O analista não só escuta, mas também provoca…

Fale exatamente o que lhe vier à cabeça.

Normalmente, esta é a única exigência que um psicanalista faz a seu paciente.

Na Psicanálise, diferentemente de algumas formas de terapia, não tem “tarefa de casa”, escalas de autoavaliação… Nada disso.

Numa terapia psicanalítica, tudo o que o paciente precisa fazer é comunicar fielmente todo e qualquer pensamento que apareça em sua consciência.

Nós, analistas, acreditamos que a dedução do que se passa no Inconsciente do analisando fica mais facilitada quando ele se comporta dessa forma.

Por isso, a exigência de que o paciente fale tudo o que lhe vier à cabeça — a chamada “associação livre” — foi classificada por Freud como “regra fundamental da Psicanálise”.

Se o analisando deve comunicar o que se passa espontaneamente em SUA ALMA, isso significa que o analista não deve ficar induzindo o paciente a falar sobre determinadas coisas, certo?

Certo.

É por isso que psicanalista não trabalha com entrevista de anamnese, pois o terapeuta que utiliza tal instrumento intencionalmente dirige a atenção do paciente para certos assuntos.

Na Psicanálise, desde o início, quem faz a “pauta” das sessões é o paciente mesmo.

No entanto, dois problemas podem eventualmente acontecer:

(1) O paciente pode não obedecer à regra da associação livre e evitar conscientemente comunicar certos pensamentos;

(2) Mesmo fazendo a associação livre, o analisando inconscientemente pode estar fugindo de certas questões cruciais para o tratamento.

Se tais situações acontecem, o que o analista deve fazer?

Continuar escutando normalmente o paciente e “torcer” para que, em algum momento, ele acabe deixando escapar o que está tentando esconder?

Para Sándor Ferenczi, não.

De acordo com o autor, nesses casos o terapeuta deve sair de sua posição normalmente passiva e… PROVOCAR o paciente.

Sim, provocá-lo, instigá-lo, atraí-lo para a direção daquilo acerca do que não deseja falar.

Ainda hoje (sexta) quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá a aula especial “LENDO FERENCZI 04 – A FUNÇÃO PROVOCADORA DO ANALISTA” em que eu explico como funciona essa manobra clínica proposta pelo psicanalista húngaro.

Te vejo lá!


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Até quando você vai ficar correndo atrás do seu eu ideal?

Atualmente, lá na CONFRARIA ANALÍTICA, nós estamos estudando o artigo de Freud “Sobre o narcisismo: uma introdução”, de 1914.

Neste momento, estamos na parte do texto em que o autor desenvolve o conceito de “eu ideal” para explicar o que acontece conosco depois que abandonamos o narcisismo primário.

— “Narcisismo primário”? Que trem é esse, Lucas?

Deixe eu explicar isso para você em Humanês:

Do ponto de vista do Freud, no início da vida nós só temos olhos para nós mesmos.

Ainda incapazes de reconhecer que há um mundo externo que funciona independentemente de nós, vivemos temporariamente a ilusão de que somos a única coisa que existe.

Por exemplo: se temos fome e a mãe vem nos alimentar, vivenciamos essa experiência como se o seio dela tivesse sido criado pela força do nosso desejo.

Nessa fase inicial da vida, fazemos tudo o que queremos, na hora em que queremos e nossas necessidades são satisfeitas sem que precisemos nos esforçar para isso.

É essa condição original paradisíaca em que nada além de nós parece existir que Freud chama de NARCISISMO PRIMÁRIO.

Obviamente — como qualquer pessoa de bom senso é capaz de perceber — o bebê só pode vivenciar essa ilusão temporária se estiver sendo cuidado por pais suficientemente bons.

Mas isso é assunto para outro dia.

O que eu quero comentar aqui é o que acontece quando a gente sai do narcisismo primário.

Sim, porque chega uma hora em que a realidade bate na porta, né?

Depois de algum tempo, uma mãe normal começa a demorar um pouco mais para ir amamentar o bebê. Afinal, ela volta a ter outros interesses para-além do filho.

