Dependência absoluta: quando o outro não pode faltar

A gente pode olhar para o desenvolvimento humano sob diversas perspectivas.

Jean Piaget, por exemplo, enfatizou a dimensão cognitiva do desenvolvimento.

Freud, por sua vez, se concentrou no âmbito da sexualidade, propondo um modelo de 5 fases para pensar o desenvolvimento sexual humano (fase oral, fase anal, fase fálica, período de latência e fase genital).

O pai da Psicanálise não deu destaque ao campo sexual por acaso.

De acordo com a teoria construída por Freud para a compreensão das neuroses, essa forma de adoecimento psíquico tinha como principal fator causal a repressão de impulsos sexuais não-genitais.

Foi essa hipótese que levou o médico vienense a propor a concepção de que a sexualidade humana não surge de modo “acabado” na puberdade, mas atravessa um processo de desenvolvimento que se inicia logo no nascimento.

Por outro lado, outros psicanalistas que, diferentemente de Freud, tiveram a oportunidade de trabalhar diretamente com bebês e crianças, olharam para o desenvolvimento humano sob outras perspectivas.

Esse foi o caso de Donald Winnicott, que, além de psicanalista, era pediatra.

Baseando-se em seu trabalho com mães e crianças e também com adolescentes e adultos não neuróticos, o analista inglês construiu um novo modelo para pensar o desenvolvimento — complementar ao de Freud.

A concepção winnicottiana enfatiza o desenvolvimento psíquico da pessoa considerada em sua totalidade (Self) à luz das relações dela com o ambiente.

Com base nesse enquadre, Winnicott propõe a existência de três grandes estágios: dependência absoluta, dependência relativa e rumo à independência.

Na primeira dessas fases, que vai mais ou menos até os 6 meses, ocorre o estabelecimento dos FUNDAMENTOS da nossa vida psíquica.

Por exemplo: a autopercepção de si mesmo como uma pessoa inteira inserida num corpo próprio.

Todavia— e é aí que entra a originalidade de Winnicott — para que essas bases sejam constituídas, é preciso que a mãe (primeiro ambiente do bebê) se adapte às necessidades de seu filho.

Na AULA ESPECIAL AO VIVO de hoje, às 16h30, na CONFRARIA ANALÍTICA, falaremos sobre esse e vários outros aspectos da fase de dependência absoluta.

Te vejo lá!


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A gente procura análise quando o preço do sintoma sofre inflação.

Todavia não é nada fácil parar de continuar consumindo esse produto que um dia já foi tão útil, mas que agora só traz prejuízo…


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4 técnicas essenciais na prática da Psicanálise

Uma sessão de terapia psicanalítica se parece muito com uma conversa.

Não por acaso, o método catártico — embrião da Psicanálise — foi chamado por Anna O. de “talking cure” (cura pela conversa).

Assim, se um desavisado visse à distância uma sessão de Psicanálise, poderia muito bem ter a falsa impressão de que analista e paciente estão só batendo papo.

Aliás, os próprios pacientes muitas vezes podem ter essa sensação…

No entanto, obviamente sabemos que não se trata disso; a terapia psicanalítica não é uma simples conversa.

E por que não?

Porque, apesar de analista e paciente falarem coisas um para o outro, esse diálogo tem um caráter ARTIFICIAL.

Isso significa que ele é intencionalmente estruturado de uma forma específica para produzir determinados efeitos.

E esse arranjo artificial, por sua vez, é concretamente estabelecido por meio da aplicação de determinadas técnicas por parte do psicanalista.

Nos cards você encontrará 4 delas.


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Você sabe como surgiu o termo “narcisismo”?

Em 1888, o psicólogo Alfred Binet, mais conhecido por seus estudos sobre a inteligência das crianças, escreveu um artigo chamado “O fetichismo no amor”.

Nele, Binet relata o curioso caso de pessoas que só conseguem se excitar sexu4lmente na presença de objetos que estão relacionados a elas mesmas.

Imagine, por exemplo, um indivíduo que não sente t3são a menos que certa peça de roupa sua esteja presente no ambiente.

Não tendo ainda um nome específico a dar a esse tipo de fetiche, Binet apenas associou-o à clássica história de Narciso, figura da mitologia grega que se apaixona pela própria imagem.

