnapoli.com&#038;blog=6399411&#038;post=1191&#038;subd=lucasnapoli&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://lucasnapoli.files.wordpress.com/2012/05/5-defense-mechanisms-freud-i7.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1192" title="Freud e sua filha, Anna" src="http://lucasnapoli.files.wordpress.com/2012/05/5-defense-mechanisms-freud-i7.jpg?w=222&h=300" alt="" width="222" height="300" /></a>Toda vez que vou escrever uma explicação como essa, faço questão de frisar que todo conceito surge, ou melhor, é criado para dar conta de um determinado aspecto da experiência que não se pode compreender de forma imediata. Em termos mais simples, é preciso ter em mente que todo conceito é útil, funcional e se presta a resolver problemas, impasses e questões. Logo, para compreender adequadamente um conceito, é conveniente que nos façamos a seguinte pergunta: <em>“Qual problema o autor tentou resolver ao criar esse conceito?”</em></p>
<p style="text-align:justify;">Vamos direto ao ponto. Como a maioria de vocês deve saber, quem inventou o conceito de Nome-do-Pai foi um cara chamado <a title="Psicossomática e Psicanálise VI: Jacques Lacan" href="http://lucasnapoli.com/2011/06/09/psicossomatica-e-psicanalise-vi-jacques-lacan/"><strong>Jacques Lacan</strong></a>, tido por muitos como o maior teórico da psicanálise depois de Freud, rivalizando, talvez, com Melanie Klein e <a title="Por que Winnicott não aderiu ao conceito de pulsão de morte? (parte 1)" href="http://lucasnapoli.com/2011/03/29/por-que-winnicott-nao-aderiu-ao-conceito-de-pulsao-de-morte-parte-1/"><strong>Donald Winnicott</strong></a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Qual problema Lacan tentou resolver inventando essa ideia de Nome-do-Pai?</p>
<p style="text-align:justify;">Respondo: o problema que pode ser expresso pela pergunta: <em>“Como é que a gente consegue entender a realidade?”</em></p>
<p style="text-align:justify;">Você já se fez essa pergunta?</p>
<p style="text-align:justify;">Sim, porque não se trata de uma indagação banal ou mesmo irrelevante. Afinal, tem um bando de gente por aí que simplesmente não entende o que a gente chama de “realidade”. Gente que por conta disso resolveu criar uma realidade particular para si, a qual nós soberbamente denominamos de delírio. Tais pessoas são as que outrora chamávamos de loucos e que hoje recebem a alcunha de psicóticos, esquizofrênicos, paranoicos ou, numa nomenclatura mais politicamente correta, portadores de transtorno mental grave e persistente.</p>
<p style="text-align:justify;">Sejamos elegantemente silogísticos: se essas pessoas não dão conta de entender a suposta realidade que os demais conseguem, logo, nós, os supostamente “entendedores” temos alguma coisa que nos permite entender, ao passo que eles não. Nós temos uma chave, um software, que ao ser colocado nessa imensa máquina chamada “mundo” nos permite navegar nas páginas da realidade! O psicótico, por sua vez, cria um sistema operacional próprio!</p>
<p style="text-align:justify;"><em>É essa chave, é esse software, que nos permitiria entender a realidade que Lacan chamou de Nome-do-Pai</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Calma, a explicação ainda não terminou. Até porque provavelmente (caso você seja um neófito na teoria psicanalítica) ainda não deve ter entendido muita coisa. Prossigamos.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma pergunta básica: como é, afinal de contas, que a gente entende alguma coisa?</p>
<p style="text-align:justify;">Há uma série de explicações. Uma delas é a de que a gente entende, por exemplo, o significado de uma frase porque a gente sabe o que cada palavra significa. Aí a gente vai juntando o significado de cada um dos termos da frase e pronto: entendemo-la!</p>
<p style="text-align:justify;">Lacan, que era um cara apaixonado por três livrinhos de Freud, a “Psicopatologia da Vida Cotidiana”, “A Interpretação dos Sonhos” e “Os chistes e sua relação com o inconsciente”, pensava diferente: pra ele, as palavras não tem um significado definido a priori. Por exemplo, a palavra casa na frase “Eu adoro ficar em casa” tem o significado de “morada”, “residência”, “lar” etc. Já na frase “No ano que vem, será que você se casa?”, a palavra casa tem o sentido de unir-se matrimonialmente a alguém. Os livrinhos do Freud dos quais Lacan gostava eram cheios de exemplos como esse. Portanto, para Lacan, o significado de uma determinada palavra não era fixo, mas dependia do contexto, isto é, das outras palavras que com ela estavam na frase.</p>
<p style="text-align:justify;">Agora raciocine comigo: se os significados das palavras dependem das outras palavras que estão junto com ela dentro de uma sentença ou de uma frase, logo para que eu compreenda o significado de uma palavra da sentença eu tenho que saber TODAS as palavras que estão dentro dela, certo? E para que eu saiba quais são todas as palavras que estão na frase, eu preciso saber qual é a última palavra da frase, não é? Ou seja, aquela palavra que fecha a frase e que coloca limite a ela. Só assim eu vou poder saber onde a frase começa e onde ela termina e, em decorrência, quais são todas as palavras que nela estão. Só assim eu vou poder entender a frase!</p>
<p style="text-align:justify;">Por exemplo, tomemos a seguinte frase: “Eu matei uma mulher.”. Você entendeu o significado dessa frase? Provavelmente sim. Entendeu que na frase eu digo que cometi um assassinato contra uma pessoa do sexo feminino. E você só conseguiu entender isso porque a palavra “mulher” é o último elemento da frase. Se a última palavra não fosse mulher, mas “susto”, como na frase “Eu matei uma mulher de susto.”, você entenderia outra coisa, completamente diferente, não é mesmo?</p>
<p style="text-align:justify;">Vamos agora estender essa mesma lógica para o nosso problema inicial, que eu disse que foi o problema que Lacan tentou resolver com o conceito de Nome-do-Pai, a saber: “Como é que a gente entende a realidade?”.</p>
<p style="text-align:justify;">Já vimos que a gente consegue entender uma frase quando a gente sabe qual é o último elemento dela, não é? E se a gente pensar isso que a gente chama de “realidade” como uma imensa e gigantesca frase?</p>
<p style="text-align:justify;">Foi mais ou menos assim que Lacan pensou. Ele chamou essa frase colossal de &#8220;<em>cadeia significante</em>&#8220;. E de onde ele tirou isso?</p>
<p style="text-align:justify;">Do fato de que a nossa vida está completamente imersa na linguagem.</p>
<p style="text-align:justify;">Já parou para pensar nisso?</p>
<p style="text-align:justify;">Pense, por exemplo, no fato de que antes mesmo de você nascer, seus pais e familiares já estavam falando sobre você nem que seja apenas para escolher seu nome, ou seja, como diz o apóstolo João: <em>“No princípio era o Verbo”</em>. Antes de você existir, já havia uma série de frases sendo ditas sobre você. Aí, depois que nasce, você cai de paraquedas num mundo em que tudo tem nome, desde essa sensação ruim que você sente no estômago e que você fica sabendo que é “fominha” até as partes do seu corpo: “olhinho”, “boquinha”, “piupiu”. Enfim, a gente nasce dentro de algo que parece uma frase enorme!</p>
<p style="text-align:justify;">Agora vem a pergunta: já que nós nascemos dentro dessa imensa frase e vamos ter que viver o resto da vida nela, é preciso que a gente se vire para entendê-la, certo? E como é que a gente faz isso?</p>
<p style="text-align:justify;">Ora, como a gente já viu, só é possível fazer isso, ou seja, entender essa grande frase chamada realidade, se apresentarem pra gente o último elemento dela, isto é, aquela “palavra” que está no fim dessa imensa frase (e que, em decorrência, estará virtualmente no fim de toda e qualquer frase) e que nos permite apreender o significado dela.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Lacan chamou a essa “última palavra” de Nome-do-Pai</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Você pode estar se perguntando: “Mas porque Lacan resolveu chamar essa última palavra logo de Nome-do-Pai. O que o pai tem a ver com isso?”.</p>
<p style="text-align:justify;">Para respondermos a essa questão, será preciso nos reportarmos aos condicionamentos históricos da teoria psicanalítica. Embora tanto Freud quanto Lacan tenham pretendido formular hipóteses e conceitos de validade universal, isto é, que supostamente valeriam para todo e qualquer ser humano independentemente da época e do local em que tenham nascido, nós não podemos esconder o sol com a peneira! Devemos admitir que aquilo que Freud chamou de “<a title="O que é complexo de Édipo? (parte 1)" href="http://lucasnapoli.com/2010/11/18/o-que-e-complexo-de-edipo-parte-1/"><strong>complexo de Édipo</strong></a>” é um tipo de fantasia/conflito psicológico historicamente datado, tributário do tipo de organização familiar vigente em sua época e que não existiu desde sempre.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando Freud fala, por exemplo, que o complexo de Édipo é o núcleo das neuroses, ele está simplesmente descrevendo a organização psíquica que lhe aparecia com mais frequência no consultório. De fato, a raiz da grande maioria dos problemas emocionais dos pacientes de Freud e de todos os praticantes da psicanálise do final do século XIX e início do século XX estava em um conflito psíquico que misturava um intenso desejo incestuoso, uma culpa terrível derivada desse desejo e um ódio/temor igualmente forte da <a title="O que é superego? (parte 1)" href="http://lucasnapoli.com/2009/12/18/o-que-e-superego-parte-1/"><strong>severidade monstruosa</strong></a> de uma figura paterna pouco afetuosa, distante e que encarnava a moralidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando Lacan vai fazer sua leitura do complexo de Édipo, o que ele tenta é de alguma forma extrair do Édipo freudiano aquilo que nele seria de ordem estrutural, ou seja, universal e invariável, que não precisaria ficar restrito à organização familiar. Todavia, nesse processo o que Lacan acaba fazendo é NATURALIZANDO o complexo de Édipo! Apoiado em Freud, Lacan fez com que a organização familiar moderna (pai, mãe e filhos, a “sagrada família”) passasse a servir de referência transcendental para toda e qualquer organização familiar de qualquer época. Em outras palavras, por mais diversificadas que fossem as organizações familiares, em todas elas se poderia encontrar uma estrutura básica triádica (pai, mãe e filho). É aí que surge essa história de que na psicanálise (leia-se lacaniana) o importante não é a mãe e o pai, mas a função materna e a função paterna.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando Lacan define aquele último elemento da imensa frase que é a realidade como sendo o Nome-do-Pai, o que ele está dizendo nas entrelinhas é que a nossa realidade, independentemente do período histórico, é e sempre será PATRIARCAL, ou seja, marcada por uma relação hierárquica em que os homens ocupam a linha de cima e as mulheres a de baixo e em que o masculino é o parâmetro definidor da subjetividade.</p>
