Desejo revoltado


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[Vídeo] Entenda por que a Psicanálise funciona

Sim, fazer Psicanálise funciona. A terapia psicanalítica é eficaz no tratamento de problemas emocionais. Mas você sabe como funciona a “mecânica” do processo analítico? Neste vídeo, explico isso de forma resumida. Confira!


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Por que a Psicanálise dá tanto peso à infância?

Há terapeutas que dizem expressamente para seus pacientes que trabalharão exclusivamente com o presente, com o “aqui e agora”.

Eles entendem que o passado não tem muito peso na vida do sujeito e que o mais importante são as escolhas que a pessoa faz no presente.

Assim, quando o paciente começa a falar muito do que aconteceu em sua história, o terapeuta trata de censurá-lo e dizer que ele deve se focar no presente.

Não, não é meme.

Eu já ouvi mais de uma pessoa me relatando ter passado por tal experiência em psicoterapia.

Um psicanalista jamais adotaria essa atitude de desprezo ao passado e supervalorização do presente.

Todo o mundo sabe que a Psicanálise dá um peso enorme àquilo que aconteceu com o sujeito na infância.

E isso não acontece por acaso.

Se os psicanalistas dão tanta ênfase à infância é por saberem que é muito mais difícil lidar com os desafios da vida nessa época.

Explico:

Na infância, estamos muito vulneráveis ao que acontece no ambiente por ainda sermos muito dependentes dele.

É o que eu costumo dizer em algumas aulas:

Um adulto que se sente oprimido em seu relacionamento pode simplesmente decidir sair dele.

Por outro lado, uma criança que esteja sendo agredida ou abusada pelos pais, não tem escolha. Ela terá que permanecer na relação com eles independentemente da sua vontade.

Entenderam, colegas existencialistas? A gente pode até conceder que os adultos escolhem o rumo de suas vidas. Não acho que seja bem assim, mas tudo bem…

Já as crianças, na maioria das vezes, não têm essa possibilidade de escolha.

A essa condição de vulnerabilidade e dependência, soma-se ainda o fato de que a criança possui um Eu ainda muito frágil e inconsistente.

Isso faz com que os pequenos tenham dificuldade para lidar com conflitos, sobretudo aqueles relacionados aos impulsos sexuais, sem utilizarem mecanismos de defesa patológicos.

Aquilo que um adulto encararia com naturalidade ou, no máximo, um leve desconforto, a criança pode enxergar como algo aterrorizante.

O problema é que as marcas desse modo infantil de encarar a vida não desaparecem apenas com o passar do tempo.

Podem permanecer em nós por décadas e décadas, provocando sintomas, inibições e ansiedades…


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Do medo da própria bagunça interior nasce a paixão neurótica pela coerência

No texto “A Questão da Análise Leiga”, de 1926, Freud diz o seguinte:

“O ego é uma organização caracterizada por uma tendência muito marcante no sentido da unificação, da síntese. Essa característica falta ao id; está, como poderíamos dizer, ‘toda em pedaços’; seus diferentes anseios perseguem suas próprias finalidades independentemente e sem levar em conta uns aos outros”.

Isso está entre as páginas 191 e 192 da Edição Standard Brasileira de 1996 das obras de Freud.

Nesse trecho, o autor está chamando nossa atenção para o fato de que, nas regiões mais profundas da alma (o id) todos nós somos incoerentes, ambíguos, ambivalentes e contraditórios.

Não se deve esquecer essa realidade porque, como Freud diz, o ego, isto é, a imagem que construímos de nós mesmos, tem uma tendência para a síntese.

Isso significa que a gente não suporta muito conviver conscientemente com a ideia de que podemos amar e odiar ao mesmo tempo uma pessoa, por exemplo.

O ego é aristotélico. Para ele, A só pode ser A; não dá para ser A e B ao mesmo tempo.

Talvez isso explique porque muitas pessoas tendem a enxergar a bissexualidade manifesta como homossexualidade enrustida.

Do ponto de vista egoico, a coexistência numa mesma pessoa de um desejo hétero e outro homossexual representa uma contradição que não pode ser admitida.

