Um analista não pode ser apático

Isso aí é só uma “palhinha” do que veremos na AULA AO VIVO de hoje na CONFRARIA ANALÍTICA, a partir das 20h.

Centenas de terapeutas estão transformando completamente seu olhar sobre a clínica psicanalítica acompanhando nossas aulas.

Estamos estudando o texto “Confusão de língua entre os adultos e a criança”, do psicanalista húngaro Sándor Ferenczi e hoje veremos algumas das diferenças gritantes entre certas ideias de Ferenczi e de Freud.

Vai ser uma noite inesquecível para muitos, eu tenho certeza!

Para assistir a essa aula, é só se juntar às mais de 700 pessoas que já estão na nossa comunidade.

Até mais tarde!


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Os 3 graus de ciúme segundo Freud

Para entender o que é o ciúme, precisamos saber, pelo menos, contar até 3.

Afinal, trata-se de uma experiência emocional que envolve, no mínimo, 3 elementos:

O sujeito enciumado, o objeto desejado e um terceiro que rivaliza com o sujeito pelo amor do objeto.

Com efeito, sentimos ciúme quando imaginamos ou percebemos que uma pessoa que amamos está ou pode estar interessada por terceiros.

Esta é exatamente a descrição do que acontece com todos nós no complexo de Édipo:

Desejamos nossos pais e, ao mesmo tempo, sofremos com o fato de eles se interessarem um pelo outro e não exclusivamente por nós.

Portanto, a matriz do nosso ciúme normal é a situação edipiana — da qual ninguém escapa.

Mas existem formas patológicas de ciúme, nas quais, por exemplo, o sujeito não consegue ficar em paz por estar sempre imaginando que o parceiro está desejando ou efetivando uma traição.

Em alguns casos, a pessoa desenvolve um verdadeiro delírio que lhe dá a certeza de que o objeto amado anda pulando a cerca.

Freud tratou dessas várias modalidades de ciúme no texto “Alguns mecanismos neuróticos no ciúme, na paranoia e na homossexualidade”, de 1922.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma AULA ESPECIAL em que comento esse texto, apresentando exemplos e detalhes sobre os três graus de ciúme mencionados por Freud.


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Desejo revoltado


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Como a Psicanálise funciona?

Volta e meia, pessoas interessadas em agendar uma consulta me perguntam como funciona um tratamento psicanalítico.

É uma pergunta totalmente legítima. Afinal, é razoável que uma pessoa queira saber como acontece o processo terapêutico ao qual pretende se submeter.

Este texto será justamente uma resposta a esse questionamento.

Tentarei ser o mais simples e didático possível.

Vamos lá:

Em Psicanálise nós trabalhamos com base no pressuposto que existe uma parte da sua mente da qual você não tem consciência, à qual nós damos o nome de… isso mesmo: Inconsciente.

Os psicanalistas acreditam que é no Inconsciente que se encontram as raízes do adoecimento que levou você a procurar ajuda.

— Como assim?, você pergunta. E eu explico:

No Inconsciente estão uma série de pensamentos, desejos, intenções, medos, raciocínios, conclusões, crenças que foram se desenvolvendo na sua alma ao longo da vida, mas com os quais você não dá conta de lidar.

É justamente por isso que você mantém essas coisas fora do seu campo de consciência: para não ter que sentir a angústia de olhar para elas.

O problema é que, para mantê-las no Inconsciente, você precisa gastar muita energia e acaba forçando esses pensamentos, desejos, crenças etc. a se manifestarem na sua vida disfarçadamente, por meio de problemas emocionais.

Na Psicanálise, o terapeuta vai estimular você a falar sobre as suas questões de uma maneira diferente: sem ficar tentando controlar as palavras e selecionar os assuntos previamente.

Ele dirá para você simplesmente comunicar-lhe o que passa pela sua cabeça.

O objetivo é facilitar a entrada daquelas coisas do Inconsciente no seu campo de consciência.

