O ódio pode ser apenas uma disfarce para o amor

Lacan costumava dizer que a angústia é o único afeto que não engana.

Essa máxima pode ser interpretada de diversas formas. Por exemplo:

Podemos dizer que a angústia não engana porque, do ponto de vista lacaniano, ela sempre sinaliza a presença simultânea do desejo.

Outra interpretação possível é a de que a angústia não engana porque nunca aparece como um disfarce para outros sentimentos.

Em outras palavras, para Lacan, angústia seria sempre angústia mesmo.

— Uai, Lucas, mas existem emoções que não são, de fato, elas mesmas?

Sim, caro leitor. O corolário da proposição lacaniana é o de que, com exceção da angústia, todos os afetos podem nos enganar.

Pense, por exemplo, no ódio.

Em princípio, se Pedro odeia Paulo, podemos deduzir que Pedro quer manter Paulo longe de si e, no limite, deseja até que Paulo deixe de existir.

No entanto, conhecendo a vida de Pedro mais profundamente, podemos acabar constatando que ele não consegue deixar de pensar em Paulo.

Ao invés de afastá-los, o ódio os manteve intensamente ligados — efeito que esperaríamos que fosse produzido por outro afeto: o amor.

Como explicar esse paradoxo?

Uma possibilidade é interpretar o ódio que Pedro experimenta como uma máscara para o amor que ele tem por Paulo.

Amor que, por N razões, não pode se manifestar explicitamente.

Portanto, o ódio pode ser enganoso: Pedro acha que não quer ver Paulo nem pintado de outro, mas, na verdade, o ama profundamente.

Se você quiser um exemplo concreto de como o amor pode se disfarçar por meio do ódio, assista à AULA ESPECIAL publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA.

Trata-se de mais uma aula do módulo ESTUDOS DE CASOS, em que comento casos clínicos reais enviados por alunos da nossa escola.

Você vai conhecer a história de Anderson, um rapaz que atravancou a própria vida por nutrir, com toda a força da paixão amorosa, o ódio por seu pai.

O título da aula é “ESTUDOS DE CASOS #11 – Anderson: do ódio pelo pai ao gozo masoquista” e ela já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS.


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Seu relacionamento é parecido com o dos seus pais?

Nossos cuidadores primários são nossos primeiros objetos de amor. Por isso, exercem a função de modelos para nossas futuras escolhas amorosas.

“Nossa! Você é igualzinho à minha mãe!”, disse Bruna para seu namorado, supondo que tal semelhança é uma mera coincidência.

Não é.

De certa forma, é mais “confortável” e mentalmente mais econômico nos envolvermos com pessoas parecidas com aquelas que amamos no início da vida.

Em função da convivência pregressa com os primeiros objetos, intuitivamente já sabemos o que esperar dos novos que se assemelham a eles.

É óbvio que, como trata-se de pessoas diferentes, haverá sempre um grau significativo de discrepância entre nossos parceiros e nossos cuidadores primários.

Todavia, essa inevitável diferença não nos impede de experimentar aquela confortável sensação de previsibilidade que amortece a angústia gerada pelo novo.

Bruna se sente “em casa” ao lado do namorado, embora o rapaz apresente muitas das características que a jovem considera “defeitos” da mãe.

Nem sempre é fácil enxergar essas semelhanças. Às vezes, somente ao longo de uma análise o sujeito consegue tomar consciência delas.

Frequentemente, ao perceber que o parceiro se parece muito com um dos genitores, a pessoa também se dá conta de sua identificação com o outro.

Bruna, por exemplo, conseguiu perceber em análise que se parece muito com o pai e que lida com o namorado justamente como o genitor lidava com a mãe.

Esse exemplo mostra que não internalizamos apenas as representações de nossos primeiros objetos, mas também a estrutura relacional que os vincula.

Assim, podemos acabar reproduzindo o padrão de relacionamento entre eles em nossas próprias relações.

Para muitos casais, esse processo de reprodução da dinâmica parental é benigno na medida em que ambos os parceiros se sentem bem nas posições que ocupam.

O mesmo não acontece quando ambos os parceiros levam para o relacionamento muitos anseios frustrados e necessidades não atendidas por seus primeiros objetos.

Nesses casos, os sujeitos em questão não olham para o passado apenas buscando referências, mas, sim, nutrindo o forte anseio de alterá-lo.