<p style="text-align:justify;">Para sustentar essa ideia, Lacan recorre ao complexo de castração freudiano, mais uma vez NATURALIZANDO a fantasia que ali se encontra, segundo a qual os homens teriam medo de perder o pênis e as mulheres desejariam possuí-lo. Nesse sentido, o que organizaria o que Lacan chama de “partilha dos sexos” seria a presença ou não de um símbolo derivado da anatomia masculina, isto é, o <a title="O que é falo? (parte 1)" href="http://lucasnapoli.com/2009/04/25/o-que-e-falo-parte-1/"><strong>falo</strong></a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim, os homens teriam uma “palavra” ou um “símbolo” (o falo) capaz de representá-los na imensa frase da realidade ao passo que as mulheres não. É essa ideia que fundamenta a famosa frase de Lacan: “<a title="Por que Lacan disse que “A Mulher não existe”?" href="http://lucasnapoli.com/2009/03/03/por-que-lacan-disse-que-a-mulher-nao-existe/"><strong>A Mulher não existe</strong></a>”. De fato, se a realidade é patriarcal, masculina, fálica, a mulher de fato não tem lugar nessa realidade.</p>
<p style="text-align:justify;">O Nome-do-Pai, portanto, seria essa última palavra que, pondo fim à grande frase da realidade, permitiria entendê-la. Por “entendê-la”, leia-se interpretar a realidade segundo a lógica patriarcal e fálica. Lacan é explícito quanto a isso, ao fazer referência à “significação do falo”.</p>
<p style="text-align:justify;">Passemos a uma última questão.</p>
<p style="text-align:justify;">Na teoria lacaniana, como é que a gente teria acesso ao Nome-do-Pai? Como é que a gente se daria conta da existência dele?</p>
<p style="text-align:justify;">Por intermédio da mãe. Para Lacan, como a mulher é um ser que não tem o falo embora o deseje ardentemente, ela tende a usar o filho como um objeto equivalente, ou seja, faz uso do bebê como um objeto de gozo.</p>
<p style="text-align:justify;">Para Lacan (como também para Freud) TODAS as mães têm essa tendência doentia a gozar de seus filhos como consolo para sua falta de pênis, TODAS.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesse sentido, no início da vida, segundo Lacan, a mãe seria para o bebê a encarnação da sua realidade, já que ele passa quase todo o tempo com ela. O problema é que essa realidade seria, um inferno, pois ela seria constituída unicamente do desejo caprichoso, voraz e sem lei da mãe. Nesse contexto, o bebê ainda não seria capaz de entender a realidade, já que ainda não saberia o que move o desejo da mãe, o que ela busca, pois ainda não lhe teria sido apresentado o último elemento da frase.</p>
<p style="text-align:justify;">Num segundo momento, o que salvaria o bebê desse estado terrível de submissão ao desejo absoluto da mãe seria o fato de que ele não seria capaz de encarnar definitivamente o falo, ou seja, de saciar completamente o desejo da mãe por um pênis. Em decorrência, aos poucos, a mãe iria deixando-o um pouco de lado e, ao mesmo tempo, mostrando que ela tem outros interesses.</p>
<p style="text-align:justify;">É essa mudança no funcionamento da mãe que coloca em jogo e indica a existência do Nome-do-Pai e junto com ele a significação fálica. É a partir daí que começa a surgir para o sujeito a percepção do significado que tinha até então para a mãe. Aos poucos, ele iria se apercebendo que encarnava para ela esse objeto que o mundo todo desejo e que regula o funcionamento da realidade, a saber o falo.</p>
<p style="text-align:justify;">A partir de então, a realidade que antes era caótica e sem lei, passa a poder ser entendida, pois agora a gente sabe qual é o último elemento da frase.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lucasnapoli.wordpress.com/1191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lucasnapoli.wordpress.com/1191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lucasnapoli.wordpress.com/1191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lucasnapoli.wordpress.com/1191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lucasnapoli.wordpress.com/1191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lucasnapoli.wordpress.com/1191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lucasnapoli.wordpress.com/1191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lucasnapoli.wordpress.com/1191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lucasnapoli.wordpress.com/1191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lucasnapoli.wordpress.com/1191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lucasnapoli.wordpress.com/1191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lucasnapoli.wordpress.com/1191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lucasnapoli.wordpress.com/1191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lucasnapoli.wordpress.com/1191/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucasnapoli.com&#038;blog=6399411&#038;post=1191&#038;subd=lucasnapoli&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Freud e sua filha, Anna</media:title>
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		<title>Comentário vencedor da promoção do post anterior</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 00:43:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Nápoli</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O comentário vencedor da promoção do post anterior foi elaborado por Mariane Feltes Decussatti. Mariane receberá em sua casa um exemplar do livro &#8220;AUTISMO: não espere, aja logo!&#8221;, de Francisco Paiva Junior. Confira abaixo, na íntegra, o comentário vencedor: Com &#8230; <a href="http://lucasnapoli.com/2012/05/07/comentario-vencedor-da-promocao-do-post-anterior/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucasnapoli.com&#038;blog=6399411&#038;post=1188&#038;subd=lucasnapoli&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">O comentário vencedor da promoção do post anterior foi elaborado por <span style="text-decoration:underline;"><strong>Mariane Feltes Decussatti</strong></span>. Mariane receberá em sua casa um exemplar do livro &#8220;AUTISMO: não espere, aja logo!&#8221;, de Francisco Paiva Junior. Confira abaixo, na íntegra, o comentário vencedor:</p>
<blockquote>
<div>
<p style="text-align:justify;">Com o Gabriel <img src="http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif?m=1129645325g" alt=":)" /></p>
<p style="text-align:justify;">Aprendi que existem várias formas de se comunicar com alguém. E que, quando a gente ama, o nosso coração acha o caminho. Que com paciência, dedicação e amor, ele vai entender, ele vai compreender você.</p>
<p style="text-align:justify;">Aprendi a respeitar todas as diferenças. E que, apesar de diferentes, para Deus somos todos iguais.</p>
<p style="text-align:justify;">Aprendi, infelizmente, que a falta de informação é cruel.<br />
A informação pode fazer coisas maravilhosas como a inclusão.</p>
<p style="text-align:justify;">Que nem sempre “birra” é má educação e que choro significa “manha”.</p>
<p style="text-align:justify;">Talvez ele apenas não goste do lugar, do barulho, talvez ele seja sensível demais a coisas que você sequer consegue perceber!</p>
<p style="text-align:justify;">Quando aceitei realmente que o Gabriel era um Autista, a única informação que eu encontrava em português pela internet era aquela:<br />
“Autista não olha nos olhos, não demonstra afeto, enfilera brinquedos” Affhhh! Eu tinha vontade de abrir a janela e gritar para todo mundo ouvir:</p>
<p style="text-align:justify;">NÃO É BEM ASSIM!!!!</p>
<p style="text-align:justify;">Ele é uma criança, um ser humano.<br />
Ele sorri, chora, brinca de formas diferentes, mas e daí?</p>
<p style="text-align:justify;">Quem disse que ser diferente é ruim?</p>
<p style="text-align:justify;">Autismo não é algo que tem que ser escondido ou mascarado.<br />
Assumir para o mundo que a criança é especial é inclusão.</p>
<p style="text-align:justify;">E é uma pena que nem todos pensam assim!</p>
</div>
</blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lucasnapoli.wordpress.com/1188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lucasnapoli.wordpress.com/1188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lucasnapoli.wordpress.com/1188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lucasnapoli.wordpress.com/1188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lucasnapoli.wordpress.com/1188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lucasnapoli.wordpress.com/1188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lucasnapoli.wordpress.com/1188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lucasnapoli.wordpress.com/1188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lucasnapoli.wordpress.com/1188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lucasnapoli.wordpress.com/1188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lucasnapoli.wordpress.com/1188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lucasnapoli.wordpress.com/1188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lucasnapoli.wordpress.com/1188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lucasnapoli.wordpress.com/1188/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucasnapoli.com&#038;blog=6399411&#038;post=1188&#038;subd=lucasnapoli&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">:)</media:title>
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		<title>Livro narra depoimento de um pai sobre os sinais de autismo</title>
		<link>http://lucasnapoli.com/2012/04/17/livro-narra-depoimento-de-um-pai-sobre-os-sinais-de-autismo/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 03:43:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Nápoli</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://lucasnapoli.files.wordpress.com/2012/04/autismo_nao_espere_aja_logo_big.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1183" title="autismo_nao_espere_aja_logo_big" src="http://lucasnapoli.files.wordpress.com/2012/04/autismo_nao_espere_aja_logo_big.jpg?w=208&h=300" alt="" width="208" height="300" /></a>Giovani era o bebê que todos os pais gostariam de ter. Falo dos pais contemporâneos que se dividem entre o trabalho, o cuidado dos filhos e seus projetos pessoais. Calmo, silencioso e com pouca propensão a chorar, Giovani era capaz de passar horas brincando sozinho, folheando um livro ou vendo televisão sem solicitar a atenção de seus pais. Em outras palavras, diferentemente da maioria das crianças, o garoto pouco demandava de seus pais, produzindo neles uma sensação de conforto e tranquilidade bastante atípica para quem estava cuidando de um bebê com poucos meses de vida. Essa sensação, todavia, não durou muito tempo.</p>
