Os 3 tempos do Édipo em Lacan

De acordo com Jacques Lacan o complexo de Édipo é um mito freudiano. Em outras palavras, para o analista francês, aquela descrição que Freud faz dos vínculos eróticos conflituosos e ambivalentes que a criança estabelece com seus pais seria uma NARRATIVA SIMBÓLICA.

Sim, uma narrativa, assim como as histórias de Cupido ou de Narciso. Da mesma forma que a narrativa mítica de Narciso começa com a consulta de seus pais a um oráculo, Freud começaria seu mito do complexo de Édipo falando sobre o interesse sexual da criança pela mãe.

Para Lacan, Freud teria criado o mito do Édipo a partir dos relatos de seus pacientes, para explicar, com o apoio de imagens, como se constitui o nosso desejo e, portanto, a nossa relação com a falta, isto é, com a impossibilidade de satisfação plena na vida (simbolizada pela figura da castração no mito freudiano).

Partindo dessa interpretação, Lacan se propôs, então, a extrair aquilo que seria a ESTRUTURA do complexo de Édipo que estaria por trás da descrição mítica freudiana. Dito de outro modo, o psicanalista francês olhou para o Édipo tentando responder à seguinte pergunta: “Quais são os elementos que fazem parte da condição humana e estão presentes na vida de todas as pessoas, independentemente da época e que estão por trás dessa história que Freud nos conta?”.

A resposta para essa questão é justamente a teoria lacaniana dos três tempos do Édipo.

Leia os quadros e me diga: esse post te ajudou a entender melhor a visão lacaniana do complexo de Édipo?


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Dora: a jovem que disse NÃO para o dr. Freud

A partir do dia 10/05/2021 (segunda-feira) começaremos a estudar na CONFRARIA ANALÍTICA o caso clínico de Dora, uma jovem histérica de 18 anos, atendida por Freud e que abandonou o tratamento após apenas de 3 meses de terapia.

Quem era essa moça que ousou dizer não para Freud? Quais eram os seus sintomas? Como se estruturou sua neurose? Por que Freud fracassou na condução desse caso?

Essas são algumas das perguntas que buscaremos responder nos próximos meses ao longo de nossas aulas ao vivo, sempre às segundas-feiras às 20h.

Para participar dessa jornada de estudos, você precisa fazer parte da CONFRARIA ANALÍTICA. A Confraria é uma comunidade online para quem deseja estudar Psicanálise junto comigo de forma séria, rigorosa e profunda. Saiba mais clicando aqui.

Por que é tão difícil mudar?

Costumo dizer que existem basicamente dois tipos de situações que costumam levar as pessoas a procurarem terapia:

1 – Quando estão fazendo certas coisas que não gostariam, mas não conseguem deixar de fazer. Por exemplo: uma jovem que não dá conta de sair de um relacionamento abusivo.

2 – Quando não conseguem fazer determinadas coisas que gostariam. Por exemplo: um homem que não consegue se aproximar das mulheres por quem se interessa.

Em ambos os casos, trata-se da busca por uma MUDANÇA. A pessoa procura ajuda para sair de um ponto A de sofrimento para um ponto B de alívio e satisfação.

Por que será que muitas vezes não conseguimos fazer essas mudanças sozinhos e por que, mesmo em terapia, o processo de transformação não é fácil e não acontece da noite para o dia?

Em outras palavras, por que é tão difícil mudar?

A experiência clínica nos mostra que existem basicamente dois grandes motivos que explicam essa resistência que involuntariamente apresentamos às mudanças.

O primeiro deles é o que chamamos em Psicanálise de “ganho primário do sintoma”. O adoecimento emocional não se manifesta por acaso. Ele é inconscientemente produzido por nós mesmos como uma espécie de “solução” para determinados conflitos inconscientes. Por exemplo: o homem que se sente inibido diante das mulheres que deseja e não consegue interagir com elas pode estar, dessa forma, “solucionando” o conflito que vivencia em seu íntimo com o desejo de permanecer ligado eroticamente a sua mãe. Dessa forma, sua inibição o protege contra a “tentação” de trair o vínculo incestuoso com a figura materna.