Outrossim, espera-se que a criança aprenda a se expressar não mais do jeito que quer (com choros, gestos e sons desarticulados), mas conforme as REGRAS da língua MATERNA.

Enfim, somos inevitavelmente expulsos do paraíso narcísico.

O problema é que a gente fica com muita saudade dessa época.

Época em que a gente sentia que era exatamente… como deveríamos ser.

Por conta dessa nostalgia do narcisismo primário, cada um de nós cria uma imagem idealizada de si mesmo — é o que Freud chama de “eu ideal”.

Reconhecendo que não podemos viver sem nos submetermos às regras do jogo impostas pelo Outro (papai, mamãe, a sociedade de forma geral), imaginamos uma versão de nós mesmos que se sai PERFEITAMENTE BEM nesse jogo.

É por amor a esse eu ideal que a gente acaba sufocando certos desejos reais e espontâneos simplesmente porque se mostram incompatíveis com ele.

O anseio narcísico de voltar a nos sentirmos perfeitos e adequados faz com que passemos a vida inteira correndo atrás do eu ideal e sofrendo por não conseguir alcançá-lo.

Até que a gente encontra um psicanalista.

E descobre que dá para viver sem correr…


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[Vídeo] A gente não faz Psicanálise para se conhecer

As pessoas não adoecem porque não se conhecem, mas por que não RECONHECEM certas partes de si mesmas. Nesse sentido, o que a Psicanálise promove não é autoconhecimento, mas AUTORECONHECIMENTO.


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[Vídeo] O certinho quer likes do superego

Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.

Hoje, a partir das 20h, teremos mais um encontro.

Estamos estudando linha a linha o texto de Freud “Sobre o narcisismo: uma introdução”.

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[Vídeo] A ansiedade e a falta da falta

Esta é uma pequena fatia da aula especial “LENDO LACAN #09 – A falta da falta é o que provoca a ansiedade”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.


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Bárbara e o Direito: a estudante ansiosa que não podia desejar

Bárbara, uma jovem de 19 anos, ingressou há cerca de 8 meses numa universidade pública para cursar Direito.

Apesar de sempre ter sido uma excelente aluna durante o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, a moça sente muito medo de tirar notas baixas na faculdade.

Curiosamente, até o momento isso não aconteceu.

Bárbara está no início do segundo período do curso e, por enquanto, suas notas foram sempre acima de 80% em todas as provas e trabalhos.

Se essa estudante tem um retrospecto tão positivo, como explicar as constantes crises de ansiedade que ela experimenta, principalmente antes das avaliações?

Será que, de fato, o que deixa a jovem apavorada é a possibilidade de ir mal numa prova, ser reprovada nas disciplinas e não conseguir concluir a graduação?

Bem, é esse o fluxo catastrófico de pensamentos que ela descreve para Leda, a analista que a acompanha desde que fazia cursinho pré-vestibular.

A terapeuta, que não é boba nem nada, sabe que o buraco é mais embaixo e resolve perguntar para Bárbara como se deu a escolha pelo curso de Direito.

— Escolha? Como assim ESCOLHA?, pergunta retoricamente a moça. Foi uma coisa natural… Acho que eu nunca pensei em fazer outra coisa.

Leda pede que a paciente explique isso melhor.

— Ah… Minha avó era advogada, minha mãe é defensora pública… Não tinha como ser diferente… Mas ninguém me pressionou, viu?

— Mas… E se tivesse como ser diferente?, provoca a analista. O que você escolheria se não fosse o Direito?

— Não faço a menor a ideia, diz a estudante depois de alguns segundos em silêncio. Nunca pensei na possibilidade de fazer outra coisa.

— Você nunca se permitiu DESEJAR outra coisa, né Bárbara?, diz Leda encerrando a sessão.

A terapeuta fez essa última intervenção levando em consideração uma tese contratuitiva proposta por Jacques Lacan acerca da ansiedade.

Para o psicanalista francês, a ansiedade nos visita justamente quando perdemos a possibilidade de desejar, ou seja, quando a FALTA (condição do desejo)… falta.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje (sexta) uma AULA ESPECIAL em que comento essa tese lacaniana de forma simples e didática com base num texto do próprio Lacan.

