Prisão de ventre: o que médicos e nutricionistas não dizem – e não sabem (parte 1)

Não sei quantos de vocês chegaram até aqui em busca de informações sobre o tratamento da “prisão de ventre”, do “intestino preguiçoso”, enfim, desse mal próprio ao homem civilizado e que se caracteriza pela retenção aparentemente “involuntária” das fezes. Todavia, o texto é dedicado justamente a esses leitores. Mais do que uma dissertação sobre uma visão alternativa do fenômeno, este artigo tem o objetivo de auxiliar as pessoas que o enfrentam a se tratarem sem a necessidade de desembolsar alguns (ou muitos) copeques para uma ajuda profissional.

Vocês devem estar acostumados a ouvir profissionais especialmente da área de endocrinologia e nutrição discursarem a respeito da prisão de ventre caracterizando-a como um distúrbio do aparelho digestivo via de regra associado à baixa ingestão de fibras alimentares. “Coma mais mamão, mais ameixa, mais linhaça, mais aveia! Ou simplesmente esqueça tudo isso e tome Activia!” dizem eles. E a cada dia as ações da Danone se valorizam às custas do intestino alheio.

Quando a alimentação não é suficiente para explicar a procrastinação intestinal, tais profissionais recorrem ao tratamento que atualmente ocupa o lugar em que as sangrias se alocavam nos séculos XVIII e XIX, ou seja, o espaço do tratamento “bom pra tudo”: o exercício físico. O sedentarismo – coincidentemente um pesadelo para a ideologia produtivista da economia atual – seria uma das causas das parcas idas ao banheiro. A idéia, portanto, é de que ao deixares a preguiça, teu intestino fará o mesmo.

Apesar de todo esse blábláblá, eu custo a crer que endocrinologistas e nutricionistas sejam seres tão tapados. Quero acreditar que eles pelo menos intuem que a coisa não passa apenas pelo domínio e restauração da máquina corporal. Não obstante reconheço que eles não são capazes de dar o braço a torcer e reconhecer que há um fantasma na máquina. E, precisamente por conta disso, recorrem àquela palavrinha mágica que salva todos os profissionais de saúde, principalmente os de segundo escalão do campo psi: o famigerado “stress”. Não vou gastar dezenas de kilobytes aqui justificando o caráter quimérico do conceito. Basta lhes dizer que se trata de um daqueles termos que explicam tudo e não explicam nada, como a tal “virose”, mais eficaz para a angústia dos médicos do que qualquer psicotrópico de última geração. De qualquer forma, o stress tem entrado na fórmula da etiologia da prisão de ventre – para o bem de todos e a felicidade geral da nação, pois, com essa inclusão, ficam contentes os médicos e nutricionistas para os quais o stress é um fenômeno orgânico (como tudo na vida, talvez diriam eles) e os profissionais psi que consideram estar sendo reconhecida a hipótese de uma causalidade emocional. Doce ilusão.

Explico. Não há lugar para o psíquico no modelo biomédico, o paradigma predominante no cuidado em saúde atual. O corpo é uma máquina cujo funcionamento é logicamente perfeito – é essa a hipótese de base desse modelo. Portanto, se há falha na máquina, é na máquina que devem ser feitas intervenções, modificando os insumos que lhe fornecem energia (mudança de hábitos alimentares), fazendo a máquina trabalhar mais (exercícios físicos) ou reformando alguns circuitos para que ela não apresente falhas por excesso de uso (controle do stress). Só assim a máquina poderá voltar a excretar normalmente os materiais inutilizados (e adeus prisão de ventre…).

A hipótese alternativa que apresentarei para entender e tratar a prisão de ventre demandará do leitor um total esquecimento – para não dizer uma forclusão – desse modelo. Sei que será difícil, pois, como toda ideologia, a visão do corpo como máquina gradualmente foi se transformando numa espécie de óculos permanentes de nossa visão sobre a saúde. Porém, faça o esforço. Tente por alguns instantes, isto é, até terminar de ler este texto, conceber o corpo como algo vivo, potente, que pensa e não como uma máquina que é ligada na concepção e desligada na morte. Sim, é isso mesmo. Pense no corpo como um corpo pensante. Esqueça, durante a leitura deste texto, daquilo que te ensinaram na escola – primária ou, principalmente, universitária – isto é, que corpo é uma coisa e mente é outra; que uma não tem nada a ver com a outra. Pense, a partir de agora, em corpo e mente apenas como duas simples palavras inventadas pelo homem para denotar dois modos diferentes de expressão do ser humano e que, por sinal, se expressam concomitantemente. Acho que essas bases conceituais serão suficientes para o entendimento do que virá a seguir. Se forem necessárias outras eu as apresentarei oportunamente.