<p style="text-align:justify;">Seu pai, <a href="http://www.paivajunior.com.br/"><strong>Francisco Paiva Junior</strong></a>, dono de uma aguçada capacidade de observação própria da profissão de jornalista, logo notou que além de ser excessivamente calmo para um bebê, Giovani apresentava outros comportamentos que o distinguiam da maioria das crianças: não utilizava os brinquedos de acordo com a função para a qual haviam sido feitos (carrinhos, por exemplo, eram jogados ou chutados como bolas); repetia durante um bom tempo uma mesma ação, como levantar até a altura do rosto uma peça de um jogo de montar e depois deixá-la cair; dificilmente atendia ao ser chamado por seu nome; não olhava nos olhos de ninguém etc.</p>
<p style="text-align:justify;">Graças à Internet, Paiva Junior pôde ter acesso a informações que o levaram a suspeitar do que poderia estar acontecendo com seu filho e – o que é o mais importante – buscar ajuda especializada. Pesquisando acerca dos comportamentos atípicos de Giovani, o jornalista descobriu que o filho poderia ser autista.</p>
<p style="text-align:justify;">Diferentemente do que o público leigo imagina, o autismo não é uma categoria diagnóstica que comporta apenas uma única caracterização sintomatológica. Dito de outro modo, indivíduos com autismo não são todos iguais. Fala-se no campo psicopatológico, de um espectro autista, ou seja, de uma faixa que comporta vários níveis e graus de autismo. Nesse sentido, há casos leves, moderados e graves de autismo, com sintomatologias específicas em cada um dos níveis. O elemento comum que permite designar os diferentes quadros nosológicos como autismo é a existência de um atraso no desenvolvimento das funções de comunicação e socialização, o que caracteriza essa psicopatologia como um transtorno global do desenvolvimento (TGD).</p>
<p style="text-align:justify;">Em <a href="http://www.mbooks.com.br/cgi-bin/e-commerce/busca_e-commerce.cgi?lvcfg=mbooks&amp;action=saibamais&amp;codigo=801696"><strong>“AUTISMO: não espere, aja logo! Depoimentos de um pai sobre os sinais de autismo”</strong></a> (M.Books, 2012, 132 páginas, R$39), o jornalista Paiva Junior corajosamente narra todo o percurso que vai desde o complicado parto de seu filho Giovani, passando pelo recebimento do diagnóstico de autismo, até o começo do tratamento do filho. Não se trata, porém, de um relato destinado a satisfazer a curiosidade que grande parte das pessoas sente em relação aos comportamentos de uma pessoa autista.</p>
<p style="text-align:justify;">O interesse de Paiva Junior é utilizar o caso de Giovani como ilustração para a necessidade que os pais têm de estarem atentos aos comportamentos de seus filhos a fim de que, caso haja a suspeita de autismo, o diagnóstico seja feito o mais precocemente possível para que se inicie imediatamente o tratamento.</p>
<p style="text-align:justify;">Paiva Junior, ao longo de todo o livro, insiste no seguinte ponto: tanto pais quanto profissionais, ao perceberem qualquer sinal que possa indicar que a criança seja autista, não devem ficar na expectativa de que o tempo lhes vá trazer a confirmação da suspeita. Muitas vezes, o tempo de espera poderia ter sido utilizado para a concretização do tratamento caso o diagnóstico de autismo fosse efetivamente feito. Quanto mais precoce for a intervenção, maiores serão as chances de que os comprometimentos nas áreas de comunicação e socialização do indivíduo sejam minimizados.</p>
<p style="text-align:justify;">Giovani, como o leitor pode notar ao longo do livro, não apresentava sinais muito evidentes de que fosse uma criança autista. Tanto é que uma pediatra a quem os pais foram consultar no início, disse que os comportamentos atípicos do garoto eram apenas traços de sua personalidade, que “aquele era o jeito dele”.</p>
<p style="text-align:justify;">Se não fosse pelo insistente (e saudável) desejo do pai de compreender o que de fato se passava com seu filho, Giovani só teria sido diagnosticado com autismo muitos anos depois, quando muitos dos problemas já teriam se agravado. Paiva Junior e sua esposa buscaram a ajuda de um neuropediatra (que, inclusive, escreve o prefácio do livro) e dele obtiveram a resposta que tanto esperavam e que ao mesmo tempo temiam: o diagnóstico de autismo.</p>
<p style="text-align:justify;">Aliás, a reação dos pais diante da confirmação do diagnóstico é outro ponto bastante enfatizado no livro. Paiva Junior, através de uma descrição íntima e direta da experiência que vivenciou com a esposa, mostra que a negação é a primeira resposta da maioria dos pais diante do diagnóstico de autismo. Muitos se recusam a acreditar no que ouvem do médico e, por conta disso, acabam procrastinando o início do tratamento. O que está em jogo é a perda da <a title="O que é Narcisismo?" href="http://lucasnapoli.com/2009/01/31/o-que-e-narcisismo/"><strong>imagem do filho perfeito</strong></a> que todos os pais idealizam para seus descendentes e da qual muitos resistem a se desfazer.</p>
<p style="text-align:justify;">O livro ainda traz os casos de outras crianças autistas e suas famílias, abordando a descoberta dos sinais, a confirmação do diagnóstico e a reação dos familiares. Tais relatos foram fornecidos por pais que faziam parte de listas de discussão sobre autismo na internet das quais Paiva Junior participa. O jornalista, aliás, tem contribuído ativamente para o processo de propagação de conhecimento acerca do autismo. Em 2010, criou a Revista Autismo, gratuita e sem fins lucrativos, que se dedica a disseminar informação sobre o transtorno, colaborando para a desconstrução das imagens preconceituosas ainda existentes sobre o indivíduo autista.</p>
<p style="text-align:justify;">A <a href="http://www.mbooks.com.br/"><strong>M.BOOKS</strong></a>, editora responsável pela publicação do livro, <strong>disponibilizou um exemplar da obra para presentear um dos leitores</strong>. O escolhido será aquele que elaborar <strong>o comentário mais criativo e bem fundamentado acerca do tema AUTISMO</strong>. Sugestões: <em>história do conceito de autismo; como o autismo tem sido visto pela psicologia e pela psicanálise; teorias sobre a causalidade do autismo; a inclusão do indivíduo autista na sociedade</em> etc. A intenção é transformar o espaço de comentários em um pequeno mural de informações a respeito do tema. O dono do comentário mais criativo e bem fundamentado receberá o livro diretamente em sua casa. <strong>Não se esqueça de inserir seu nome completo e email</strong>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lucasnapoli.wordpress.com/1179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lucasnapoli.wordpress.com/1179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lucasnapoli.wordpress.com/1179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lucasnapoli.wordpress.com/1179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lucasnapoli.wordpress.com/1179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lucasnapoli.wordpress.com/1179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lucasnapoli.wordpress.com/1179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lucasnapoli.wordpress.com/1179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lucasnapoli.wordpress.com/1179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lucasnapoli.wordpress.com/1179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lucasnapoli.wordpress.com/1179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lucasnapoli.wordpress.com/1179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lucasnapoli.wordpress.com/1179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lucasnapoli.wordpress.com/1179/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucasnapoli.com&#038;blog=6399411&#038;post=1179&#038;subd=lucasnapoli&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Id, ego, superego: entenda a segunda tópica de Freud (parte 3)</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 02:31:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Nápoli</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://lucasnapoli.files.wordpress.com/2012/04/bela1-png.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1174" title="Zezé Macedo" src="http://lucasnapoli.files.wordpress.com/2012/04/bela1-png.jpg?w=300&h=216" alt="" width="300" height="216" /></a>No último post desta série vimos que, por volta dos anos 1920, Freud se viu diante de um baita problema teórico: de que valia continuar utilizando o termo “inconsciente” para designar uma parte específica de nosso psiquismo se essa parcela da mente se parecia mais com um tremendo balaio de gato onde cabiam coisas tão heterogêneas como os impulsos reprimidos e as partes do ego que impediam que esses impulsos fossem reconhecidos pelo sujeito, ou seja, que provocavam <a title="O que é resistência em Psicanálise?" href="http://lucasnapoli.com/2011/07/19/o-que-e-resistencia-em-psicanalise/"><strong>resistência</strong></a>?</p>
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<p><a href="http://www.cursos24horas.com.br/parceiro.asp?cod=promocao29465&amp;url=cursos/recursos-humanos" target="_blank"><img style="border:none;" src="http://www.cursos24h.net.br/banners/areas/recursos-humanos/gif/580x250.gif" alt="Cursos Online na Área de Recursos Humanos" width="580" height="250" /></a></p>
<p><a style="font-family:Verdana, Geneva, sans-serif;font-size:10px;color:#028acc;text-decoration:none;" href="http://www.cursos24horas.com.br/parceiro.asp?cod=promocao29465" target="_blank">Cursos Online 24 Horas</a><span style="font-size:10px;color:#028acc;"> &#8211; </span><a style="font-family:Verdana, Geneva, sans-serif;font-size:10px;color:#028acc;text-decoration:none;" href="http://www.cursos24horas.com.br/parceiro.asp?cod=promocao29465" target="_blank">Certificado Entregue em Casa</a></p>
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<p style="text-align:justify;">Não seria melhor passar a utilizar o termo “inconsciente” num sentido meramente descritivo, ou seja, apenas para fazer referência à forma em que se encontra uma representação mental da qual não estamos conscientes no momento?</p>
<p style="text-align:justify;">“Sim, seria”: essa foi a resposta de Freud. Já que o conceito de inconsciente estava perdendo a especificidade que tinha no início da psicanálise, melhor seria abandoná-lo de vez.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas o que colocar em seu lugar? Se o conceito de inconsciente como uma região psíquica já não fazia mais sentido, logo aquela primeira divisão da mente em consciente, pré-consciente e inconsciente também iria para o ralo, certo?</p>
