
Você pode achar que não consegue fazer determinadas mudanças em sua vida simplesmente porque não sabe como fazê-las.
O problema, portanto, seria apenas falta de conhecimento. E a solução, por sua vez, passaria por obter… informação.
Tem muita gente que procura terapia com essa perspectiva na cabeça.
É o caso de Laura.
Ela decidiu fazer terapia porque se via como uma pessoa muito ansiosa e gostaria de aprender a parar de se preocupar tanto com tudo.
Achava que se alguém lhe orientasse sobre como lidar corretamente com seus problemas, ela deixaria de ficar tão tensa.
Para Laura, a terapia funcionaria como uma espécie de consultoria: ela ficaria na posição de aprendiz e o terapeuta agiria como um professor.
Essa expectativa era equivocada?
Depende…
Existem certas terapias que funcionam exatamente da forma como Laura imaginou:
Nelas, o paciente é visto como alguém que não tem o conhecimento necessário para vencer suas dificuldades.
E o terapeuta, por sua vez, se apresenta como um especialista no comportamento humano que vai ensinar ao paciente o que fazer para melhorar.
E aí a terapia acontece de forma muito parecida com uma consultoria mesmo: avaliações, treinamentos, estratégias, metas…
No entanto, existe outro tipo de tratamento, a Psicanálise, que funciona de modo bem diferente.
E foi justamente uma psicanalista que Laura encontrou quando decidiu fazer terapia.
De início, estranhou: esperava receber orientações, dicas, conselhos, mas a terapeuta falava pouco e praticamente só fazia perguntas.
Mas, aos poucos, a moça passou a gostar daquela sensação de poder falar tudo o que lhe vinha à cabeça, toda semana, para alguém que lhe escutava com extrema atenção.
Laura ficava surpresa quando a analista, de repente, fazia um comentário destacando algo que ela havia dito en passant no início da sessão e do qual nem se lembrava mais.
À medida que o tratamento prosseguia, a frustração por não receber orientações foi dando lugar a um desejo de se entender.
E é esse desejo que a motiva a continuar comparecendo toda quarta-feira às 17h ao consultório de sua analista.
A jovem tem percebido que se tornar menos ansiosa não é uma questão de treinamento, mas de transformação.
Transformação de um modo de existir, de se colocar no mundo, cujas raízes atravessam toda a sua história de vida.
Por isso, agora, Laura não se pergunta mais: “O que preciso aprender para não me preocupar tanto?”, mas sim:
“Por que será que eu me posiciono na vida de forma tão preocupada?”.
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