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O desejo do analista é o antídoto para nossa paixão pela ignorância

Na Psicanálise, não é o terapeuta quem possui o saber que precisa ser trazido à luz para que o paciente possa melhorar.

Na verdade, a tarefa do analista não é explicar o que está acontecendo com o sujeito, mas ajudá-lo a encontrar e articular o que o próprio paciente JÁ SABE.

À primeira vista, pode parecer que esse é um processo muito fácil. Afinal, que paciente não gostaria de descobrir o que está na origem de seu sofrimento?

Eu respondo: TODOS.

Sim, todos nós queremos melhorar, mas nenhum de nós deseja, a princípio, investigar o que de fato está por trás dos nossos problemas emocionais.

O psicanalista francês Jacques Lacan tinha uma expressão muito boa para caracterizar essa atitude básica: “paixão pela ignorância” — um belo eufemismo para MEDO DE SABER A VERDADE.

Reconhecer e articular esse saber que fornece a chave para a compreensão de nossas dores é, em si mesmo, um trabalho doloroso.

É por isso que a gente cria tantas explicações simplórias e de fácil digestão:

“É tudo culpa da minha mãe.”

“Não é nada de mais. Eu só preciso trabalhar um pouco menos.”

“Se eu terminar esse namoro, tudo se resolve.”

Para ajudar o paciente a vencer sua paixão pela ignorância o próprio analista precisa estar numa luta constante com a SUA PRÓPRIA paixão pela ignorância.

Por exemplo: pensemos num terapeuta que tem questões mal trabalhadas com sua mãe.

Pode ser muito confortável para esse profissional embarcar no discurso do paciente que diz “É tudo culpa da minha mãe” e simplesmente assentir dizendo: “É verdade”.

Agindo assim, ele não só poupa o analisando de lidar com outras questões que estão para-além da mãe, mas também SE POUPA de enfrentar AS SUAS PRÓPRIAS QUESTÕES.

Tá errado!

Em vez de deixar o paciente preso a uma explicação simplória, o terapeuta deveria aguçar a CURIOSIDADE do sujeito para continuar investigando as razões de seu sofrimento:

“Sua mãe tem tanto poder assim?”.

No entanto, ele só conseguirá fazer isso se o seu DESEJO DE ANALISTA for mais forte que sua paixão pela ignorância.

E esse desejo, por sua vez, só terá sido forjado e fortalecido se esse profissional tiver sido (ou estiver sendo) paciente de outro terapeuta — que consegue afirmar seu desejo de analista…


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[Vídeo] O que você ganha quando está perdendo?

Um dos grandes diferenciais da Psicanálise é a sua capacidade de mostrar ao analisante que, se ele não consegue evitar seus problemas emocionais, é justamente porque PRECISA deles, assim como os dirigentes dos clubes PRECISAM de árbitros ruins para justificarem suas derrotas.

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[Vídeo] O “protesto masculino” de Alfred Adler

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Hoje, às 20h, teremos mais um encontro. Estamos estudando linha a linha o texto de Freud “Sobre o narcisismo: uma introdução”.

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[Vídeo] Você afirma sua individualidade?

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O homem que tomava dois banhos seguidos e não conseguia se descrever

Há cerca de seis meses, Afonso vem sofrendo de um problema curioso: ele não consegue sair de casa de manhã sem cumprir um rígido ritual.

Seu cerimonial inclui tomar dois banhos com um intervalo de apenas 20 minutos entre eles. O primeiro precisa acontecer logo ao acordar e o segundo após o café da manhã.

Certa vez, Afonso tentou ir para o trabalho sem tomar o segundo banho.

Todavia, a ideia de que estava terrivelmente sujo e o mal-estar que a acompanhava foram tão fortes que o rapaz precisou voltar para casa no meio do expediente para finalizar o cerimonial.

Desesperado, o contador resolveu iniciar um tratamento com Ana, uma psicanalista que lhe foi recomendada por um colega.

Ao longo da terapia, Afonso pôde se dar conta das ligações entre seu ritual e certas experiências sexu4is infantis.