<p style="text-align:justify;">Perfeitamente. O problema agora passava a ser então a elaboração de um novo modelo para representar o psiquismo. Se a mente não poderia mais ser pensada como dividida em consciente, pré-consciente e inconsciente, como uma seria uma nova estruturação, capaz de superar as limitações da primeira?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A aposta freudiana no conceito de Id</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Freud foi encontrar o princípio da resposta que daria a essa pergunta num conceito extraído da obra do médico e psicanalista <a title="Por que Groddeck NÃO foi o pai da Psicossomática" href="http://lucasnapoli.com/2010/09/30/por-que-groddeck-nao-foi-o-pai-da-psicossomatica/"><strong>Georg Groddeck</strong></a>, acerca do qual já falei <a title="Psicossomática e Psicanálise VII: Georg Groddeck" href="http://lucasnapoli.com/2011/06/14/psicossomatica-e-psicanalise-vii-georg-groddeck/"><strong>algumas vezes</strong></a> aqui no site e cuja obra, aliás, foi meu objeto de estudo no mestrado em Saúde Coletiva.</p>
<p style="text-align:justify;">Influenciado pela leitura de Nietzsche, Groddeck vinha utilizando naquela época a palavrinha alemã “<em>Es</em>” (cuja tradução para o latim seria “Id”) para fazer referência a uma espécie de força vital que condicionaria toda a nossa existência, desde a formação dos órgãos do corpo até os nossos mais sutis pensamentos. Nesse sentido, nenhuma de nossas escolhas seria autônoma, ou seja, produto de nosso livre-arbítrio. Groddeck costumava dizer que em vez da frase “Eu vivo” deveríamos dizer “Sou vivido por isso”.</p>
<p style="text-align:justify;">O que Groddeck queria, na verdade, era chamar a atenção para o fato de que nenhum de nós se encontra isolado do contexto em que vive e carrega em si as marcas de sua própria história. Em decorrência, todas as nossas escolhas são o produto da nossa relação coma natureza (da qual somos apenas uma modificação) bem como de nossa história. O conceito de “<em>Es</em>” servia para Groddeck justamente para evidenciar o fato de que o que nós chamamos de que nós não somos donos do nosso próprio nariz na medida em que nos encontra na dependência de fatores que estão para além de nós mesmos e acerca dos quais na maioria das vezes não temos consciência.</p>
<p style="text-align:justify;">Ora, esse modo de entender a existência humana proposto por Groddeck era bastante semelhante à conclusão que Freud havia chegado desde que inventara a psicanálise e que sintetizou na famosa frase: “O eu não é senhor na própria casa.”. No momento em que Freud proferiu essa frase, o que ele tinha em mente era a força do inconsciente na determinação da conduta humana. Mas se a ideia de “o inconsciente” já não fazia muito sentido, como continuar sustentando que o “eu não é senhor na própria casa”?</p>
<p style="text-align:justify;">Tomando emprestado de Groddeck o conceito de “<em>Es</em>”, ora! O termo parecia perfeito para designar a região da mente que Freud até então vinha chamando de inconsciente e, de quebra, não tinha os inconvenientes do termo inconsciente!</p>
<p style="text-align:justify;">O vocábulo “<em>Es</em>” na língua alemã é um pronome impessoal. Por isso, as edições mais recentes da obra de Freud preferem traduzir o termo por “Isso” em vez de “Id”, justamente para valorizar esse aspecto semântico referente a algo indeterminado, desconhecido, obscuro. Essa característica, aliás, foi uma das razões que levaram Freud a gostar do conceito. Pareceu-lhe o termo ideal para contrapor ao ego, na medida em que colocaria em primeiro plano a verdadeira oposição que interessa à psicanálise, a saber: a oposição entre o ego e a <a title="O que é objeto a?" href="http://lucasnapoli.com/2012/01/08/o-que-e-objeto-a/"><strong>pulsão</strong></a>, essa fome insaciável de viver que pode, paradoxalmente, colocar a vida em risco. É esse conflito que de fato esteve nas raízes da psicanálise e não o embate entre consciência e inconsciente!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O Id freudiano</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Diferentemente de Groddeck, que entendia o Id como a expressão da nossa vinculação indissociável com o mundo, Freud privilegiou o significado do conceito referente a algo exterior ao ego, exemplificado na famosa frase de uma personagem da Escolinha do Professor Raimundo: “Ele só pensa naquilo”. Esse “naquilo” é obviamente a sexualidade, a qual, para Freud, se manifesta no ser humano de modo excessivo, desmedido e que, por conta disso, adquire uma conotação de exterioridade em relação ao ego. É por isso que, do ponto de vista freudiano, haverá sempre um conflito entre o ego e as pulsões no cerne de cada alma humana.</p>
<p style="text-align:justify;">O Id é justamente o conceito que Freud empregará para situar o lugar que essas pulsões ocupam no aparelho psíquico. No Id se encontrariam tanto as pulsões sexuais quanto as <a title="Pulsão de morte em humanês (parte 1)" href="http://lucasnapoli.com/2009/02/02/pulsao-de-morte-em-humanes-parte-1/"><strong>pulsões de morte</strong></a> (responsáveis pela agressividade que dirigimos contra nós mesmos e contra os outros). As pulsões seriam os representantes no psiquismo de necessidades provenientes do corpo e buscariam unicamente a satisfação sem levar em conta as possibilidades reais de obtê-la e, muito menos, se essa satisfação faria bem para o sujeito. A norma que regula o funcionamento mental dentro do Id é o <a title="O que é princípio do prazer?" href="http://lucasnapoli.com/2011/03/15/o-que-e-principio-do-prazer/"><strong>princípio do prazer</strong></a>, ou seja, no Id uma representação mental se liga a outra não em função de uma relação lógica ou semântica, mas sim devido ao fato de ambas estarem ligadas mutuamente a uma experiência de satisfação ou de busca dela. Assim, no Id, a fórmula 1 + 1 não é necessariamente igual a 2. Pode ser igual a 3 ou a 20 caso essa estranha equação favoreça a conquista do prazer e da satisfação. Em outras palavras, não há razão no interior do Id. A racionalidade é um modo de funcionamento mental a ser conquistado pelo sujeito.</p>
<p style="text-align:justify;">No próximo post veremos como essa conquista é levada a cabo. Conheceremos de que modo o Id dá origem ao ego, esse filho ingrato que desde o nascimento já entrará em conflito com seu genitor e, se possível, veremos ainda o surgimento do terceiro e último elemento da segunda tópica, o famoso e feroz “<a title="O que é superego? (parte 1)" href="http://lucasnapoli.com/2009/12/18/o-que-e-superego-parte-1/"><strong>superego</strong></a>”.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>CONTINUA</strong>.</p>
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		<title>O psicanalista deve fazer anotações durante as sessões?</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Mar 2012 00:50:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Nápoli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos os iniciantes na prática da psicanálise possuem uma série de dúvidas de ordem prática e operacional que geralmente não são sanadas nos cursos de formação. Uma das perguntas mais frequentes de quem está começando a atender pacientes diz respeito &#8230; <a href="http://lucasnapoli.com/2012/03/24/o-psicanalista-deve-fazer-anotacoes-durante-as-sessoes/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucasnapoli.com&#038;blog=6399411&#038;post=1160&#038;subd=lucasnapoli&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://lucasnapoli.files.wordpress.com/2012/03/apresentac3a7c3a3o1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1164" title="Apresentação1" src="http://lucasnapoli.files.wordpress.com/2012/03/apresentac3a7c3a3o1.jpg?w=300&h=198" alt="" width="300" height="198" /></a>Todos os iniciantes na prática da psicanálise possuem uma série de dúvidas de ordem prática e operacional que geralmente não são sanadas nos cursos de formação. Uma das perguntas mais frequentes de quem está começando a atender pacientes diz respeito à realização ou não de notas durantes as sessões.</p>
<p style="text-align:justify;">Não se trata de uma indagação para a qual se tenha uma resposta óbvia. Afinal, muitas informações que se encontram no discurso do paciente precisam ser registradas, pois podem ser úteis na <a href="http://www.cursos24horas.com.br/parceiro.asp?cod=promocao29465%%3E&amp;url=cursos/redacao.asp"><strong>construção de um relato clínico</strong></a> ou mesmo para a própria compreensão mais clara da história clínica do paciente. Em certos casos clínicos de Freud é possível verificar, por exemplo, o quanto certos dados cronológicos foram extremamente relevantes para o entendimento da doença do paciente.</p>
<p style="text-align:justify;">Vemos, portanto, que os registros escritos são de fato muito importantes tanto para a elaboração de um relato do caso quanto para a própria condução do tratamento. Por outro lado, sabemos também que nem todos os analistas são dotados de uma alta capacidade de <a href="http://www.cursos24horas.com.br/parceiro.asp?cod=promocao29465%%3E&amp;url=cursos/memo.asp"><strong>memorização</strong> </a>e, além disso, as próprias questões inconscientes do analista podem acabar influenciando suas lembranças relativas às sessões. Isso coloca em xeque as anotações que são feitas após o encerramento da sessão, já que o analista pode simplesmente não se lembrar das informações de que precisa.</p>
<p style="text-align:justify;">Dada essa dificuldade, o que fazer? Anotar durante as sessões?</p>
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<p style="text-align:justify;"><strong>Quando anotar?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Num texto de 1912, chamado <em>“Recomendações aos médicos que exercem a psicanálise”</em>, Freud nos dá algumas dicas de como solucionar esse problema. Vejamos o que o pai da psicanálise diz:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>1. NÃO SE DEVE ANOTAR TUDO O QUE O PACIENTE DIZ.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Lembre-se: você é um psicanalista e não um estenógrafo! Não dá para tratar um paciente e escrever ao mesmo tempo. Ninguém consegue realizar duas atividades ao mesmo tempo. Logo, se você está preocupado em anotar tudo o que o paciente diz, sua tarefa de fazer a análise acontecer será deixada de lado. Além disso, a grande maioria dos pacientes se sente desconfortável, intimidada e, frequentemente, percebe que você deixou de lado a análise e está focado apenas em anotar o que fala. Outra razão pela qual você não deve anotar integralmente o que o paciente diz é que a anotação exige um tipo de concentração que é inteiramente contrária à atitude que um analista deve adotar durante a sessão. Essa atitude, que Freud chamou de <em>“atenção flutuante”</em> deve permitir ao analista se deixar levar pela associação-livre do paciente e captar os momentos propícios a uma pontuação ou interpretação. Portanto, se você está preocupado em anotar o que paciente diz, sua atenção ficará presa apenas ao discurso em si do paciente e não estará livre para perceber as incoerências, lapsos, atos-falhos e outras eventualidades que não devem jamais passar despercebidas.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>2. FAÇA APENAS ANOTAÇÕES EVENTUAIS</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Datas são informações que, pela reduzida possibilidade de associação consciente, tendem a ser facilmente esquecidas. Por outro lado, são altamente relevantes para a compreensão do caso, pois muitas vezes são significantes que estão intimamente associados a eventos cruciais da história do paciente. Logo, talvez seja interessante ter um caderninho de notas por perto para poder anotar alguns delas.</p>
