[Vídeo] O simbolismo na brincadeira infantil

Esta é uma pequena fatia da aula especial “LENDO KLEIN 06 – Análise de crianças: 5 lições básicas”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – KLEIN” da CONFRARIA ANALÍTICA.


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

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Rafa e sua casinha bagunçada

— Há quanto tempo ela está assim, Fernanda?

— Deve ter mais ou menos uns 2 meses. No início eu achei que era só uma fase, mas ela continuou dando trabalho na escola. Quase toda semana a professora me chama.

Esse diálogo aconteceu no primeiro encontro entre a psicóloga Bárbara e Fernanda, a mãe de Rafaela, uma menininha de 5 anos que vem tendo comportamentos agressivos na escola.

— E houve alguma mudança na família recentemente? — perguntou a terapeuta.

— Não tão recentemente, mas aconteceu, sim. O Téo, irmãozinho dela, nasceu em março, ou seja, já tem praticamente 9 meses. Mas a Rafa reagiu super bem. Ela adora o bebê!

— É comum crianças regredirem e voltarem a pedir chupeta, por exemplo, quando nasce um irmãozinho. Algo assim aconteceu com ela?

— Logo após ele nascer, não. Mas, pensando agora… Ela tá mais manhosa ultimamente. Pode ser porque a gente tá tendo que ficar o tempo todo de olho no Téo.

— Por quê? — indagou Fernanda com curiosidade.

— É que ele tem uma alergia, mas a gente ainda não sabe a quê… Você acha que a Rafa tá com ciúme por causa da atenção que a gente tá dando para o bebê? — perguntou a mãe preocupada.

— Pode ser… Deixe eu conversar um pouquinho com ela.

Fernanda saiu da sala e a filha entrou extremamente animada. Percebeu que no ambiente havia alguns brinquedos e gritou “Eba!” antes mesmo de dizer “Oi, tia.”

— Pode brincar com o que você quiser, Rafa! — disse Bárbara achando graça da espontaneidade da garotinha.

A paciente foi direto para uma grande casa de bonecas localizada no fundo da sala. Sentou-se em frente a ela e imediatamente retirou todos os objetos que outra paciente havia colocado lá.

A psicóloga aproximou-se e disse:

— O meu nome é Bárbara. O seu é Rafaela, certo? A sua mãe me falou.

— É. — respondeu a menina enquanto preenchia os cômodos da casa de bonecas de forma extremamente lenta e cuidadosa.

— Essa casa tava uma bagunça mesmo, né, Rafa? Eu acho que a sua cabecinha também tá assim…

A paciente olhou para a terapeuta com um semblante desconfiado e, ao voltar a organizar os objetos na casa, pegou um cachorrinho de plástico e o entregou a Bárbara dizendo:

— Toma. Nessa casa não entra bicho.

Apontando para o cachorrinho, a terapeuta disse:

— Essa é a raiva que você sente pela mamãe, né? Por causa da alergia do Téo, ela não te dá mais tanta atenção. Você quer tirar essa raiva de dentro de você, mas não consegue…

Com base em que parâmetros Bárbara conseguiu fazer essas interpretações?

E por que, ao invés de apenas conversar com Rafaela, a psicóloga deixou a garotinha BRINCAR em seu consultório?

Essas e outras perguntas estão respondidas na AULA ESPECIAL desta sexta-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.

O título da aula é  “LENDO KLEIN 06 – Análise de crianças: 5 lições básicas” e ela já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – KLEIN.

Para ter acesso, você precisa estar na CONFRARIA.


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Você tem sido um peixe tentando viver fora d’água?

Às vezes nos sentimos errados, fracos ou insuficientes simplesmente porque não estamos em um ambiente apropriado ao nosso jeito de ser.

Marília sempre foi uma pessoa introvertida.

Quando estava na escola, preferia passar o tempo do recreio desenhando ou lendo um livro ao invés de brincar com suas amigas.

Não que ela fosse tímida. Pelo contrário: nas apresentações de trabalho em sala de aula, Marília era quem mais falava.

Na verdade, como não gostava muito de interagir, a moça conseguia se concentrar mais facilmente no conteúdo que precisava transmitir, sem se deixar perturbar pelos entediados olhares dos colegas.

