Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Transtorno bipolar: uma visão psicanalítica” que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Naquela terça-feira, Maurício acordou com o coração acelerado.
Olhou para o celular e viu que eram só 5 e 15 da manhã.
Normalmente, ele se levantava às sete, pois precisava estar no trabalho às oito.
Naquele dia, porém, o rapaz não sentiu vontade de voltar a dormir.
Embora tivesse dormido apenas cinco horas, sentia-se incrivelmente disposto, como se tivesse descansado a noite inteira.
Por isso, decidiu se levantar e foi imediatamente para o escritório para trabalhar em seu projeto de mestrado.
Há meses havia abandonado o documento, mas, naquela terça, por alguma razão que desconhecia, sentiu vontade de retomá-lo.
Motivado e cheio de energia, ele quase finalizou o projeto em uma hora.
Comentando o episódio com Jonas, um amigo, ele disse:
— Cara, parecia que uma força tomou conta de mim. Eu não conseguia parar de escrever. As ideias vinham na minha cabeça numa velocidade impressionante!
Jonas notou que Maurício estava muito mais animado e falante do que costumava ser e achou aquilo muito estranho, pois sabia que o amigo havia perdido a namorada num acidente de carro há alguns dias.
Nos dias seguintes, o rapaz continuou dormindo pouco, mas não se sentia cansado ou sonolento.
Pelo contrário! Quanto menos dormia, mais energia parecia ter.
Seus pais chegaram a suspeitar que estivesse usando alguma substância, pois nunca o haviam visto tão entusiasmado e ativo.
Na verdade, o jovem estava vivenciando um episódio de hipomania, um estado de humor anormal que, não por acaso, apareceu logo após o falecimento da namorada.
Algumas semanas depois, Maurício virou outra pessoa: ficou tão deprimido que chegou a pensar seriamente em tirar a própria vida.
Consultando-se com uma psiquiatra, recebeu o diagnóstico de Transtorno Bipolar Tipo II.
Do ponto de vista psicanalítico, o que poderia explicar a transição abrupta entre euforia e depressão que Maurício experimentou?
A resposta está na AULA ESPECIAL publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA, a minha escola de formação teórica em Psicanálise.
O título da aula é “Transtorno bipolar: uma visão psicanalítica” e ela já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS.
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Embora não seja propriamente um conceito, a palavra “compensação” nos ajuda a entender com muita clareza uma das principais descobertas da Psicanálise.
Foram processos de compensação que Breuer, colega de Freud, vislumbrou nos sintomas de Anna O. ao criar o método catártico, embrião da terapia psicanalítica.
Se a paciente melhorava ao falar sobre sentimentos reprimidos, isso acontecia justamente porque seus sintomas eram uma forma de compensar a repressão.
Anna desenvolveu aversão a líquidos, por exemplo, por ter reprimido um sentimento de raiva ao ver o cãozinho de sua dama de companhia tomando água em um copo.
“Retorno do recalcado”: esse foi o termo técnico que Freud inventou para se referir à dinâmica psíquica que leva um sintoma a substituir uma reação reprimida.
De fato, os conteúdos que nós recalcamos (por culpa, vergonha etc.), não desaparecem nem ficam quietinhos e isolados num canto da alma.
Não! Eles retornam. Ou, pelo menos, tentam fazer isso…
Como diz o poeta, “sentimento ilhado, morto, amordaçado… volta a incomodar”.
A pressão do conteúdo reprimido para retornar à consciência nos obriga a criar algum sintoma ou inibição para compensar a repressão.
Há pessoas, por exemplo, que compensam a repressão de sua agressividade tornando-se exageradamente boazinhas e simpáticas.
Outros compensam a repressão do luto e da culpa por meio de uma alegria artificial e de um excesso de atividades e energia.
E não podemos nos esquecer daqueles que se tornam demasiadamente moralistas e rigorosos para compensar os fortes impulsos “proibidos” que reprimem.
O problema é que o recalcado pressiona tanto que os meios de compensação frequentemente se mostram insuficientes para proteger o sujeito da angústia.
Das duas uma: ou a compensação torna-se muito custosa ou começa a não funcionar, como uma faca que perdeu o fio.
Embora seja sofrida, essa experiência de fracasso pode ser muito produtiva, pois estimula a pessoa a questionar se vale a pena continuar fugindo de si mesma.
