[Vídeo] O que te impede de MUDAR

Neste vídeo: conheça os dois motivos básicos descobertos pela Psicanálise que explicam por que temos tanta dificuldade para abandonar nossas doenças emocionais.


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Por que sentimos culpa?

A manifestação da culpa, portanto, depende de três condições: (1) a realização (ou intenção de realizar) de uma ação que, do nosso próprio ponto de vista, é avaliada como errada; (2) a vinculação dessa ação a um contexto relacional; e (3) a produção ou possibilidade de dano a outra pessoa.

Ao refletirmos sobre essa terceira condição, nos damos conta de que a culpa só pode se manifestar em pessoas que são capazes de se imaginar padecendo dos efeitos de suas próprias ações. Exemplificando: a moça que se sente culpada por trair seu namorado só consegue experimentar esse afeto porque possui a capacidade de se imaginar no lugar dele. De fato, ela sabe que se sentiria muito mal se descobrisse que o companheiro está a traindo.

A capacidade de se imaginar na pele da pessoa que sofre os efeitos de nossas ações pode se desenvolver de modo exacerbado em algumas pessoas. Eu já falei sobre isso em outro artigo. Trata-se de um fenômeno que denominei de “empatia patológica”. Nele o sujeito se coloca imaginariamente de forma tão intensa e frequente “no lugar do outro” que acaba se tornando alheio aos seus próprios interesses. À luz do raciocínio que desenvolvi neste texto, não é surpreendente constatar que indivíduos que sofrem de empatia patológica costumem experimentar a culpa numa frequência excessiva. Com efeito, a facilidade que possuem para se imaginar na pele do outro os leva a colocarem sempre em primeiro plano a preocupação com os possíveis danos de suas ações e a relativizarem a realização de seus desejos.

Leia o texto completo em http://bit.ly/drdculpa


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“Eu sou a ÚNICA bolacha do pacote”: entenda o narcisismo primário

Em 1914, Freud publicou um artigo chamado “Sobre o narcisismo: uma introdução”.

Foi nesse texto que o autor apresentou ao campo psicanalítico sua tese de que o narcisismo não seria apenas um tipo de perversão sexual como se acreditava na época.

De fato, a medicina do início do século XX nomeava como narcisistas apenas aqueles insólitos indivíduos que, ao invés de desejarem outras pessoas, tratavam a si mesmos como objetos sexuais.

A novidade trazida por Freud no artigo de 1914 foi a tese de que essa suposta perversão estaria, em alguma medida, presente em todas as pessoas.

Em outras palavras, o que Freud estava querendo dizer é que todos nós, tal como o personagem grego Narciso, somos APAIXONADOS por nós mesmos.

Com base em sua experiência clínica, o autor chega à conclusão de que esse estado de “autoenamoramento” é a própria condição em que nos encontramos no início da existência.

Com efeito, a energia psíquica de um bebê está totalmente voltada para ele mesmo nos primeiros meses de vida. A situação é tão narcísica que o pequeno filhotinho de Homo sapiens sequer reconhece a existência da mãe que o amamenta. “Na cabeça” do bebê, só existe ele. O delicioso seio que lhe aparece quando tem fome nada mais é que uma criação do seu próprio desejo. Freud nomeou esse estado inicial da vida como “narcisismo primário”.

É só no momento em que a mãe começa a demorar um pouco mais para atender às necessidades da criança que o bebê é levado a reconhecer a existência dela e, consequentemente, do mundo real. E é só em função dessas primeiras frustrações que o pequeno começa a investir parte de sua energia psíquica em outras pessoas.

Se o bebê continuasse acreditando que não existe nada para-além dele, permaneceria refém do lugar de objeto do outro. Afinal, como enfatiza o psicanalista inglês Donald Winnicott, a experiência de onipotência que a criança vivencia ao achar que é ela mesma quem cria o seio só acontece porque está sendo cuidada pela mãe.

Já havia se dado conta de que no início da vida vivemos essa ilusão de achar que somos “a única bolacha do pacote”? Você já se deparou com pessoas que parecem ter regredido a essa fase?


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Transferência, em Psicanálise, é mexer com quem tá quieto.

Transferência (Überträgung, em alemão) foi o termo que Sigmund Freud escolheu para nomear um fenômeno que observou acontecer com todos os seus pacientes durante o tratamento psicanalítico.