O segundo motivo é o chamado “ganho secundário”. Trata-se de vantagens que a gente obtém no dia a dia e na relação com o outro graças ao fato de nos mantermos doentes. A moça que não consegue sair de um relacionamento abusivo, por exemplo, pode usufruir do fato de seu companheiro lhe proporcionar uma vida financeiramente confortável. Se ela terminasse com ele, deixaria de sofrer com suas humilhações e agressões, mas também perderia as vantagens materiais que a relação lhe oferece.

Ganhos primários e secundários fazem parte da vida de todos nós. Você consegue enxergá-los?


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O falso amadurecimento da criança mal acolhida

Holding é a palavrinha em inglês que o psicanalista inglês Donald Woods Winnicott utilizava para se referir à função principal que os pais precisam exercer na vida de seus filhos durante a infância.

Essa palavra pode receber diversas traduções em português como sustentação, suporte, contenção ou o ato de segurar. Por essa razão, na Psicanálise costumamos utilizá-la em inglês mesmo.

Do que se trata?

Holding se refere ao conjunto de cuidados básicos que os pais oferecem à criança. Esses cuidados fornecem a ela uma base física e emocional para que possa se desenvolver e, ao mesmo tempo, protegem a criança de fatores externos que podem desvirtuar seu crescimento espontâneo.

O holding está presente, por exemplo, quando uma mãe percebe que seu bebê está com fome e o coloca em seus braços para amamentá-lo. Nessa singela experiência, a genitora está sustentando o bebê fisicamente (ao segurá-lo e dar a ele o leite) e também emocionalmente ao proporcionar à criança aconchego e satisfação. Ao mesmo tempo, a mãe está evitando que o bebê passe precocemente pela experiência da frustração, que ele ainda não pode tolerar.

Também podemos enxergar o holding na sábia atitude dos pais quando decidem poupar seus filhos pequenos de informações sobre seus problemas pessoais e conjugais. Dessa forma, ao “blindarem” as crianças, esses pais estão permitindo que elas possam continuar se desenvolvendo tranquilamente, sem a necessidade de trocarem o fluxo espontâneo da infância pela preocupação com “problemas de adultos”.

Quando a criança frequentemente não vivencia um ambiente marcado pelo holding, ela acaba tendo que “amadurecer” precocemente já que não pode contar com o suporte e a sustentação de seus cuidadores e acaba sendo confrontada indevidamente com situações que ainda não está pronta para enfrentar.

Coloquei a palavra amadurecer entre aspas porque não se trata de um amadurecimento genuíno. O sujeito amadurece por fora, ou seja, torna-se uma espécie de “mini-adulto”, mas, por dentro, permanece sendo a criança insegura e apavorada que foi precocemente chamada a voar quando ainda mal sabia caminhar…

Você acha que isso pode ter acontecido com você ou com alguém que você conhece?


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Insegurança e autossabotagem: por que podemos ter medo do sucesso?

Engana-se quem pensa que só o fracasso nos amedronta.

Eventualmente podemos ter medo de que as coisas deem certo, de que consigamos atingir nossos objetivos.

Isso não acontece porque o sucesso em si nos pareça uma experiência perigosa. O que podemos temer são as CONSEQUÊNCIAS dele, ou seja, as implicações conscientes e inconscientes de uma conquista.

Como dizia o tio Ben de Peter Parker, “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. Muitas vezes a gente quer crescer no campo profissional ou acadêmico, mas intuitivamente sabemos que quando estivermos num patamar superior seremos confrontados com diversos novos encargos e compromissos e podemos não sentir à altura deles.

Em outras palavras, a gente quer o primeiro lugar do pódio, mas temos medo de não conseguir suportar o peso da taça. Isso já aconteceu com você? Já houve ocasiões em que você estava diante de uma grande oportunidade de crescimento, mas preferiu renunciar a ela por achar que não daria conta das implicações do sucesso?