A primeira conseqüência dessas premissas para o entendimento da prisão de ventre é a de que esse, como todo fenômeno do corpo, possui um sentido, na medida em que admitimos de antemão que toda manifestação corpórea possui um correspondente no campo do psiquismo. Esse é um dos pontos fundamentais de diferenciação entre os dois modos de tratar o fenômeno, pois no modelo biomédico, nenhuma doença possui significado; as enfermidades são apenas defeitos da máquina corporal.

Quando se fala em “sentido” da prisão de ventre, está sendo pressuposto que ela existe para cumprir certa finalidade, até porque, em última instância, nesse nosso modelo alternativo ao biomédico, o corpo é um modo de expressão do ser humano em sua totalidade. Em outras palavras, nossa hipótese é de que a prisão de ventre pode ser tomada como um acontecimento que serve para a expressão de algo. Essa proposição ficará mais clara na medida em que formos destrinchando esse modo alternativo de encarar a constipação intestinal.

Uma primeira questão que merece consideração diz respeito justamente àquilo que é retido na prisão de ventre, ou seja, as fezes. O que são as fezes? Para o modelo biomédico a resposta é simples: fezes são aglomerados de materiais descartados pelo organismo no processo de digestão dos alimentos. Não podemos negar a fidedignidade dessa resposta. No entanto, talvez ela careça de completude. De fato, as fezes são massas orgânicas. Todavia, elas também podem ser tomadas como coisas que oferecemos (ou não) ao mundo. É, por assim dizer, nosso mais primitivo produto (não por acaso, outrora se utilizava o termo “obrar” como forma jocosa de se referir à defecação).

Apesar de o processo de produção de excrementos ser um atributo comum a grande parte dos animais, na espécie humana ele adquire uma dimensão completamente nova. Nenhuma espécie, além da humana pede, exige, solicita, enfim, demanda de seus filhotes a produção das fezes. O imperativo para defecar é dado nas demais espécies a partir somente do organismo. No nosso caso, as coisas se passam de forma diferente: é clássica a cena da mãe no banheiro esperando o (a) filho (a) “produzir”. Nesse caso célebre, não se trata de uma espera passiva, que apenas contempla o tempo biológico da criança, mas de uma expectativa que demanda do sujeito a dádiva de suas fezes ao mundo.

Desde cedo, portanto, os excrementos adquirem para nós o significado de uma posse e, como toda posse, pode ser gasta ou não. Portanto, ao defecarmos não estamos apenas cumprindo o imperativo de necessidades fisiológicas. Estamos também, concomitantemente, expressando a seguinte mensagem ao mundo externo: “Eu lhe dou algo de mim.”. Quando dou algo a alguém, admito como premissa que esse alguém merece o presente e não se insurgirá contra mim ao recebê-lo. Com a excreção das fezes acontece da mesma forma. Se desde criancinhas somos ensinados que as fezes são presentes que damos à mãe (vide o orgulho da criança diante da mãe ao defecar pela primeira vez no penico), não podemos ir ao banheiro sem estar manifestando ao mesmo tempo nesse ato a decisão de dar ou não um produto ao mundo. Não é porque já não somos exigidos pela mãe que essa significação desaparece do ato de defecar. Gradualmente, o papel que outrora era exercido pela mãe, passa a sê-lo pelo patrão, pelo professor, pelo padre, pelo pastor, pela Igreja, pela Universidade, enfim, pelo mundo (é o tal grande Outro do Lacan) e as fezes permanecem como símbolos de uma dádiva.

A partir dessas premissas, um dos sentidos da sentido da prisão de ventre fica explícito: trata-se de um modo corporal de expressão de um relacionamento conflitivo entre o sujeito e o Outro. É como se ao reter as fezes o indivíduo estivesse dizendo ao mundo: “Não posso (ou não quero) te dar nada.”. O Outro pode ter se tornado no relacionamento com o sujeito não digno de receber seu produto, seja porque o sujeito se considere muito para o Outro ou imagine que o Outro não será capaz de apreciar devidamente seu presente. Pode acontecer também que o sujeito considere o Outro potencialmente perigoso, vingativo, de tal modo que não é aconselhável oferecer-lhe nada.