Nesse sentido, podemos pensar a neurose como sendo um tipo de adoecimento emocional derivado de um apego excessivo do sujeito ao próprio ego.

O neurótico está o tempo todo polindo e lustrando a imagem de si a fim de retirar dela qualquer “impureza”, qualquer coisinha que comprometa sua organização.

Assim, aquela pobre moça histérica precisa criar uma dor nas pernas para expressar o desejo de pegar o cunhado. Anseio que não se encaixa na imagem de santinha que ela tem de si.

Assim também aquele senhor obsessivo precisa se manter o tempo todo preOCUPADO para esconder do próprio ego o ódio que alimenta desde a infância pela mãe.

Na saúde, em contrapartida, o ego se apresenta mais permeável ao caos dionisíaco do id.

Na saúde, não temos medo da contradição, da incoerência e da ambiguidade.

Gozamos da liberdade de amar e odiar.

Ao mesmo tempo.


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A passagem da primeira para a segunda tópica em Freud

Gosto muito de falar sobre essa mudança na teoria freudiana porque ela representa um ótimo “Cala a boca!” para aqueles que insistem na ladainha de que a Psicanálise não é científica.

A mudança na forma como concebia o aparelho psíquico mostra que Freud sempre esteve disposto a mudar suas ideias conforme ia fazendo novas descobertas.

Para quem não sabe, “tópica” é o termo que a gente costuma usar na Psicanálise para designar o tipo de concepção de mente com que Freud trabalhava.

Há várias formas de pensar o funcionamento da alma humana. Freud ESCOLHEU utilizar uma analogia ESPACIAL para fazer isso.

Assim, ele concebia a mente como uma espécie de terreno dividido em regiões específicas. Daí o termo “tópica” (do grego “topos”: lugar).

Inicialmente, Freud entendia que a alma teria basicamente 3 “regiões” onde estariam distribuídas as representações mentais:

Na região mais afastada, o Inconsciente, separada das outras por um imenso muro de censura, estariam as ideias que a pessoa foi reprimindo ao longo da vida.

Outra região seria o Pré-consciente, sede das ideias que, temporariamente estão inconscientes, mas podem, a qualquer momento, adentrar a terceira e última parte do terreno, a menorzinha, chamada Consciente.

Por que Freud achou que precisava de outro modelo de mente se esse se mostrou tão útil durante vários anos?

Porque ele percebeu que não são só as ideias reprimidas que perderam a possibilidade de acesso à consciência.

Freud sacou que certos pensamentos que mantinham determinadas ideias em estado de repressão também eram inconscientes.

Isso significa que esses pensamentos estavam localizados na região do Inconsciente?

Ai é que tá! A resposta é: não.

Eles não poderiam estar no Inconsciente porque nessa região só entram ideias reprimidas e esses pensamentos não foram reprimidos.

Então onde eles estariam situados?

A busca por uma resposta para essa pergunta é o que levará Freud a formular a famosa segunda tópica, que dividiu o aparelho psíquico em id, ego e superego.

Mas isso é assunto para outra postagem…


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A gente faz Psicanálise para descansar

A vida exige de todos nós a criação de máscaras.

É impossível sobreviver socialmente sendo 100% espontâneo o tempo todo.

A gente aprende isso desde muito cedo, logo na primeira infância, quando descobrimos que o mundo é cheio de regras e padrões que precisam ser obedecidos.

Assim, aprendemos que frequentemente será necessário conter nossos impulsos e tendências naturais por trás de uma máscara que nos permita interagir socialmente.

Por outro lado, determinadas circunstâncias da vida podem levar alguns indivíduos a sufocarem sua espontaneidade de forma excessiva.

Por conta disso, eles passam a se IDENTIFICAR COMA PRÓPRIA MÁSCARA, esquecendo-se de que ela é tão somente uma “ferramenta” de sobrevivência social.

Mas sufocar os próprios impulsos e tendências naturais dá muito trabalho e, cedo ou tarde, a pessoa começa a se cansar de fazer tamanho esforço o tempo todo.

É geralmente quando bate esse cansaço e começam a aparecer fenômenos como sensação de vazio, crises de ansiedade e falta de interesse pela vida, que o sujeito considera procurar ajuda.