Marília era tão quietinha que seus pais ficavam preocupados com a possibilidade de ela ter problemas no mercado de trabalho.

Eles tinha medo de que a jovem não conseguisse fazer o tão falado “networking”.

Por isso, diferentemente de outros pais, incentivavam a filha a sair de casa nos fins de semana:

— Você vai passar o sábado e o domingo inteirinhos dentro de casa, Marília?

— Ah, mãe, tô de boa! Prefiro ficar aqui vendo a minha série mesmo.

Apesar de dizer isso e de efetivamente se sentir mais confortável em casa, a garota começava a se questionar se havia algo de errado consigo, tamanha a insistência dos pais para que saísse.

Tal questionamento se tornou uma certeza quando Marília começou a namorar com Tiago, um colega do curso de Direito que, vejam só, era terrivelmente extrovertido.

O rapaz era simplesmente um dos alunos mais populares da faculdade.

Ao lado dele, a moça se sentia um peixe fora d’água. Tiago adorava sair e não perdia uma festa universitária.

Inicialmente, mesmo a contragosto, Marília o acompanhava, mas, à medida que o relacionamento foi se consolidando, passou a dizer ao rapaz que preferia ficar em casa.

Tiago achava um absurdo:

— Eu não acredito que você prefere assistir TV a ir nessa festa! Vai estar todo o mundo lá, Marília! Você só tem 19 anos. Essa é a hora de curtir, pô!

Quando o namorado falava esse tipo de coisa, a jovem acabava cedendo e ia com ele para o evento em questão.

Todavia, como não se sentia à vontade, Marília passou a acreditar que o problema era ela.

“Por que todo o mundo gosta de ir para festa e só eu quero ficar em casa?”, pensava a moça. “Devo ter algum transtorno, só pode. Será que é autismo?”.

Eu respondo: não, Marília, não é autismo. Você só é uma pessoa introvertida.

E, como toda pessoa introvertida, sente mais prazer em “interagir” com seu mundo interno e gostos pessoais do que em socializar.

O problema, no caso, é que você está num ambiente (pais, namorado) que tem dificuldade para aceitar o seu jeito de ser e, por isso, a estimula a se sentir inadequada.

Seu desafio, Marília, é resistir a essa pressão e afirmar sua diferença, ao invés de percebê-la como erro, fraqueza ou insuficiência.

Terapia pode ajudar.


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[Vídeo] A tristeza de domingo é normal


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[Vídeo] Entenda as 5 fases do desenvolvimento de Freud


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O meu objeto transicional

— Moça, você pode falar para aquele senhor lá da frente para pegar a pedrinha que está embaixo do assento dele?

Deve ter sido mais ou menos esse o pedido de minha mãe para uma das pessoas que estavam próximas de nós naquele trem rumo a Vitória, capital do Espírito Santo.

O vagão estava lotado e eu não parava de chorar desde que a referida pedrinha havia caído da minha mão e rolado até o último assento, lá atrás, há vários metros de distância.

Eu tinha por volta de 3 aninhos e minha mãe sabia muito bem que o choro não acabaria enquanto a pedrinha não voltasse para as minhas mãos.

Eu não me tranquilizaria com a promessa de que, quando chegássemos ao destino, ela me daria outra pedra. Tinha que ser AQUELA. Eu só queria AQUELA.

O que ela tinha de tão especial?

Objetivamente, nada. Era uma pedrinha como outra qualquer.

Mas, PARA MIM, ela tinha um SIGNIFICADO todo especial que eu só fui entender muitos anos depois, após conhecer o conceito de OBJETO TRANSICIONAL, proposto pelo pediatra e psicanalista inglês Donald Winnicott.

Aprendi que aquele forte apego que eu tinha pela pedra também é vivenciado pela maioria das crianças em relação a outras coisas, como fraldas, pedaços de pano, bichinhos de pelúcia etc.

Winnicott observou que, nos primeiros anos, meninos meninas tendem a se apegar de maneira especial a um determinado objeto a ponto de não suportarem ficar muito tempo longe dele.

Qualquer tentativa dos pais de trocá-lo ou até lavá-lo é fortemente rechaçada pela criança, como se estivessem querendo arrancar uma parte dela.

Por que isso acontece?

Por que eu me tornara tão tenazmente ligado àquela pedra assim como muitas crianças ficam profundamente apegadas a seus travesseirinhos e chupetas, por exemplo?