Afinal, se você, ao invés de continuar reprimindo essas coisas, conseguir olhar para elas de frente, sem medo e encontrar um espacinho para acolhê-las na sua consciência, não precisará mais continuar doente, desperdiçando energia para mantê-las presas no Inconsciente.

Para ajudar você a perder o medo que te faz reprimir, o terapeuta vai ora provocar, ora apoiar, mas fundamentalmente desenvolverá contigo um vínculo confiável.

Pois só a confiança é capaz de vencer o medo.


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Somos todos alienados

No senso comum, a gente costuma chamar de alienadas aquelas pessoas que aparentemente ignoram voluntária ou involuntariamente fatores de natureza política, econômica ou social que interferem diretamente em suas vidas.

Do alto de sua ilusória consciência supostamente esclarecida, o sujeito levanta o dedinho indicador na mesa de jantar e dispara:

— O Brasil está assim porque a população é alienada.

Aham… Você não, né, cara-pálida?

Somos TODOS alienados.

Se nós simplesmente levássemos em consideração a descoberta freudiana do Inconsciente, isso já seria o suficiente para chegarmos a tal conclusão.

Por natureza, nenhum de nós está ciente de toda a série de raciocínios e articulações de ideias que ocorrem nos bastidores da nossa alma e que comandam nossa conduta.

É por isso que a gente faz análise: para perceber o quanto somos alienados enquanto acreditamos gozar de autonomia e liberdade.

O psicanalista francês Jacques Lacan foi um dos autores que mais enfatizaram essa descoberta da Psicanálise.

Na tentativa de formalizar teoricamente as razões pelas quais sofremos, por natureza, dessa ignorância em relação a nossas próprias motivações, Lacan propôs, em 1964, que tomássemos a ALIENAÇÃO como uma operação necessária, isto é, inevitável, no processo em que nos tornarmos humanos.

Sim, nós não nascemos efetivamente HUMANOS.

Originalmente, somos apenas filhotinhos de Homo sapiens.

A transformação desse pequeno mamífero primata em um humano dependerá fundamentalmente da inscrição dele naquilo que Lacan chama de “campo do Outro”, isto é, na cultura, no mundo social.

Por exemplo: para nos tornarmos humanos precisamos necessariamente receber um nome que O OUTRO nos dá, somos vestidos com roupas que O OUTRO escolhe, precisamos aprender o idioma DO OUTRO e somos obrigados a nos adaptar à cultura DO OUTRO.

Em outras palavras, se quisermos nos tornar humanos (e não temos alternativa a não ser a morte), precisamos fatalmente nos ALIENARMOS…

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma AULA ESPECIAL em que comento detalhadamente como Lacan trabalha a alienação como primeira operação de constituição do sujeito.


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Quando tudo parece insuficiente…


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Sofrer por antecipação é uma forma de sofrer menos

Há pessoas que parecem ser viciadas em se preocupar.

Diante da possibilidade, ainda que remota, de ocorrência de qualquer problema futuro, tais indivíduos imediatamente se põem a pensar sobre ele, como se estivessem sob risco iminente.

Ao invés de se concentrarem nos desafios do presente, essas pessoas desperdiçam boa parte de sua energia psíquica se PRÉ-OCUPANDO com adversidades que talvez nem aconteçam de fato.

O sofrimento vivenciado por quem está preso a esse doloroso padrão é aumentado pela incompreensão daqueles que estão à sua volta:

— Por que você não para de se preocupar tanto, fulano? Foque no presente. Pare de ser tão ansioso.

Você, caro leitor viciado em preocupação, já deve ter ouvido coisa semelhante, não é verdade?

Pois é!

Infelizmente, muita gente imagina que uma pessoa que se preocupa em excesso faz isso porque ainda não entendeu que não vale a pena gastar energia tendo medo do futuro.

Não, caras-pálidas!

É óbvio que um indivíduo superpreocupado sabe que deveria se concentrar no presente. O problema é que ele simplesmente não consegue fazer isso.

E por que não consegue?

Geralmente, o excesso de preocupação é uma defesa psíquica automática que o sujeito utiliza para se proteger de uma experiência que ele imagina ser insuportável: a experiência de passar por um problema sem estar preparado para lidar com ele.