Se porventura ele se encontrar com um psicanalista, terá a oportunidade, talvez pela primeira vez em sua história, de finalmente DESCANSAR.

Numa terapia psicanalítica, essa pessoa será convidada a abandonar sua máscara e colocar em palavras, num contexto seguro e confiável, a espontaneidade que até aquele momento vinha sufocando dentro de si.

Ao buscar ajudar pessoas a se reencontrarem consigo mesmas e não a se moldarem a parâmetros externos, a Psicanálise muitas vezes funciona como uma estação de repouso para aqueles que estão “cansados e sobrecarregados” de sustentar o peso de suas máscaras farisaicas.


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[Vídeo] O Id não é um capetinha

Neste vídeo: entenda por que a comparação entre o Id freudiano e um “capetinha” é neurótica e prova de ignorância.


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[Vídeo] Seus problemas emocionais são mensagens do Inconsciente

Neste vídeo: entenda por que você não deveria “ler” e compreender seus problemas emocionais ao invés de simplesmente querer eliminá-los.


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O sintoma é uma mensagem que eu envio para mim mesmo.

Estamos acostumados a olhar para nossas formas de adoecimento emocional como problemas a serem solucionados ou obstáculos a serem superados.

A Psicanálise, contudo, nos ensina a enxergar nossos sintomas como mensagens.

Ora, toda mensagem pressupõe um emissor e um receptor. No caso do sintoma, essas duas posições são ocupadas pela mesma pessoa, a saber: nós mesmos.

Em outras palavras, você é, ao mesmo tempo, o emissor e o receptor da mensagem veiculada pelo sintoma.

Mas, Lucas, por que eu mandaria uma mensagem para mim mesmo?

Ora, a gente só manda mensagem para quem está distante. Não faz sentido mesmo enviar um “zap” para quem está ao meu lado. Afinal, eu poderia simplesmente falar diretamente com a pessoa.

Nesse sentido, quando digo que o sintoma é uma mensagem que enviamos para nós mesmos, isso significa que entre eu como emissor e eu como receptor existe uma distância.

Sim! O eu emissor é aquilo que, em Psicanálise, a gente chama de Inconsciente, ao passo que o eu receptor poderia ser chamado de “ego” (só para não confundir com o termo “eu”).

O Inconsciente está o tempo todo expressar os desejos que nele habitam, mas tais desejos geralmente não conseguem chegar até o ego por conta do muro de censura que o próprio ego ergueu entre ele e o Inconsciente. É essa parede a responsável pela distância entre o eu emissor (o Inconsciente) e o eu receptor (ego).

Assim, o Inconsciente é obrigado a codificar os desejos, transformando-o em mensagens, pois somente dessa forma eles conseguem ultrapassar a distância estabelecida pela censura.

O problema é que o ego (eu receptor) não consegue decodificar adequadamente tais mensagens, acreditando que elas significam X, quando, na verdade, expressam Y.

É por isso que a Psicanálise não trabalha com a proposta de eliminar os sintomas do paciente pura e simplesmente. Por considerá-los como mensagens do Inconsciente, o analista ajuda seus analisantes a aprenderem o código do Inconsciente a fim de capacitá-los a compreender as mensagens do eu emissor.


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[Vídeo] Entenda o conceito de IDENTIFICAÇÃO em Psicanálise

Neste vídeo: entenda de forma clara, simples e didática o conceito de identificação em Psicanálise e conheça as 3 modalidades de identificação descritas por Freud em “Psicologia das Massas e a Análise do Eu”.


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O Eu não é só um outro

Não podemos reduzir o conceito de Eu em Psicanálise apenas a essa dimensão que passou a ser etiquetada (volto a dizer: por influência da própria Psicanálise) como “ego”. De fato, Freud apresenta o Eu, por um lado, como uma instância psíquica constituída mediante a identificação com outras pessoas. Essa é a dimensão imaginária do Eu, resultante de uma mescla das imagens de diferentes pessoas que passaram pelas nossas vidas e que foram objeto de nosso investimento amoroso. Mãe, pai, tios, avós, amigos, professores, parceiros amorosos, enfim, todas essas pessoas podem ser alvos de nossas identificações e acabarem sendo incorporadas em maior ou menor grau naquilo que denominamos de nossa “identidade”. Em parte, o que chamamos de Eu é uma colagem de traços de diferentes pessoas.

