Quem tá com raiva de quem, Vanessa?

— Aí eu acabei encontrando com a Telma num bar no sábado. Ela até me cumprimentou, só que foi de longe. Geralmente ela abraça, puxa assunto… Eu acho que ela tá com raiva de mim.

Quem está falando é Vanessa Romeu, uma pedagoga de 27 anos que trabalha na escola particular  Virtù como coordenadora pedagógica. Telma, por sua vez, é a diretora do colégio.

— Mas por que ela estaria com raiva de você? — pergunta Paulo, o psicólogo com quem Vanessa se consulta há dois anos por conta de alguns episódios de pânico.

— Porque eu não fui na reunião, uai! — responde a paciente como se estivesse dizendo a coisa mais óbvia do mundo.

— Mas você não explicou para ela que naquele dia precisaria levar sua filha ao médico?

— Expliquei… Mas é que você não conhece a Telma, Paulo. Ela espera da gente dedicação total! Certeza que ela tá P da vida comigo.

Notando a presença sutil do ressentimento em meio à ansiedade com que Vanessa falava da diretora, o terapeuta decidiu fazer uma intervenção num tom bem-humorado:

— Pelo visto, parece que é você quem tá com raiva dela…

— Raiva? — disse Vanessa surpresa — É… Pode até ser, mas eu tenho mais é medo dela, isso, sim.

— De onde vem esse medo?

— Ah, eu vejo o jeito duro como ela trata alguns funcionários lá na escola… Pensa numa pessoa exigente!

— Mas, pelo que você disse agora há pouco, ela te trata muito bem, né? Te abraça…

— É… Comigo ela sempre foi um amor.

Depois de reconhecer a aparente contradição em seu discurso, Vanessa ficou em silêncio, como se estivesse digerindo mentalmente alguma coisa.

Paulo decidiu aproveitar o momento para finalizar a sessão com esse questionamento:

— E então, Vanessa, de quem é mesmo a raiva nessa história? É ela quem está brava com você ou é você quem está P da vida com ela?

Nesse extrato clínico, podemos ver claramente que a paciente está fazendo uso de um mecanismo de defesa muito comum. Você consegue dizer qual é?

Nesta quinta-feira às 20h eu vou ministrar a MASTERCLASS “TUDO SOBRE MECANISMOS DE DEFESA” e você é meu convidado. Na ocasião, faremos o lançamento da CONFRARIA ANALÍTICA 2.0, a nova versão da nossa escola.

Te espero lá!


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[Vídeo] Algozes de nós mesmos

Para a Psicanálise, os sintomas só são considerados comportamentos desadaptativos se adotarmos o ponto de vista da consciência e do ego. Do ponto de vista do inconsciente, nossos problemas emocionais são altamente FUNCIONAIS.


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[Vídeo] Os perigos de um analista mal formado

Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.

Hoje, às 20h, teremos mais uma aula ao vivo.

Estamos estudando, linha a linha, o texto de Winnicott “Dependência no cuidado do lactente, no cuidado da criança e na situação psicanalítica”.

Te vejo lá!

Quero aproveitar a oportunidade para lembrar que na próxima quinta-feira, dia 09, às 20h, lá no Yootubi, faremos o lançamento da CONFRARIA ANALÍTICA 2.0 – a mesma Confraria de sempre, com todas as aulas já publicadas, mas numa nova plataforma, com vários recursos que os alunos sempre pediram.

O lançamento acontecerá durante a masterclass 100% gratuita “TUDO SOBRE MECANISMOS DE DEFESA”, que acontecerá aqui.


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[Vídeo] Por que a ansiedade causa pensamentos ruins? Medicação atrapalha a terapia?

Neste vídeo, respondo a 7 perguntas que me foram feitas lá nas caixinhas de perguntas do Instagram.


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[Vídeo] A depressão essencial

Esta é uma pequena fatia da aula especial “A depressão essencial”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.