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[Vídeo] Saúde Mental no Brasil não é levada a sério


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[Vídeo] “Por que não consigo me impor?” e outras 8 perguntas | Pergunte ao Nápoli


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[Vídeo] Trauma e falta de esperança

Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “LENDO FERENCZI 08 – Os impactos psíquicos de uma experiência traumática”, que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – FERENCZI da CONFRARIA ANALÍTICA.

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O que acontece com quem passa por um trauma?

Ontem (quinta-feira, 09/05) foi uma noite muito especial.

Centenas de pessoas estiveram junto comigo na CONFRARIA ANALÍTICA estudando os impactos psíquicos de uma experiência traumática.

Com base na leitura de “Reflexões sobre o trauma”, um artigo póstumo de Sándor Ferenczi, exploramos algumas das características do traumatismo.

Vimos que a experiência traumática é vivida pelo sujeito como um pedaço de realidade que ultrapassa sua capacidade de resistência e elaboração psíquica.

Por acontecer de maneira súbita, imprevista, surpreendente, o trauma não dá tempo para que a pessoa se defenda, levando-a a vivenciar uma angústia insuportável.

Para se livrar desse estado de agonia, diz Ferenczi, o sujeito pode recorrer a processos de autodestruição não só psíquica, mas também física.

Por outro lado, vimos também que o trauma só se constitui de fato quando a comoção psíquica gerada por uma realidade avassaladora não encontra acolhimento e validação.

O choque traumático só produz seus efeitos destrutivos se não puder ser narrado, comunicado e, acima de tudo, escutado por alguém que o reconhece como tal.

O tema do trauma não foi escolhido por acaso.

Nosso objetivo é contribuir para compreensão de uma realidade psíquica vivenciada por boa parte da população gaúcha nos últimos dias.

Optamos por fazer essa aula aberta e ao vivo para estimular nossa audiência a contribuir na ação que estamos fazendo em prol das vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

O valor referente às vendas de todas as novas assinaturas da Confraria Analítica bem como dos meus e-books ocorridas entre quinta-feira (09/05) e domingo (12/05) será doado para movimentos de assistência à população gaúcha.

A gravação da aula estará disponível exclusivamente para quem é membro da CONFRARIA ANALÍTICA no módulo AULAS ESPECIAIS – FERENCZI.


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O Eu não é uma essência imutável

Quem é ela?

Aquela que aparece nos stories do Instagram desejando bom dia para seus seguidores com entusiasmo, alegria e um gif escrito “Gratidão por mais um dia!”?

Ou será aquela que, no momento seguinte, fecha a cara e grita para o filho: “Mateus, anda que nós já estamos atrasados! Todo dia é esse inferno!”.

Quem sabe seja aquela que horas depois está num perfil de fofoca tecendo comentários venenosos sobre a influenciadora que comprou uma bolsa de 100 mil reais.

Ou aquela que um minuto depois está mandando mensagem para o marido reclamando da bagunça que ele deixou em cima da mesa: “Você acha que eu sou sua empregada?”.

Quem é ela?

Aquela que chega no trabalho sempre animada e que ilumina a manhã dos colegas com seu jeito bem-humorado e prestativo?

Ou aquela que, no fim do expediente, deixa escapar uma lágrima ao se lembrar da mãe que faleceu há 4 meses?

Alegre, irritada, invejosa, generosa, reclamona, melancólica: todas essas são ela.

Assim como você.

Infelizmente, nós nos acostumamos a tomar o Eu como se fosse uma essência imutável, estanque, que permanece sempre o mesmo ao longo de toda a vida.

É com base nessa premissa equivocada que alguém poderia dizer que a personagem da nossa história estava sendo falsa ao gravar o seu story de “bom dia”.

— Como pode a mulher fazer um vídeo toda animada e, segundos depois, ralhar com o filho daquela forma?

Ora, por que não admitirmos o simples fato de que a pessoa que gritou com o filho não era a mesma que postou o story?

Por que não aceitarmos o fato de que o Eu não é uma substância, mas uma realidade cambiante, que se transforma continuamente em função das relações com o mundo?

Cada relação pede um Eu diferente.

É claro que é preciso supor a existência de uma espécie de eixo permanente por trás desses diversos “Eus”.

Afinal, se não houvesse tal alicerce, não conseguiríamos nos reconhecer nas diversas identidades que adotamos em diferentes contextos.

No entanto, esse eixo não é uma essência com características definidas, mas um simples ponto de convergência, um pólo de integração.

Somos vários.


