A falsa humildade de quem, no fundo, se acha Deus

Há pessoas que parecem estar constantemente pedindo licença para existir. Elas se apresentam com uma postura acabrunhada, se sentem muito constrangidas quando elogiadas, não reclamam se alguém as trata com grosseria, evitam chamar a atenção para si e sempre cedem a vez numa disputa por posição.

São pessoas, portanto, que parecem ter um grave sentimento de inferioridade. E, de fato, elas podem mesmo conscientemente se sentir inferiores.

Mas e se eu te disser que essa atitude de aparente humildade e submissão pode ser, na verdade, uma máscara?

Uma máscara que essas pessoas utilizam SEM SABER para se protegerem de uma tendência interior que vai justamente na direção oposta, ou seja, na direção da arrogância e da vaidade?

Pois é… Quem chamou a atenção para essa possibilidade foi o psicanalista britânico Ernest Jones. Em 1913, ele publicou um artigo chamado “O Complexo de Deus” no qual fala de pessoas que desenvolveram uma identificação inconsciente com a figura divina, ou seja, de sujeitos que funcionam como se inconscientemente achassem que são Deus.

Naturalmente, somos levados a pensar que tais pessoas se comportariam de forma extremamente arrogante e soberba, né? Afinal, elas se perceberiam como seres onipotentes e acima dos “meros mortais”.

De fato, algumas delas se apresentam acima mesmo. Pense, por exemplo, na figura de Nietzsche (exemplo citado pelo próprio Jones no artigo) e nos títulos que ele dá para os capítulos de sua autobiografia: “Por que sou tão sábio”, “Por que sou tão inteligente”, “Por que escrevo livros tão bons”, “Por que sou um destino”…

Porém, há outros indivíduos que possuem uma relação mais conflituosa com seu complexo de Deus e acabam se defendendo dele por meio de um mecanismo chamado formação reativa. Ele consiste em desenvolver uma atitude exageradamente oposta à tendência da qual o sujeito quer se proteger.

Então, se a identificação com a figura divina impulsiona o indivíduo na direção de se considerar superior aos demais, ao usar a formação reativa para se defender desse impulso, ele se comporta de forma exageradamente oposta, ou seja, sendo excessivamente humilde, modesto, submisso e se colocando amiúde numa posição de inferioridade.

É claro, gente, que nem toda pessoa que se sente inferior possui um complexo de Deus reprimido. Tem gente que está sempre abaixando a cabeça para os outros porque apanhou demais da vida ou teve uma criação excessivamente repressiva.

Porém, quando essa postura de inferioridade é excessiva e persistente, a hipótese de Jones merece ser lembrada. Podemos estar diante de um pretenso “Deus” que não dá conta de se aceitar como tal…

E se você quer saber mais sobre esse assunto, eu acabei de publicar a aula “Complexo de Deus: uma forma de narcisismo patológico” na Confraria Analítica, minha escola de formação teórica em Psicanálise.

Para assistir, é só se tornar meu aluno.

Link: https://confrariaanalitica.com/


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[Vídeo] Você tenta controlar a opinião do outro sobre você?


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[Vídeo] Como funciona a mente do hater


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Você se importa com a opinião do outro ou quer controlá-la?

Muitas pessoas se queixam de que se importam demais com a opinião dos outros. Supostamente, por conta desse “se importar demais”, elas se privariam de certas experiências ou se condenariam exageradamente por determinadas falas ou comportamentos.

Será que essa é a forma mais adequada de descrever esse problema? Vejamos:

A atitude de se importar com a opinião alheia — no sentido de considerá-la como um fator relevante para a regulação de nossas ações — me parece perfeitamente desejável do ponto de vista da sociabilidade.

Por exemplo: você pode estar tendo um dia ruim e chegar mal-humorada à padaria. Se não se importasse com a opinião do funcionário do estabelecimento se e deixasse levar exclusivamente por sua vontade no momento, talvez você conversaria com ele de forma grosseira.

Outro exemplo: de repente, você considera a coordenadora do setor em que trabalha uma pessoa incompetente para ocupar aquela posição. Ora, você pode muito bem evitar compartilhar essa impressão com colegas pelo medo de que ela acabe chegando aos ouvidos da coordenadora e isso lhe traga prejuízos.

Em ambos os casos você está tomando cuidado para que o outro não forme uma imagem negativa sua. No primeiro, em razão da civilidade e, no segundo, para não se prejudicar. Portanto, não há nada de patológico em se importar com a opinião alheia.

O problema acontece quando o “se importar” se converte em… “tentar controlar”.

