[Vídeo] Dores do corpo ou dores da alma?


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[Vídeo] Quais são os seus restos infantis?


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[Vídeo] O susto como condição do trauma psíquico

Esta é uma pequena fatia da aula “ESTUDOS DE CASOS #19 – Cristina – Quando o corpo grita um luto não elaborado” que já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Não tamponar o vazio: eis o grande desafio do processo de luto

O maior desafio que se apresenta para quem perdeu uma pessoa muito amada é aprender a SUPORTAR o vazio deixado por esta perda.

Não é fácil.

Quem está de luto precisa ter por perto pessoas com as quais possa compartilhar sua dor a fim de transformá-la, por meio da narrativa, em EXPERIÊNCIA.

Assim, apoiando-se na escuta dessas testemunhas, o enlutado pode ir pouco a pouco se tornando capaz de CONVIVER com a ausência do outro.

Infelizmente, porém, nem todo o mundo que está nessa condição tem a sorte de contar com pessoas dispostas a exercer o papel de testemunhas de seu sofrimento.

Esse foi o caso de Cristina, uma paciente atendida por uma de nossas alunas na CONFRARIA ANALÍTICA, minha escola de formação teórica em Psicanálise.

Cristina teve uma perda muito significativa na infância e, pela falta de suporte familiar, acabou agarrando-se desesperadamente ao vínculo com uma amiga.

Essa amiga acabou “preenchendo” o buraco que havia na alma da paciente, o que a privou da possibilidade de elaborar o luto de forma saudável.

Os demais capítulos trágicos dessa trajetória você confere na aula especial publicada hoje na Confraria, em que comento e analiso o caso de Cristina.

O título da aula é “ESTUDOS DE CASOS 19 – Cristina: quando o corpo grita um luto não elaborado” e ela já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS.

A Confraria é hoje a maior e mais acessível escola de formação em teoria psicanalítica do Brasil.

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Essas suas dores vêm do corpo ou da alma?

Conversão: este foi o termo que Freud e Breuer escolheram para nomear um curioso fenômeno com o qual se depararam ao atender sujeitos histéricos.

Os médicos notaram que alguns problemas físicos apresentados por esses pacientes desapareciam imediatamente após uma intervenção psicoterapêutica.

Dores, paralisias e até cegueiras eram eliminadas quando os pacientes “botavam pra fora” certos sentimentos que haviam sido sufocados.

Aos poucos, Freud percebeu que se tratava de uma cura meramente temporária e que o método utilizado (o catártico) possuía uma série de limitações.

Foi essa constatação, inclusive, um dos fatores que o levaram a desenvolver a Psicanálise.

Freud, porém, guardou a preciosa lição que os pacientes histéricos lhe ensinaram acerca da gênese de seus problemas somáticos:

Tais sintomas eram formados por um processo de CONVERSÃO de questões de ordem psíquica em manifestações de natureza corporal.

É por isso que eles desapareciam mediante a terapia catártica.

Ao colocar em PALAVRAS os elementos psíquicos em jogo, o paciente não precisava mais CONVERTÊ-LOS em distúrbios físicos.

Expressando verbalmente sua indignação por VER as traições do marido, uma mulher não precisava mais recorrer à cegueira histérica de que padecia há meses.

Portanto, esses pacientes ensinaram a Freud que nosso corpo não é apenas um aparelho anatomofisiológico, mas também um… PALCO.

Sim, um palco onde podemos encenar os dramas de nossa história.

Nem sempre somos fortes o bastante para admitirmos certas linhas de pensamento que nos atravessam e, por isso, podemos usar o corpo para expressá-las.

Às vezes, por exemplo, podemos sofrer conscientemente com a perda de uma pessoa amada, mas reconhecer a profundidade dessa dor pode ser insuportável.

E aí a gente pode converter essa parte intolerável do sofrimento numa série de dores físicas, que resistem até a poderosos analgésicos.

Dores que, embora se manifestem nas pernas, nos braços, na coluna, não estão localizadas em nenhum músculo, articulação ou tecido, mas na alma…


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[Vídeo] Pessoas que se culpam por tudo


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[Vídeo] Diferenças entre a Psicanálise as terapias diretivas


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[Vídeo] O que é uma mãe suficientemente boa?

