A mulher que transferiu para o filho o desejo edipiano pelo pai

Em 1933, a psicanalista alemã radicada nos EUA Karen Horney escreveu um artigo intitulado “Maternal Conflicts” (“Conflitos Maternos”).

Nele, Horney apresenta o caso clínico de uma professora casada, de 40 anos, que a havia procurado inicialmente para tratar-se de uma depressão moderada.

Com a análise, a paciente conseguiu sair do quadro depressivo, mas acabou retornando ao consultório da analista cinco anos depois, desta vez por outro motivo.

A professora disse que vinha se sentindo culpada porque alguns de seus alunos estavam ficando apaixonados por ela e a docente achava que poderia estar provocando essa reação.

Não só isso: ela havia se apaixonado por um daqueles alunos, um rapaz que tinha praticamente a metade da sua idade.

O detalhe é que tanto esse jovem quanto os outros alunos pelos quais ela reconheceu que havia se interessado antes dele portavam algumas características comuns:

Todos eles tinham traços físicos e comportamentais parecidos com o pai da paciente e, em alguns dos sonhos dela, os alunos e o genitor frequentemente apareciam como sendo uma mesma pessoa.

Assim, Horney concluiu que a paixão pelo rapaz tinha um forte componente transferencial: a paciente estava deslocando para o garoto os desejos infantis reprimidos pelo pai.

Mas o caráter inusitado dessa história não para por aí:

A analista observou que o aluno por quem a professora se apaixonara estava na mesma faixa etária do filho dela, com o qual tinha uma relação de apego extremamente sufocante e exagerada.

Com base nessa constatação e em outros elementos do caso, Horney fez uma descoberta surpreendente:

Na verdade, antes de transferir para o rapaz o desejo infantil que ela ainda conservava pelo pai, a paciente vinha satisfazendo esse anseio incestuoso na relação com o próprio filho!

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma AULA ESPECIAL em que comento detalhadamente esse artigo de Karen Horney.

Veremos como a presença de um processo transferencial como esse, de uma mãe para o filho, pode perturbar a relação entre eles, trazendo consequências bastante indesejáveis.

A aula já está disponível na nossa plataforma! O título dela é “AULA ESPECIAL – A transferência na relação entre pais e filhos” e está publicada no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS“.


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] A obesidade pode ser considerada uma somatização?


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Há sintomas que a gente precisa aprender a amar

Quando procuramos terapia, temos a tendência de avaliar todos os comportamentos que nos fazem sofrer como necessariamente patológicos.

No entanto, algumas condutas podem ser fonte de sofrimento não porque sejam de fato doentias, mas por conta da maneira como nos relacionamos com elas.

Uma moça muito religiosa, por exemplo, pode procurar análise por se sentir aflita e culpada em função dos impulsos eróticos que sente por outras mulheres.

Por conta de sua história de vida, é natural que essa paciente deseje se livrar desses desejos.

No entanto, em terapia, ela verá que tais inclinações não são em si mesmas patológicas e que seu sofrimento decorre, na verdade, da autocondenação por experimentá-las.

Perceba: nesses casos, o terapeuta não ajuda a paciente a parar de se comportar da forma como se comporta, mas a mudar seu olhar sobre a própria experiência.

Outro exemplo: João procura terapia porque alguns familiares lhe disseram que ele gosta sempre de estar no controle e que essa é uma atitude que o rapaz deveria mudar.

Todavia, foi graças ao desejo de querer estar sempre no controle que esse paciente conseguiu uma rápida escalada em sua carreira no mundo corporativo.

Desde que era estagiário, João sempre assumiu naturalmente uma posição de liderança entre os seus colegas justamente por não se sentir à vontade estando sob o controle de outras pessoas.

Em terapia, o rapaz constatou que a tendência controladora não era uma característica que ele deveria necessariamente perder, mas tão-somente “domesticar” para não manifestá-la em excesso.

Diferentemente de outros métodos terapêuticos, na Psicanálise nós não queremos encaixar o paciente em um suposto molde universal de saúde mental.