Outra possibilidade é a de que a prisão de ventre se torne a ocasião de manifestação de uma teimosia ou obstinação. Quando crianças, uma das formas de nos vingarmos da mãe por algo desagradável que ela nos fez (e toda criança sabe disso) é justamente frustrando suas expectativas sobre nosso processo de excreção, fazendo com que ela fique horas na porta do banheiro esperando que a gente “faça”. Essa criança que teima em não defecar para irritar a mãe nunca desaparece de nós. O que acontece é que a mãe, como eu disse antes, passa a ser representada por outras pessoas ao longo de nossa vida. Se fizéssemos uma pequena pesquisa empírica nas empresas, ficaríamos surpresos com os modos distintos de funcionamento intestinal dos funcionários satisfeitos e dos insatisfeitos com o patrão. É em função disso que os médicos dizem que o stress é um dos fatores que atuam na constipação intestinal. Ora, funcionários insatisfeitos com o patrão evidentemente sofrerão de ansiedade, cansaço, falta de vontade (sintomas do unicórnio chamado stress). No entanto, a prisão de ventre não é causada por esses sintomas. Ela, como eles, é um efeito da relação conflituosa entre o funcionário e o patrão. Ela é, por assim dizer, a expressão na carne do desejo do empregado de não produzir para um patrão que o desagrada, ou seja, de frustrar as expectativas da mãe encarnada no patrão.

Quando o desejo não é frustrar, mas exatamente o oposto, isto é, produzir, a vontade de defecar advém mesmo no mais sedentário dos sujeitos. Tive um paciente que toda vez que tinha uma idéia nova ou conseguia escrever algumas páginas – ele era acadêmico – sentia uma ânsia irresistível de ir ao banheiro. Na medida em que sua mente conseguia produzir conteúdos intelectuais, seu corpo imediatamente sentia a necessidade de produzir conteúdos intestinais. Os produtos são diferentes mas a lógica que os regula é a mesma.

Portanto, caro (a) leitor (a), antes de se esbaldar nos Activias da vida ou entupir seu sistema digestivo de fibras, pense um pouco sobre seu corpo e, principalmente, sobre como anda sua relação com o mundo. Tente lembrar-se de suas insatisfações e desagrados. Em Minas, é comum o uso da expressão “enfezado” para se referir a alguém possesso de raiva. Sim, “enfezado” significa cheio de fezes e o uso da expressão não está atrelado apenas à sensação de irritação que a maioria das pessoas experimenta ao ficarem longos períodos sem ir ao banheiro. O termo “enfezado” também pode ser lido como a expressão lingüística do sentido mais profundo da prisão de ventre. De fato, a manifestação no corpo de um sujeito que está, por assim dizer, “de mal com o mundo” ou com algum aspecto do mundo é o “enfezamento”, ou seja, o acúmulo de fezes no intestino.

O desejo de reter algo que poderia ser dado ao mundo não é o único sentido e finalidade possível da prisão de ventre. Na segunda parte desse texto enfocarei outros usos a que se presta o fenômeno. De todo modo, penso que já foi possível levar o leitor a uma mudança no modo de encarar suas idas frustradas ao trono – e ajudá-lo. Antes de terminar esse primeiro segmento, gostaria de deixar claro que toda essa nova visão sobre a constipação intestinal tem como referência a obra de Georg Groddeck, a qual constitui atualmente meu objeto de estudo no mestrado em Saúde Coletiva. Todas essas idéias, portanto, não foram tiradas de trás da orelha, mas estão fundamentadas em dezenas de anos de prática psicoterapêutica desse autor, cuja riqueza teórica gradualmente será revelada.

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22 comentários sobre “Prisão de ventre: o que médicos e nutricionistas não dizem – e não sabem (parte 1)

  1. É uma bela reflexão, Lucas!
    De fato, o modelo médico tente a ignorar o psiquismo. E as pessoas tentem a se contentar com respostas, tais como “virose, estresse, baixa imunidade”. Ou, até: “depressão”.
    E assim, não cabem espaço para reflexões, elocubrações, questões.
    Fica-se bravo com o activia, que não “deu” o resultado esperado, e continua-se recusando a “dar” de si.
    Toma-se laxantes, e ainda que o resultado disso seja positivo a curto (curtíssimo, diga-se de passagem) prazo, fica-se “enfezado”, por ter de usar tal método.
    Felizes dos que fazem análise!!!!!