Que fenômeno, Lucas? Vou descrevê-lo abaixo para você:

Freud observou que, em muitos momentos, seus pacientes manifestavam certas reações emocionais, expectativas e impressões em relação a ele que pareciam à primeira vista incompreensíveis…

Com efeito, o médico se posicionava diante dos pacientes de modo neutro, sem julgamentos, contendo suas próprias reações emocionais. Por isso, num primeiro momento, lhe pareceu muito estranho ouvir de um analisando que ele estava sendo muito severo e exigente ou receber de outra paciente a proposta de abandonarem o tratamento e usarem o divã para fazer amor.

De onde vinha isso, pensava Freud, se, na realidade, ele não havia sido de fato severo com o primeiro paciente nem dado qualquer indício para a segunda de que estaria sexualmente interessado por ela?

O conceito de transferência nasceu para responder perguntas como essa. Como o excelente observador que era, Freud verificou que aquelas impressões, reações e desejos que os pacientes direcionavam a ele eram, na verdade, TRANSFERIDOS de relações com OUTRAS PESSOAS do passado.

De fato, o analisando que começou a achar que Freud estava sendo duro e exigente consigo pensava exatamente a mesma coisa de sua mãe quando era criança. Da mesma forma, a paciente que começara a fazer propostas de amor ao médico havia desenvolvido fantasias semelhantes em relação ao seu pai na fase do complexo de Édipo.

Conclusão de Freud: ao se colocar de forma neutra e contida, o analista estimula o paciente a inconscientemente TRANSFERIR para a relação terapêutica expectativas, impressões, desejos e fantasias que originalmente estavam direcionados a outras pessoas.

Você já conhecia o conceito de transferência em Psicanálise?

O texto te ajudou a ter uma compreensão mais clara dele?

Você já observou a presença desse fenômeno na sua experiência clínica, seja como paciente ou como terapeuta?


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Só quem se assume como autor da própria história é capaz de alterá-la

Hoje à noite vou ministrar uma aula sobre os fatores que promovem a melhora do paciente em um processo psicoterapêutico.

A partir das ideias propostas pelo texto que utilizarei como base para essa aula, retomei uma reflexão que tenho desenvolvido há bastante tempo sobre um fator que, do meu ponto de vista, é crucial para as transformações que acontecem com as pessoas que fazem Psicanálise.

Trata-se da conquista de uma função que eu nomearia como “autoria da própria história”.

Explico:

Quando a gente faz Psicanálise, somos convocados pelo analista a falar de nós mesmos. Isso pode parecer óbvio, mas eu já te conto qual é o “pulo do gato”…

Estimulados pelo terapeuta a narrar nossas vivências, descrever nossos sentimentos, verbalizar nossas ideias, somos levados a adotar um ponto de vista diferente sobre nós mesmos.

Num primeiro momento, saímos da posição de personagens dos nossos dramas e nos tornamos espectadores de nossa história. Esse é o lugar a partir do qual inicialmente falamos. Com efeito, contamos nossas experiências como quem fala de uma terceira pessoa. Nossa expectativa é de que o analista seja uma testemunha solidária que enxerga com olhar compassivo as mazelas e infortúnios que lhe relatamos.

Todavia, para que a análise seja efetivamente transformadora, é preciso um segundo passo. É nele que a magia acontece.

À medida que narramos ao terapeuta nosso sofrimento, pouco a pouco nos damos conta de que a história que estamos assistindo e que contamos a ele foi, na verdade, escrita por nós mesmos! Esse insight acontece porque, conforme verbalizamos nossas experiências, vamos percebendo que há um fio condutor que perpassa todos os acontecimentos. Eles não se concatenam de modo aleatório. Há uma organização, há uma trama, há uma… AUTORIA.

É essa saída da posição de espectador e o reconhecimento do lugar de autor da própria história que percebo como um dos elementos cruciais que promovem a mudança na terapia psicanalítica.

Afinal, é somente assumindo a autoria de minha própria história que me torno capaz de escrever um novo enredo, um novo desfecho, um novo começo…


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O que foi feito da sua espontaneidade infantil?

Todo bebê nasce plenamente espontâneo.

Isso significa que no início da vida não existe distância ou oposição entre o que queremos e o que fazemos. Se estamos com fome, choramos; não engolimos o choro. Se mamar está gostoso, a gente continua mamando; não controlamos o nosso prazer.