Não raro, pessoas viciadas em se preocupar passaram em alguma fase da vida por momentos de muita angústia provocados por acontecimentos completamente inesperados, como perdas repentinas de entes queridos, acidentes, brigas violentas e súbitas entre os pais etc.

Para não correr o risco de vivenciar novos sustos como esses, o indivíduo passa a tentar prever o futuro a fim de estar suficientemente preparado para enfrentá-lo.

No fundo, preocupar-se em excesso é isso: uma tentativa compulsiva de adivinhar o que vai acontecer para não ser pego de surpresa.

Embora o vício em preocupação seja fonte de muito sofrimento, esse mal-estar, por pior que seja, ainda é visto pelo sujeito como menor em comparação com o pesadelo que seria passar por uma nova experiência traumática, como as que ele vivenciou outrora.


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O que a Psicanálise chama de resistência?

Uma das coisas que eu sempre digo em supervisões para alunos de Psicologia que estão começando a fazer atendimentos clínicos é o seguinte:

Lembrem-se sempre disso: nossos pacientes querem e, ao mesmo tempo, NÃO QUEREM estar em terapia.

Por que faço esse aviso?

Porque a experiência psicanalítica mostra com muita clareza que boa parte das formas de adoecimento emocional com que nos deparamos na clínica só existe porque as pessoas em questão não dão conta de lidar com certas VERDADES relativas a si mesmas.

Por exemplo: um sujeito pode desenvolver uma fobia social porque o contato com pessoas funciona para ele como gatilho para desejos homossexuais que ele insiste em reprimir desde a infância.

A cura definitiva desse paciente precisará envolver necessariamente o reconhecimento dessa dimensão de sua sexualidade que ele tanto repudia.

Mas você concorda comigo que tal indivíduo não vai querer passar por isso?

É claro! Se ele reprimiu os desejos homossexuais é justamente porque não quer ter que lidar conscientemente com eles.

Assim, se o terapeuta for dirigindo o tratamento no sentido de ajudar o paciente a reconhecer essas tendências, o que acontecerá?

Óbvio: o sujeito apresentará uma… RESISTÊNCIA.

Ele pode começar a chegar atrasado às sessões, desmarcar os encontros de última hora, recusar as intervenções do analista com argumentos aparentemente irrefutáveis, não ter “assunto” para falar em terapia, pedir para encerrar o tratamento por acreditar que já está bem etc. etc. etc.

Os métodos que o paciente pode empregar para resistir são os mais variados.

É por isso que eu digo para meus alunos que os pacientes querem e não querem ser tratados:

Todo paciente quer parar de sofrer, mas não quer, A PRINCÍPIO, pagar o preço necessário para alcançar esse resultado.

É por isso que o analista tem que ter muita paciência e sensibilidade para compreender o quão difícil é abrir-se para a verdade.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma AULA ESPECIAL sobre o conceito de RESISTÊNCIA em Psicanálise.

Te vejo lá!


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Escute seu Inconsciente ou adoeça fugindo dele


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Como tratar pacientes que querem mudar o seu jeito de ser?

Muitas pessoas procuram terapia porque estão insatisfeitas com o seu JEITO DE SER.

Elas não estão deprimidas, tendo crises de ansiedade ou lutando contra pensamentos obsessivos.

O que as faz sofrer é sua própria personalidade, ou seja, o modo como NORMALMENTE funcionam.

Fazem parte dessa categoria de pacientes aqueles que se queixam de que são muito passivos, muito fechados ou muito explosivos, por exemplo.

Tais pessoas não são capazes de dizer quando esse padrão de funcionamento começou porque têm a impressão de que sempre foram assim.

Por isso, a demanda que fazem ao terapeuta não é a de se livrarem de certos sintomas, mas a de SE TORNAREM OUTRAS PESSOAS.

No tratamento de tais pacientes, o olhar do terapeuta deve estar voltado para a relação do sujeito com as figuras parentais (ou com aqueles que as substituíram).

Por quê?