Há momentos em que uma parte de nós está convicta de que conseguirá enfrentar as “grandes responsabilidades” inerentes aos “novos poderes”, mas há outra parte que permanece insegura, com medo de não dar conta. O resultado pode ser um processo de autossabotagem. Você aceita o desafio, mas, sem perceber, vai fazendo tudo para sutilmente… fracassar e voltar à segurança da mediocridade.

A autossabotagem pode também estar associada às implicações inconscientes do sucesso. Uma pessoa que apresenta questões mal resolvidas com seu pai, por exemplo, pode desenvolver a crença inconsciente de que não pode ser mais bem-sucedido que ele. Nesse caso, o sujeito se boicota para evitar a angústia dilacerante que experimentaria se “ultrapassasse” a figura paterna.

Você já se percebeu fazendo autossabotagens e desperdiçando oportunidades de crescimento?


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[Vídeo] Sua autoimagem é reflexo de suas ações

Não dá para se ver como uma pessoa produtiva e diligente se você se comporta como um preguiçoso.


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[Vídeo] A função do pai simbólico na estruturação do sujeito

Neste vídeo: conheça as diferenças entre as três dimensões do pai em Psicanálise (real, imaginário e simbólico) e entenda a importância da função paterna para a entrada do sujeito no mundo propriamente humano caracterizado pelo desejo.


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O que são os mecanismos de defesa?

Freud descobriu que a mente trabalha de forma semelhante. Ela recebe as experiências que a gente tem na vida, processa essas experiências, assimila aqueles pensamentos que considera úteis e tenta descartar o excedente. Os mecanismos de defesa se fazem presentes justamente na etapa de processamento. Na hora de definir quais ideias serão absorvidas e quais serão rejeitadas, a mente adota os parâmetros que foram nela instalados pelas pessoas significativas com as quais o sujeito conviveu e que exerceram a função de autoridade na vida dele (por exemplo: pai, mãe, professores, avós etc.).

Com base nos critérios que essas pessoas “injetaram” na nossa mente, a gente seleciona com que pensamentos vamos ficar e que pensamentos vamos “excretar”. O problema é que, diferentemente do que acontece com o funcionamento do aparelho digestivo, nós não podemos “defecar” experiências, ideias, pensamentos. Por mais que queiramos expurgá-los da nossa alma, eles continuarão presentes lá, como visitantes indesejados. É aí que entram os mecanismos de defesa: eles existem justamente para que possamos continuar vivendo sem nos incomodarmos com essas “fezes psíquicas”.

Leia o texto completo em bit.ly/drdmecanismos


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3 ingredientes fundamentais para alcançar seus objetivos

Não é papo furado. Asseguro a você que todos os grandes objetivos que conquistei até aqui (aprovação em concurso público federal, mestrado, doutorado, publicação de livros, criação da Confraria Analítica, dentre outros) foram obtidos com base na mistura desses três ingredientes.

Importante dizer que eles não valem apenas para o campo profissional, mas são condições básicas para o alcance de objetivos em todas as demais esferas da vida.

Você acha que está faltando algum desses ingredientes no seu dia-a-dia? Já vem fazendo uso de todos eles? Conta pra mim!


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Dependência emocional: quando o outro parece imprescindível

Volta e meia alguém me pede para falar sobre dependência emocional.

Vamos refletir primeiramente sobre o que significa DEPENDER de uma pessoa. Creio que todos vocês concordariam que significa não poder viver longe da presença de alguém, certo?

Essa é a condição em que nos encontramos no início da vida. De fato, um bebê é incapaz de sobreviver sem o cuidado de outra pessoa. Tem que haver alguém capaz de alimentá-lo, protegê-lo e sustentá-lo física e emocionalmente.

