Por que muitas pessoas fogem de situações de conflito?

Muitas pessoas fogem de situações de conflito assim como o diabo foge da cruz.

Às vezes, não é sequer necessário que o embate em questão as envolva diretamente.

O que elas tanto temem? Por que se sentem tão ameaçadas em situações de contenda?

Na minha experiência clínica, esse tipo de ansiedade patológica sempre aparece vinculada a um vigoroso processo de repressão da agressividade iniciado na infância.

Não raro, pessoas que temem o conflito foram crianças incentivadas direta ou indiretamente a SUFOCAREM seus impulsos agressivos e a encará-los como PERIGOSOS.

Utilizo aqui a expressão “impulsos agressivos” para designar, por exemplo, a vontade da criança de ofender sua professora quando recebe algum tipo de reprimenda ou punição.

Numa situação como essa, por mais que considere justa a advertência, qualquer criança saudável sentirá ódio pela docente e conceberá naturalmente inocentes fantasias de vingança contra ela.

Pois bem: é esse movimento espontâneo de agressividade que a pessoa que teme conflitos foi levada, na infância, a bloquear e a avaliar como perigoso.

De acordo com minha experiência clínica, isso geralmente é o resultado de um dessas duas situações típicas:

Situação 01: Um dos pais (ou ambos) censurava ou, no mínimo, desencorajava (de forma direta ou indireta) qualquer expressão de agressividade, levando o sujeito a internalizar essa “proibição”.

Situação 02: Um dos pais (ou ambos) expressava sua própria agressividade de forma muito violenta, levando o sujeito a desenvolver um medo dos impulsos agressivos.

Ora, se uma pessoa cresce bloqueando sua agressividade e considerando-a como uma coisa má, é natural que ela fuja de contextos em que a hostilidade é colocada em cena.

E é exatamente isso o que acontece em situações de conflito!

Na terapia psicanalítica, ajudamos o sujeito a vencer sua resistência em relação aos impulsos agressivos oferecendo a ele um ambiente seguro e receptivo para se expressar.

Dessa forma, a pessoa deixa de olhar para a agressividade como um perigo interno e passa a enxergá-la como um recurso saudável para lidar com as INEVITÁVEIS situações de conflito.


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[Vídeo] Como você lida com sua agressividade?

Para ser vivenciada de forma saudável, ou seja, não-violenta, a agressividade precisa estar integrada ao conjunto da personalidade. Quando isso não acontece, ela é experimentada como uma força estranha, incontrolável.


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Você tem medo da sua agressividade?

Todos nós somos naturalmente dotados de impulsos agressivos.

Por um lado, eles nos ajudam no processo de defesa contra a agressão alheia.

Por outro, proporcionam uma satisfação intrínseca ao serem expressos.

Para ser vivenciada de forma saudável, ou seja, não-violenta, a agressividade precisa estar integrada ao conjunto da personalidade.

Isso significa que o indivíduo precisa encarar seus impulsos agressivos como RECURSOS PESSOAIS dos quais pode usufruir quando precisa.

Quando a agressividade não está integrada, ela é vivenciada como uma força estranha, incontrolável, que invade o sujeito de vez em quando (ou de vez em sempre…).

Pessoas que estão nessa situação frequentemente encaram seus impulsos agressivos como perigosos e, assim, tentam se proteger deles.

O indivíduo tem a impressão de que em seu interior habita um monstro raivoso que precisa ser permanentemente controlado e reprimido.

Por essa razão, a pessoa se torna extremamente passiva e submissa na relação com outros.

Com efeito, ela precisa estar sempre evitando conflitos, botando panos quentes e se sujeitando ao desejo alheio para não se sentir tentada a cutucar o “monstro interior”.

Quando está integrada ao conjunto da personalidade, a agressividade não é vista como algo ameaçador, mas como um elemento utilitário e enriquecedor.

Elemento que ajuda o sujeito se posicionar, se expressar assertivamente e afirmar seus interesses frente à realidade.

A integração dos impulsos agressivos é um processo que normalmente acontece nos primeiros anos de vida e depende fundamentalmente do ambiente no qual o indivíduo está crescendo.

Crianças que convivem desde muito cedo com pais violentos, por exemplo, podem ser levadas a encarar a agressividade como uma realidade ameaçadora e perigosa.

Elas começam temendo a violência que percebem à sua volta e acabam desenvolvendo um medo dos seus próprios impulsos agressivos que, como eu disse acima, são NATURAIS.

A agressividade temida e não integrada normalmente é mantida em estado de repressão durante a maior parte do tempo, mas, eventualmente, pode se manifestar de forma abrupta, descontrolada e violenta.


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[Vídeo] “NÃO CONSIGO ME PERDOAR”: psicanalista explica de onde vem a culpa crônica

Neste vídeo: entenda como os ataques do superego e a repressão da agressividade estão na gênese da dificuldade que algumas pessoas possuem de se perdoarem.


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