Sofrer por antecipação é uma forma de sofrer menos

Há pessoas que parecem ser viciadas em se preocupar.

Diante da possibilidade, ainda que remota, de ocorrência de qualquer problema futuro, tais indivíduos imediatamente se põem a pensar sobre ele, como se estivessem sob risco iminente.

Ao invés de se concentrarem nos desafios do presente, essas pessoas desperdiçam boa parte de sua energia psíquica se PRÉ-OCUPANDO com adversidades que talvez nem aconteçam de fato.

O sofrimento vivenciado por quem está preso a esse doloroso padrão é aumentado pela incompreensão daqueles que estão à sua volta:

— Por que você não para de se preocupar tanto, fulano? Foque no presente. Pare de ser tão ansioso.

Você, caro leitor viciado em preocupação, já deve ter ouvido coisa semelhante, não é verdade?

Pois é!

Infelizmente, muita gente imagina que uma pessoa que se preocupa em excesso faz isso porque ainda não entendeu que não vale a pena gastar energia tendo medo do futuro.

Não, caras-pálidas!

É óbvio que um indivíduo superpreocupado sabe que deveria se concentrar no presente. O problema é que ele simplesmente não consegue fazer isso.

E por que não consegue?

Geralmente, o excesso de preocupação é uma defesa psíquica automática que o sujeito utiliza para se proteger de uma experiência que ele imagina ser insuportável: a experiência de passar por um problema sem estar preparado para lidar com ele.

Não raro, pessoas viciadas em se preocupar passaram em alguma fase da vida por momentos de muita angústia provocados por acontecimentos completamente inesperados, como perdas repentinas de entes queridos, acidentes, brigas violentas e súbitas entre os pais etc.

Para não correr o risco de vivenciar novos sustos como esses, o indivíduo passa a tentar prever o futuro a fim de estar suficientemente preparado para enfrentá-lo.

No fundo, preocupar-se em excesso é isso: uma tentativa compulsiva de adivinhar o que vai acontecer para não ser pego de surpresa.

Embora o vício em preocupação seja fonte de muito sofrimento, esse mal-estar, por pior que seja, ainda é visto pelo sujeito como menor em comparação com o pesadelo que seria passar por uma nova experiência traumática, como as que ele vivenciou outrora.


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[Vídeo] Ansiedade: psicanalista explica por que algumas pessoas não conseguem relaxar

Neste vídeo você vai entender porque a ansiedade excessiva de algumas pessoas tem origem na incapacidade de confiar, condição que as impede de relaxar e as faz acreditar que precisam estar sempre no controle.


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[Vídeo] Encare o medo como um amigo chato

Se você ficar esperando o medo ir embora para colocar em prática os projetos que deseja, sinto muito, mas é provável que você desapareça antes dele.


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Será que a sua ansiedade vem da incapacidade de confiar?

A experiência clínica tem me mostrado que, em alguns casos, o excesso de ansiedade e preocupações está relacionado a uma dificuldade básica de CONFIAR.

Não me refiro apenas à AUTOCONFIANÇA, mas à confiança no mundo, nos outros, na vida, no tempo…

Falta para algumas pessoas a tão singela capacidade de RELAXAR e acreditar que as coisas podem funcionar sem a intervenção delas.

Tais indivíduos estão sempre achando que, se não fizerem alguma coisa, uma grande catástrofe vai acontecer.

Por isso, estão sempre apressados. Não podem perder um minuto sequer, pois, do contrário, não haverá tempo suficiente.

Não se permitem ir fazer uma prova acreditando que, por terem se preparado, têm tudo para obter uma boa nota. Não. Apesar de terem passado horas e horas estudando, eles não conseguem REPOUSAR no conhecimento internalizado para fazer a avaliação com tranquilidade.

Tais pessoas nutrem a fantasia inconsciente de que PRECISAM estar sempre no controle.

Como toda fantasia, essa também está baseada, como se diz no cinema, em “fatos reais”.

Geralmente, pessoas que apresentam esse padrão são provenientes de famílias em que os pais (por diversas razões — não se trata aqui de culpá-los) não puderam oferecer para o sujeito uma dose suficientemente boa de suporte e auxílio.

Assim, muito precocemente a pessoa teve que se virar sozinha, não podendo contar com uma porção satisfatória de DEPENDÊNCIA em relação ao outro.