Porque o nosso jeitão típico de ser é constituído fundamentalmente por IDENTIFICAÇÕES, isto é, pela imitação INCONSCIENTE de determinadas figuras que foram objeto de nosso amor na infância — especialmente, é claro, papai e mamãe.

Chegamos ao mundo dotados de certo temperamento e determinadas propensões genéticas para certas atitudes, mas a consolidação da nossa maneira peculiar de estar no mundo (passiva, fechada ou explosiva, por exemplo) vai depender bastante das pessoas que nós “escolhemos” inconscientemente imitar.

Uma paciente que não consegue deixar de “explodir” com as pessoas com quem convive, por mais que tente se controlar, pode ter uma forte identificação com o pai que, “coincidentemente”, também era um indivíduo de pavio curto…

Nesses casos, o objetivo do tratamento deve ser ajudar o sujeito a se dar conta de suas identificações e COMPREENDER de como modo elas foram estabelecidas.

A moça do exemplo anterior pode ter inconscientemente chegado à conclusão de que a única maneira de estar próxima do pai seria tornando-se parecida com ele.

Assim, enquanto ela não elaborar essa demanda infantil pela presença paterna, a identificação com o traço explosivo do genitor precisará se manter intacta.


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Só consegue ficar bem sozinho quem teve a sorte de estar muito bem acompanhado no início da vida.

Algumas pessoas não possuem a CAPACIDADE de ficarem sós.

Elas até podem ficar eventualmente sozinhas em função de circunstâncias contrárias à sua vontade, mas a experiência de não terem ninguém por perto lhes causa grande aflição.

Tem gente, por exemplo, que mora sozinha, mas precisa estar sempre com a TV ligada para escutar vozes de outras pessoas e ter a sensação de estar acompanhada.

Com efeito, são indivíduos que não suportam a vivência silenciosa de estarem na companhia apenas de si mesmos.

Esse é o seu caso?

Há também pessoas que são incapazes de ficarem sozinhas NA PRESENÇA do outro.

— Uai, Lucas, como assim? Tem como estar só acompanhado de outra pessoa?

Claro que tem!

Sabe aquele momento de êxtase e relaxamento que a gente vivencia logo depois de fazer amor?

Tem gente que não consegue simplesmente curtir essa experiência e começa imediatamente a entabular uma conversa com o parceiro.

Essa pressa para restabelecer a interação verbal com o outro pode ser reveladora de uma incapacidade do sujeito de FICAR A SÓS com a própria vivência pessoal de prazer…

Outra situação em que podemos ter a experiência de estarmos sós na presença de alguém é a terapia.

Pessoas que tiveram a sorte de conquistar a capacidade de ficarem sozinhas conseguem fazer terapia com mais facilidade, pois dão conta de colocar o analista “entre parênteses” e se dedicarem individualmente ao processo de autodescoberta.

Por outro lado, indivíduos que não lidam bem com a experiência de estarem sós acabam demandando o tempo todo a interação com o terapeuta, o que inviabiliza a necessária livre associação de ideias.

Para essas pessoas, o silêncio do analista é extremamente angustiante justamente porque as faz terem a impressão de que estão sozinhas.

Num artigo de 1958 chamado “A capacidade de ficar só”, o psicanalista inglês Donald Winnicott propõe uma teoria que explica essa dificuldade que algumas pessoas têm de ficarem sozinhas.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá, ainda hoje, uma AULA ESPECIAL em que comento esse texto.

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“Eu não consigo”


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Não fique esperando essa pessoa mudar!

Em uma de suas cartas para a comunidade cristã de Corinto, Paulo de Tarso escreveu o seguinte:

“Você, mulher, como sabe se salvará seu marido? Ou você, marido, como sabe se salvará sua mulher?”.

Com tais perguntas retóricas, o ex-fariseu estava exortando homens e mulheres recém-convertidos ao Cristianismo a não ficarem insistindo em querer se manter casados com parceiros descrentes que desejassem se separar.

É como se Paulo estivesse dizendo mais ou menos assim:

“Minha filha, se seu marido não aceita sua conversão e quer se separar de você, deixe-o ir embora. Você não tem como saber se algum dia ele vai pensar diferente.”