Por outro lado, a razão nos leva a acreditar que a condição do adulto é diferente. Em tese, ele não PRECISARIA de outra pessoa ao seu lado. Supomos que um adulto seja capaz de buscar sozinho os meios necessários para sua sobrevivência e bem-estar.

Por que será, então, que muitas pessoas, apesar de já serem adultas, SE PERCEBEM incapazes de viver sem a presença de um outro (que pode ser o marido, a esposa, os pais etc.)?

Ora, à luz do que coloquei no terceiro parágrafo, podemos compreender essa situação como a expressão de uma REGRESSÃO EMOCIONAL. O sujeito, embora seja física e “funcionalmente” adulto, está emocionalmente regredido à condição de bebê. É como se inconscientemente ele tivesse voltado a ser um pequeno filhotinho de Homo sapiens que precisa NECESSARIAMENTE da presença e do colo de um cuidador.

Lucas, mas por que isso acontece? Por que uma pessoa trocaria a liberdade que a independência adulta proporciona pela dependência infantil?

É verdade que uma vida independente proporciona liberdade, mas também exige RESPONSABILIDADE, ou seja, exige que nós mesmos tenhamos que lidar com as consequências de nossas ações. E isso, para muitas pessoas, pode ser APAVORANTE!

Indivíduos que não atingiram níveis suficientemente bons de maturidade emocional conservam no seu Inconsciente diversos medos infantis como o medo dos próprios impulsos sexuais, o medo da rejeição e o medo de não conseguirem caminhar sozinhos. Assim, para fugir desses medos, buscam se vincular a pessoas com quem poderão reviver simbolicamente a situação infantil de dependência e se sentir seguros.

Você conhece pessoas emocionalmente dependentes de outras? Você é uma delas? Já foi dependente e hoje conseguiu amadurecer?


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Entenda o que são id, ego e superego

Importante dizer que essas três palavras são os termos em latim para as expressões alemãs Es (isso), Ich (eu) e Über-Ich (acima-do-eu) que foram originalmente utilizadas por Freud.

Id (isso/Es) foi o nome que Freud deu para a nossa mente em sua versão ORIGINAL. Como assim, Lucas? Explico: no começo da vida, a nossa mente é basicamente composta por IMPULSOS que buscam descarga. Pense num bebezinho, por exemplo, ávido por saciar nos seios da mãe a sua fome e o seu tesão de chupar.

À medida que a gente vai crescendo e interagindo com as pessoas e a realidade, vai se construindo nessa mente original (que é o Id) uma espécie de “camada” dotada de autoconsciência, capacidade de suportar frustração, que pensa racionalmente, ou seja, que não busca descarregar cegamente os impulsos. Essa parte da mente mais ou menos adaptada à realidade é o que Freud chamou de ego (eu/Ich).

Lucas, mas depois que o ego se forma, o id deixa de existir? Não. O id permanece sendo a dimensão primitiva, impulsiva, selvagem da nossa mente, mas que agora sofre a oposição do seu filho ego, já que esse trabalha com os critérios da realidade e da sociedade, os quais, frequentemente se opõem à satisfação imediata dos impulsos do id.

E o superego (acima-do-eu/Über-Ich)? Se o ego é uma parte do id original, o superego é uma parte do ego. Esse, por sua vez, é construído com base na identificação do sujeito com pessoas com quem convive (“Tal pai, tal filho”). Só que dentre essas pessoas, existem algumas que exercem AUTORIDADE sobre a criança, ou seja, pessoas que estão ACIMA dela. Tais autoridades ganharão um lugar especial na formação do seu ego. Esse lugar especial é o superego. Dito de forma simples: o superego é o produto da internalização das figuras de autoridade no ego. Mas tem um detalhe: a gente só internaliza o aspecto vigilante, ameaçador e punitivo dessas figuras de autoridade. Por isso, o superego funciona não exatamente como um pai, mas como um CARRASCO do ego.

E aí, essa explicação te ajudou a entender melhor esses conceitos?


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No mundo contemporâneo, trocamos o valor da experiência pelo gozo com a imagem da experiência no olhar do outro.