O que há de tão especial nesses objetos?

E por que Winnicott os chamou de objetos TRANSICIONAIS?

Todas estas perguntas estão respondidas na AULA ESPECIAL “Objeto transicional e espaço potencial” que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – WINNICOTT da CONFRARIA ANALÍTICA.

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Pensamentos “laranjas”

Volta e meia a gente vê no noticiário que determinada pessoa seria o “laranja” de certo político ou empresário.

No Brasil, o termo “laranja” é usado para designar um sujeito que, de forma voluntária ou involuntária, empresta seu nome para figurar no lugar de alguém que deseja ocultar a própria identidade.

Um vereador, por exemplo, que adquiriu uma casa na praia com dinheiro de corrupção, pode colocar o imóvel no nome de um parente semianalfabeto.

Assim, quem figurará formalmente como dono da casa será o familiar, isto é, o laranja, e não o político, que poderá usufruir tranquilamente do imóvel sem ser questionado pela Justiça.

Mas você acredita que um processo bem parecido de ocultação e substituição de identidade também acontece em nossa própria mente?

Pois é! Quem nos apresentou cientificamente essa descoberta foi o nosso querido Sigmund Freud.

Ele observou que seus pacientes que sofriam de neurose obsessiva — doença que hoje em dia é chamada de “TOC” (transtorno obsessivo-compulsivo) — tinham o que a gente poderia chamar de PENSAMENTOS LARANJAS.

No nosso exemplo, o parente do vereador é colocado na escritura da casa de praia como dono do imóvel para ocultar o nome do verdadeiro proprietário, certo?

Então… Da mesma forma, um pensamento obsessivo fica perturbando a consciência do neurótico para esconder OUTRO PENSAMENTO — muito mais perturbador.

Por exemplo: João ficou extremamente preocupado com o fato de ter cometido um erro ortográfico num e-mail que enviou para seu diretor.

A obsessão com esse pequeno deslize foi tão grande que ele não conseguiu dormir e, no meio da madrugada, pegou o celular para enviar um novo e-mail com a “errata”.

Fazendo Psicanálise, o moço acabou descobrindo que, na verdade, essa preocupação exagerada com a correção ortográfica era só um DISFARCE para ocultar OUTRO MEDO:

O medo de que o chefe soubesse do seu ressentimento em relação a ele.

De fato, apesar de interagir com o diretor com toda a gentileza e educação, o rapaz passou a odiá-lo depois de receber um feedback negativo em relação a seu desempenho no último semestre.

O problema é que João nunca APRENDEU a odiar. Seu pai era tão truculento e autoritário que o rapaz sempre teve medo de expressar agressividade e acabar apanhando.

Por isso, embora realmente sinta raiva do chefe, ele não consegue lidar com essa emoção de maneira natural e tem um medo enorme de que o diretor perceba como se sente.

Assim, todo e qualquer ato que, na cabeça de João, possa ser visto como indicativo de sua hostilidade, passa a ser temido pelo rapaz.

Esse foi o caso do o erro ortográfico no e-mail.

O pensamento “Meu chefe vai achar inadmissível eu ter cometido esse erro” serviu como “laranja” para o pensamento:

“O diretor vai pensar que eu estou lhe enviando e-mails de forma descuidada e, assim, vai acabar descobrindo que estou com raiva dele.”

E você: consegue identificar a presença desses pensamentos laranjas na sua própria vida?


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[Vídeo] Todo paciente é resistente


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[Vídeo] O que é contratransferência em Psicanálise?


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[Vídeo] A psicopatia é uma patologia do superego

Esta é uma pequena fatia da aula especial “Psicopatia e personalidade antissocial: uma introdução”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Eles não sentem pena, culpa ou remorso. Por quê?

A atenção da maioria de nós é facilmente capturada por aquilo que é inusitado, extraordinário, atípico.

Às vezes você está fazendo uma viagem de carro e percebe que o trânsito ficou mais lento.

Aí, quando vai ver, isso está acontecendo porque muitos motoristas à sua frente estão passando mais devagar para poderem observar o resultado catastrófico de um acidente no acostamento.

Nossa atração natural por fenômenos que se distanciam da normalidade é um dos fatores que explicam a enorme curiosidade que temos em relação aos chamados “psicop4tas”.