Essa experiência infantil tende a levar o sujeito à conclusão de que não pode contar com nada nem ninguém — nem consigo mesmo em certo sentido…

Nesses casos, a terapia psicanalítica ajudará o paciente a reconhecer e questionar essa fantasia, impulsionado principalmente pela relação com o analista — vínculo marcado justamente pelos elementos que faltaram na história do sujeito, a saber: DEPENDÊNCIA e CONFIANÇA.


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[Vídeo] É inútil dizer para o ansioso parar de se preocupar

Não adianta tentar convencer uma pessoa ansiosa a olhar de forma mais realista para as situações e parar de se preocupar. Não funciona. Afinal, a verdadeira fonte da ansiedade está no Inconsciente.


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[Vídeo] Tenha uma rotina

Apontada injustamente como vilã dos relacionamentos, a rotina permanece sendo uma condição indispensável para uma vida tranquila e produtiva.

Veja três motivos pelos quais você deveria estabelecer uma rotina caso ainda não tenha uma.


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A ansiedade denuncia a presença incômoda do Inconsciente batendo na porta do Eu.

Na última aula da Confraria Analítica eu comentei com os alunos um trecho do artigo de Freud “O Inconsciente”, em que ele diz o seguinte:

“É possível ao desenvolvimento do afeto proceder diretamente do sistema Ics.; nesse caso, o afeto sempre tem a natureza de ansiedade, pela qual são trocados todos os afetos ‘reprimidos'”.

O termo REPRIMIDOS aparece aí no finalzinho entre aspas porque, de acordo com Freud, não existem emoções reprimidas, apenas IDEIAS reprimidas.

No processo de repressão, uma emoção pode ser, digamos, “abortada”, mas não reprimida.

(Quem tá lá na Confraria me ouviu explicar isso detalhada e exaustivamente na última aula.)

Mas não é esse o ponto para o qual eu quero chamar sua atenção no trecho citado.

Meu objetivo aqui é destacar o que Freud fala sobre a ansiedade (ou angústia, dependendo da tradução).

No trecho, ele diz que todos os afetos que vêm do Inconsciente são “trocados” pela ansiedade.

Como eu expliquei para os alunos da Confraria, isso significa que, quando a gente se depara com a ansiedade, seja em nós mesmos, seja nos nossos pacientes, estamos na trilha do Inconsciente.

Pelo que Freud está dizendo, a ansiedade (neurótica, obviamente) é sempre a expressão de alguma coisa que está vindo do Inconsciente.

Talvez essa seja uma boa maneira de interpretar a fórmula lacaniana de que a angústia [ansiedade] é “aquilo que não engana” (Seminário 10).

Com efeito, os outros afetos podem se esconder atrás de outros. O ódio pode se fingir de tristeza, o tesão pode usar a máscara do medo.

A ansiedade, não.

Ela não se disfarça.

A ansiedade denuncia a presença incômoda do Inconsciente batendo na porta do Eu.

Se é por ela que os afetos desencadeados pelo Inconsciente são trocados é porque o Eu se sente ameaçado por eles.

Afinal, a imagem idealizada de si que o Eu utiliza como espelho só pode se constituir às custas da expulsão de todos os elementos que não se harmonizam com ela.

Elementos que, por sua vez, constituem a matéria-prima do Inconsciente.

Nesse sentido, a ansiedade é o sinal da aproximação do Real que precisou ser soterrado para a construção do belo, harmônico — e frágil — edifício da realidade egoica.


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Por que não adianta tentar convencer uma pessoa ansiosa a parar de se preocupar

Vocês já tentaram convencer uma pessoa que está ansiosa a parar de se preocupar alegando que há pouca probabilidade de acontecer o que ela tanto teme?

Deixa eu dar um exemplo para ficar mais claro:

Imagine que sua amiga está extremamente tensa porque no dia seguinte haverá uma prova e ela tem muito medo de tirar nota baixa.

Aí você chega para ela e diz assim: “Fulana, pare de se preocupar tanto. Você estudou bastante para essa avaliação e a professora não costuma fazer provas muito difíceis. Não tem motivo para tanta ansiedade.”.

Você acha que após ouvir isso, sua amiga ficará tranquila, em paz e deixará de se preocupar com a prova?

A experiência mostra que muito provavelmente NÃO.

A explicação é simples: a amiga já sabia de tudo o que você falou para ela. É óbvio que ela tem consciência de que estudou e conhece o perfil pouco exigente da professora.