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Antero: um deprimido sem tristeza

— Bom dia, doutora. — com essa saudação, Antero iniciou a primeira sessão de terapia com Mônica, a psicanalista que lhe foi recomendada por seu médico.

Com um sorriso acolhedor, a terapeuta começou o atendimento:

— Bom dia, Antero. O Ricardo disse que você iria me procurar. Seja muito bem-vindo! E então, o que está acontecendo contigo?

— Bem, doutora, eu procurei o dr. Ricardo por causa de uma dor no estômago muito forte que eu tinha já faz um bom tempo…

Mônica esperou que ele continuasse a falar, mas Antero parecia considerar que já dissera o suficiente para aquele momento.

A terapeuta, então, decidiu estimular o paciente a continuar seu discurso:

— Entendo. E vocês descobriram o que estava causando essa dor no estômago?

— Eu fiz uns exames, endoscopia e tal… Aí o dr. Ricardo falou que eu tinha uma úlcera, mas que a causa provavelmente era emocional. Por isso, sugeriu que eu te procurasse.

— Hum… E como é que você tem estado emocionalmente, Antero?

O paciente ficou em silêncio por alguns segundos, olhando para baixo, como quem está tentando solucionar mentalmente um cálculo difícil. Por fim, respondeu:

— Ah, normal, doutora. Nem bem nem mal. Pra te falar a verdade, já tem um tempo que a vida pra mim não fede nem cheira.

— Como assim? — pergunta Mônica.

— Ah, sei lá… Não sei dizer direito. Eu só vou vivendo, normal, como todo o mundo. Não me sinto triste, mas também não tenho aquele ânimo que tinha há uns dois, três anos atrás.

— Ânimo para o trabalho?

— Para tudo, na verdade. Nem para ir no boteco eu fico animado. Eu estou o tempo todo cansado. Aí não dá vontade de fazer nada…

Antero formulou essa resposta com um leve sorriso no rosto — que não passou desapercebido a Mônica.

A analista observou que o paciente descrevia sua condição de modo distante, sem aparentar sofrimento, como se não estivesse falando de si mesmo.

Enquanto pensava sobre isso, veio à mente de Mônica a noção de “depressão essencial”, uma categoria diagnóstica proposta pelo psicanalista francês Pierre Marty.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma AULA ESPECIAL sobre o que caracteriza a depressão essencial e como ela deve ser abordada clinicamente.


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Você confia em si mesmo?

Autoconfiança significa, obviamente, confiar em si mesmo.

Uma pessoa autoconfiante, portanto, é aquela que, olhando para si, é capaz de exclamar: “Eis alguém com quem se pode contar!”.

Mas como é que um sujeito adquire essa visão favorável em relação a si mesmo? E por que algumas pessoas não conseguem?

Talvez possamos encontrar as respostas para tais perguntas explorando primeiramente a seguinte questão:

O que nos faz confiar em uma determinada pessoa?

Ora, passamos a confiar em alguém quando o indivíduo nos apresenta AÇÕES que nos induzem a olhar para ele e exclamar: “Eis alguém com quem se pode contar!”.

Ou seja, a confiança no outro não brota do nada. Ela é um efeito da PERCEPÇÃO de que a pessoa com quem nos relacionamos DEMONSTRA ser alguém confiável.

Por exemplo: posso confiar em um amigo porque, numa situação em que falavam mal de mim, ele prontamente se colocou em minha defesa.

Enfim, normalmente confiamos em pessoas que SE MOSTRAM confiáveis.

Se aplicarmos o mesmo raciocínio para pensar a autoconfiança, chegaremos à conclusão de que só podemos confiar em nós mesmos SE NOS MOSTRARMOS CONFIÁVEIS aos nossos próprios olhos.

E quando é que nós somos, digamos, “apresentados” a nós mesmos para que tenhamos a oportunidade de nos mostrarmos confiáveis ou não?

Ora, na infância, né?

É na infância, portanto, que vai se formar esse olhar básico que nos permitirá responder à pergunta: “Será que posso confiar em mim?”.