<p style="text-align:justify;">Determinados sonhos e eventos da história clínica fornecem uma espécie de “radiografia” tão precisa da situação do paciente ou de uma fantasia inconsciente que, caso não sejam registrados, correm o risco de serem perdidos como informação para a confecção de um relato clínico. Nas ocasiões em que tais elementos aparecerem, anotá-los pode ser indicado, afinal o valor a longo prazo da informação compensará os poucos minutos de intervalo da atenção flutuante.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Conclusão</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Não, não é recomendável que o psicanalista faça anotações regulares durante as sessões. Não se engane: se em reuniões e outros compromissos profissionais fazer anotações pode ser vista como uma atitude que indica <a href="http://www.cursos24horas.com.br/parceiro.asp?cod=promocao29465%%3E&amp;url=cursos/mark.asp"><strong>profissionalismo</strong></a> e seriedade, na análise esse comportamento apenas provocará irritação e incômodo no paciente e tirará sua atenção dos reais objetivos do tratamento. Todavia, deixe sempre o bloquinho por perto. Datas relevantes, sonhos e outros eventos importantes podem ser exceções à regra.</p>
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		<title>Repetir é a melhor forma de memorizar?</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 12:33:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Nápoli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para muitas pessoas, a memória é muito mais do que uma simples função psicológica. Ela lhes serve como uma verdadeira ferramenta de trabalho. O ambiente escolar e universitário bem como certas profissões exigem uma boa capacidade de memorização. Especialmente indivíduos &#8230; <a href="http://lucasnapoli.com/2012/03/20/repetir-e-a-melhor-forma-de-memorizar/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucasnapoli.com&#038;blog=6399411&#038;post=1128&#038;subd=lucasnapoli&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://lucasnapoli.files.wordpress.com/2012/03/book.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1135" title="book" src="http://lucasnapoli.files.wordpress.com/2012/03/book.jpg?w=584&h=236" alt="" width="584" height="236" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Para muitas pessoas, a memória é muito mais do que uma simples função psicológica. Ela lhes serve como uma verdadeira ferramenta de trabalho. O ambiente escolar e universitário bem como certas profissões exigem uma boa capacidade de memorização. Especialmente indivíduos que estão se preparando para concursos públicos precisam fazer uso intenso da memória a fim de conseguir reter a imensa quantidade de conteúdos que são obrigados a estudar.</p>
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<p><a href="http://www.cursos24horas.com.br/parceiro.asp?cod=promocao29465&amp;url=cursos/concursos-publicos/" target="_blank"><img style="border:none;" src="http://www.cursos24h.net.br/banners/areas/concursos-publicos/gif/468x60.gif" alt="Cursos Online na Área de Informática" width="468" height="60" /></a></p>
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<p style="text-align:justify;">A maioria das pessoas, influenciada pela tradição, considera que a melhor estratégia para memorizar informação seja a simples repetição. Assim, para memorizar o conteúdo de um capítulo de livro, por exemplo, seria necessário ler e reler o mesmo texto diversas vezes.</p>
<p style="text-align:justify;">É impossível negar a eficácia desse método, afinal muitos de nós aprendemos tabuada dessa forma, isto é, decorando os cálculos através de uma repetição constante das operações. Todavia, será essa mesmo a melhor forma de memorizar informações?</p>
<p style="text-align:justify;">Se seguirmos as indicações do filósofo <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/26517/espinosa:+uma+filosofia+da+liberdade&amp;Franq=287806"><strong>Benedictus de Spinoza</strong></a> (1632-1677) em sua obra principal “<a href="http://http://www.submarino.com.br/produto/1/290375/espinosa+e+a+afetividade+humana&amp;Franq=287806"><strong>Ética</strong></a>”, a resposta será: não.</p>
<p style="text-align:justify;">Para o filósofo, a lembrança que temos de uma coisa é uma <em>imagem</em> dessa coisa, isto é, a impressão que essa coisa produz em nós a partir do momento em que ela nos <em>afeta</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Ora, é óbvio que nunca estamos sendo afetados apenas por uma determinada coisa isoladamente, mas sim por várias ao mesmo tempo. Por exemplo, enquanto está lendo este texto, você certamente está sendo afetado pela imagem de outros elementos visuais do blog, pela sensação da cadeira em que está sentado e por muitos outros fatores que não é necessário elencar. Você também pode estar sendo afetado por uma música que por ventura esteja escutando ou pelo ruído e piscadas da janela do Messenger na barra de tarefas.</p>
<p style="text-align:justify;">Agora vejamos o que Spinoza afirma na proposição 18 da parte 2 da “<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/290375/espinosa+e+a+afetividade+humana&amp;Franq=287806"><strong>Ética</strong></a>”: <em>“Se o corpo humano foi, uma vez, afetado, simultaneamente, por dois ou mais corpos, sempre que, mais tarde, a mente imaginar um desses corpos, imediatamente se recordará também dos outros”</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">O filósofo está chamando a atenção para um fenômeno que qualquer pessoa que já esteve apaixonada conhece muito bem. Afinal, quem nunca se lembrou da pessoa amada apenas por passar em frente a uma loja de perfumes e sentir o aroma da colônia que a pessoa costumava usar? Aliás, quando estamos apaixonados, pequenos e aparentemente irrelevantes detalhes são capazes de nos trazer a lembrança do objeto de amor.</p>
<p style="text-align:justify;">Por que isso ocorre?</p>
<p style="text-align:justify;">Porque muito provavelmente quando estivemos na presença daquela pessoa amada muitas outras coisas, como o aroma da colônia, estavam igualmente presentes e, portanto, nos afetando. Em decorrência, a paixão que sentimos naquele momento em relação à pessoa se tornou automaticamente associada às imagens de todas as outras coisas que estavam presentes, pois essas coisas nos afetaram ao mesmo tempo em que a pessoa nos estava afetando. Assim, a simples lembrança de qualquer uma daquelas coisas, por menor que seja, será capaz de levar à recordação do ser amado.</p>
<p style="text-align:justify;">Foi partindo desse raciocínio que Spinoza disse na proposição 11 da parte 5 da “<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/290375/espinosa+e+a+afetividade+humana&amp;Franq=287806"><strong>Ética</strong></a>” que <em>“Quanto maior é o número de coisas a que uma imagem está referida, tanto mais ela é frequente, ou seja, tanto mais vezes ela torna-se vívida, e tanto mais ocupa a mente”</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Em termos práticos, o que isso significa?</p>
<p style="text-align:justify;">Significa que nossa memória, diferentemente do que defende a tradição, não é como um músculo que, ao ser exposto sempre ao mesmo exercício repetidas vezes se torna gradualmente mais forte. A memória funciona com base em <em>associações</em>, ou seja, a partir de ligações afetivas entre as imagens que as coisas produzem ao nos afetarem.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesse sentido, tenderemos a nos lembrar mais facilmente de uma determinada coisa quanto maior for o número de imagens capazes de nos evocar a lembrança dessa coisa e não porque fomos repetidas vezes afetados por essa coisa.</p>
<p style="text-align:justify;">A melhor dica, portanto, para <a href="http://www.cursos24horas.com.br/parceiro.asp?cod=promocao29465%%3E&amp;url=cursos/memo.asp"><strong>alguém que fará um concurso público</strong></a>, por exemplo, e que deseja fazer um uso mais efetivo de sua memória, é não se concentrar apenas ao conteúdo que se deseja memorizar, mas tentar ao máximo se conscientizar das associações que estão sendo automaticamente feitas em seu psiquismo entre o conteúdo estudado e as imagens das demais coisas que estão lhe afetando enquanto estuda.</p>
<p style="text-align:justify;">Por exemplo, se você gosta de estudar ouvindo música, aproveite para fazer conexões mentais entre a letra e/ou a melodia e o texto que você está lendo. Assim, é bastante provável que toda vez que você se lembrar das músicas ou de partes delas, o conteúdo estudado seja também recordado. Esse processo associativo ocorre de modo espontâneo, independente de sua consciência em relação a ele. Todavia, ao focalizar nele sua atenção você passa a utilizar as associações a seu favor.</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto maior for o número de estímulos aos quais você estabeleça associações com o conteúdo que esteja estudando, maior será a probabilidade de se lembrar dele, afinal você terá um leque extenso de lembranças capazes de lhe fazer recordar o conteúdo, como uma série de teclas de um piano capazes de produzir uma mesma nota.</p>
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<div style="text-align:center;"><a href="http://www.cursos24horas.com.br/parceiro.asp?cod=promocao29465&amp;url=cursos/gestao-lideranca" target="_blank"><img style="border:none;" src="http://www.cursos24h.net.br/banners/areas/gestao-lideranca/gif/468x60.gif" alt="Cursos Online na Área de Gestão e Liderança" width="468" height="60" /></a></p>
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		<title>Id, ego, superego: entenda a segunda tópica de Freud (parte 2)</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 23:09:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Nápoli</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://lucasnapoli.files.wordpress.com/2012/03/maresfie.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1119" title="Freud escrevendo" src="http://lucasnapoli.files.wordpress.com/2012/03/maresfie.jpg?w=584&h=442" alt="" width="584" height="442" /></a>Como disse na introdução da primeira parte do texto, meu objetivo aqui é, sobretudo, o de desfazer alguns mal-entendidos que com muita frequência se fazem presentes na leitura que o senso comum e a psicologia geral fazem dos conceitos de id, ego e superego.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesta segunda parte, ainda não abordarei diretamente a tríade, pois, como eu também disse anteriormente, é preciso compreender o que levou Freud a introduzir a segunda tópica. <em>E é justamente isso o que verá no texto abaixo</em>. Em termos mais específicos, você aprenderá:</p>