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[Vídeo] Você se defende de si mesmo?


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[Vídeo] Princípio do prazer e princípio de realidade: explicação didática e com exemplos


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[Vídeo] Identificação com a figura paterna e masculinidade

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A masculinidade está em crise?

A afirmação de que as noções de masculinidade e feminilidade são socialmente construídas é absolutamente indiscutível.

Afinal, estudos antropológicos já mostraram que os conceitos de homem e mulher VARIAM, em maior ou menor medida, de uma cultura para outra.

Além disso, se nos limitarmos apenas às concepções de masculinidade e feminilidade na nossa própria cultura ocidental, veremos que elas também MUDAM ao longo da história.

Todavia, não podemos negar o fato de que os ideais de gênero vigentes numa determinada sociedade não são modificados de uma hora para a outra.

Na verdade, eles precisam gozar de certa estabilidade, pois funcionam como referências de orientação para a formação da identidade de gênero de cada pessoa.

Por outro lado, a simples existência de certas concepções de gênero na sociedade não é suficiente para que elas sejam naturalmente apropriadas pelos indivíduos.

Prova disso é a experiência de sofrimento vivida por muitos homens atualmente por não não sentirem masculinos o bastante.

Na nossa cultura, a formação da identidade de gênero masculina é influenciada significativamente pela relação dos meninos com suas respectivas figuras paternas.

É isso o que propõe o psicanalista norte-americano Ralph Greenson.

Em 1967, no 25º Congresso Internacional de Psicanálise, o autor defendeu a tese de que a desidentificação da mãe é um fator crucial na formação da masculinidade.

De acordo com ele, para formar sua identidade de gênero masculina, o menino precisa substituir a identificação primária com a mãe pela identificação com uma figura paterna.

Na AULA ESPECIAL de hoje (sexta), na CONFRARIA ANALÍTICA, eu comento esse trabalho do Greenson, destacando, sobretudo, o caso clínico que ele relata no texto.

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Entenda a diferença entre ganho primário e ganho secundário

A expressão “ganho secundário” está na boca do povo.

Ela acabou se disseminando em função de seu uso no campo médico e muita gente a emprega sem saber que se trata de um conceito psicanalítico.

O problema é que, frequentemente, o termo é utilizado de forma equivocada, pois as pessoas não prestam a devida atenção ao adjetivo “secundário”.

Ora, se eu qualifico certos ganhos como SECUNDÁRIOS, é justamente para diferenciá-los de outros ganhos que são… PRIMÁRIOS, concorda?

Isso deveria ser óbvio, mas é impressionante a quantidade de gente, mesmo no campo psicanalítico, que ignora completamente o conceito de “ganho primário”.

Se esse é o seu caso, vamos lá. Eu vou te explicar.

Do ponto de vista psicanalítico, todo problema emocional (todo!) é ÚTIL para a pessoa que o desenvolve.

Por quê?

Porque ele “resolve” determinadas questões internas que levam o sujeito a experimentar uma angústia insuportável.

Eu coloquei a palavra RESOLVE entre aspas porque não se trata de uma resolução no sentido mais apropriado do termo.

O sintoma “resolve” questões internas do sujeito assim como uma fita adesiva “resolve” a haste quebrada dos seus óculos.

Ou seja, é só uma gambiarra.

Mas, como toda gambiarra, FUNCIONA.

Pois bem, meus caros, isto é o ganho PRIMÁRIO: o benefício direto que o sujeito obtém com seus sintomas em relação a suas questões internas mal resolvidas.

A postura exageradamente passiva de Bruna, por exemplo, proporciona a ela o ganho primário de evitar fazer o doloroso contato com seus impulsos agressivos.

E o ganho secundário, Lucas? Qual a diferença?

Os ganhos secundários são as vantagens INDIRETAS que o problema emocional fornece à pessoa na sua relação com os outros e com o mundo de forma geral.

Bruna, por exemplo, sempre foi bastante elogiada pela família e por seus professores por ser quietinha, certinha e nunca dar trabalho.

Entendeu?

Uma boa forma de memorizar a diferença é pensar assim:

O ganho primário é a vantagem INTERNA que os problemas emocionais proporcionam.

Já os ganhos secundários são os benefícios EXTERNOS gerados pelos sintomas.


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[Vídeo] O inconsciente não é um lixão mental


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[Vídeo] Transferência erótica: o que é e como manejar


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[Vídeo] Organização de personalidade borderline

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