Ele se lembrou, por exemplo, que na primeira vez em que ej4culou, aos 10 anos, se sentiu tão culpado e sujo que, logo depois, tomou dois banhos com intervalo de cerca de, justamente, 20 minutos entre um e outro…

Além de analisar o cerimonial de Afonso e os elementos inconscientes relacionados a ele, a analista também se preocupou em avaliar a estrutura egoica desse paciente.

Ana observou que o jovem contador não possuía uma imagem suficientemente estável de si mesmo.

Com efeito, não conseguia se descrever com mais de duas ou três características, não sabia dizer do que gostava de fazer para se divertir, não tinha projetos pessoais etc.

A própria escolha profissional pela Contabilidade foi feita não por um desejo genuíno de atuar na área, mas simplesmente porque disseram a Afonso que esse era um setor com alta empregabilidade.

Identificando essa fragilidade egoica no paciente, a terapeuta ficou se perguntando:

“O que será que posso fazer, enquanto analista, para ajudar o paciente nesse aspecto? Será que posso sair da posição psicanalítica tradicional e auxiliar o paciente a desenvolver um senso consistente de identidade pessoal?”.

A resposta para essas perguntas de Ana estão na AULA ESPECIAL “4 estratégias para facilitar o desenvolvimento do ego”, que estará disponível ainda hoje (sexta) para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.


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A gente faz Psicanálise para redescobrir…


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Adoecemos emocionalmente para tentar comunicar o que não damos conta de dizer.

Do ponto de vista psicanalítico, podemos pensar o adoecimento emocional metaforicamente como uma fala que não pôde ser comunicada.

Num primeiro momento, é como se a pessoa quisesse falar uma Coisa muito importante e verdadeira para si mesma.

Todavia, não se sente segura o suficiente para fazer isso.

Tem medo de como ficará ao escutar o seu próprio discurso.

Resultado: a pessoa decide não falar.

O problema é que a Mensagem que deseja comunicar é mais forte do que ela, de modo que não é possível segurar por muito tempo a Coisa a ser dita.

É aí que surge o adoecimento emocional.

Ele aparece como uma TENTATIVA de colocar para fora a Mensagem que a pessoa não deu conta de efetivamente COMUNICAR para si.

Fernanda não consegue dizer que ainda não aceitou ter tido uma mãe pouco acolhedora na infância.

Assim, TENTA expressar essa mensagem INDIRETAMENTE, relacionando-se com homens igualmente pouco acolhedores.

Insisto: o sintoma representa apenas uma TENTATIVA de comunicação, ou seja, algo como um espasmo, um grito e não uma FALA propriamente dita.

Se ele se repete, é justamente porque a Mensagem não foi de fato comunicada.

Afinal, não foi recebida e compreendida por seu receptor, a saber: o próprio sujeito.

Isso só pode acontecer se a Coisa for FALADA.

Quando uma pessoa, cansada da insistência de seu sintoma, decide começar uma análise, ela o faz nutrida por uma esperança inconsciente.

A esperança de que o terapeuta consiga DEDUZIR dos gritos e espasmos do sintoma a Coisa que ela não dá conta de comunicar.

Ou seja, ela espera que o analista a SUBSTITUA no lugar de emissor e receptor a fim de completar o fluxo comunicacional e, assim, fazer o sintoma desaparecer.

O terapeuta, porém, se recusa a usurpar a posição do paciente.

Por isso, ao invés de falar, o analista pede que o paciente diga — tudo o que lhe vier à cabeça.

A demanda de associação livre é, na verdade, um convite para que o paciente retome, agora num contexto seguro e confiável, a FALA que ficou presa no sintoma.

Fala que precisa não só ser emitida, mas, fundamentalmente ESCUTADA e COMPREENDIDA pelo próprio sujeito.

É por isso que sempre digo que a gente faz Psicanálise para SE ESCUTAR.


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[Vídeo] Expectativas narcísicas que os pais depositam nos filhos

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Hoje, EXCEPCIONALMENTE, a partir das 19h, teremos mais um encontro.

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[Vídeo] Entenda (com exemplos) o que é falo em Psicanálise

Em bom humanês: FALO nada mais é do que o SIGNIFICADO que o p3nis tem na cabecinha de uma criança de 3 a 5 anos.


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