<p style="text-align:justify;">(1) Que Freud, conquanto fosse um terapeuta, nunca deixou de formular hipóteses acerca da organização do psiquismo;</p>
<p style="text-align:justify;">(2) Que a chamada “primeira tópica” (Consciente, Pré-consciente, Inconsciente) foi uma hipótese desse tipo;</p>
<p style="text-align:justify;">(3) Que a clínica acabou revelando que a primeira tópica era insuficiente, principalmente o termo “Inconsciente”.</p>
<p style="text-align:justify;">Vejamos agora, tudo isso, detalhadamente:</p>
<p style="text-align:justify;">Sabe-se que Freud, embora tenha inventado um método de tratamento das neuroses, a psicanálise, jamais deixou de lado o seu desejo de ser um cientista. É por isso que desde o início de sua obra encontramos não apenas descrições e análises de experiências da clínica, mas também tentativas de sistematizar <em>a estrutura e o funcionamento</em> do psiquismo.</p>
<p style="text-align:justify;">O primeiro esboço de uma formulação teórica dessa natureza se encontra no chamado “<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/36026/introducao+a+metapsicologia+freudiana:+interpretacao+do+sonho&amp;Franq=287806"><strong>Projeto para uma Psicologia Científica</strong></a>”, um livrinho escrito em 1895, que Freud deixou engavetado e só foi descoberto mais de uma década depois de sua morte. Naquele texto, Freud propunha a ideia de que o aparelho psíquico estruturava-se segundo uma divisão entre tipos específicos de neurônios e funcionava a partir da tendência geral a descarregar a energia produzida pelos estímulos externos e internos. Não nos deteremos nessa primeira concepção, pois ela não está diretamente associada ao surgimento dos conceitos de id e superego, embora no “Projeto” o termo ego já apareça. De todo modo, o sentido que Freud dera ao conceito naquele texto é consideravelmente distinto do postulado em “O Ego e o Id”.</p>
<p style="text-align:justify;">A segunda tentativa de Freud de descrever a estrutura e o funcionamento mentais remonta aos seus primeiros estudos sobre a histeria ainda contando com a companhia de Breuer. Nesse segundo momento, Freud utiliza <em>a capacidade de uma representação mental tornar-se consciente</em> como critério para a divisão do aparelho psíquico. O psiquismo comportaria, então, três “territórios” os quais, é preciso que se diga, <em>não possuem correspondência com a anatomia do cérebro</em>, ou seja, são conceitos <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1470441/conferencias+introdutorias+sobre+psicanalise+(partes+i+e+ii)+-+vol.+15&amp;Franq=287806"><strong>metapsicológicos</strong></a>, como dizia Freud.</p>
<div id="attachment_1118" class="wp-caption aligncenter" style="width: 594px"><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21484368/sigmund+freud:+obra+completa:+edicao+standard:+24+volumes&amp;Franq=287806"><img class=" wp-image-1118" title="obra completa de freud 199" src="http://lucasnapoli.files.wordpress.com/2012/03/obra-completa-de-freud-199.png?w=584&h=184" alt="" width="584" height="184" /></a><p class="wp-caption-text">Aproveite a promoção!</p></div>
<p style="text-align:justify;"><strong>A primeira tópica</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Os três “reinos” da mente seriam: o consciente (Cs.), o pré-consciente (Pcs.) e o inconsciente (Ics.). No Cs. estariam as representações mentais das quais estamos plenamente conscientes no momento, o que faz dessa instância psíquica uma dimensão em permanente metamorfose, pois a todo momento novas representações mentais estão se tornando conscientes e deixando de sê-lo. No Pcs. se localizariam aquelas representações que podem vir a ser conscientes, mas que no momento não estão em nossa consciência. Já no Ics. estariam as representações que já estiveram no consciente e/ou no pré-consciente, mas que de lá foram expulsas por causarem muita angústia. Por conta disso, não podem mais tornar-se conscientes sem que se aplique uma considerável dose de trabalho, sendo que algumas jamais poderão novamente ser conscientizadas em função da alta carga de angústia que produzem.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa divisão do aparelho psíquico ficou conhecida na teoria psicanalítica como primeira tópica, pois se trata da primeira tentativa freudiana de descrever quais seriam, por assim dizer, os diferentes “lugares” (topos) do psiquismo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Por que Freud não ficou satisfeito com a primeira tópica?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A primeira tópica se mostrou bastante útil para Freud quando a psicanálise estava direcionada primordialmente à compreensão das formações do inconsciente e da natureza das representações mentais que causavam angústia e eram recalcadas. Todavia, quando o foco da pesquisa psicanalítica começou a ser orientado para o ego – a instância do psiquismo que, por não suportar a angústia gerada por determinadas representações mentais, as mandava para o inconsciente – essa divisão do aparelho psíquico em consciente, pré-consciente e inconsciente começou a se mostrar insuficiente. Vejamos por que.</p>
<p style="text-align:justify;">Até então, Freud achava que o ego estava totalmente situado no consciente e no pré-consciente, afinal no inconsciente estariam apenas aquelas representações mentais que o ego teria recalcado. Em outras palavras, naquele momento Freud considerava que o conflito psíquico que levaria ao adoecimento psicológico seria travado entre um ego consciente que não quer admitir determinados pensamentos e o conjunto inconsciente desses pensamentos recalcados, ou seja, um conflito ego versus inconsciente.</p>
<p style="text-align:justify;">No entanto, a experiência clínica foi mostrando a Freud que uma parte considerável do ego também era inconsciente. Como Freud descobriu isso?</p>
<p style="text-align:justify;">Ora, durante uma análise, o sinal clínico que evidencia que determinados pensamentos e recordações estão no inconsciente, ou seja, de que foram recalcados, é a dificuldade do paciente de se lembrar deles ou de falar sobre o assunto. Freud compreendia essa situação considerando que haveria uma resistência do ego bloqueando o acesso das representações mentais recalcadas e/ou de seus substitutos. O curioso, contudo, é que o próprio paciente não teria consciência de que estava empregando essa resistência! Logo, a resistência não seria um fenômeno consciente, embora fosse uma função do ego. Conclusão: o ego não é totalmente consciente. Além disso, as resistências se comportariam de modo semelhante às representações recalcadas, isto é, demandariam certa dose de trabalho para que fossem tornadas conscientes.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa descoberta jogou por terra a hipótese de que o conflito psíquico se fundamentaria numa oposição entre ego e inconsciente. No entanto, isso não significaria admitir que o ego não fosse um dos polos do conflito psíquico. De fato, mesmo sendo inconsciente, a resistência continuava a ser um fenômeno produzido pelo ego. O problema estava em sustentar que o outro polo do conflito seria o inconsciente, afinal descobrira-se que uma parte do ego também era inconsciente. E agora, o que fazer?</p>
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<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lucasnapoli.wordpress.com/1112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lucasnapoli.wordpress.com/1112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lucasnapoli.wordpress.com/1112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lucasnapoli.wordpress.com/1112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lucasnapoli.wordpress.com/1112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lucasnapoli.wordpress.com/1112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lucasnapoli.wordpress.com/1112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lucasnapoli.wordpress.com/1112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lucasnapoli.wordpress.com/1112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lucasnapoli.wordpress.com/1112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lucasnapoli.wordpress.com/1112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lucasnapoli.wordpress.com/1112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lucasnapoli.wordpress.com/1112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lucasnapoli.wordpress.com/1112/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucasnapoli.com&#038;blog=6399411&#038;post=1112&#038;subd=lucasnapoli&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Affectus #002 &#8211; Depressão: a retranca da vida</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 00:45:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Nápoli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Affectus é meu novo projeto audiovisual. Trata-se de uma série de vídeos em que discuto temas ligados diretamente à clínica sobretudo as dificuldades e problemas emocionais que atualmente se apresentam com maior frequência em nossos consultórios. Neste segundo episódio abordo &#8230; <a href="http://lucasnapoli.com/2012/03/12/affectus-002-depressao-a-retranca-da-vida/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucasnapoli.com&#038;blog=6399411&#038;post=1105&#038;subd=lucasnapoli&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Affectus é meu novo projeto audiovisual. Trata-se de uma série de vídeos em que discuto temas ligados diretamente à clínica sobretudo as dificuldades e problemas emocionais que atualmente se apresentam com maior frequência em nossos consultórios.</p>
<p style="text-align:justify;">Neste segundo episódio abordo a depressão a partir de um ponto de vista não-medicalizante, ou seja, que não encara a depressão como uma doença, mas sim como uma posição subjetiva. Utilizando uma analogia com o esporte mais popular do Brasil, o futebol, busco demonstrar no vídeo que a depressão é uma defesa empregada por determinados indivíduos para lidar com certos tapas na cara que a vida lhes dá.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://lucasnapoli.com/2012/03/12/affectus-002-depressao-a-retranca-da-vida/"><img src="http://img.youtube.com/vi/PDyMwhtROa8/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<div style="text-align:center;">
