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Esta é uma pequena fatia da aula “LENDO WINNICOTT 12 – A tendência antissocial: um pedido de socorro” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – WINNICOTT da CONFRARIA ANALÍTICA.
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No dia 14 de julho viralizou nas redes sociais um vídeo que mostrava um garoto vandalizando um supermercado de Saquarema (RJ).
O menino derrubava gôndolas, jogava alimentos no chão e até arremessava produtos contra quem o estava filmando.
Nenhum cliente ou funcionário do estabelecimento tentou sequer conter a criança — provavelmente com medo de serem acusados de agressão.
Não havia responsáveis pelo garoto no local. Por isso, a Polícia Militar e o Conselho Tutelar foram chamados e levaram o menino de volta para casa.
Vizinhos e pessoas que conhecem a criança relataram aos jornais as seguintes informações:
A família vive em vulnerabilidade socioeconômica e os pais negligenciam o cuidado dos filhos (o garoto, por exemplo, não estaria frequentando a escola).
Será que esses fatores estariam relacionados ao surto de agressividade do menino no supermercado?
Se sim, como?
O que essa criança estaria buscando ao fazer toda aquela bagunça?
O psicanalista inglês Donald Winnicott (1896-1971) pode nos ajudar a responder essas questões.
No texto “A tendência antissocial”, de 1956, ele defende a tese de que atos de delinquência podem ser o último fio de esperança de crianças carentes de cuidado.
Na aula especial publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA, eu comento trechos desse texto, articulando as ideias de Winnicott ao caso do menino de Saquarema.
O título da aula é “LENDO WINNICOTT 12 – A tendência antissocial: um pedido de socorro” e já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – WINNICOTT.
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Se nossos problemas emocionais nos trazem sofrimento, por que temos tanta dificuldade para nos livrar deles?
Não, não é porque temos algum tipo de satisfação com a dor em si.
Ninguém quer sofrer por sofrer.
O motivo básico pelo qual resistimos a abandonar nossos sintomas é que, por meio deles, obtemos certos ganhos que COMPENSAM o sofrimento que trazem.
Porém, na maioria das vezes, nós não temos consciência que quais são esses ganhos. É só fazendo análise que conseguimos mapeá-los.
Frequentemente, tais vantagens não são coisas BOAS que os problemas emocionais nos proporcionam, mas situações RUINS que eles EVITAM que aconteçam.
Valdir, por exemplo, não consegue parar em emprego nenhum. Ele sempre entra em conflito com seus chefes e acaba sendo demitido.
O rapaz, portanto, se sabota: este é o seu principal sintoma.
Em análise, Valdir descobriu que, inconscientemente, não quer ficar num trabalho por muito tempo, pois estar nessa condição o tornaria semelhante a seu pai.
Este, com efeito, era servidor público da Receita Federal e permaneceu no mesmo cargo por mais de 30 anos, até aposentar-se.
Mas por que Valdir não queria se tornar parecido com o pai?
Porque, desde criança, o rapaz alimentara uma forte hostilidade em relação ao genitor devido ao modo desrespeitoso com que ele tratava sua mãe.
Assistindo aflito ao sofrimento materno, Valdir jurou para si mesmo que jamais se tornaria um homem como o pai.
Com o passar do tempo, esqueceu-se dessa promessa e deslocou o ódio pelo genitor para outras figuras masculinas — como seus chefes, por exemplo…
O juramento, porém, manteve-se de pé. E era justamente para cumpri-lo que Valdir sabotava sua continuidade nos empregos.
Entendeu?
Nossos problemas emocionais podem ser meios que encontramos para evitar uma situação na qual inconscientemente não queremos estar.
E esta pode ser a razão principal pela qual não conseguimos sair deles.
Será este o seu caso?
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Esta é uma pequena fatia da aula “LENDO FERENCZI 11 – Palavras obscenas: por que nos perturbam tanto?” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – FERENCZI da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Carolina estava ansiosa para contar a seu analista, Alfredo, como havia sido o primeiro encontro com Márcio, um novo colega de trabalho.
A moça já vinha falando há semanas sobre o clima de flerte que existia entre eles e, na última sessão, disse que o rapaz a convidara para um jantar.