Por isso, quando alguém nos procura, não impomos a ele uma listinha de comportamentos patológicos a serem extirpados e comportamentos saudáveis a serem desenvolvidos.

No decorrer de uma análise, há sintomas que a gente perde (porque não nos servem para nada mesmo), mas há outros com os quais a gente aprende não só a conviver, mas também a amar.


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] Ficar arrumada dentro de casa?

Era só o que faltava! Tem influencer querendo que você fique arrumada dentro de casa…


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] “Sem mim você não é nada”

Esta é uma pequena fatia da aula especial “LENDO KLEIN 04 – Idealização, insegurança e relações abusivas”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – KLEIN” da CONFRARIA ANALÍTICA.


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Idealização e insegurança: motores de relações doentias

— Eu não queria falar de novo do Diego, Clara, mas não tem jeito… Toda semana acontece alguma coisa.

Foi assim que Larissa, uma jovem estudante de Direito, começou sua décima sessão de terapia com a psicanalista Clara.

— No sábado de manhã, a Maria, uma amiga que eu não encontrava há anos, me mandou uma mensagem dizendo que estava na cidade e queria me encontrar.

— Hum… — pontou a analista, demonstrando interesse pela narrativa.

— Como é uma amiga de quem eu gosto muito, já fui logo marcando com ela de nos encontrarmos à tarde nesse shopping que tem aqui perto.

— O Palace, né?

— Isso. Aí cheguei para o Diego toda feliz e falei com ele que iria encontrar a Maria mais tarde.

— Hum…

— Ele disse que eu não iria de jeito nenhum, que a Maria é uma piriguete que dá para todo o mundo e que não queria a mulher dele envolvida com gente desse tipo.

— Mas você foi mesmo assim?

— Não — respondeu Larissa com a voz já embargada — Dei uma desculpa para a Maria… Falei que eu tinha dado uma crise alérgica e tal…

Depois de dizer isso, a paciente começou a chorar e direcionou à terapeuta um olhar suplicante.

— Eu não aguento mais, Clara. Não quero mais viver presa desse jeito, mas eu não consigo sair dessa relação.

— E por que você acha que não consegue? Fale a primeira coisa que vier à sua cabeça.

— O primeiro pensamento que me veio foi “porto seguro”. O Diego é o meu porto seguro. Eu acho que sem ele eu ficaria completamente perdida. Ele mesmo já me disse isso…

Sem perceber, Larissa IDEALIZA a figura do marido.

Ao invés de enxergá-lo como um parceiro amoroso, a jovem o percebe como um ente absolutamente necessário para lhe dar sustentação na vida.

Na AULA ESPECIAL de hoje da CONFRARIA ANALÍTICA, falaremos justamente sobre o papel da IDEALIZAÇÃO na manutenção de vínculos doentios como esse.

Com base num trecho de um artigo de Melanie Klein, veremos por que certas pessoas se submetem voluntariamente a parceiros que encarnam para elas o papel de deuses superpoderosos.

A aula já está disponível na nossa plataforma! O título dela é “LENDO KLEIN #04 – Idealização, insegurança e relações abusivas​​” e está publicada no módulo “AULAS ESPECIAIS – KLEIN”.


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] Psicanalista pode citar exemplo da vida pessoal?


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Uma vida bloqueada pela mágoa não digerida

Carmem procura terapia queixando-se de estar se sentindo muito ansiosa e de ter perdido o interesse pelas coisas de que sempre gostou.

Do ponto de vista psicanalítico, o excesso de ansiedade é uma manifestação clínica bastante eloquente.

Com efeito, ela revela que o sujeito está se sentindo ameaçado por algum conteúdo interno que ele percebe como perigoso.

E essa, de fato, é a condição em que se encontra essa moça: ela sente medo do intenso ódio e dos impulsos vingativos que nutre em relação à mãe.