<p><a href="http://www.cursos24horas.com.br/parceiro.asp?cod=promocao29465&amp;url=cursos/recursos-humanos" target="_blank"><img style="border:none;" src="http://www.cursos24h.net.br/banners/areas/recursos-humanos/gif/580x250.gif" alt="Cursos Online na Área de Recursos Humanos" width="479" height="218" /></a></p>
<p><a style="font-family:Verdana, Geneva, sans-serif;font-size:10px;color:#028acc;text-decoration:none;" href="http://www.cursos24horas.com.br/parceiro.asp?cod=promocao29465" target="_blank">Cursos Online 24 Horas</a><span style="font-size:10px;color:#028acc;"> &#8211; </span><a style="font-family:Verdana, Geneva, sans-serif;font-size:10px;color:#028acc;text-decoration:none;" href="http://www.cursos24horas.com.br/parceiro.asp?cod=promocao29465" target="_blank">Certificado Entregue em Casa</a></p>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lucasnapoli.wordpress.com/1105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lucasnapoli.wordpress.com/1105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lucasnapoli.wordpress.com/1105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lucasnapoli.wordpress.com/1105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lucasnapoli.wordpress.com/1105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lucasnapoli.wordpress.com/1105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lucasnapoli.wordpress.com/1105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lucasnapoli.wordpress.com/1105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lucasnapoli.wordpress.com/1105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lucasnapoli.wordpress.com/1105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lucasnapoli.wordpress.com/1105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lucasnapoli.wordpress.com/1105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lucasnapoli.wordpress.com/1105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lucasnapoli.wordpress.com/1105/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucasnapoli.com&#038;blog=6399411&#038;post=1105&#038;subd=lucasnapoli&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Id, ego, superego: entenda a segunda tópica de Freud (parte 1)</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 23:01:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Nápoli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este texto tem o objetivo de apresentar sinteticamente a dinâmica relacional entre as instâncias psíquicas da chamada segunda tópica de Freud. Espero que, ao final, você consiga compreender como id, ego e superego se constituem e se relacionam e qual &#8230; <a href="http://lucasnapoli.com/2012/03/08/id-ego-superego-entenda-a-segunda-topica-de-freud-parte-1/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucasnapoli.com&#038;blog=6399411&#038;post=1086&#038;subd=lucasnapoli&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://lucasnapoli.files.wordpress.com/2012/03/homer-simpson-angel-devil15.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1088" title="Seria o id o diabinho e ego e superego os anjinhos?" src="http://lucasnapoli.files.wordpress.com/2012/03/homer-simpson-angel-devil15.jpg?w=252&h=300" alt="" width="252" height="300" /></a>Este texto tem o objetivo de apresentar sinteticamente a dinâmica relacional entre as instâncias psíquicas da chamada segunda tópica de Freud. Espero que, ao final, você consiga compreender como id, ego e superego se constituem e se relacionam e qual a relevância desses conceitos para a clínica psicanalítica.</p>
<p style="text-align:justify;">Nessa primeira parte do texto você verá: (1) quais foram os equívocos teóricos cometidos pela psicologia geral na interpretação da segunda tópica e (2) qual deve ser a melhor estratégia metodológica para o entendimento adequado dos conceitos de id, ego e superego.<strong></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Pré-conceitos</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Id, ego e superego são sem dúvida alguns dos conceitos psicanalíticos que mais se popularizaram tanto no âmbito da psicologia geral quanto no senso comum, sobretudo nos Estados Unidos. Essa constatação por si só já é suficiente para nos despertar certa curiosidade, afinal a maior parte das descobertas da psicanálise, a exemplo da sexualidade infantil, da etiologia sexual das neuroses e do pensamento inconsciente geralmente foi recebida com um alto grau de resistência, principalmente entre os americanos.</p>
<p style="text-align:justify;">As noções de id, ego e superego, no entanto, tiveram um destino diferente e foram sossegadamente incorporadas ao vocabulário psicológico comum. Minha hipótese para explicar essa peculiaridade é justamente o que me motivou a escrever este texto.</p>
<p style="text-align:justify;">Penso que se essa tríade conceitual foi aceita com tão pouca resistência pela psicologia geral isso se deve a uma má compreensão dos conceitos por parte dos não analistas e até mesmo por certos psicanalistas.</p>
<p style="text-align:justify;">Com efeito, influenciada pelas analogias e metáforas didáticas que Freud elaborou para explicar como as três instâncias psíquicas interagiam, a psicologia geral acabou por considerar tais conceitos como meros nomes psicanalíticos para três dimensões da experiência humana milenarmente conhecidas e que não precisaram da psicanálise para serem trazidas à luz, a saber: as paixões, a razão e a moral. Assim, o id seria o conceito representativo das paixões, o ego o da razão e o superego o da moral. Você mesmo, leitor, provavelmente já deve ter lido tais equivalências em algum livro de psicologia geral ou as ouvido de algum professor que não era psicanalista.</p>
<p style="text-align:justify;">Entretanto, asseguro-lhe que mesmo uma leitura superficial da obra “O Ego e o Id” (texto em que Freud introduz as noções de id e superego e apresenta uma nova visão do ego) já é suficiente para que se perceba que reduzir id, ego e superego a representantes das paixões, da razão e da moral constitui-se em um grave equívoco teórico na medida em que, agindo dessa forma, não se faz referência justamente aos aspectos mais cruciais de cada conceito e que são justamente as novidades trazidas pela experiência da psicanálise.</p>
<p style="text-align:justify;">Portanto, o que você lerá a seguir é uma tentativa de explicar em conjunto a tríade id, ego e superego a partir dos fenômenos e experiências subjetivas que cada conceito pretende descrever. Ao final, você será capaz de perceber que somente se nos detivéssemos aos aspectos mais superficiais dos conceitos seria possível estabelecer uma analogia entre id e paixões, ego e razão e superego e moral. Uma análise aprofundada nos leva inevitavelmente a considerar tais noções como instrumentos teóricos para a compreensão de realidades subjetivas singulares, que não necessariamente têm a ver diretamente com paixões, razão e moral.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21484368/sigmund+freud:+obra+completa:+edicao+standard:+24+volumes?&amp;Franq=287806"><img class="alignleft size-full wp-image-1090" title="obra completa de freud 02" src="http://lucasnapoli.files.wordpress.com/2012/03/obra-completa-de-freud-02.png?w=584&h=128" alt="" width="584" height="128" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Fazendo a pergunta correta</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Toda vez em que queremos entender com certo rigor algum conceito teórico, o procedimento metodológico mais correto não é se perguntar pelo <em>significado</em> do conceito, mas antes pelas <em>razões que levaram o autor em questão a introduzi-lo</em>. Em outras palavras, a pergunta correta a ser feita perante um conceito é: “Por quê?” e não “O que é?”. Frequentemente, ao adotarmos essa estratégia, deparamo-nos com os problemas e impasses empíricos e/ou teóricos enfrentados pelo autor, os quais são justamente o que motivou a produção de um novo conceito ou a reformulação de ideias anteriores.</p>
<p style="text-align:justify;">Os conceitos de id, ego e superego não fogem a essa regra. Freud os elaborou para resolver problemas. No caso dele, para dar conta de achados clínicos inusitados e limitações verificadas nas noções teóricas que até então vinha utilizando. Nesse sentido, para compreender de fato o essencial dessa tríade conceitual freudiana, é preciso que nos façamos o seguinte questionamento: <em>“Por que, afinal de contas, Freud precisou criar os conceitos de id e superego e reformular a noção já existente de ego?”</em>.</p>
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			<media:title type="html">Seria o id o diabinho e ego e superego os anjinhos?</media:title>
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		<title>Por que muitos adolescentes atravessam uma fase de excessiva timidez em relação ao sexo oposto?</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 15:37:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Nápoli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Perguntas e respostas sobre adolescência]]></category>
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		<description><![CDATA[Diferentemente do que insistem em dizer os médicos e psicólogos, de acordo com o saber psicanalítico (que, a propósito, é derivado da clínica), a adolescência não é o primeiro momento de manifestação da sexualidade. Guerra e paz Freud demonstrou que &#8230; <a href="http://lucasnapoli.com/2012/01/22/por-que-muitos-adolescentes-atravessam-uma-fase-de-excessiva-timidez-em-relacao-ao-sexo-oposto/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucasnapoli.com&#038;blog=6399411&#038;post=1049&#038;subd=lucasnapoli&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://lucasnapoli.files.wordpress.com/2012/01/doug-funny.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1051" title="Doug Funny" src="http://lucasnapoli.files.wordpress.com/2012/01/doug-funny.jpg?w=300&h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>Diferentemente do que insistem em dizer os médicos e psicólogos, de acordo com o saber psicanalítico (que, a propósito, é derivado da clínica), a adolescência não é o primeiro momento de manifestação da sexualidade.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Guerra e paz</strong><br />