Todavia, à medida que crescemos e vamos nos dando conta de que existem outras pessoas no mundo, nossa espontaneidade começa a ser limitada. Isso acontece por basicamente duas razões:

A primeira é a de que o mundo para de estar o tempo todo à nossa disposição. Agora não basta chorar na hora da fome; é preciso chamar a mãe, ou seja, eu preciso abrir mão do meu choro espontâneo para me submeter ao código de comunicação do Outro. Para os nerds de Psicanálise: quem fala muito sobre isso é o Sr. Jacques Lacan.

A segunda razão é a percepção de que a nossa espontaneidade pode causar dano ao outro. Mamar no seio materno de fato é muito gostoso e a gente gostaria de continuar fazendo isso para sempre. No entanto, renunciamos a esse impulso espontâneo porque nos damos conta de que nossas mães também são pessoas com uma vida própria e não somente um par de seios que nos amamenta. Para os nerds de Psicanálise: quem fala muito sobre isso é a Sra. Melanie Klein.

Quem teve sorte no seu processo de desenvolvimento, ou seja, quem pôde contar com um ambiente suficientemente bom na infância, consegue se adaptar satisfatoriamente à realidade da vida social. Tais indivíduos abrem mão de parte da sua espontaneidade infantil, mas conservam outra parcela dela, expressando-a naturalmente de modo adaptado às circunstâncias e limitações da vida adulta. Essas pessoas se sentem vivas e reais porque sabem que não são apenas mais uma peça na engrenagem social ou, como diria Roger Waters, “another brick in the wall”.

Por outro lado, há aqueles que não tiveram tal sorte e foram obrigados desde muito precocemente a viver de modo submisso, sem espaço suficientemente para a conservação e expressão de parte da espontaneidade infantil. São pessoas que estão o tempo todo pedindo licença ao Outro para existirem. Para os nerds de Psicanálise: quem fala muito sobre essas duas condições é o Sr. Donald Winnicott.


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[Vídeo] O adoecimento emocional é um ladrão de energia

Você já havia se dado conta de que, para-além do sofrimento, nossos sintomas, inibições e ansiedades drenam uma boa parte da nossa energia?


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[Vídeo] DEPENDÊNCIA EMOCIONAL: psicanalista explica

Neste vídeo: saiba as condições que levam uma pessoa a trocar a liberdade da independência pela prisão da dependência emocional.


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Por que tem tanta gente viciada em pornografia?

Muitas pessoas se engam imaginando que o grande problema causado pela pornografia, sobretudo entre os homens, seria o fato de que os vídeos pornográficos, protagonizados por mulheres e homens com corpos “esculturais” fazendo sexo em diversas posições diferentes, levariam os indivíduos a desenvolverem uma expectativa idealizada sobre as relações sexuais reais. De acordo com essa hipótese, um jovem, por exemplo, que consome pornografia regularmente acabaria esperando de sua parceira uma performance tão exuberante quanto aquelas executadas pelas atrizes dos vídeos. Além disso, ele poderia se sentir frustrado pelo fato de o corpo dela eventualmente apresentar certas “imperfeições” não encontradas nas mulheres que “homenageia”.

Embora essa situação possa de fato acontecer com algumas pessoas, creio que ela não é tão frequente visto que, ao contrário do que o senso comum imagina, a maioria das pessoas não consome pornografia para ter acesso a um erotismo mais belo e potente do que aquele que a realidade oferece. Se assim fosse, as produtoras de filmes adultos que primam pela qualidade de seu material seriam as mais procuradas nas plataformas de conteúdo pornográfico. Todavia, não é isso o que acontece. De acordo com um dos maiores portais mundiais de vídeos pornô, o Pornhub, em 2019 a palavra-chave mais buscada por seus usuários foi “amateur”. Essa categoria refere-se a vídeos não profissionais, ou seja, registros feitos por pessoas comuns de suas próprias relações sexuais.

Percebe? Se muitas pessoas estão buscando conteúdo erótico protagonizado não por atores e atrizes, mas por gente comum com elas mesmas, isso significa que a maioria dos consumidores de pornografia não está em busca de corpos perfeitos e performances inusitadas. Não! O que as pessoas de fato buscam na pornografia é uma experiência sexual DIFERENTE da que vivenciam. Elas não se importam com a qualidade da câmera utilizada ou com o fato de os protagonistas do vídeo serem gordinhos, por exemplo. O que querem é ter acesso a um mundo novo, diferente do seu cotidiano.