— Eu estava muito tensa, confessou Carolina, mas o Márcio foi tão gentil que, ao longo da noite, eu acabei ficando à vontade.
Alfredo escutava em silêncio a narrativa da paciente.
— Não sei se foi por causa do vinho ou porque a gente já estava nesse chove e não molha há muito tempo, mas foi me dando muita vontade de ficar com ele.
(Na verdade, a expressão que veio à mente de Carolina foi “muito tεsão” e não “muita vontade de ficar com ele”.)
Ciente da forte inibição εrótica dessa paciente, o analista decidiu pontuar essa parte do relato fazendo “Hummm…” em tom de surpresa.
A moça abriu um sorriso e disse:
— Pois é… Você acredita? Mas não para por aí… Depois do jantar, fomos para a casa dele e a gente acabou ficando mesmo, Alfredo.
— Vocês trαnsαrαm?
— Isso… confirmou Carolina um tanto constrangida.
De fato, a palavra “trαnsαr” passou pela cabeça da paciente, mas, por vergonha, ela achou melhor utilizar um termo menos explicitamente sεxuαl (“ficar”).
Por que será que esse tipo de substituição acontece no discurso de tantos pacientes?
Que característica especial possuem palavras como “tεsão” e “trαnsαr” para que muitas pessoas evitem empregá-las?
O psicanalista húngaro Sándor Ferenczi explorou essa questão no clássico artigo “Palavras Obscenas”, de 1911.
E na aula especial publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA eu comento os principais trechos desse artigo.
As ideias de Ferenczi vão te surpreender…
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Na segunda aula do seminário XI (“Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise”), Lacan faz uma afirmação muito preciosa.
Ele diz o seguinte:
“A todos esses inconscientes sempre mais ou menos afiliados a uma vontade obscura considerada como primordial, a algo de antes da consciência, o que Freud opõe é a revelação de que, ao nível do inconsciente, há algo homólogo em todos os pontos ao que se passa ao nível do sujeito — isso fala e funciona de modo tão elaborado quanto o do nível consciente, que perde assim o que parecia seu privilégio.”
Você pode encontrar esta citação na página 29 da edição do seminário publicada em 1998 pela Zahar.
Lacan está chamando a atenção para uma característica do inconsciente que, muitas vezes, passa despercebida até mesmo por psicanalistas:
O alto grau de elaboração dos pensamentos que circulam nele.
Não raramente a gente tem a tendência de pensar no inconsciente como sendo uma parte do psiquismo puramente impulsiva, emocional, irracional.
Porém, Freud nos mostra com clareza em seus textos que no inconsciente encontramos RACIOCÍNIOS tão complexos quanto os da consciência.
Vou te dar um exemplo simples de como isso funciona:
Imagine que você terminou um relacionamento há seis meses.
Depois de sofrer muito com a separação, você agora se sente bem e acha que está pronta para seguir a vida.
Por isso, aceita finalmente marcar um encontro com o rapaz com quem flerta há alguns dias em uma rede social.
O problema é que, no inconsciente, você não está a fim de ir a esse encontro, pois ainda está muito apegada a seu ex; não conseguiu (e não quer) esquecê-lo.
E agora? Conscientemente você quer uma coisa, mas inconscientemente quer outra.
Ora, sem se dar conta, você pode acabar marcando o encontro justamente num dia em que precisará ficar até mais tarde no trabalho.
Porém, só se lembrará dessa “coincidência” no dia, o que a levará a desmarcar com o rapaz, satisfazendo, assim, o desejo inconsciente de não ir.
Entendeu?
No inconsciente, a gente pensa, planeja, reflete…
Enquanto a consciência está vindo com o fubá, o angu dele já está pronto…
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Esta é uma pequena fatia da aula “Introdução às contribuições de Heinz Hartmann” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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No início dos anos 1950, Lacan iniciou um projeto intelectual que ficou conhecido como “retorno a Freud”.
Ele acreditava que os psicanalistas de sua época haviam se desviado da “verdadeira” Psicanálise.
Seu objetivo, portanto era preciso voltar às origens e resgatar a “descoberta freudiana” que, segundo ele, estava sendo esquecida.
