Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Há alguns anos, a palavra “autoconhecimento” entrou na moda.
Tornou-se parte do senso comum a ideia de que deveríamos nos conhecer para melhorar nossos relacionamentos e a vida de forma geral.
O pressuposto que está na base desse pensamento é o de que ignoramos uma parte significativa da maneira como nos comportamos.
Esta premissa está correta?
É claro que sim.
Um dos maiores benefícios obtidos por quem faz psicanálise é o aumento da percepção de padrões, gatilhos e repetições.
Convidado a falar livremente sobre si, o paciente acaba se dando conta de que funciona de modo relativamente fixo em certas situações.
Então, sim, nós podemos, num primeiro momento, não ter conhecimento sobre certos aspectos de nossa personalidade e adquirir esse saber posteriormente.
Por outro lado, a experiência psicanalítica mostra que, na verdade, existem diversos elementos que nós não exatamente ignoramos, mas NOS RECUSAMOS a perceber.
É diferente…
Uma coisa é uma pessoa constatar, em terapia, que está constantemente buscando validação porque tende a achar que sempre faz tudo errado.
Isso é ganho em autoconhecimento.
Outra coisa é essa paciente perceber que sua tendência para achar que sempre faz tudo errado é resquício de uma experiência traumática que vivenciou na infância.
No primeiro caso, ela ainda não havia se dado conta da relação entre busca de validação e autocrítica simplesmente por não ter explorado essa relação — algo que só foi fazer em terapia.
Já no segundo caso, o vínculo entre a autocrítica severa e a situação vivida na infância não havia sido apenas ignorado, mas ativamente NEGADO.
Negado para manter isolada a dolorosa memória da experiência infantil.
Ou seja, inconscientemente essa mulher JÁ SABIA que uma coisa era derivada da outra. Ela só não era capaz, antes da análise, de RECONHECER essa relação.
Isso mostra que não precisamos apenas de mais autoconhecimento, mas também de autorreconhecimento — principal alvo da terapia psicanalítica.
Mapear nosso modo de funcionamento é importante, sem dúvida.
Mas a transformação profunda acontece quando atravessamos territórios internos que antes fingíamos não ver.
Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Por não terem sido suficientemente reconhecidas e paparicadas (como toda criança precisa ser no início da vida), certas pessoas se viram obrigadas a forjar uma imagem de si mesmas como NÃO MERECEDORAS. Por isso, se sentem envergonhadas ao receberem um elogio.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Há pessoas que se sentem muito bem e simplesmente agradecem com tranquilidade a quem as elogiou, sem falsa modéstia.
Via de regra, tais indivíduos vieram de uma infância em que receberam validação e investimento afetivo em quantidades suficientemente boas.
Para eles, o elogio não é visto como algo surpreendente ou injustificado, pois, quando crianças, aprenderam a amar o próprio ego e, portanto, se consideram DIGNAS de serem elogiadas.
Pessoas que não tiveram uma história infantil tão afortunada costumam ficar CONSTRANGIDAS quando recebem elogios.
Uma parte delas anseia desesperadamente por validação, justamente porque não receberam uma quantidade suficiente de investimento afetivo quando crianças.
Essa parte solta fogos de artifício quando o sujeito é elogiado, mas ela é imediatamente calada por uma outra parte do indivíduo que encara qualquer elogio como INDEVIDO.
Essa outra parte nasceu em resposta à falta de validação de que o sujeito foi vítima na infância.
Por não ter sido suficientemente reconhecida e paparicada (como toda criança precisa ser no início da vida), a pessoa se viu obrigada a forjar uma imagem de si mesma como NÃO MERECEDORA.
É por isso que tal sujeito se sente constrangido ao receber um elogio. É como se inconscientemente ele pensasse mais ou menos assim:
“Ai, meu Deus! Essa pessoa acha que eu sou isso, mas não é verdade. Estou passando uma falsa impressão. E quando ela descobrir que é tudo uma farsa? Que vergonha!”.
Como eu disse, NO FUNDO esse indivíduo se sente feliz por ter sido elogiado. Afinal, está recebendo aquilo que não teve na infância.
Todavia, ele não se permite USUFRUIR dessa felicidade; ela fica REPRIMIDA.
É como se a pessoa tivesse interpretado a FALTA de validação na infância como uma PROIBIÇÃO de se sentir validado.
Assim, ela não se sente AUTORIZADA a ficar bem quando recebe elogios.
O resultado é um intenso conflito psíquico:
Uma parte da pessoa está o tempo todo BUSCANDO elogios — para saciar a necessidade de reconhecimento não satisfeita na infância.
Mas a outra não se considera digna, autorizada, merecedora de ser elogiada.
Esse é o seu caso?
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Muitas pessoas se acostumaram, desde crianças, a validarem apenas o ponto de vista dos outros. Assim, foram desenvolvendo uma forma excessiva de empatia que as impede de considerarem os seus próprios interesses como legítimos.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.