  2. Ola meu jovem mestre…

    Não por acaso, que também a boca fala daquilo que o coração está cheio. Assim, os nossos comportamentos verbais estão para o mesmo sentido que os nossos comportamentos “orgânicos”. Penso que depois de você fazer essa bela estruturação deva ter deixado muito no ambiente, não?

    Abração,
    Dileymárcio de Carvalho

  3. Exatamente Ana! O que Groddeck propõe é que essa leitura analítica seja incorporada na prática médica cotidiana. Não é uma tarefa complicada. O difícil é convencer os médicos a fazerem consultas que ultrapassem 5 minutos… rs

    Muito obrigado pela visita!

  4. Caríssimo, como advinhastes?

    Você trouxe uma ótima referência (“a boca fala do que o coração está cheio”). Não consigo entender como o povão acadêmico (sim, ele existe) insiste em dizer que a dicotomia corpo-alma é uma herança cristã! Ora, todas as curas realizadas por Cristo antes de serem milagres foram alguns dos primeiros exercícios de tratamentos psicossomáticos de que se tem notícia. É só lembrar do paralítico se levantando ao ouvir “teus pecados estão perdoados”.

    Obrigado pela visita, Diley! É sempre um prazer tê-lo aqui!

  5. Sou psicóloga, amo psicanálise, já conhecia os conceitos, estava procurando algo sobre o tema porque uma paciente em um momento importante da terapia teve uma prisão de ventre severa. Queria deixar registrado que Adorei sua forma de escrever, leve, inteligente e muito clara, parabéns!!!!

  6. Olá Deborah! Obrigado pelos elogios. Fico feliz por ter-lhe ajudado em seu trabalho clínico. Apareça sempre!

    Grande abraço!

  7. Oi Lucy! Em breve será publicada a parte 2 do texto. Já posso adiantar que a discussão será em torno não mais do simbolismo das fezes mas do erotismo anal.

    Continue acompanhando e lendo os outros textos do blog.

    Obrigado pela visita e apareça sempre!

  8. Pingback: Reflexões no Divã » Blog Archive

  9. Oi Lucas,
    extremamente simples e claro seu texto. Imprimi para uma amiga e espero que ajude-a num processo não tão natural como gostaria!!!

    Um abraço,
    Keila

  10. Olá keila! Fico muito feliz ao saber que o texto está de fato ajudando as pessoas a compreender esse processo para-além de um discurso organicista.

    Fico ainda mais feliz por estar seguindo os passos de Georg Groddeck que preconizava que a teoria estivesse a serviço do tratamento.

    Grande abraço e apareça sempre!

  11. Olá, parabéns pela matéria ela é bastante elucidativa. Mas a minha dúvida vai além: – Tenho sérios problemas em defecar regularmente e até em defecar se estiverem presentes pessoas na minha casa, até mesmo familiares. Eu gostaria de saber se é possível apagar da memória essa burrice educacional que relaciona fezes à presentes… creio q assim pararei de ser atrmentada por prisão de ventre. Obrigada.

  12. Olá Daniele! Muito obrigado pelo comentário!
    Não digo que seja possível apagar do seu psiquismo esses registros que você chama de “burrice educacional”. Todavia, um trabalho psíquico através de um processo psicoterapêutico pudesse te ajudar a se livrar das incômodas inibições, pois elas podem estar associados a elementos subjetivos mais profundos e dos quais você pode não estar consciente.
    Se esse problema lhe causa uma aflição insuportável, recomendo a você que procure a ajuda de um psicanalista.

    Espero ter te ajudado!

    Um forte abraço e apareça sempre!

  13. Olá! Adorei o texto! Meu filho de 2 anos e 8 meses está passando por esse processo! Tem vontade de evacuar, até se contorce e não faz! Já li histórinhas, levei joguinhos, já chegamos a ficar meia hora no banheiro…. e nada! Fazemos festa para o coco, despedida para o coco, mas está bem difícil!!! Ele toma vitamina com todas essas frutas todo dia! Toma um laxante natural e chegou a ficar 4 dias sem evacuar! As 3 últimas evacuadas tiveram que ter o auxílio do supositório (que eu ODEIO)!!!! Estou muito angustiada por ver o sofrimento do meu filho! Aguardo a parte 2!!!!
    Parabéns pela pesquisa e trabalho!
    Priscilla

  14. Olá Priscilla! Tendo em vista a permanência do sintoma da prisão de ventre em seu filho, oriento você a buscar a ajuda de um psicanalista, de preferência um profissional especializado em atendimento a crianças.
    Um forte abraço e obrigado pelo comentário!