Leia o texto completo em bit.ly/drdpornografia


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Os 3 tempos do Édipo em Lacan

De acordo com Jacques Lacan o complexo de Édipo é um mito freudiano. Em outras palavras, para o analista francês, aquela descrição que Freud faz dos vínculos eróticos conflituosos e ambivalentes que a criança estabelece com seus pais seria uma NARRATIVA SIMBÓLICA.

Sim, uma narrativa, assim como as histórias de Cupido ou de Narciso. Da mesma forma que a narrativa mítica de Narciso começa com a consulta de seus pais a um oráculo, Freud começaria seu mito do complexo de Édipo falando sobre o interesse sexual da criança pela mãe.

Para Lacan, Freud teria criado o mito do Édipo a partir dos relatos de seus pacientes, para explicar, com o apoio de imagens, como se constitui o nosso desejo e, portanto, a nossa relação com a falta, isto é, com a impossibilidade de satisfação plena na vida (simbolizada pela figura da castração no mito freudiano).

Partindo dessa interpretação, Lacan se propôs, então, a extrair aquilo que seria a ESTRUTURA do complexo de Édipo que estaria por trás da descrição mítica freudiana. Dito de outro modo, o psicanalista francês olhou para o Édipo tentando responder à seguinte pergunta: “Quais são os elementos que fazem parte da condição humana e estão presentes na vida de todas as pessoas, independentemente da época e que estão por trás dessa história que Freud nos conta?”.

A resposta para essa questão é justamente a teoria lacaniana dos três tempos do Édipo.

Leia os quadros e me diga: esse post te ajudou a entender melhor a visão lacaniana do complexo de Édipo?


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Dora: a jovem que disse NÃO para o dr. Freud

A partir do dia 10/05/2021 (segunda-feira) começaremos a estudar na CONFRARIA ANALÍTICA o caso clínico de Dora, uma jovem histérica de 18 anos, atendida por Freud e que abandonou o tratamento após apenas de 3 meses de terapia.

Quem era essa moça que ousou dizer não para Freud? Quais eram os seus sintomas? Como se estruturou sua neurose? Por que Freud fracassou na condução desse caso?

Essas são algumas das perguntas que buscaremos responder nos próximos meses ao longo de nossas aulas ao vivo, sempre às segundas-feiras às 20h.

Para participar dessa jornada de estudos, você precisa fazer parte da CONFRARIA ANALÍTICA. A Confraria é uma comunidade online para quem deseja estudar Psicanálise junto comigo de forma séria, rigorosa e profunda. Saiba mais clicando aqui.

Por que é tão difícil mudar?

Costumo dizer que existem basicamente dois tipos de situações que costumam levar as pessoas a procurarem terapia:

1 – Quando estão fazendo certas coisas que não gostariam, mas não conseguem deixar de fazer. Por exemplo: uma jovem que não dá conta de sair de um relacionamento abusivo.

2 – Quando não conseguem fazer determinadas coisas que gostariam. Por exemplo: um homem que não consegue se aproximar das mulheres por quem se interessa.

Em ambos os casos, trata-se da busca por uma MUDANÇA. A pessoa procura ajuda para sair de um ponto A de sofrimento para um ponto B de alívio e satisfação.

Por que será que muitas vezes não conseguimos fazer essas mudanças sozinhos e por que, mesmo em terapia, o processo de transformação não é fácil e não acontece da noite para o dia?

Em outras palavras, por que é tão difícil mudar?

A experiência clínica nos mostra que existem basicamente dois grandes motivos que explicam essa resistência que involuntariamente apresentamos às mudanças.

O primeiro deles é o que chamamos em Psicanálise de “ganho primário do sintoma”. O adoecimento emocional não se manifesta por acaso. Ele é inconscientemente produzido por nós mesmos como uma espécie de “solução” para determinados conflitos inconscientes. Por exemplo: o homem que se sente inibido diante das mulheres que deseja e não consegue interagir com elas pode estar, dessa forma, “solucionando” o conflito que vivencia em seu íntimo com o desejo de permanecer ligado eroticamente a sua mãe. Dessa forma, sua inibição o protege contra a “tentação” de trair o vínculo incestuoso com a figura materna.

O segundo motivo é o chamado “ganho secundário”. Trata-se de vantagens que a gente obtém no dia a dia e na relação com o outro graças ao fato de nos mantermos doentes. A moça que não consegue sair de um relacionamento abusivo, por exemplo, pode usufruir do fato de seu companheiro lhe proporcionar uma vida financeiramente confortável. Se ela terminasse com ele, deixaria de sofrer com suas humilhações e agressões, mas também perderia as vantagens materiais que a relação lhe oferece.