Então, por que será que, mesmo sabendo disso, ela se mantinha tensa e preocupada?

Ora, por que a ansiedade dessa amiga tem muito pouco a ver com a realidade externa.

É isso o que os meus colegas da Terapia Cognitivo-comportamental (TCC) não reconhecem.

Eles acham que a ansiedade excessiva pode ser tratada meramente desfazendo as distorções na percepção do sujeito sobre a realidade externa e as crenças igualmente distorcidas que as sustentam.

Eu concordo que essas distorções existem e os colegas da TCC fazem um trabalho bastante louvável de catalogação de todas elas.

O problema é que eles não reconhecem que essas interpretações equivocadas da realidade que estão presentes na ansiedade excessiva têm sua origem em QUESTÕES INCONSCIENTES.

É por isso que não adianta tentar convencer a pessoa de que ela está percebendo a realidade de forma distorcida.

No fundo, ela já sabe disso.

Então, por que a ansiedade se mantém?

Porque o verdadeiro perigo que a nossa amiga referida acima de fato teme não é a prova no dia seguinte. É ALGUMA OUTRA COISA que está no seu Inconsciente.

Pode ser, por exemplo, que a professora tenha o mesmo nome de sua mãe e ela tem uma série de questões infantis mal resolvidas com a genitora, as quais recentemente foram despertadas.

Vai saber…


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[Vídeo] Onde está o seu tesouro, aí também está o seu medo

O que mais valorizamos e apreciamos é também, naturalmente, aquilo que mais tememos perder. Assim quem morre de medo de passar vergonha é porque valoriza excessivamente a própria imagem.


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A gente faz Psicanálise para anistiar os pedaços exilados da alma

Se alguém me perguntasse qual é o principal objetivo a ser alcançado com uma terapia psicanalítica, eu diria:

— Ajudar o paciente a ser uma pessoa menos DESPEDAÇADA.

Explico:

O amor apaixonado que temos pelo nosso Eu, os ditames do Outro e determinadas vicissitudes da existência levam a gente se fragmentar.

Expulsamos de nossa consciência aspectos riquíssimos do nosso ser simplesmente porque julgamos que não são compatíveis com nosso Eu limpinho ou porque a vida nos fez acreditar que eram perigosos.

Veja, por exemplo, aquela mocinha que sofre de ansiedade generalizada.

Ela não faz ideia de que seu constante estado de tensão e o excesso de preocupações que perturbam sua alma só existem porque ela está des-pe-da-ça-da.

De repente, a identificação com um pai excessivamente pacífico a fez acreditar que deveria manter seus impulsos agressivos e sádicos o mais distante possível do próprio Eu.

Resultado: a agressividade que poderia estar sendo vivida de forma natural, sob controle, como parte dela, tornou-se ESTRANGEIRA para essa pobre jovem.

É por isso que ela está o tempo todo ansiosa.

Não tem nada a ver com o que acontece do lado de fora.

O que ela verdadeiramente teme é esse pedaço agressivo de si mesma que, por ter sido exilado, passou a PERSEGUI-LA do lado de dentro.

Se essa moça decide fazer Psicanálise, o que será buscado?

Ora, ela e o analista se esforçarão juntos para tornar o Eu dela mais permeável aos impulsos agressivos e sádicos a fim de que ela passe a encará-los como parte legítima de sua personalidade.

Dessa forma, ela deixará de se sentir ameaçada pela própria agressividade e não precisará se defender com a ansiedade generalizada.

De fato, nossos sintomas, inibições e ansiedades evidenciam os despedaçamentos que estão presentes na alma.

A Psicanálise é, portanto, uma fomentadora de integração.

Você sente que há partes de você que precisam ser reintegradas?


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O que Freud pensava sobre a ansiedade?

A palavra alemã “Angst” já foi traduzida por “angústia”, “ansiedade” e até por “medo” em traduções brasileiras dos textos de Freud.

Eu, pessoalmente, prefiro o termo “ansiedade” por considerar que ele possui uma conotação menos filosófica que “angústia” e mais indeterminada do que “medo”.

No clássico texto “Hemmung, Symptom und Angst” (Inibição, Sintoma e Ansiedade), de 1926, Freud define a ansiedade como uma reação a uma situação de PERIGO, ou seja, uma circunstância que pode acarretar algum tipo de dano ao indivíduo.