Mas o Eu não é só isso. Freud deixa muito claro em seus escritos que o Eu é também a própria pessoa em sua condição de sujeito, ou seja, de agente da própria vida. É o Eu entendido nesse sentido que o pai da Psicanálise entende que precisa ser fortalecido pela terapia psicanalítica. Trata-se do Eu autoconsciente que pode, inclusive, tomar a sua própria identidade (o Eu no primeiro sentido) como objeto de reflexão. Quando dizemos, por exemplo: “Eu sou uma pessoa tímida”, podemos ver claramente essas duas facetas do Eu: por um lado o Eu sujeito que olha para si e é capaz de se descrever e, por outro, o Eu objeto, ou seja, o eu no sentido da imagem de si (“pessoa tímida”).

Leia o texto completo aqui.


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Entenda o que são id, ego e superego

Importante dizer que essas três palavras são os termos em latim para as expressões alemãs Es (isso), Ich (eu) e Über-Ich (acima-do-eu) que foram originalmente utilizadas por Freud.

Id (isso/Es) foi o nome que Freud deu para a nossa mente em sua versão ORIGINAL. Como assim, Lucas? Explico: no começo da vida, a nossa mente é basicamente composta por IMPULSOS que buscam descarga. Pense num bebezinho, por exemplo, ávido por saciar nos seios da mãe a sua fome e o seu tesão de chupar.

À medida que a gente vai crescendo e interagindo com as pessoas e a realidade, vai se construindo nessa mente original (que é o Id) uma espécie de “camada” dotada de autoconsciência, capacidade de suportar frustração, que pensa racionalmente, ou seja, que não busca descarregar cegamente os impulsos. Essa parte da mente mais ou menos adaptada à realidade é o que Freud chamou de ego (eu/Ich).

Lucas, mas depois que o ego se forma, o id deixa de existir? Não. O id permanece sendo a dimensão primitiva, impulsiva, selvagem da nossa mente, mas que agora sofre a oposição do seu filho ego, já que esse trabalha com os critérios da realidade e da sociedade, os quais, frequentemente se opõem à satisfação imediata dos impulsos do id.

E o superego (acima-do-eu/Über-Ich)? Se o ego é uma parte do id original, o superego é uma parte do ego. Esse, por sua vez, é construído com base na identificação do sujeito com pessoas com quem convive (“Tal pai, tal filho”). Só que dentre essas pessoas, existem algumas que exercem AUTORIDADE sobre a criança, ou seja, pessoas que estão ACIMA dela. Tais autoridades ganharão um lugar especial na formação do seu ego. Esse lugar especial é o superego. Dito de forma simples: o superego é o produto da internalização das figuras de autoridade no ego. Mas tem um detalhe: a gente só internaliza o aspecto vigilante, ameaçador e punitivo dessas figuras de autoridade. Por isso, o superego funciona não exatamente como um pai, mas como um CARRASCO do ego.

E aí, essa explicação te ajudou a entender melhor esses conceitos?


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[Vídeo] Como id, ego e superego se relacionam?

Quer saber como interagem as três instâncias da segunda tópica do aparelho psíquico de Freud? Então, assista a esse vídeo. Spoiler: o ego está na posição nada confortável de mediador de conflitos.

Aprofunde-se:

[Vídeo] O que é o ego em Psicanálise?

Neste vídeo você entenderá de uma vez por todas o conceito de ego em Psicanálise.

Este é o segundo episódio da série em que explico a segunda tópica do aparelho psíquico de Freud. P. S.: Houve um pequeno problema de sincronização entre o áudio e o vídeo a partir do minuto 12, mas isso não comprometeu a explicação. Desculpem!

[Vídeo] Entenda (FINALMENTE) o conceito de id em Psicanálise

Neste vídeo você irá finalmente aprender o que é esse tal de id sobre o qual tanto se fala em Psicanálise. Trata-se da primeira parte de uma série em que pretendo explicar toda a segunda tópica de Freud em idioma humanês.