Trata-se, evidentemente, de um sábio conselho.

Mas não pense que ele vale apenas para aquele contexto religioso específico.

A esperança de que a pessoa com quem nos relacionamos um dia vai mudar é um dos principais fatores que nos mantém presos a vínculos doentios.

“Meu pai me trata com indiferença, mas eu sei que, no fundo, ele morre de amores por mim. Por isso, vou continuar me relacionando com ele e aceitando ser tratada que nem lixo. Minhas demonstrações de afeto vão acabar fazendo ele mudar.”

Aham. Confia…

“Minha namorada nunca me apoia. Está sempre me acusando e me humilhando na frente dos amigos. Mas eu sei que ela só faz isso porque tem traumas do relacionamento anterior. Um dia eu a convencerei a fazer terapia e aí ela vai mudar. Eu sei que tem um filé mignon escondido por trás dessa carne de pescoço…”

Ora, se um dos principais nomes de uma religião centrada na experiência da FÉ disse para seus discípulos NÃO CONFIAREM na possibilidade de mudança em seus parceiros descrentes, você tem certeza de que vale a pena permanecer num relacionamento ruim em função da expectativa de transformação do outro?

Geralmente, pessoas que nutrem esse tipo de vã esperança são aquelas que, na infância, tiveram o azar de conviverem com pais e/ou mães não muito legais.

Diferentemente do adulto, a criança não pode simplesmente dizer: “Você é uma mãe péssima. Não quero mais viver com você. Estamos terminados.”

Não. Ela é obrigada a ficar ali, aguentando os maus tratos.

Assim, só lhe resta… esperar que o outro mude.


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A Psicanálise explica a paixão?

Não é por acaso que esta sexta-feira é chamada “Sexta-feira da Paixão”.

Com efeito, uma das traduções de PATHOS, a palavrinha grega da qual se origina o termo paixão, é SOFRIMENTO e a cristandade rememora hoje justamente a dor implicada no sacrifício redentor do Messias.

Paixão, portanto, pode ser sinônimo de padecimento, martírio, aflição…

Qualquer pessoa que já se apaixonou na vida — e não teve seu amor correspondido — sabe muito bem disso.

Por outro lado, quem teve a sorte de contar com o desejo recíproco do objeto amado pode atestar a alegria indizível que emerge, feito torrente, de um coração apaixonado — incontrolável, avassaladora, deliciosamente angustiante.

Será que podemos traduzir essa avalanche emocional que está em jogo na paixão em termos metapsicológicos?

Em outras palavras, será que a Psicanálise pode explicar a paixão?

Essa pergunta é pertinente porque, quando estamos apaixonados, nosso psiquismo sofre alterações profundas que beiram os limites da loucura.

Por exemplo: a gente passa a enxergar a pessoa que amamos como perfeita, sem mácula, indefectível (com ou sem o vestidinho preto de Chico Amaral e Samuel Rosa).

A coisa é tão maluca que, em certos casos, a gente é capaz até de cometer crimes se isso for do agrado do objeto que agora manda e desmanda em nosso coração.

Só quem nunca se apaixonou pode colocar isso em dúvida.

De fato, no início dos anos 2000, um rapaz foi capaz de, juntamente com seu irmão, esp4nc4r os pais de sua namorada até a m0rt3 atendendo a um pedido dela…

Quem soube muito bem capturar esse estado de semiloucura gerado pela paixão foi a escritora portuguesa Florbela Espanca, no poema “Fanatismo”, brilhantemente musicado por Fagner.

Nos últimos versos ela diz, dirigindo-se ao objeto amado:

“Ah! podem voar mundos, morrer astros,

Que tu és como Deus: princípio e fim!…”

Mas, e então, será que a Psicanálise explica esse desvario do apaixonamento?

A resposta é… Sim! E quem está na Confraria Analítica receberá ainda hoje uma aula especial justamente sobre esse tema.

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A adaptação ao sofrimento faz a mudança parecer impossível. Mas não é.


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