Um dos principais alvos da crítica lacaniana foi uma vertente teórica que ficou conhecida como “Psicologia do Ego”.
E o autor mais proeminente dessa abordagem era o médico austríaco Heinz Hartmann, um dos alunos prediletos de Freud.
O pai da Psicanálise chegou a oferecer análise gratuita a Hartmann para convencê-lo a não aceitar uma cátedra de psiquiatria nos EUA.
Por outro lado, para Lacan, o pupilo estava “perto dos olhos, mas longe do coração” de seu mestre.
Ele achava que Hartmann defendia uma visão pedagógica da Psicanálise, cujo objetivo seria adaptar o sujeito à sociedade.
Lacan criticava principalmente a noção hartmanniana de “autonomia do ego”, isto é, a ideia de que o ego não é apenas um joguete nas mãos do id ou do superego.
Como se sabe, para o francês, o ego é uma instância 100% alienada. Logo, qualquer impressão de autonomia seria pura ilusão.
Por isso, muitos analistas passaram a olhar com um desdém preconceituoso para as ideias de Hartmann e para a Psicologia do Ego de forma geral.
Sim! Muita gente simplesmente “compra” a visão de Lacan, sem se dar ao trabalho de ler os autores em quem ele está “descendo o pau”.
Mas será que o julgamento lacaniano sobre Hartmann e a Psicologia do Ego é realmente justo?
Para ajudar você a formar sua opinião, eu publiquei hoje (sexta), na CONFRARIA ANALÍTICA, a aula “Introdução às contribuições de Heinz Hartmann”.
Nela eu explico os conceitos hartmannianos de “autonomia do ego”, “adaptação”, “zona livre de conflito” e suas aplicações na clínica contemporânea.
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Freud descobriu que os sintomas não são só problemas, mas essencialmente SOLUÇÕES.
Soluções para conflitos psíquicos.
— Como assim, Lucas?
Eu vou te explicar com um exemplo:
Imagine Sabrina, uma jovem que está em conflito em relação a seu namoro: uma parte dela quer permanecer no relacionamento, mas outra quer terminar.
Um clássico!
Ora, como esse conflito pode ser solucionado?
Podemos pensar, a princípio, em duas alternativas:
Num primeiro cenário, Sabrina decide continuar com o namorado, aceita o que a desagrada e renuncia ao desejo de terminar.
No outro, ela escolhe sair da relação, aceita que vai sofrer, mas atravessa o luto e segue em frente.
Existe, porém, uma terceira alternativa de solução, que é justamente… o SINTOMA:
Sabrina pode desenvolver uma frigidez, ou seja, não conseguir mais sentir desejo sεxuαl pelo namorado.
A saúde dela está OK, o casal raramente tem brigas ou discussões, mas a moça simplesmente não sente mais vontade de trαnsαr com o cara.
Quando uma amiga lhe diz que isso é sinal de que eles deviam terminar, Sabrina responde:
— Mas, amiga, eu o amo muito. Não consigo deixá-lo!
Perceba como o surgimento do sintoma (frigidez) permite que a jovem não precise tomar nenhuma decisão e, ao mesmo tempo, satisfaz as duas partes do conflito:
A parte que quer terminar fica “feliz”, digamos assim, com o fato de ela não sentir mais vontade de ir para a cama com o namorado.
Já a parte que quer continuar se acalma, pois a frigidez cria um afastamento erótico, mas não rompe o vínculo amoroso.
Portanto, ao criar o sintoma (não conscientemente, é claro), Sabrina SOLUCIONOU o conflito, estabelecendo um… COMPROMISSO entre suas duas partes.
É como se ela estivesse dizendo para si mesma:
“Vamos fazer um acordo que fique bom para ambas as partes: eu não termino, mas desativo meu tεsão por ele.”
O problema, evidentemente, é que essa solução de compromisso não poupa Sabrina do sofrimento. Pelo contrário!
Ela evita a dor TEMPORÁRIA da separação ou da adaptação ao relacionamento.
Mas, em troca, passa a carregar o sofrimento CRÔNICO da falta de desejo sεxuαl.
A única dor que ela de fato evita… é a dor da decisão.
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