Esta é uma pequena fatia da aula “LENDO WINNICOTT 10 – A Psicanálise realmente culpabiliza as mães?” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – WINNICOTT da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Para a Psicanálise, a culpa é da mãe?

Muitos detratores da Psicanálise alegam que ela teria propagado a falsa ideia de que “a culpa [dos problemas emocionais de uma pessoa] é da mãe”.

De fato, trata-se de uma afirmação que não corresponde à verdade. Porém, é igualmente falso que os psicanalistas defendam tamanha tolice.

Mas, então, como surgiu essa fake news?

Ela decorre de uma compreensão equivocada, fruto de má-fé ou pura ignorância, de uma descoberta psicanalítica importantíssima e indiscutível:

A descoberta de que o suporte físico e emocional oferecido normalmente aos bebês nos primeiros meses de vida é indispensável  para o estabelecimento das condições básicas da vida psíquica, como a integração do self, por exemplo.

E se tal cuidado é imprescindível, isso significa, obviamente, que sua ausência pode comprometer seriamente o desenvolvimento emocional.

É claro que os danos ao bebê podem variar de intensidade e estar associados a outros fatores, mas, em algum grau, tendem a ocorrer.

Ora, em 99,9% dos casos, quem oferece o suporte é a própria mãe.

Logo, quando o bebê o recebe de maneira insuficiente (o que, diga-se de passagem, não é comum), podemos dizer tranquilamente que houve uma falha no cuidado materno.

Isso não significa culpabilizar a mãe, até porque tal falha pode ter acontecido por motivos que estão fora de seu controle, como uma depressão pós-parto, por exemplo.

Quer entender isso melhor?

Então, assista à AULA ESPECIAL publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.

Nela, eu comento trechos do artigo “A mãe dedicada comum”, de Winnicott, em que o autor explica por que reconhecer os efeitos patogênicos de falhas no cuidado materno não é o mesmo que atribuir culpa às mães.

O título da aula é “LENDO WINNICOTT #10 – A Psicanálise realmente culpabiliza as mães?” e ela já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – WINNICOTT.

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Por que algumas pessoas se culpam por tudo?

De vez em quando, na clínica, a gente se depara com pacientes que sofrem do que eu chamaria de “tendência à autoculpabilização”.

São pessoas que costumam se sentir culpadas por qualquer infortúnio que lhes aconteça, mesmo que não tenham feito absolutamente nada para provocá-los.

Trata-se de um padrão diametralmente oposto ao do vitimismo, que é a tendência a achar que a culpa dos próprios problemas é sempre do outro.

Considerando que a culpa é um afeto extremamente desagradável, é fácil compreender a motivação dos vitimistas:

Eles querem justamente evitar o desprazer de se sentirem culpados.

Mas como entender a tendência à autoculpabilização?

Se sentir culpa é tão ruim, por que será que algumas pessoas tendem a se culpar tanto? Masoquismo?

Não.

É que o sentimento de culpa vem sempre acompanhado de uma ideia falsa, mas muito satisfatória, especialmente para pessoas inseguras:

A ilusão de que elas podem ter controle sobre tudo.

Veja o caso da Taís, por exemplo.

Ela é uma dessas pessoas com propensão a se julgarem sempre culpadas.

Recentemente, a moça descobriu que o namorado a traiu com sua melhor amiga.

E a primeira coisa que lhe passou pela cabeça ao saber disso foi:

“O que será que eu fiz para que ele me traísse?”

A seguir, começou a pensar nas raras ocasiões em que tratou o rapaz com impaciência ou não quis atender a um pedido dele.

— Acho que se eu tivesse sido mais companheira, isso não teria acontecido, disse ela, aos prantos, em uma de suas sessões de análise.

Perceba como sentir-se culpada fez Taís imaginar que poderia ter evitado a traição do namorado se tivesse agido de forma diferente.

Ou seja, a culpa levou a jovem a acreditar que tinha CONTROLE sobre a situação, que o comportamento do namorado era determinado pelas ações dela.

Pensar assim lhe dá a esperança de que, no próximo relacionamento, “se fizer tudo direitinho”, conseguirá evitar um desfecho semelhante.

Conclusão: se culpar por tudo é uma forma de alimentar a ilusão de onipotência — o sonho dourado de toda pessoa insegura…


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[Vídeo] Três tipos de projeção


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[Vídeo] Não seja um terapeuta palpiteiro!