Carmem até expressa um pouquinho dessa hostilidade, tratando a genitora com impaciência. Porém, acaba se sentindo culpada e, para compensar, busca satisfazer todas as necessidades dela.

O profundo ódio que habita a alma dessa jovem é bastante justificável: sua mãe a chamou de mentirosa quando Carmem contou a ela que foi molestada quando era criança.

Em função da infância difícil que teve, marcada pelo abandono paterno e pela falta de recursos materiais básicos, essa paciente não pôde desenvolver um psiquismo suficientemente maduro.

Por isso, não consegue dar conta de digerir emocionalmente toda a hostilidade que sente tanto pela genitora quanto por aquele que dela molestou.

Na terapia, Carmem apresenta alguns momentos de regressão, nos quais mostra a sua analista aquela criança traumatizada que ela ainda é…

Que estratégias de manejo são possíveis neste caso?

Como a terapeuta pode agir para ajudar essa moça a elaborar as diversas feridas que a vida lhe fez?

Por que será que Carmem perdeu o interesse pelas coisas de que antes gostava? Para onde foi sua libido?

Estas e outras questões são discutidas por mim na AULA ESPECIAL “Uma vida tolhida pela mágoa não elaborada”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.

Esta é a segunda aula do nosso novo módulo de aulas especiais “Estudos de Casos”, em que comento casos clínicos reais relatados por alunos da nossa escola.


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] Por que não vale a pena fazer Psicanálise e TCC ao mesmo tempo?


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Você tem predisposição a ser manipulada?

Muitas pessoas que se envolvem em relações abusivas têm a impressão de que elas são colocadas numa posição de submissão unicamente por conta do comportamento despótico do outro.

Cíntia, por exemplo, acredita que só se sentia inferior, indigna e dependente na relação com Fábio por conta da maneira controladora e violenta com que era tratada por ele.

Essa forma de pensar não é completamente equivocada.

De fato, depois que Cíntia terminou o namoro de 5 anos com o rapaz, ela passou a se sentir um pouco mais confiante e sua autoestima teve alguma melhora.

Isso mostra que, realmente, o comportamento abusivo de Fábio era um dos fatores que levavam a moça a ter uma visão tão depreciativa de si mesma.

Por outro lado, considerar que a fonte do sofrimento que essa jovem vivenciava no relacionamento era somente o namorado, nos faz perder de vista outro fator muito importante:

A PREDISPOSIÇÃO de Cíntia. Sim! Veja:

Se essa moça não tivesse uma predisposição a ACEITAR o comportamento abusivo de Fábio, ela não teria conseguido permanecer durante tanto tempo com ele.

Tão logo acontecessem as primeiras manifestações de violência verbal, ela já teria terminado.

— Ah, Lucas, mas sujeitos abusivos costumam ser altamente manipuladores e fazem uma verdadeira lavagem cerebral nas pessoas com quem se relacionam.

Sim, é verdade. Mas não são todas as pessoas que caem nesse processo de “gaslighting”, como dizem os americanos.

Manipuladores só conseguem manipular aqueles que têm predisposição para serem manipulados.

Quando você olha para a história de Cíntia, percebe que as sementes da autoestima baixa, da insegurança e do sentimento de inferioridade foram plantadas quando ela ainda era criança.

A moça só deu conta de ficar 5 anos com Fábio porque o modo como ele a fazia se sentir já lhe era bastante familiar. Ela nunca teve mesmo uma autoimagem muito positiva.

É por isso que a “cura” para pessoas que estão em vínculos abusivos não é simplesmente o término da relação, mas o tratamento dessa PREDISPOSIÇÃO que as levou a aceitarem os abusos.


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] Você ainda é um bebê na fase oral?

Fixadas à fase oral, há pessoas que acham que não vão dar conta de viver sem o outro e, assim, acabam engolindo o parceiro e seus abusos ao invés de colocarem um ponto final no vínculo tóxico.


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] Terapeuta pode seguir paciente nas redes sociais? | Pergunte ao Nápoli

Perguntas respondidas neste PERGUNTE AO NÁPOLI:

01:23 – Terapeuta pode seguir paciente e vice-versa?