O autor faz uma distinção entre ANSIEDADE REALÍSTICA e ANSIEDADE NEURÓTICA.

A primeira seria um sinal que indicaria a consciência de um risco real, externo e objetivamente constatável.

Trata-se da ansiedade que uma pessoa sentiria, por exemplo, ao perceber que o motorista do carro em que se encontra está dirigindo de forma imprudente em alta velocidade.

A ansiedade neurótica, por sua vez, se manifestaria frente a processos INTERNOS que o indivíduo foi levado a INTERPRETAR desde a infância como perigosos.

Que processos são esses?

Trata-se de determinados IMPULSOS — sexuais ou agressivos.

Na infância, o sujeito chega à conclusão de que permitir a expressão desses impulsos implicaria em algum tipo de prejuízo a ele, como a perda de uma parte do corpo (fantasia de castração) ou a perda do amor dos pais.

É o que acontece, por exemplo, com algumas pessoas que ficam extremamente ansiosas em situações de conflito.

A ansiedade não aparece porque elas se sentem ameaçadas pelo outro com quem estão discutindo.

Na verdade, o que de fato as assusta são seus próprios impulsos agressivos, que elas reprimem desde a infância e que, portanto, são vistos como perigosos.

Para Freud, os SINTOMAS são justamente barreiras que nós construímos para evitar essa situação interna de perigo e, consequentemente, o surgimento da ansiedade.

Mas isso é assunto para o vídeo especial que será recebido ainda hoje (quinta-feira) por aqueles que estão na CONFRARIA ANALÍTICA.


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Ansiedade e depressão: quando a gente nega a vida

O psicanalista Karl Abraham, contemporâneo de Freud, escreveu o seguinte, em 1911, no artigo “Notas sobre a investigação e tratamento psicanalíticos da insanidade maníaco-depressiva e condições relacionadas”:

“Todo estado neurótico de depressão, assim como todo estado neurótico de ansiedade, com o qual se encontra intimamente relacionado, contém uma tendência para negar a vida”.

Esse é o arremate final de uma breve meditação que Abraham faz sobre a gênese da ansiedade neurótica e da depressão.

Ao tratar da primeira, ele recorre à tese original que Freud propôs para explicar os estados ansiosos de caráter patológico:

A tese de que a ansiedade neurótica seria resultante de uma repressão dos impulsos.

A experiência clínica do pai da Psicanálise mostrou a ele que, ao erguerem dentro de si rígidas barreiras contra os próprios impulsos, os neuróticos passam a encará-los como ameaçadores e perigosos e, desta forma, se sentem ansiosos.

Podemos dizer, então, que um estado neurótico de ansiedade brota de uma defesa contra a própria espontaneidade e, portanto, contra a vida.

Quanto à depressão, Abraham propõe uma tese inspirada nas ideias de Freud sobre a melancolia:

Uma pessoa se deprime quando, ao invés de reprimir seus impulsos, simplesmente desiste de tentar satisfazê-los.

Devido a uma dificuldade particular de reconhecer a presença do ódio e da agressividade dentro de si, o deprimido não se sente amado, por um lado e, por outro, se sente incapaz de amar.

Projetando sua agressividade no outro, ele se sente alvo da hostilidade alheia.

Ao mesmo tempo, com medo de acabar expressando seu ódio na relação com o outro, o deprimido tira o seu time de campo e desiste de amar.

Vemos que tanto na ansiedade neurótica quanto na depressão, o resultado, como diz Abraham, é uma negação da vida em toda a sua pulsação e intensidade.

O ansioso nega a vida estabelecendo uma ditadura moralista no interior de si mesmo.

O deprimido nega a vida desistindo de entrar em campo pelo medo de se machucar e de fazer falta no adversário.


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[Vídeo] O medo é condição da coragem

Ao contrário do que muita gente pensa, o medo não é necessariamente um obstáculo intransponível para o alcance de objetivos.


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[Vídeo] ANSIEDADE: porta-voz de uma guerra interior

A ansiedade não é um problema em si. Quando aparece de forma crônica e excessivamente intensa, costuma ser o arauto de severos conflitos internos.

Você se sente ansioso com muita frequência?


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[Vídeo] Vivendo na correria para correr de si

Muita gente vive num estado crônico de excesso de atividade sob a alegação de que a vida moderna é assim mesmo. Será? Não raro essa correria toda não passa de uma tentativa desesperada de fugir de certas realidades interiores dolorosas.


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