Dez anos depois, Havelock Ellis, pioneiro dos estudos sobre a sexualidade humana, descreveu um modo atípico de vivência sexual em que o sujeito só consegue chegar ao org4smo se vendo no espelho ou tocando partes do seu próprio corpo.

Novamente, a referência ao mito grego foi inevitável. Ellis dizia que tais pessoas tinham uma “tendência a ser como Narciso”.

Paul Näcke, em 1899, foi o primeiro pesquisador a chamar de NARCISISMO esse tipo de comportamento sexu4l em que a excitação do sujeito está condicionada à imagem de si ou a coisas que remetam a si mesmo.

Portanto, o termo “narcisismo” não surgiu na Psicanálise, mas na Psiquiatria.

Todavia, foi Freud o responsável por ampliar o alcance da noção de narcisismo, passando a utilizá-la não mais para designar apenas um tipo de fetiche, mas um aspecto ESTRUTURAL da condição humana.

É sobre isso que falaremos na AULA AO VIVO de hoje, na CONFRARIA ANALÍTICA, a partir das 20h.

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Doenças de fundo emocional: a mente pode causar problemas físicos?

A resposta é não.

Mas você está preparado para essa conversa?

Na visão do senso comum, doenças psicossomáticas, como úlcera gástrica, asma, psoríase, enxaqueca etc. são doenças físicas CAUSADAS por fatores psicológicos.

Contudo, veja: como algo de natureza psíquica, ou seja, imaterial, poderia interferir no funcionamento de uma realidade física?

Para quem está no campo da religião ou da metafísica, essa possibilidade não é problemática, mas, no âmbito científico, ela não pode ser sustentada de forma acrítica.

Uma saída para a questão pode ser considerar que todo conteúdo psicológico possui um fenômeno físico correspondente.

Nesse sentido, ao dizermos que, nas doenças de fundo emocional, os sintomas físicos seriam causados por fatores psíquicos, estaríamos apenas fazendo uso de uma figura de linguagem.

Na verdade, tais patologias teriam uma causa física mesmo: as alterações fisiológicas correspondentes a determinadas fatores psicológicos.

Essa explicação não está completamente incorreta, mas é reducionista: em última instância, ela supõe que o psíquico possa ser REDUZIDO a seus correspondentes físicos.

É esse tipo de raciocínio, por exemplo, que leva alguns profissionais a considerarem que é possível tratar transtornos MENTAIS apenas com medicamentos que modificam o funcionamento do cérebro.

Georg Groddeck (1866-1934), médico e psicanalista pioneiro na aplicação da Psicanálise no tratamento de doenças físicas, nos apresenta uma forma diferente de pensar as relações entre o corpo e a mente e o que está em jogo nas doenças psicossomáticas.

Para ele, o psíquico e o físico são dois lados de uma mesma moeda (o indivíduo), de modo que um não tem como ser reduzido ao outro e tampouco podem interagir entre si.

— Uai, Lucas, mas, se é assim, como se formaria uma doença psicossomática na visão desse autor?

É isso o que a gente vai estudar na AULA ESPECIAL AO VIVO de hoje lá na CONFRARIA ANALÍTICA a partir das 16h30.

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A ansiedade generalizada é uma forma de se proteger da ansiedade específica.


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Dificuldade de dizer não: possíveis causas e manejo clínico

Você tem dificuldade de recusar convites, pedidos e sugestões?

Para muitas pessoas, o simples ato de dizer “não” para demandas alheias é um verdadeiro desafio.

Tem gente que só consegue fazer isso se tiver boas razões EXTRÍNSECAS para apresentar ao outro.

Ou seja, há pessoas que só se sentem capazes de dizer “não” quando não precisam fazer referência ao próprio desejo: “Puxa, não vai dar; tenho outro compromisso inadiável justamente nesse dia”.

De onde vem essa resistência tão grande a dizer para o outro “não quero”, “não tenho interesse”, “não estou a fim”?

A experiência mostra que o fator determinante mais imediato é o MEDO mais ou menos consciente de como seremos vistos pelo outro se recusarmos sua demanda.

Trata-se, portanto, de uma preocupação NARCÍSICA: “Que imagem essa pessoa terá de mim se eu lhe disser ‘não’?”.

De fato, todas as pessoas estão em alguma medida interessadas em serem bem vistas pelos outros.

No entanto, existem alguns indivíduos para os quais esse DESEJO de passarem uma boa imagem converte-se numa verdadeira NECESSIDADE.