Por estar de mau humor, você pode tratar o atendente da padaria com gentileza, mas sem muita simpatia e isso pode levar o sujeito a te ver como uma pessoa fria. Ou seja, o funcionário pode formar uma imagem de você que não é lá muito positiva.

Muitas pessoas toleram essa possibilidade tranquilamente. Mas algumas a encaram como insuportável. Por razões ligadas à sua história de vida, elas inconscientemente acreditam que uma catástrofe inominável vai acontecer se alguém não tiver uma opinião positiva sobre elas.

Por isso, elas não só “se importam” com a opinião dos outros, mas buscam controlá-la. Para isso, investem muita energia psíquica na tentativa de deduzir o desejo do outro a fim de performarem a atitude exata que irá satisfazê-lo.

Se você funciona dessa forma, provavelmente não trataria o atendente da padaria apenas com uma educação protocolar. Você sufocaria seu mau humor do momento e vestiria a máscara de uma pessoa extremamente agradável e simpática. O pensamento inconsciente em jogo seria algo mais ou menos do tipo:

“Estou de mau humor. Não queria nem ter que dar ‘bom dia’. Mas se eu fizer isso, o funcionário vai ficar com uma imagem negativa de mim — e isso seria insuportável. Então, para não correr esse risco, vou tratá-lo com extrema simpatia, mostrar um largo sorriso, fazer uma brincadeira. Dessa forma, conseguirei garantir que ele terá uma boa opinião sobre mim.”

Você acha que isso acontece consigo?

Você suporta o risco de que o outro forme uma imagem negativa sua ou essa possibilidade é tão angustiante que vive desperdiçando energia para controlar a opinião que o outro tem sobre você?


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[Vídeo] Como fazer formulação de caso em Psicanálise


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Você se queixa de um problema para não encarar outro?

Quando a gente se queixa de um determinado problema não significa que ele seja, de fato, a fonte do nosso sofrimento.

Frequentemente a gente reclama de uma situação porque, agindo assim, concentramos nossa atenção nela e evitamos pensar no problema que está na base dela — e que geralmente é mais doloroso…

Vou citar alguns exemplos:

Sérgio se queixa da namorada, acusando-a de ser fria e pouco interessada sexualmente. De repente, esse sujeito precisa acreditar que o problema de sua vida erótica é exclusivamente o comportamento da namorada para não ter que lidar com sua ânsia por controle e seu medo da intimidade.

Giovana reclama diuturnamente da postura invasiva de seus familiares, enxergando-se como vítima das demandas deles. Essa queixa crônica pode ajudar tal pessoa a não encarar de frente sua insegurança e baixa autoestima que, justamente, a impedem de se posicionar e colocar limites ao comportamento dos familiares.

Paulo procura terapia e, na primeira sessão, se apresenta como alguém que sofre porque se doa muito para os outros e recebe pouco em troca. Ao se perceber como alguém muito virtuoso que padece da ingratidão alheia, ele evita a constatação de que, na verdade, se dedica muitos às pessoas em busca do reconhecimento que lhe faltou na infância.

Você já deve ter notado alguns elementos comuns entre esses três casos fictícios — pero no mucho.

Em todos eles, a pessoa acredita que o motivo principal de seu sofrimento é o comportamento do outro e, ao pensar dessa forma, deixa de considerar a sua “capivara” na história, isto é, sua participação na produção e manutenção daquele problema.

Isso talvez pareça trivial para quem já é versado em Psicanálise. Mas o ponto para o qual quero chamar sua atenção é que a gente (sim, porque isso pode acontecer com qualquer um) faz isso não por malandragem, mas por necessidade.

Sérgio não dá conta de encarar sua ânsia por controle e seu medo da intimidade.

Giovana não consegue encarar de frente sua insegurança e baixa autoestima.

Paulo não suporta perceber que busca o reconhecimento que lhe faltou na infância.

Todas essas questões são dolorosas demais para tais pessoas. Então, elas precisam se enganar achando que o problema está no outro.

É por isso que a Psicanálise não é um método que ajuda o paciente apenas a saber mais sobre si, mas também o fortalece para aguentar o tranco de saber mais sobre si.

Fazendo análise, Sérgio, Giovana e Paulo não seriam só expostos à verdade de que estão se enganando, mas conquistariam também a segurança necessária para não precisarem mais se enganar.


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[Vídeo] Você sofre por achar que não deveria sofrer?


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A psicologia do hater

A palavra “hater” vem do inglês “hate” (ódio/odiar) e surgiu no contexto das redes sociais para designar a pessoa que repudia, critica, despreza outra, mas consome assiduamente o conteúdo que ela produz.

