Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da aula “Natal e ano novo: gatilhos emocionais”, que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da Confraria Analítica.
Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Estamos nos aproximando daquela época do ano que teoricamente deveria ser fonte de alegria, mas que muita gente vivencia com certo mal-estar.
É o período das chamadas “festas de fim de ano”, Natal e Réveillon.
Na caixa de um famoso panettone com gotas de chocolate se lê: “O Natal é tempo de estar em família…”.
Na televisão circulam anúncios de programas especiais e se repete aquela velha musiquinha que ninguém suporta mais: “Hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa…”.
Alegria, celebração, confraternizações, euforia. Por toda parte.
Quem não compartilha desse clima festivo pode se sentir um peixe fora d’água:
“O que há de errado comigo? Por que não consigo ficar tão feliz como todo mundo?”.
Não, não é só você, meu caro, minha cara.
Existe toda uma multidão de pessoas que não recorre a essa defesa maníaca que a cultura nos convida a utilizar nestes últimos dias do ano.
— Defesa maníaca, Lucas? Como assim?
Defesa maníaca é como chamamos, em Psicanálise, o uso da alegria, da animação, da excitação para mascarar e compensar afetos dolorosos.
De fato, Natal e Réveillon são duas datas que tendem a evocar em nós memórias e constatações que não são nada agradáveis:
Os rituais natalinos de trocar presentes e se reunir em família evocam a infância que perdemos (ou que nunca tivemos).
Evocam também nossos inevitáveis (e às vezes traumáticos) problemas familiares.
O Réveillon, por sua vez, traz consigo a dolorosa constatação de que “o tempo está passando” e de que não sabemos o que o futuro nos reserva.
Pense, por exemplo, na passagem de 2019 para 2020. Desejamos “Feliz ano novo!” uns para outros sem ter a menor ideia de que uma pandemia estava para nascer.
Tudo isso faz com que seja bastante compreensível que muitas pessoas vivam esses últimos dias do ano com certa tristeza e uma boa dose de angústia.
É que talvez elas enxerguem o “lado b” desse período festivo — o que não as torna moralmente superiores, que fique bem claro.
Elas só não conseguem usufruir da defesa maníaca fornecida pela cultura.
Se você consegue, aproveite! Boas festas!
Se esse texto fez sentido para você, quero te dizer que eu aprofundo essa reflexão em uma aula recém-publicada na Confraria Analítica, intitulada “Natal e ano novo: gatilhos emocionais”.
Nela, eu falo com mais profundidade sobre como as festas de fim de ano podem funcionar como gatilhos para afetos dolorosos que muitas vezes ficam encobertos por esse clima de euforia socialmente esperado.
Também abordo o que costuma acontecer na relação entre pacientes e terapeutas nesse período em que muitos profissionais entram em recesso, e como esse intervalo pode reativar fantasias de abandono, dependência ou rejeição.
Por fim, discuto a função defensiva das chamadas “resoluções de ano novo” e por que, na maioria das vezes, elas não funcionam.
Ao assinar a Confraria Analítica, você tem acesso imediato a essa aula e a um acervo com mais de 600 horas de conteúdo em teoria psicanalítica, pensado para quem quer compreender melhor a si mesmo e aos outros, sem respostas fáceis e sem promessas vazias.
Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da aula especial “O NATAL: UMA INTERPRETAÇÃO PSICANALÍTICA”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Você já reparou que muitas pessoas experimentam tristeza e mal-estar durante esse período de Natal? Talvez você seja até uma delas.
Podemos pensar em diversos fatores que podem estar na origem dessa reação negativa à festividade natalina.
Um deles, por exemplo, poderia ser a forte associação entre o Natal e os vínculos familiares, os quais, não raro, podem ser fonte de sofrimento para muitos indivíduos.
A Psicanálise, evidentemente, não desconsidera a importância desses fatores contextuais, mas busca trazer à luz outros elementos motivacionais menos óbvios.
O psicanalista norte-americano Jule Eisenbud escreveu em 1941 um artigo chamado “Negative Reactions to Christmas” em que relata o caso de duas pacientes que tinham forte aversão ao período natalino.
O processo terapêutico revelou que a reação negativa ao Natal em ambos os casos estava associada a um profundo ressentimento que as duas mulheres conservavam desde a infância.
Com efeito, quando crianças, as pacientes haviam desejado receber um pênis de presente do Papai Noel para rivalizarem com seus respectivos irmãos — anseio que, obviamente, jamais se realizou.
Esses dois casos apresentados por Eisenbud mostram que a aversão ao Natal pode estar relacionada a experiências individuais desagradáveis vividas no contexto natalino.
Mas será que o próprio conteúdo dessa festividade pode ser um dos fatores que condicionam nossas reações a ela?
Por “conteúdo” da festividade me refiro aos elementos típicos que envolvem o Natal.
Por exemplo, a sua motivação primária (a celebração do nascimento de Cristo), o costume de trocar presentes, a lenda do Papai Noel etc.
Será que esses elementos expressam simbolicamente algum significado oculto que, por sua vez, pode influenciar a forma como emocionalmente nos relacionamos com o Natal?
O psicanalista austríaco Richard Sterba (1898-1989) acreditava que sim.
Por isso, em 1944 ele escreveu um textinho chamado “On Christmas” no qual argumenta que a festa natalina é uma grande representação simbólica… do PARTO.
Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje a AULA ESPECIAL “O Natal: uma interpretação psicanalítica” em que comento esse artigo do Sterba.
Te vejo lá!
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.