Isso significa que eles não apenas buscam o feedback positivo do outro como fonte de PRAZER narcísico, mas PRECISAM dele para não se ANGUSTIAREM.

Em função de sua história de vida, tais pessoas podem ter sido levadas a interpretar o olhar negativo dos outros como um elemento extremamente PERIGOSO.

Há também aqueles sujeitos que PRECISAM do feedback positivo para não correrem o risco de SE PERCEBEREM como pessoas “ruins” — possibilidade contra a qual lutam desesperadamente.

Percebe?

Não estamos falando de um gozo desmedido por “ficar bem na fita” com o outro.

Na maioria das vezes, a dificuldade de dizer “não” é a expressão de uma FRAGILIDADE NARCÍSICA: a pessoa não se sente suficientemente bem consigo mesma para correr o risco de ser malvista por quem lhe demanda.

Nesse sentido, o tratamento desse problema não deveria ter o objetivo CASTRADOR de levar tal sujeito a renunciar ao seu SUPOSTO gozo narcísico excessivo.

Não.

A terapia deveria ter como finalidade oferecer condições para que o paciente se torne FORTE E SEGURO O BASTANTE para suportar um eventual feedback negativo sem se sentir ameaçado por ele.


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[Vídeo] O que são os sonhos? Psicanalista explica

Sempre que abro a caixinha de perguntas no Instagram, aparecem várias questões sobre os significados dos sonhos e como interpretá-los.

Em 1900, Sigmund Freud publicou “A Interpretação dos Sonhos”, considerada por muitos como sua principal obra e que registra justamente sua descoberta de que os sonhos são, sim, dotados de significação e podem ser satisfatoriamente interpretados desde que se saiba de antemão que tipo de elementos estão em seus bastidores.


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“Pessoas narcisistas”? Afinal, o que é de fato o narcisismo?

Tá na moda falar de narcisismo.

Para verificar isso, basta você fazer uma pesquisa naquela famosa plataforma de vídeos sobre os termos “narcisismo” ou “narcisista”.

Você verá um monte de conteúdos que se propõem a ajudar a audiência a identificar os SUPOSTOS traços de uma pessoa SUPOSTAMENTE narcisista.

Por alguma razão, o senso comum passou a usar o termo narcisismo para etiquetar o conjunto de comportamentos típicos de certas pessoas (geralmente homens) que exercem um papel de dominância em relações abusiv4s.

Fala-se também bastante sobre as chamadas “mães narcisistas” — mulheres que supostamente controlam excessivamente seus filhos, os humilham, fazem chantagens emocionais etc.

Assim, o termo narcisismo infelizmente acabou adquirindo uma conotação pejorativa, como se fosse necessariamente sinônimo de abus0, controle e perversidade.

Ora, não é dessa forma que pensamos o narcisismo em Psicanálise.

Do ponto vista psicanalítico, todos nós (TODOS!) somos narcisistas, pois, para a Psicanálise, o narcisismo não é um “tipo de personalidade”, mas um aspecto da condição humana.

Todos nós temos uma relação de amor com o nosso próprio ego.

Na verdade, podemos dizer que ele — o ego —  é o primeiro “objeto” pelo qual nos apaixonamos.

— Como assim, Lucas?

Então… Hoje à noite, a partir das 20h, lá na CONFRARIA ANALÍTICA, a gente vai começar a estudar um texto do Freud em que ele explica isso tintim por tintim.

Trata-se do clássico artigo “Sobre o narcisismo: uma introdução”, de 1914.

Então, se você quer entender o que é o narcisismo DE VERDADE, fica aqui o meu convite para queesteja comigo nessa aula ao vivo hoje à noite.

Te vejo lá!


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Analistas, não compreendam seus pacientes!

Sim, foi isso mesmo que você leu, caro leitor.

Essa é uma das principais recomendações clínicas feitas por Jacques Lacan para a prática da Psicanálise.

— Mas, como assim, Lucas? Eu sempre ouvi dizer que um terapeuta deve se esforçar para compreender o que está acontecendo com seu paciente.

Pois é… Mas será que a compreensão demanda, de fato, algum esforço?

Lacan nos mostra que não.

Do ponto de vista do autor, compreender, isto é, enxergar sentido naquilo que uma pessoa faz ou fala, é a coisa mais fácil do mundo.

Nós, humanos, somos mestres em estabelecer relações de causa e efeito e identificar padrões — por mais aleatórias que sejam as associações entre os eventos.