Muitos de vocês provavelmente já se perguntaram ao assistir entrevistas de s3rial kill3rs:

“O que será que levou esse cara a não sentir um pingo de compaixão por suas vítimas? Eu tenho pena até de gente que me faz mal. 😅 Como ele é capaz de ser tão frio e cruel?”

Pois é… Para a imensa maioria de nós, sentir culpa, pena, remorso é tão natural que a gente não consegue entender como alguém pode existir sem esses sentimentos.

Indivíduos que nos habituamos a chamar de “psicop4tas” sempre existiram.

Porém, foi só em meados do século XIX que eles passaram a ser vistos como seres verdadeiramente DOENTES e não como pessoas simplesmente más.

Se os caracterizássemos como DEFICIENTES não estaríamos sendo injustos.

Afinal, estamos falando de sujeitos nos quais FALTAM disposições PRÓ-SOCIAIS extremamente básicas, que estão presentes em quase todas as pessoas.

Para enfatizar que se trata de uma deficiência no campo das relações sociais, a Associação Psiquiátrica Norte-americana decidiu chamar a psicop4tia de “transtorno de personalidade antissocial”.

Mas o que será que causa essa deficiência?

O que precisa acontecer com uma pessoa para que ela se torne capaz de mentir, roubar, enganar e até m4t4r tranquilamente, sem qualquer tipo de inibição moral?

Há uma tendência genética para essa doença? Será que tem gente que já nasce assim?

Tem tratamento?

E o que a Psicanálise tem a dizer sobre tais pessoas?

Todas estas perguntas estão respondidas na AULA ESPECIAL “Psicop4tia e personalidade antissocial: uma introdução”, que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.


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[Vídeo] Por que Psicanálise demora mais?


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Ninguém é de ferro

Ontem foi um dia complicado para Vanessa.

A jovem psicóloga trabalha em um hospital público e teve muita dificuldade para lidar com a crise de ansiedade de uma mulher grávida que se recusava terminantemente a fazer a cesariana.

A equipe médica convocou a presença de Vanessa esperando que a profissional conseguisse acalmar a paciente.

Mas isso não aconteceu.

Foi preciso administrar uma medicação ansiolítica para que a gestante se tranquilizasse.

Vanessa chegou em casa sentindo-se fracassada, incompetente e, ao mesmo tempo, revoltada com a falta de preparo da equipe médica para lidar com aquela situação.

Para compensar o agudo mal-estar que tomou conta de sua alma, ela passou no supermercado e comprou um delicioso bolo de chocolate, sua sobremesa preferida.

Embora esteja fazendo dieta e sendo acompanhada por nutricionista, a jovem não conseguiu resistir e comeu quase metade do bolo assistindo um reality show culinário.

Hoje de manhã, sentindo-se melhor, mas arrependida pelo descontrole alimentar da noite anterior, Vanessa decidiu levar o restante do bolo para seus colegas de trabalho e retomar a dieta.

O que aconteceu com essa psicóloga?

Metaforicamente, abriu-se um buraco dentro dela em função da experiência malsucedida do trabalho.

Contudo, por se tratar de um buraquinho superficial, ela deu conta de tamponá-lo com o bolo de chocolate e seguir em frente.

Pequenos buracos como esse fazem parte da vida de todo o mundo.

Tem dia que as coisas dão errado mesmo e a gente acaba precisando recorrer a algum meio de compensação. E que bom que eles existem!

O bolo de chocolate foi útil para ajudar Vanessa a suportar seu mal-estar. Ela comeu, se sentiu bem, percebeu que exagerou, se arrependeu e voltou para a dieta.

É assim mesmo. Faz parte. Ninguém é de ferro.

Porém… É importante deixar claro que essa moça só conseguiu se reequilibrar porque, como eu disse, o “buraco” que se abriu em sua alma era pequenininho e superficial.

Um buraco maior e mais profundo jamais seria preenchido com um simples bolo de chocolate.

Cuidado para não confundir um com o outro…


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[Vídeo] Gostos, hábitos e manias: Freud explica

Na maioria das vezes, nós não conseguimos identificar imediatamente a cadeia de associações de ideias que estão na base de nossas ações.


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[Vídeo] Como identificar uma pessoa narcisista?


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