06:53 – Quando o adolescente não quer fazer terapia, posso atender um dos pais?

08:29 – Paciente me trouxe comida e aceitei almoçar com ele. Fiz certo?

13:00 – Psicanalista tentou me evangelizar

14:49 – Ter fantasias masoquistas significa estar na estrutura perversa?

16:23 – É salutar deixar o Id “passear” de vez em quando?

19:40 – Quais tópicos priorizar ao estudar Psicanálise?

21:03 – Ocorre transferência entre professor e aluno?

24:12 – Qual a diferença entre eu ideal e ideal do eu?


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] Sobre o conceito de separação na teoria lacaniana

Esta é uma pequena fatia da aula especial “LENDO LACAN 10 – O papel da separação na constituição do sujeito”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – LACAN” da CONFRARIA ANALÍTICA.


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

“Por quê?”: a perguntinha que te salva de ser um pet dos seus pais

Você já reparou que a gente faz com nossos animais de estimação determinadas ações muito semelhantes às que fazemos com nossos bebês?

Por exemplo:

A gente dá nomes para os pets, escolhe que tipo de alimento vão comer, damos banho, ensinamos a eles onde devem fazer cocô e xixi…

Enfim… nós exercemos sob os nossos animais de estimação o mesmo processo de ALIENAÇÃO que impomos sobre nossas crianças.

— Puxa, Lucas, “alienação”?

Sim, caro leitor! Não precisa ficar assustado. Esse processo é absolutamente normal e NECESSÁRIO.

A gente precisa mesmo ALIENAR ao nosso desejo esses pequenos seres que dependem de nós — pelo bem deles.

Um doguinho ou gatinho vivendo na rua ou no mato (ou seja, livres de nossas imposições), podem até sobreviver, mas um bebê, não.

Um filhotinho humano precisa de, pelo menos, um Homo sapiens adulto que imponha sobre elecertas coisas a fim de torná-lo, de fato, mais um SÓCIO da sociedade humana.

E o nome que o psicanalista francês Jacques Lacan escolheu para designar esse processo de submissão da criança ao desejo do adulto foi justamente… ALIENAÇÃO.

Mas por que eu comecei este texto falando que isso também ocorre com os animais de estimação?

Foi para lhe mostrar que, apesar dessa semelhança, existe entre nós e eles uma diferença crucial.

Diferentemente dos doguinhos e gatos, as crianças são capazes de QUESTIONAREM a alienação que os pais fazem sobre elas.

Sim! A partir de certa idade, nossos filhos começam a fazer determinadas perguntas que os outros animais não possuem estrutura biológica para formular.

Por exemplo:

“Por que será que me deram o nome de Lucas e não outro?”

“Por que mamãe tem que ir trabalhar ao invés de ficar o tempo todo comigo?”

“Por que eu tenho que ir para a escola?”

Ao fazer indagações dessa natureza, a criança vai pouco a pouco percebendo que todas essas situações foram impostas a ela simplesmente porque… os pais QUISERAM.

Essa constatação de que o grande Outro encarnado pelos pais possui um DESEJO e, portanto, é FALTOSO, é o que permite à criança sair da posição passiva de alienação.

Isso os nossos pets não podem fazer, tadinhos. Eles são obrigados a permanecerem assujeitados ao nosso desejo. Seu gatinho nunca terá a chance de odiar o nome que você colocou nele.

SEPARAÇÃO: este foi o termo que Lacan escolheu para nomear essa operação que nos permite sair da posição de alienados e nos tornarmos sujeitos desejantes.

Na AULA ESPECIAL de hoje da CONFRARIA ANALÍTICA eu explico detalhadamente esse processo com base num comentário EM HUMANÊS do texto em que Lacan fala sobre ele.

O título da aula é “LENDO LACAN #10 – O papel da separação na constituição do sujeito” e já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – LACAN”.


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] Sim, a Psicanálise NÃO é eficaz!


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”