Esta é uma pequena fatia da aula “Terapia psicanalítica de casais: uma introdução” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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— Ele só pensa nele e no trabalho, Jordana. Eu não aguento mais ser viúva de marido vivo.
Milena cruzou os braços e olhou para o chão.
Jonas balançava a cabeça, inconformado.
— Quer responder, Jonas? — perguntou Jordana, a psicanalista que atendia o casal.
O comerciante olhou para a esposa e disse:
— É inacreditável, Milena… Então, todo o esforço que eu faço lá na loja para proporcionar uma vida confortável para você e os meninos é egoísmo?
— Até parece que você faz isso por nós! Pare de se enganar! Seu negócio é querer ganhar cada vez mais dinheiro, igualzinho ao papai…
Nesse momento, Jordana questionou:
— Igualzinho ao papai? Como assim, Milena?
— Papai também só vivia para o trabalho. Eu quase não via ele em casa.
Sentindo-se injustiçado, Jonas disse:
— Não tem nada a ver, Jordana. O pai dela gastava todo o dinheiro que ganhava em jogo. Chegou a deixar a família passar necessidade. Eu nunca faria isso!
A analista interveio:
— Não é exatamente esse o ponto da comparação, Jonas. Mas é interessante que você tenha entendido dessa forma. Podemos explorar isso em outro momento. Agora, acho importante entendermos o pano de fundo da queixa da Milena.
Voltando-se para a esposa, Jordana disse:
— Parece que a dedicação tão intensa do Jonas ao trabalho ativa em você as frustrações que tinha quando criança em relação ao seu pai. E talvez essa dor pela ausência paterna na infância acabe amplificando a dor que você sente na relação com o Jonas.
Na sequência, virou-se na direção do marido e disse:
— Então, Jonas, perceba que a dedicação ao trabalho, que você vê como sacrifício e empenho pela família, a Milena enxerga como abandono afetivo, por conta da história de vida dela. São duas perspectivas totalmente divergentes, mas ambas são válidas e legítimas. Nenhum dos dois está errado.
Isso é terapia psicanalítica com casais.
O objetivo não é decidir quem tem razão nem dizer como o casal deve agir.
É ajudar os parceiros a compreenderem o funcionamento psíquico um do outro.
Eu explico isso de forma mais aprofundada e detalhada na aula “Terapia psicanalítica de casais: uma introdução”, publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.
Lá você encontra mais de 400 aulas para estudar psicanálise de forma profunda e aplicável à vida real.
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “O OBSESSIVO E A HISTÉRICA: CASAL (IM)PERFEITO”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Neste terceiro recado rápido, falo sobre um fenômeno muito comum nos relacionamentos amorosos: a transferência para o(a) parceiro(a) de expectativas, demandas e necessidades que não foram satisfeitas na infância. Isso acontece porque a profundidade do vínculo que estabelecemos com a pessoa amada é tão grande quanto aquela que se faz presente na relação entre pais e filhos. Assim, a pessoa que está conosco acaba tornando-se a destinatária de queixas que originalmente foram dirigidas às figuras parentais.