Portanto, o hater age de forma paradoxal: ele manifesta ódio pelo outro, mas se comporta como se o amasse. Afinal, acompanhar constantemente o que o outro produz é se interessar por ele, buscar estar próximo dele — e essas são atitudes que fazem parte justamente da esfera do amor.

Como explicar esse paradoxo?

Vamos examinar dois tipos de hater: aquele que é um amante frustrado e aquele que é um amante inconsciente. Comecemos pelo primeiro:

Não raramente, o hater foi alguém que, inicialmente, admirava e, em certos casos, até idolatrava aquele que, no momento, odeia.

A virada do amor para o ódio geralmente acontece por conta de alguma frustração muito significativa: o objeto de amor deixa de corresponder às expectativas do sujeito (via de regra, idealizadas) ou não atende certas demandas de amor.

O objeto pode começar, por exemplo, a se comportar de forma diferente, defender posições que não defendia antes. O hater se sente frustrado com tais mudanças e, em retaliação, começa a detonar aquele a quem antes rendia louvores.

Ou, de repente, o sujeito vive mandando mensagens para o objeto e, por não conseguir as respostas ou a proximidade pela qual ansiava, passa gradativamente a odiar seu ex-ídolo — porém, sem deixar de acompanhá-lo…

A segunda possibilidade é a de que o hater seja um amante inconsciente, isto é, ele ama aquele em quem descarrega seu ódio, mas não sabe que ama.

Veja: esse tipo de hater nunca admirou conscientemente aquela pessoa, mas existe algo nela que o atrai, que o fascina, levando-o a consumir os conteúdos que ela produz como se fosse um fã.

Em ambos os casos, estamos diante de um ódio erotizado, ou seja, um ódio que existe a serviço do amor — seja de um amor frustrado ou de um amor inconsciente.

No fim das contas, o hater odeia para continuar amando. Para continuar amando sem precisar admitir que ama.

É como se, ao odiar, o hater frustrado dissesse para si mesmo no inconsciente: “Eu não posso reconhecer que ainda amo essa pessoa que não me dá bola ou que não é mais quem eu gostaria que fosse. Portanto, vou odiá-la com unhas e dentes. Ódio é oposto de amor. Logo, odiando, posso me enganar e fingir para mim mesmo que o amor acabou.”

Já no caso do hater inconsciente, é como se inconscientemente ele pensasse: “Eu odeio essa pessoa, mas é fato que também a amo, pois há algo nela que me fascina. O que fazer? Bom, se eu manifestar regularmente meu ódio por ela, posso acabar me convencendo de que esse amor não existe.”

Nessa reflexão, eu me mantive restrito ao contexto da internet, mas a figura do hater também aparece no âmbito dos relacionamentos amorosos.

Há muitas pessoas que acabam se tornando haters de seus ex-parceiros. “Fala mal de mim, mas quer me pegar de novo”, já dizia a poesia popular.

Agora, me diga aí nos comentários: você já foi hater de alguém ou já foi alvo do ódio de algum?


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[Vídeo] Por que o psicanalista não fica falando de si?


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[Vídeo] Fantasias compulsivas

Este é um trecho da aula “Fantasias e práticas sexuais egodistônicas: manejo clínico”, publicada nesta sexta na Confraria Analítica, minha escola de formação teórica em Psicanálise.

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Por que Freud disse que o psicanalista deve ser como um espelho?

Em 1912, Freud decidiu publicar um artigo fornecendo algumas recomendações para aqueles que se aventuravam a praticar a Psicanálise. O texto foi intitulado “Recomendações aos médicos que exercem a Psicanálise”.

A certa altura, ele escreve o seguinte:

“O médico [leia-se: o psicanalista] deve ser opaco aos seus pacientes e, como um espelho, não mostrar-lhes nada, exceto o que lhe é mostrado.”

O rationale que fundamenta essa orientação é o seguinte:

Se o analista compartilha com o paciente seus gostos, preferências, opiniões etc. isso cria um clima de excessiva intimidade que pode provocar vários efeitos prejudiciais ao tratamento:

O analista pode ser tomado pelo paciente como um modelo e o tratamento pode acabar se tornando sugestivo e não analítico.

O excesso de intimidade pode levar o paciente a “pular” (por assim dizer) certas resistências que precisariam aparecer no processo terapêutico para serem analisadas.

O excesso de intimidade também pode produzir o efeito oposto: o paciente pode não conseguir atravessar certas resistências pelo receio de colocar a relação com o analista em risco ou de ser avaliado negativamente por ele.

O paciente é incentivado a sair da posição de falar sobre si para ficar querendo saber mais sobre o analista.