Ora, o surgimento da Astrologia, por exemplo, pode ser atribuído exatamente a essa compulsão humana por compreender.

Somente uma ânsia feroz por compreensão poderia ter nos levado à ideia de que o comportamento de uma pessoa é influenciado pela posição dos astros no momento do nascimento dela.

Tá vendo?

Nada mais fácil do que dizer: “isso aconteceu por causa daquilo”, “a pessoa agiu assim porque tal e tal coisa se passou com ela”.

Tem um exemplo que o Lacan dá no Seminário 03 (“As psicoses”) que é bastante ilustrativo de como a compreensão é tão fácil quanto enganosa.

Ele diz que se a gente vê uma criança recebendo um tapa e, logo depois, chorando, nossa tendência (baseada em nossa compulsão por compreender) é pensar que a criança está chorando porque apanhou, né?

Pois bem, olha o que o Lacan diz:

“Quando se recebe um tapa, há certamente muitas outras maneiras de responder a isso do que chorando, pode-se revidá-lo, e também dar a outra face, pode-se também dizer — Bata, mas escute.”

Sacou? A ânsia apressada de compreensão nos leva a pensar que as coisas são óbvias, evidentes, naturais…

Ora, tratar as queixas que o paciente traz como fenômenos super compreensíveis e naturais, sem problematizá-las, sem levar o sujeito a questioná-las, é justamente o que NÃO se deve fazer na Psicanálise.

Se você quiser saber mais sobre essa crítica lacaniana ao uso clínico da compreensão, é só estar presente na nossa AULA ESPECIAL AO VIVO de hoje, na CONFRARIA ANALÍTICA, a partir das 16h30.

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Você já tem desconfiômetro para detectar as indiretas do Inconsciente?


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Você se sente o tempo todo desrespeitado no seu relacionamento?

Num relacionamento amoroso, pessoas que apresentam uma personalidade DOMINADORA se sentem muito à vontade para praticarem atos de desrespeito, como invadir o espaço do parceiro ou proferir palavras grosseiras e agressivas.

Como são mais independentes, elas não se preocupam com o possível sofrimento que vão provocar no outro porque não têm medo de serem deixadas.

Pelo contrário: se o parceiro se queixa de estar sendo desrespeitado, o sujeito dominador é o primeiro a dizer “OK, não está satisfeito? Então, vamos terminar.”.

Além disso, o dominador tem uma resistência patológica a reconhecer os próprios erros.

Por isso, jamais se percebe como desrespeitoso. Na cabeça dele, todos os seus atos, por mais agressivos e violentos que sejam, são apenas reações compreensíveis a erros cometidos pelo parceiro.

Ele nunca tem culpa de nada.

Geralmente tais pessoas só conseguem manter relacionamentos de longo prazo com parceiros que são o oposto delas, ou seja, que, ao invés de dominadores, são submissos, dependentes e se culpam com muita facilidade.

Tais parceiros aceitam os desmandos, invasões e abusos do dominador por basicamente duas razões que se complementam:

(1) Não conseguem se perceber como pessoas autônomas e capazes de tocar a própria vida sozinhas. Por isso, se iludem acreditando que não conseguirão viver sem o parceiro.

(2) Nutrem uma admiração, um encantamento, um tesão mesmo pela assertividade, força e independência que o sujeito dominador demonstra.

— Lucas, você acabou de me descrever. O que eu devo fazer?

Já sabe minha resposta, né?

Você precisa fazer terapia, ora bolas!

É preciso tratar essa imaturidade que não lhe permite se perceber como uma pessoa independente e elaborar esse tesão masoquista pelo comportamento dominador.

— Se eu me tratar, Lucas, será que meu parceiro vai mudar? Será que ele vai passar a me respeitar?

Pode ser que sim, pode ser que não, mas o fato é que VOCÊ vai mudar.

Vai mudar tanto que se ele não conseguir suportar a mudança e quiser terminar, você terá a segurança e a tranquilidade de poder dizer:

Já vai tarde.


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Tá na ponta da língua, mas não consigo lembrar de jeito nenhum: Freud explica

Em setembro de 1898, Freud estava passando suas férias de verão na cidade de Ragusa, na costa do Mar Adriático, e resolveu pegar um trem para uma cidadezinha próxima.

Durante o trajeto, Freud ficou batendo papo com um advogado alemão que estava ao seu lado no vagão.