E, para que a resposta seja afirmativa, precisarei DEMONSTRAR para mim mesmo que sou confiável.

O problema é que, no caso da criança, essa demonstração não depende apenas dela, mas, sobretudo, do ambiente em que ela se encontra.

Se o ambiente não dá condições para que a criança SE VEJA potente e capaz, ela não conseguirá se enxergar dessa forma e, consequentemente, não conseguirá confiar em si mesma.

É essa circunstância que encontramos frequentemente presente na história de pessoas inseguras, com baixíssimo grau de autoconfiança.

No alvorecer da vida, elas foram induzidas pelo ambiente a se enxergarem como seres impotentes, frágeis e incapazes.

Consequentemente, não se tornaram capazes de confiar em si mesmas.


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[Vídeo] Escolha suas dores de cabeça

Um relacionamento de longo prazo também se mantém graças à disposição dos parceiros de suportarem as “dores de cabeça” que ambos geram um ao outro.


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[Vídeo] O modelo clínico de Winnicott

Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.

Hoje, às 20h, teremos mais uma aula ao vivo.

Estamos estudando, linha a linha, o texto de Winnicott “Dependência no cuidado do lactente, no cuidado da criança e na situação psicanalítica”.

Te vejo lá!


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[Vídeo] Minha opinião sobre sessões muito curtas

Neste vídeo eu respondo à pergunta “O que você tem a dizer das sessões que duram 20 minutos?”, que me foi feita numa caixinha de perguntas lá no Instagram.


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A religião é causadora das neuroses?


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O narcisista generoso

Antes de mais nada: TODO O MUNDO É NARCISISTA.

Sim!

Em Psicanálise, narcisismo não é necessariamente patologia, mas um aspecto da condição humana.

Em maior ou menor grau, todos nós somos apaixonados pelo próprio ego.

Nesse sentido, o tipo psicológico que se convencionou chamar popularmente de “narcisista” corresponde àqueles, dentre nós, que amam EXCESSIVAMENTE o próprio ego.

O melhor, talvez, seria denominar tais pessoas de NARCISISTAS PATOLÓGICOS visto que existe um narcisismo suficientemente bom, saudável e equilibrado.

Os narcisistas patológicos costumam ser descritos como pouco empáticos, egoístas e manipuladores porque estão sempre priorizando seus interesses em detrimento das necessidades do outro.

No entanto, existe uma forma muito sutil de narcisismo patológico que se manifesta justamente como o oposto dessa descrição típica.

Como eu disse acima, narcisismo é amor pelo próprio ego.

Nesse sentido, o critério fundamental para identificar um narcisista patológico não é a baixa capacidade empática do cidadão, mas O EXCESSO de amor que ele tem por sua autoimagem.

Existe um tipo de narcisista patológico que se mostra EXTREMAMENTE empático e está sempre buscando satisfazer as necessidades dos outros.

Diferentemente do narcisista “típico”, esse narcisista “generoso” é abnegado. Ele prefere sofrer do que ver o outro sofrer.

Se lhe passam a perna ou lhe traem, ele não se indigna. Pelo contrário: compreende e justifica o comportamento do outro com racionalizações do tipo: “É só imaturidade”.

Quem vê de longe pensa: “Que pessoa boa! Que coração nobre!”.

O problema é que o narcisista generoso não age assim porque DE FATO se importa com o outro.

Tudo não passa de uma baita ego trip.

No fim das contas, o sujeito é super empático e generoso porque se delicia ao olhar no espelho da alma e se perceber dessa forma… boazinha.

O excesso de narcisismo transparece de forma incontestável quando lhe fazem perguntas do tipo: “Mas por que você aceita ser tão maltratado?” e o sujeito responde:

“Não é por ele; É POR MIM. Eu sou fiel aos MEUS princípios.”

E aí, você conhece (ou é) um narcisista generoso?


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As trilhas que a vida fez em nós


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Como lidar com a insegurança no início da clínica?


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O BBB e a dependência da avaliação dos outros


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