O manejo da transferência fica comprometido, pois, em função da excessiva intimidade, o analista não pode contar com o necessário distanciamento para ajudar o paciente a perceber e elaborar seus movimentos transferenciais.

Se o analista evita, na medida do possível, não se mostrar como pessoa, mas tão-somente ajudar o paciente a se escutar e se enxergar, esses cinco problemas tendem a não acontecer.

No entanto, essa metáfora do espelho pode induzir o analista a cometer dois erros:

O primeiro é achar que se posicionar como um espelho significa ser frio, insensível e indiferente ao sofrimento do paciente.

Tratar o analisando com simpatia, empatia e sensibilidade não é fazer sugestão. É o básico que deve estar presente em qualquer relação de cuidado em saúde.

O segundo é achar que o analista nunca pode adicionar nada na vida do paciente e tão-somente “devolver” a ele o que apresenta.

Há pacientes que não tiveram na infância certos elementos indispensáveis para a saúde psíquica, como segurança, confiabilidade, espelhamento, por exemplo. Nesses casos, se o analista simplesmente “devolve” e não se preocupa em ativamenteproporcionar os elementos que faltaram na vida do paciente, o tratamento não vai andar.

Existe a falta estrutural, que a gente deve aceitar e elaborar, mas existem também certas faltas que são contingentes — e que a análise pode suprir.

Portanto, sim, Freud está certo ao dizer que o analista deve se comportar como um espelho no sentido de não roubar a cena da análise com seus aspectos pessoais.

Mas o espelho analítico é um espelho diferente: ele não mostra só o que já estava no paciente; mostra também aquilo que precisa estar.


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Você consegue se validar?

Hoje quero conversar com você sobre um dos principais ganhos que a gente obtém ao fazer análise: a autovalidação.

— Como assim, Lucas?

Eu me refiro a uma atitude de legitimação dos próprios pensamentos, sentimentos, contradições e, principalmente, do próprio sofrimento.

Ao longo de uma análise, o paciente vai aprendendo a olhar para si mesmo de modo a poder dizer: “Isso que acontece comigo tem sentido, pode ser escutado, explorado, compreendido; não é algo que não deveria existir.”

Honestamente, eu não sei se esse processo ocorre em todo tipo de terapia. Suspeito que sim, mas só posso falar da Psicanálise, pois é o método que pratico. Nela, eu sei que acontece.

Quem já sofreu muito por se invalidar (e se for o seu caso, diga aí nos comentários), sabe o quão importante é a conquista da autovalidação.

Ao se invalidar, o sujeito olha para si mesmo e pensa: “Eu não deveria estar me sentindo/pensando/me comportando assim”. E, ao fazer isso, ele sem perceber adiciona uma nova camada de sofrimento ao que já vinha vivenciando.

Por exemplo: de repente, a pessoa é insegura, mas sofre duplamente porque vê sua insegurança como uma espécie de falha moral que não deveria existir. Então ela sofre por ser insegura e sofre também por achar que nãodeveria ser insegura.

— Uai, Lucas, mas a pessoa tem razão ao pensar assim, não? A insegurança realmente não deveria existir na vida dela.

De fato, seria muito bom se a insegurança não estivesse presente nesse sujeito, mas a expressão “não deveria” faz parecer que, em vez de estar padecendo de um problema emocional, ele está marcando a opção errada num inexistente gabarito da vida.

Ao adquirir a capacidade de autovalidação, o paciente substitui esse olhar moralista por uma visão, digamos, científica de suas questões. Em vez de achar que sua insegurança não deveria existir, ele passa a se perguntar: por que ela existe? De onde ela vêm? Quais são as razões que a mantêm?

Perceba que não se trata de adotar uma posição de resignação diante do sofrimento. Validar-se não significa simplesmente dizer para si mesmo: “Tá tudo bem ser assim”. Afinal, o próprio sofrimento é a prova de que não está tudo bem.

O que a autovalidação faz é levar o sujeito a reconhecer que seu sofrimento é real, legítimo e, portanto, merece ser investigado.

E é impressionante como, ao eliminar o peso da carga moral, a conquista do olhar autovalidador já alivia parte do sofrimento.


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[Vídeo] Psicanalista explica por que a infância marca tanto


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[Vídeo] A fantasia como defesa contra a ansiedade

Este é um trecho da aula “Quando o desejo assusta: fantasias e práticas sexuais egodistônicas”, publicada nesta sexta na Confraria Analítica, minha escola de formação teórica em Psicanálise.

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[Vídeo] Próteses emocionais: você tem uma?


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