Como o lugar para onde estavam indo ficava na Herzegovina, os dois senhores ficaram conversando sobre as características do povo turco que vivia naquela região.

Freud compartilhou com o companheiro de viagem uma curiosidade que lhe fora contada por um colega que havia trabalhado por muitos anos naquele território.

Segundo esse médico, diante da morte, os turcos não se desesperam, mas adotam uma postura de estoica resignação.

O colega de Freud também havia lhe contado outra coisa interessante: que o povo turco dá muito valor aos prazeres sexuais…

No entanto, nosso herói preferiu não compartilhar essa informação com o advogado por considerá-la meio inadequada para uma conversa com um estranho.

Papo vai, papo vem, os dois senhores mudaram de assunto e começaram a falar sobre a Itália e a beleza de suas pinturas.

Freud, então, se lembrou do dia em que esteve na Catedral de Orvieto, um magnífico templo construído entre os séculos XIII e XIV, em cujo interior encontram-se várias pinturas de grandes artistas italianos.

Empolgado, o médico recomendou enfaticamente ao advogado que visitasse a igreja, sobretudo para apreciar os afrescos do fim do mundo, pintados por… por…

Freud simplesmente não conseguia se lembrar do nome do bendito artista cujas obras visualizava na memória com extrema nitidez.

O pintor em questão era Luca SIGNORELLI (como lhe disseram alguns dias depois), mas os únicos nomes que vinham à mente de Freud durante a conversa com o advogado eram os de BOTTICELLI e BOLTRAFFIO.

Por que nosso herói só conseguia se lembrar desses outros dois artistas?

Como ele pôde esquecer durante DIAS do nome de um pintor que tanto estimava?

O que essa história toda ensinou a Freud sobre o Inconsciente e o funcionamento da memória?

Essas são algumas das perguntas que responderemos na AULA ESPECIAL AO VIVO de hoje na CONFRARIA ANALÍTICA, a partir das 16h30.

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“Onde era Isso, há de ser Eu.” (Sigmund Freud, 1933)


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Você encara seus erros como CRIMES ou como fontes de APRENDIZAGEM?

Como você se sente depois de perceber que tomou uma decisão equivocada?

A imensa maioria das pessoas experimenta um sentimento desagradável que nós costumamos chamar de ARREPENDIMENTO.

Ele geralmente vem acompanhado da ideia de que como as coisas teriam sido se a escolha tivesse sido diferente:

“Se eu não tivesse enviado aquele e-mail, esse mal-entendido não teria acontecido”.

“Se eu tivesse passado a noite estudando ao invés de sair, minha nota nessa prova seria bem melhor”.

Esse movimento de pesar e lamentação é praticamente inevitável. Afinal, estamos sempre avaliando nossa conduta em função dos objetivos e ideais que desejamos alcançar.

Até um “psicopata”, ao ser pego pela Polícia, pode se arrepender de não ter sido mais cuidadoso.

Diante da constatação de um erro, o arrependimento não é opcional.

No entanto, penso que, após esse instante de contrição, surgem duas possibilidades de interpretação da decisão equivocada.

Podemos encarar o erro como um CRIME ou como uma FONTE DE APRENDIZAGEM.

Existem pessoas que olham para suas falhas como se tivessem necessariamente descumprido uma lei.

Que norma o sujeito violou por ter terminado com namorada — decisão da qual se arrependeu alguns meses depois?

Nenhuma, óbvio. Mas o caboclo se CASTIGA psicologicamente, por meio do sentimento de culpa e de autoacusações, como se tivesse cometido um crime.

Tais pessoas encaram seus acertos como atos de obediência a uma suposta Lei transcendental — que, na verdade, só existe na cabeça delas.

Quem não vive desse jeito, numa relação de amor com essa consciência tirânica, tem o privilégio de considerar os próprios erros como OPORTUNIDADES DE CRESCIMENTO.

Tais pessoas conseguem olhar para a vida como um grande campo de experimentações e não como uma eterna prova na qual precisam sempre tirar nota 10.

Por isso, não se castigam por terem errado. Ao invés disso, se perguntam: “O que essa falha me ensinou?” — e isso sem a expectativa ilusória de não mais errar.

Um dos objetivos que buscamos na terapia psicanalítica é justamente ajudar o paciente a desenvolver esse olhar afirmativo, compreensivo e não punitivo sobre a própria conduta.


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