Freud demonstrou que a sexualidade já se faz presente desde o nascimento e, sobretudo, nos primeiros cinco anos de vida se apresenta de modo bastante intenso. Nesse primeiro momento de irrupção da pulsão sexual, a libido circula predominantemente por zonas do corpo que estão mais diretamente ligadas às necessidades básicas do indivíduo, a saber: a boca e o ânus. É só na puberdade que os órgãos genitais irão adquirir proeminência como zonas de excitação sexual e, ainda assim, por uma necessária intervenção da cultura.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesse sentido, o período da adolescência testemunha um segundo movimento de expressão aguda da pulsão sexual. Entre mais ou menos os cinco ou seis anos de idade e a puberdade (por volta dos dez ou onze anos) estabelece-se um período que Freud chamou de “latência”, pois durante essa faixa de tempo a pulsão sexual estaria num período de relativa calmaria, permitindo ao sujeito internalizar de modo tranqüilo os ensinamentos morais e educacionais que lhe são impostas pelos pais e pela sociedade. Na adolescência, esse período de “trégua” da pulsão sexual é abruptamente desfeito e a sexualidade retoma suas armas com uma força tão grande que chega a assustar o jovem que, em função do período de latência, esquecera-se de que em seu corpo habitava tamanha volúpia.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>“Por isso essa força estranha&#8230;”</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Esse retorno súbito da pulsão sexual, sem aviso prévio, é um dos motivos que leva o adolescente a se sentir inadequado, desconfortável, envergonhado e, por conta disso, a refugiar-se, muitas vezes, numa atitude de isolamento e timidez. Ao ser tomado de assalto por aquela estranha força que curiosamente advém de si mesmo e que traz consigo uma série de alterações no corpo (pêlos, menstruação, crescimento dos seios etc.) o adolescente se sente como se estivesse o tempo todo nu. Isso ocorre porque a pulsão se manifesta de modo tão intenso que começa a parecer ameaçadora, de modo que a <a href="lucasnapoli.wordpress.com/2009/01/31/o-que-e-narcisismo/"><strong>imagem egóica</strong></a> que o sujeito havia constituído até então para si torna-se frágil. A sensação de nudez perene é uma das formas possíveis de elaboração pela via da fantasia da da insegurança gerada por tais alterações subjetivas.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Fantasmas de amor</strong></p>
<p style="text-align:justify;">No entanto, um número grande de adolescentes experimenta um retraimento muito mais severo em relação ao sexo oposto e isso está ligado não tanto à segunda irrupção ameaçadora da pulsão sexual, mas à primeira. Explico: no advento da pulsão sexual na infância, dissemos que a libido está bastante fixada na boca e no ânus, que são zonas do corpo ligadas à satisfação de necessidades fisiológicas do indivíduo.</p>
<p style="text-align:justify;">No entanto, para que o pequeno infante pudesse se satisfazer sexualmente a partir dessas zonas, outras pessoas tiveram que se fazer presentes na vida do bebê. Que pessoas são essas? A mãe, o pai e/ou outros que estivessem cuidando do bebê na época. Uma dessas outras pessoas forneceu o seio ou algum substituto para a satisfação da necessidade de alimentação e, ao mesmo tempo, estimulou a mucosa da boca do bebê fazendo com que ele obtivesse um prazer <a href="lucasnapoli.wordpress.com/2012/01/08/o-que-e-objeto-a/"><strong>a mais</strong></a>, um prazer que não era o da saciedade por ter sido alimentado, mas um prazer ligado propriamente à estimulação da mucosa da boca, um prazer, portanto, sexual. Embora esse prazer fosse essencialmente autoerótico, ele passou a estar irremediavelmente ligado à pessoa que forneceu o objeto para que ele fosse sentido. Lembrando que essa pessoa geralmente é a mãe. O mesmo ocorre com o prazer ligado à satisfação da necessidade de excreção. Conquanto esse prazer, para ser sentido, independa de outra pessoa, afinal a estimulação do ânus é feita pelas próprias fezes, o pequeno animal civilizado humano depende de alguém que limpe seu bumbum, o que faz com que o prazer de defecar passe também a estar ligado a uma pessoa. Lembrando que geralmente quem faz a higiene do bebê é a mãe ou o pai.</p>
<p style="text-align:justify;">O que quero dizer com tudo isso? Que na infância a pulsão sexual está geralmente associada a pessoas bastante específicas: os pais! Nesses primeiros momentos, tradicionalmente chamados de fase oral e fase anal, o sexo dos pais não é relevante, pois o mais importante é o prazer localizado que o bebê sente. No entanto, por volta dos cinco anos, a criança começa a se fazer perguntas acerca da diferença entre homem e mulher e, concomitantemente, a se interessar sexualmente e ter fantasias com o genitor do sexo oposto, iniciando uma relação de rivalidade com o genitor do mesmo sexo. Trata-se do que Freud chamou de “<a title="O que é complexo de Édipo? (parte 1)" href="http://lucasnapoli.com/2010/11/18/o-que-e-complexo-de-edipo-parte-1/"><strong>complexo de Édipo</strong></a>”.</p>
<p style="text-align:justify;">Curiosamente, nesse trágico momento, em que as fantasias sexuais em relação ao genitor do sexo oposto começam a se intensificar, a pulsão sexual resolve proclamar trégua e se inicia o período de latência! Como a sexualidade, durante toda a latência, estará num estado de calmaria, o sujeito inevitavelmente <a title="O que é recalque? (parte 1)" href="http://lucasnapoli.com/2009/02/21/o-que-e-recalque/"><strong>recalcará</strong></a> (esquecer-se-á deliberadamente) a paixão que nutria pelo genitor do sexo oposto. Em outras palavras, na latência, a menina não mais se lembrará do seu sonho de casar-se com o papai e tampouco o garoto se recordará dos sonhos que nutria de ocupar o lugar do papai na cama da mamãe.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando chega a adolescência e a pulsão sexual novamente se levanta, para-além de ser invadido por tamanha força libidinal, o jovem se vê às voltas com um terrível impasse: por um lado, a cultura lhe diz que ele deve se engajar num processo de busca por alguém que seja ao mesmo tempo do sexo oposto e de fora do seu círculo familiar. Por outro, a retomada da pulsão sexual traz consigo os antigos objetos de amor dos tempos de criança, ou seja, os pais e, especialmente, o genitor do sexo oposto. A diferença é que agora o jovem já está com a proibição do incesto inculcada na sua cabeça, de modo que em vez de experimentar o intenso desejo sexual que nutria pelo genitor do sexo oposto aos cinco anos de idade, ele sente nojo, vergonha, dor psíquica. Ao mesmo tempo, e para desespero do adolescente, como o seu referencial de objeto de amor é o genitor do sexo oposto, toda vez que ele olha para alguém que lhe desperta desejo sexual o que ele vê é o genitor do sexo oposto, ou seja, incesto!</p>
<p style="text-align:justify;">É óbvio que tudo isso não acontece de modo consciente. Portanto, não tente perguntar a nenhuma adolescente se ela fica vendo a imagem do pai em todo garoto pelo qual se interessa. Ela provavelmente lhe dirá que isso é ridículo e que se sente apenas insegura e com medo de levar um fora, mas sequer suspeitará que, por trás dessas racionalizações, há uma fantasia de incesto que ainda roda com bastante força em seu inconsciente. Não obstante, a clínica com sujeitos adolescentes (e adultos) demonstra que essa inferência é plenamente justificada.</p>
<p style="text-align:justify;">Tente, todavia, fazer um exercício mental. Tente se imaginar no inconsciente de um jovem de 13 anos que está apaixonado por uma colega de sala. Você verá que toda vez que ele se imagina ao lado da garota surpreende-se ao constatar que quem de fato está ao seu lado é sua mãe! Ora, não seria natural que esse adolescente não conseguisse sequer se aproximar da jovem?</p>
<p style="text-align:justify;">Pois é exatamente isso o que acontece com inúmeros adolescentes. Sua timidez não é oriunda da situação atual em si, ou seja, ele não é tímido porque teme não conseguir conquistar a garota. Essa é uma modalidade já adulta de timidez. O adolescente não consegue sequer cortejar a garota por que ainda é assombrado pela imagem daquela que na infância fora a rainha de seus sonhos, a mãe. No inconsciente do jovem, a libido ainda está bastante aferrada ao objeto primitivo materno, de sorte que ainda demorará algum tempo até que ele possa contar com uma conta suficiente de libido para investir em outro objeto sexual. Alguns, sequer com a passagem do tempo, conseguem se desvencilhar do fantasma materno. Encontrá-los-emos, provavelmente, no divã.</p>
<p style="text-align:justify;">Quer saber mais sobre adolescência na perspectiva da psicanálise? Adquira agora mesmo, por apenas <strong>R$ 17,91</strong>, <a href="http://www.jurua.com.br/shop_item.asp?id=21468&amp;parc=6C6E61706F6C69">Adolescência &#8211; ato e atualidade</a>, de Bianca Bergamo Savietto, que é doutora em Teoria Psicanalítica. Veja a sinopse do livro:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Esta obra, fruto de uma pesquisa de mestrado em Teoria Psicanalítica, pretende explorar o incremento do fenômeno das passagens ao ato entre os sujeitos adolescentes. Partimos de um breve estudo sobre a especificidade do trabalho psíquico demandado na adolescência, o qual serve de base para uma reflexão sobre a revivência da situação de desamparo. A partir dessa reflexão, tentamos mostrar como uma eventual convocação do corpo, sob a forma do ato, possui caráter de resposta extrema, à qual o ego pode apelar diante de uma vivência interna de transbordamento pulsional, aliada a um estado de fragilidade narcísica. Tais aspectos, de natureza metapsicológica e psicopatológica, são também articulados com peculiaridades do contexto em que vivem hoje os adolescentes ocidentais. Buscamos demonstrar o quanto a dimensão de desamparo, com toda sua complexidade, tem sido determinante no incremento do fenômeno das passagens ao ato na atualidade. A análise dessa questão é desenvolvida tendo como pano de fundo primordial o âmbito privado da família.</p>
</blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lucasnapoli.wordpress.com/1049/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lucasnapoli.wordpress.com/1049/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lucasnapoli.wordpress.com/1049/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lucasnapoli.wordpress.com/1049/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lucasnapoli.wordpress.com/1049/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lucasnapoli.wordpress.com/1049/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lucasnapoli.wordpress.com/1049/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lucasnapoli.wordpress.com/1049/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lucasnapoli.wordpress.com/1049/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lucasnapoli.wordpress.com/1049/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lucasnapoli.wordpress.com/1049/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lucasnapoli.wordpress.com/1049/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lucasnapoli.wordpress.com/1049/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lucasnapoli.wordpress.com/1049/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucasnapoli.com&#038;blog=6399411&#038;post=1049&#038;subd=lucasnapoli&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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