  15. Olá Lucas! Você diz que é tão difícil crer que médicos e nutricionistas podem ser seres tão tapados. E eu aqui fico tentando também acreditar como uma pessoa tão elucidada, com escrita tão nobre, alto nível de escolaridade e, presumo, educação pode sair escrevendo assim de seus colegas. Colegas sim, pois todos nós temos nossa formação para cuidar dos mesmos pacientes. Cada área tem sua importância, inclusive a sua a qual dou muito valor, mas cada profissional pode falar somente daquilo que entende. Para a obstipação intestinal, cada profissional atuará naquilo que lhe compete: o médico verificará anomalias anatômicas, inflamações, doenças degenerativas, interferência medicamentosa, etc… O nutricionista investigará a qualidade da alimentação através de anamnese e daí orientar o que falta: sejam fibras, seja água, sejam bifidobactérias. E assim por diante, o educador físico, o fisioterapeuta, o psicólogo… E é por isso que a tendência para os cuidados globais do ser humano chama-se: Equipe Interdisciplinar! Quem não sabe, ou não consegue trabalhar de maneira conjunta, valorizando cada tipo de conhecimento e achando que só o seu é o suficiente ou o melhor, não olha para seu paciente como um ser a ser tratado, mas sim como mais um cheque a cada sessão. No seu currículo e na sua foto você aparenta ser jovem, ou seja, há tempo de repensar em como abordar um assunto clínico para a população em geral. Fico agradecida pelo espaço para colocar nossa opinião e, em tempo, quando houve um dos primeiros comerciais do Activia com a presença de um nutricionista, imediatamente o Conselho Regional de Nutricionistas abriu um processo administrativo contra aquela profissional que desrespeitou nosso Código de Ética quanto a promoção de produtos e marcas em rede nacional. Código de Ética… aliás seria bom você dar uma lida no Código do seu Conselho também.
    Sem mais,
    Luciana V. Amidami
    nutricionista clínica
    CRN3: 13.226
    membro da Equipe Interdisciplinar de cuidados com o Diabetes do Hospital do servidor Público Estadual

  16. Olá Luciana. Discordo de você. Ao meu ver, cada profissional não deve ficar restrito apenas àquilo que é próprio de sua área. Isso não configura interdisciplinaridade, mas sim multidisciplinaridade, ou seja, apenas uma reunião de vários saberes em torno de um mesmo objeto e não a conjugação entre esses saberes. Os nutricionistas e médicos devem sim entender a significação simbólica das doenças, assim como os psicólogos devem ter noções básicas de anatomia e fisiologia (aliás, a graduação em psicologia conta com essas disciplinas). A minha proposta (que eu defendo não só aqui, mas em minha dissertação de mestrado) vai justamente no caminho oposto ao que você defende. A significação simbólica e os usos conscientes e inconscientes que o paciente possa fazer de sua doença devem ser conhecidos por quaisquer profissionais de saúde e não apenas por psicólogos.

    Um abraço.

  17. É UM ERROLAÇÃO TOTAL. UMA LINGUAGEM MUITO PROFISSIONAL PARA TODOS ENTENDEREM. EU DISSE TODOS MESMO. NEM TODO MUNDO TEM INSTRUÇÃO SUFICIENTE. BELA ENRROLAÇÃO.

  18. EU TENHO O PROBLEMA. VOU À MEDICOS E ELES NEM ME TOCAM. DIZEM LOGO QUE É FALTA DE ÁGUA. E NEM PRESTAM ATENÇÃO NO QUE DIGO SER UM PROBLEMA
    FAMILIAR. MINHA MÃE TEVE,MINHA IRMÃ TEM , MEUS SOBRINHOS TEM. E COM ISSO NÃO CONSIGO UMA MELHORA.OS MÉDICOS E AS NUTRICIONISTAS SÓ SABEM O QUE APRENDEM NA FACULDADE. A VIDA ENSINA MAIS COISAS . CADA ORGANISMO SE EXPRESSA DE FORMA DIFERENTE.

  19. Olá Lucas

    Parabéns pelo teu trabalho. Você tem obrado muito bem. 🙂
    Gostaria muito de saber onde posso encontrar a segunda parte.

    Grata,

    Débora

  20. Olá Débora! Obrigado pelo feedback espirituoso! 🙂

    Infelizmente acabei me enveredando por outros caminhos e deixando a continuidade do texto de lado. Talvez num futuro próximo eu publique as próximas partes.

    Grande abraço!

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