No último fim de semana eu estava assistindo à série “Quem matou Sarah?” que gira em torno da morte de uma adolescente ocorrida há 18 anos durante uma tarde de diversão com seus amigos.

Ao longo dos episódios, frequentemente aparecem cenas do dia em que a garota teria morrido nas quais seus amigos filmam com uma câmera de vídeo os momentos de alegria do passeio.

Em certo momento, diante de uma dessas cenas, comentei com minha esposa: “Se esse passeio tivesse acontecido nos dias de hoje, eles não estariam filmando, mas fazendo stories e postando no Instagram.”.

Com efeito, na época em que Sarah supostamente morreu, ainda não haviam redes sociais. Todavia, as pessoas também fotografavam e filmavam momentos importantes de suas vidas.

Por que o faziam?

A resposta é simples: para “guardar de recordação”. A gente registrava situações e ocasiões que considerávamos relevantes para, no futuro, podermos recorrer a esses arquivos e relembrarmos aqueles momentos especiais.

Percebe? Nós gravávamos eventos para nós mesmos e para pessoas significativas com quem gostaríamos de compartilhar aquelas memórias. Não nos preocupávamos com o fato de ninguém mais ficar sabendo, além de nós mesmos, nossa família ou amigos.

O valor estava na experiência em si mesma e não no olhar dos outros sobre essa experiência.

É impressionante e, ao mesmo tempo, interessante observar como isso mudou com o sucesso das redes sociais, em especial o Instagram. Pouco a pouco fomos nos acostumando a substituir o desejo de “guardar para recordação” pela vontade de “postar para repercussão”.

Ao contrário do que imaginavam os criadores desta plataforma, as pessoas não postam fotos e vídeos apenas com o objetivo de compartilharem momentos com seus amigos, mas, fundamentalmente, para SEREM VISTOS por eles. É diferente…

O valor da experiência dá lugar ao gozo com a IMAGEM que essa experiência terá aos olhos do outro.

Tanto é que há pessoas que se sentem frustradas quando, por alguma razão, não conseguem postar stories em uma festa ainda que a experiência tenha sido extremamente satisfatória.

Você já havia se dado conta dessa mudança radical na maneira como lidamos com os registros de nossas experiências?


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[Vídeo] Resista à tendência autoimune da alma

Quando passamos por experiências dolorosas, nossa alma tende a se comportar como o sistema imunológico nas doenças autoimunes.

Assista ao vídeo e me responda: você tem dificuldades para se APROPRIAR dos momentos de dor da sua história?


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[Vídeo] Por que os psicanalistas usam o divã?

Neste vídeo respondo 3 perguntas:

1) Por que o divã faz parte da Psicanálise?

2) Qual é a função técnica do divã?

3) O divã é indispensável?


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O lugar do pai em Psicanálise: uma introdução

É o pai o responsável por ajudar a mãe a reconhecer que aquela sensação de completude que ela vivencia é ilusória e que ela possui outros interesses para-além do bebê. Só que o pai que faz isso não é o pai real, o genitor de carne e osso, mas, sim, o pai simbólico. O pai real pode até encarnar essa função simbólica (e frequentemente o faz), mas o agente da separação não é ele enquanto “pessoa física”.

Uai, Lucas, por que não é ele? Não é o pai real que literalmente separa a criança da mãe quando a procura para fazer sexo, por exemplo? Sim, mas a separação entre a criança e mãe necessária para o desenvolvimento psíquico saudável do sujeito não é essa separação física; trata-se de uma separação… simbólica. O que isso significa? Significa que essa separação precisa acontecer na dimensão do significado que a criança tem para a mãe e no significado que a mãe tem para ela. A mãe precisa passar a considerar a criança não mais como um símbolo daquilo que lhe tornaria completa e a criança precisa olhar para a mãe não mais como o símbolo do paraíso, da satisfação plena.

Leia o texto completo em bit.ly/drdpaterno


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