E tal indagação, por sua vez, pode acabar levando o sujeito à sábia decisão de fazer análise.
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Transtorno bipolar: critérios para o diagnóstico” que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Há muito tempo, o termo “bipolar” ultrapassou as fronteiras do mundo psi e caiu nas graças do senso comum.
Assim, frequentemente ouvimos pessoas dizerem que fulano de tal é “bipolar” porque muda de atitude ou de humor de forma abrupta.
De fato, esse uso popular do termo tem um pouco de relação com seu sentido técnico.
Contudo, é preciso deixar claro que um indivíduo não é diagnosticado com transtorno bipolar apenas por mudar de opinião com facilidade.
A expressão “transtorno bipolar” foi inventada na década de 1980 para substituir o termo “psicose maníaco-depressiva”, que vinha sendo utilizado desde o século XIX.
Assim, as duas polaridades em questão são a mania e a depressão.
Um sujeito em estado maníaco fica (aparentemente “do nada”) patologicamente “energizado”, tornando-se excessivamente eufórico ou irritável.
Essa mesma pessoa pode, alguns dias depois, ou em outro momento da vida, entrar em depressão e ficar exageradamente triste, vazia e sem vontade de viver.
A psiquiatria contemporânea especifica dois tipos de transtorno bipolar: o tipo I, mais raro, diagnosticado pela presença de apenas um episódio maníaco ao longo da vida; e o tipo II, mais prevalente, caracterizado por pelo menos um episódio hipomaníaco (uma forma mais atenuada de mania) e um episódio depressivo.
Eu decidi apresentar aos alunos da CONFRARIA ANALÍTICA, minha escola de formação teórica em Psicanálise, uma visão psicanalítica sobre essa patologia.
Antes disso, julguei necessário ministrar uma aula explorando DETALHADAMENTE os critérios utilizados pela psiquiatria para diagnosticá-la.
O título dessa aula é “Transtorno bipolar: critérios para o diagnóstico” e ela acaba de ser publicada no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS da Confraria.
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Classicamente, nós pensamos na Psicanálise como um procedimento terapêutico que permite ao sujeito fazer uma espécie de mergulho em si mesmo.
A postura mais passiva e silenciosa do analista facilitaria esse movimento introspectivo que permitiria ao paciente se redescobrir.
Tudo isso é verdade. Mas não é TODA a verdade.
De fato, a gente faz análise para SE escutar e SE enxergar.
Mas a gente também faz análise para se RELACIONAR.
Sim: embora a terapia psicanalítica não seja uma conversa comum, ela se constitui inegavelmente como uma relação entre duas pessoas.
Isso pode parecer óbvio, mas não é.
O que quero destacar é o fato de que as transformações que ocorrem com o paciente não são resultantes apenas do mergulho que ele faz em si mesmo.
Na verdade, boa parte delas pode ser atribuída às vicissitudes da relação concreta com o analista — mediadas OU NÃO por elementos transferenciais.
Diferentemente do que se acredita no senso comum, um analista jamais é completamente neutro.
Quando um paciente confessa ter uma fantasia sequissual da qual sente vergonha, ao escutá-lo em silêncio, o terapeuta não está sendo neutro.
Afinal, ao agir assim, o analista comunica ao paciente que ali, no contexto terapêutico, ele tem a liberdade de falar abertamente sobre seus desejos.
E essa mensagem implícita, por si só, já é terapêutica.
De repente, esse paciente sente vergonha de sua fantasia por ter sido criado em um contexto excessivamente moralista e repressor.
Ora, ao escutar o sujeito sem condená-lo, o analista está oferecendo a ele um NOVO contexto que, diferentemente do primeiro, não o incita à vergonha.
Portanto, se a Psicanálise é terapêutica, não é só por conta dos insights e elaborações que o paciente faz, mas também pelo próprio VÍNCULO com o analista.
Esse vínculo pode ser transformador em si mesmo, pois contrasta com os vínculos adoecedores presentes na história do paciente.
Em outras palavras, o paciente se liberta dos efeitos patológicos de relações marcadas por moralismo, opressão ou abandono ao vivenciar uma relação nova, com o analista, pautada por liberdade, confiabilidade e acolhimento.
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