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[Vídeo] Pontuação não é recomendável no tratamento da psicose

Esta é uma pequena fatia da aula “Clínica lacaniana das psicoses (II): tratamento” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – LACAN da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Clínica lacaniana das psicoses

De um ponto de vista lacaniano, o tratamento psicanalítico da neurose visa fundamentalmente suscitar um processo de DESESTABILIZAÇÃO.

Com efeito, na neurose, o sujeito encontra-se excessivamente ESTABILIZADO em função do forte apego que tem ao seu eu ideal.

Esse apego o leva a rechaçar as dimensões de seu psiquismo que são incompatíveis com a imagem idealizada que tem de si mesmo.

E são justamente essas dimensões rechaçadas que estão na origem dos problemas emocionais que levam o neurótico a buscar ajuda.

É por isso que o analista precisa desestabilizar o sujeito: para estimulá-lo a sair deste estado de alienação e se abrir para o encontro com suas outras facetas.

Por outro lado, quando estamos trabalhando com um paciente psicótico, a análise precisa caminhar na direção oposta, ou seja, rumo à estabilização.

Afinal, na psicose falta essa espécie de centro gravitacional com o qual o neurótico pode contar para fugir de si mesmo.

No psicótico, ao invés deste centro, existe um buraco. Por isso, ele encontra-se num estado de errância, de desorientação fundamental.

Nesse sentido, o tratamento lacaniano da psicose deve ter como objetivo ajudar o sujeito a construir algo que funcione como um suplemento para essa lacuna.

Se, na neurose, o trabalho visa desestabilizar, na psicose precisamos ajudar o sujeito a encontrar caminhos para a estabilização.

— Ok, Lucas, mas, na prática, como isso acontece? O que o analista, na perspectiva lacaniana, deve e não deve fazer com pacientes psicóticos?

Eu respondo justamente essas perguntas na aula especial que foi publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA, a minha escola de formação teórica em Psicanálise.

O título dela é “Clínica lacaniana das psicoses (II): tratamento” e está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – LACAN.

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3 tipos de projeção: neurótica, borderline e psicótica

A projeção é um dos mecanismos de defesa que mais utilizamos.

Ela consiste na crença de que um determinado processo psíquico que ocorre em mim está, na verdade, acontecendo em outra pessoa.

Eu especificaria três níveis de projeção, que variam conforme o grau de certeza que a pessoa tem em relação ao que está sendo projetado.

Na projeção NEURÓTICA, o sujeito possui apenas uma impressão de que o outro apresenta o conteúdo que ele está projetando.

Elias, por exemplo, passou dias achando que Davi estava magoado consigo, sendo que, na verdade, era o próprio Elias quem alimentava uma hostilidade contra o amigo.

Em apenas uma sessão de análise, Elias conseguiu se dar conta da projeção e a impressão em relação a Davi foi facilmente dissipada.

O segundo nível de projeção eu chamaria de projeção BORDERLINE.

Nesse, a pessoa não tem apenas uma impressão ou vaga sensação em relação ao outro.

Ela acredita fortemente no que projeta e, inclusive, DISTORCE sua percepção da realidade para que a projeção seja justificada.

Vitória, por exemplo, interpretou uma simples brincadeira inofensiva de seu irmão (de 7 anos de idade) como um ataque frontal à sua honra.

A moça estava projetando no menino um objeto persecutório interno que se formou em seu psiquismo em função de graves problemas na relação com os pais.

Finalizando, podemos distinguir uma terceira (e mais conhecida) forma de projeção: a PSICÓTICA.

Nessa, o sujeito não tem apenas uma forte convicção, como na projeção borderline. O psicótico acredita PIAMENTE no que está projetando.

Um objeto mau, do mesmo tipo que perturba Vitória, por exemplo, pode estar presente na mente de um psicótico e ser projetado na forma de uma CERTEZA ABSOLUTA de estar sendo vigiado e controlado por um apresentador de TV.

Por que motivo a projeção acontece?

Pela mesma razão que justifica o acionamento de todo e qualquer mecanismo de defesa: a evitação de uma dor psíquica insuportável.

Essa dor é provocada justamente pelo processo psíquico que o sujeito projeta.

Ele supõe, acredita ou tem certeza absoluta de que o processo está do lado de fora por não ser capaz de suportá-lo do lado de dentro.


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