Ganhos primários e secundários fazem parte da vida de todos nós. Você consegue enxergá-los?


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O falso amadurecimento da criança mal acolhida

Holding é a palavrinha em inglês que o psicanalista inglês Donald Woods Winnicott utilizava para se referir à função principal que os pais precisam exercer na vida de seus filhos durante a infância.

Essa palavra pode receber diversas traduções em português como sustentação, suporte, contenção ou o ato de segurar. Por essa razão, na Psicanálise costumamos utilizá-la em inglês mesmo.

Do que se trata?

Holding se refere ao conjunto de cuidados básicos que os pais oferecem à criança. Esses cuidados fornecem a ela uma base física e emocional para que possa se desenvolver e, ao mesmo tempo, protegem a criança de fatores externos que podem desvirtuar seu crescimento espontâneo.

O holding está presente, por exemplo, quando uma mãe percebe que seu bebê está com fome e o coloca em seus braços para amamentá-lo. Nessa singela experiência, a genitora está sustentando o bebê fisicamente (ao segurá-lo e dar a ele o leite) e também emocionalmente ao proporcionar à criança aconchego e satisfação. Ao mesmo tempo, a mãe está evitando que o bebê passe precocemente pela experiência da frustração, que ele ainda não pode tolerar.

Também podemos enxergar o holding na sábia atitude dos pais quando decidem poupar seus filhos pequenos de informações sobre seus problemas pessoais e conjugais. Dessa forma, ao “blindarem” as crianças, esses pais estão permitindo que elas possam continuar se desenvolvendo tranquilamente, sem a necessidade de trocarem o fluxo espontâneo da infância pela preocupação com “problemas de adultos”.

Quando a criança frequentemente não vivencia um ambiente marcado pelo holding, ela acaba tendo que “amadurecer” precocemente já que não pode contar com o suporte e a sustentação de seus cuidadores e acaba sendo confrontada indevidamente com situações que ainda não está pronta para enfrentar.

Coloquei a palavra amadurecer entre aspas porque não se trata de um amadurecimento genuíno. O sujeito amadurece por fora, ou seja, torna-se uma espécie de “mini-adulto”, mas, por dentro, permanece sendo a criança insegura e apavorada que foi precocemente chamada a voar quando ainda mal sabia caminhar…

Você acha que isso pode ter acontecido com você ou com alguém que você conhece?


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Insegurança e autossabotagem: por que podemos ter medo do sucesso?

Engana-se quem pensa que só o fracasso nos amedronta.

Eventualmente podemos ter medo de que as coisas deem certo, de que consigamos atingir nossos objetivos.

Isso não acontece porque o sucesso em si nos pareça uma experiência perigosa. O que podemos temer são as CONSEQUÊNCIAS dele, ou seja, as implicações conscientes e inconscientes de uma conquista.

Como dizia o tio Ben de Peter Parker, “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. Muitas vezes a gente quer crescer no campo profissional ou acadêmico, mas intuitivamente sabemos que quando estivermos num patamar superior seremos confrontados com diversos novos encargos e compromissos e podemos não sentir à altura deles.

Em outras palavras, a gente quer o primeiro lugar do pódio, mas temos medo de não conseguir suportar o peso da taça. Isso já aconteceu com você? Já houve ocasiões em que você estava diante de uma grande oportunidade de crescimento, mas preferiu renunciar a ela por achar que não daria conta das implicações do sucesso?

Há momentos em que uma parte de nós está convicta de que conseguirá enfrentar as “grandes responsabilidades” inerentes aos “novos poderes”, mas há outra parte que permanece insegura, com medo de não dar conta. O resultado pode ser um processo de autossabotagem. Você aceita o desafio, mas, sem perceber, vai fazendo tudo para sutilmente… fracassar e voltar à segurança da mediocridade.

A autossabotagem pode também estar associada às implicações inconscientes do sucesso. Uma pessoa que apresenta questões mal resolvidas com seu pai, por exemplo, pode desenvolver a crença inconsciente de que não pode ser mais bem-sucedido que ele. Nesse caso, o sujeito se boicota para evitar a angústia dilacerante que experimentaria se “ultrapassasse” a figura paterna.

Você já se percebeu fazendo autossabotagens e desperdiçando oportunidades de crescimento?


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[Vídeo] Sua autoimagem é reflexo de suas ações

Não dá para se ver como uma pessoa produtiva e diligente se você se comporta como um preguiçoso.


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