Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “ESTUDOS DE CASOS 15 – Bruna: infância traumática, insegurança e carência paterna” que já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Bruna começou a fazer análise dizendo ser viciada em se tocar enquanto assiste a conteúdos adultos.
Mas esse não é o único meio que a jovem encontra para obter um prazer rápido e aliviar a constante sensação de vazio que a perturba desde a infância.
Bruna diz que também tenta preencher esse vazio emocional com comida e bebida.
Incapaz de ficar sozinha, a moça acaba se tornando obcecada por algumas pessoas e permanece em relacionamentos, mesmo depois de se tornarem tóxicos.
Após um longo e conturbado namoro, Bruna passou a se relacionar casualmente com várias pessoas diferentes, homens e mulheres.
Insegurança, culpa e baixa autoestima são três experiências emocionais que a jovem vivencia cotidianamente.
O que estaria na origem desse quadro clínico?
Seriam os episódios traumáticos que ela viveu na infância?
Qual é a função psíquica exercida por cada um dos problemas apresentados por Bruna?
E de que forma sua analista pode ajudá-la a superar sua condição de sofrimento?
Essas e outras questões são exploradas na AULA ESPECIAL “Estudos de casos 15 – Bruna: infância traumática, insegurança e carência paterna”, já disponível na CONFRARIA ANALÍTICA.
Trata-se de mais uma aula do módulo ESTUDOS DE CASOS, em que comento casos clínicos reais enviados por alunos da nossa escola.
Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
O psicanalista inglês Donald Winnicott (1896-1971) descobriu que todo bebê precisa de uma mãe que seja capaz de segurá-lo.
— Uai, Lucas, como assim ele “descobriu” isso? Não é uma coisa óbvia?
Não.
Eu não estou me referindo apenas ao ato físico de segurar. Desse, sim, é evidente que o bebê precisa.
Afinal, é claro que uma mãe frequentemente estará com o recém-nascido em seus braços.
O que Winnicott descobriu é que esse “segurar” não deve acontecer apenas fisicamente, mas, sobretudo, num sentido EMOCIONAL.
O termo em inglês utilizado pelo autor é HOLDING, que pode ser traduzido tanto pelo ato de segurar quanto por contenção ou sustentação.
Uma mãe precisa segurar fisicamente seu filho recém-nascido porque ele ainda não consegue se locomover sozinho, certo?
Então, para amamentá-lo, por exemplo, ela precisa pegá-lo no berço e segurá-lo junto a si.
Se a genitora solta o bebê, ele simplesmente cai, pois ainda não é capaz de ficar de pé por conta própria.
Uma dinâmica semelhante ocorre na dimensão emocional.
O recém-nascido ainda não possui maturidade suficiente para se perceber como uma pessoa particular com um eixo subjetivo próprio.
Por isso, ele precisa de alguém que seja capaz de segurá-lo, contê-lo, sustentá-lo também no plano psíquico.
Se a principal função do segurar físico é evitar que a criança caia, o propósito essencial do segurar psíquico é não perturbar o desenvolvimento natural do bebê.
Assim, na prática, segurar emocionalmente o recém-nascido significa proporcionar a ele uma atmosfera de segurança, confiabilidade e previsibilidade.
Como ainda não se percebe como uma pessoa separada, o bebê experimenta EM SI as instabilidades que porventura aconteçam no ambiente à sua volta.
É como se a criança vivenciasse uma espécie de terremoto psíquico já que, nessa fase, o ambiente exerce, para ela, uma função de “chão” emocional.
Se esses “terremotos” não são muito frequentes, o bebê vai aos poucos se distinguindo como pessoa e se apropriando da segurança proporcionada pelo ambiente.
Se, num primeiro momento, precisava ser segurado emocionalmente pela mãe, paulatinamente ele vai adquirindo a capacidade de SE SEGURAR por conta própria.
Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “André Green e o complexo da mãe morta” que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
Lembrando que, a partir do dia 24/09, os preços das assinaturas da Confraria PARA NOVOS MEMBROS serão: 59,99 (plano mensal) por mês e 597,00 (plano anual). Então, se você ainda não é nosso aluno e quer garantir o preço atual (49,99 por mês ou 497,00 por ano), não perca tempo e faça sua assinatura HOJE.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Quando Raíssa, uma jovem de 25 anos, começou a fazer terapia com a psicóloga Fernanda, sua queixa era a de que não conseguia “manter” um relacionamento.
A moça dizia que seus namoros duravam muito pouco. Após alguns meses, os rapazes terminavam e ela nunca entendia muito bem o motivo.
Raíssa tinha a esperança de que a terapia a ajudaria a descobrir o que havia de errado consigo.
Fernanda percebeu logo nas primeiras sessões que, diferentemente da maioria de seus pacientes, Raíssa não tinha uma postura interativa.
A jovem tinha sempre muito assunto, contava mil e uma situações, mas fazia isso sem convocar a participação da terapeuta. Parecia estar falando sozinha.
A psicóloga se sentia incomodada por ser colocada na posição de espectadora, mas, ao mesmo tempo, se divertida com as histórias contadas pela paciente.
De todo modo, adotava uma atitude clássica, mais silenciosa, e só intervinha para fazer algumas perguntas e pontuações.
Após cinco anos, Raíssa estava noiva e acreditava ter resolvido sua dificuldade em manter relacionamentos. Porém, não cogitava a hipótese de sair da terapia.
— Eu não vivo mais sem análise. Vou fazer até morrer. — dizia de vez em quando nas sessões.
Fernanda, por sua vez, tinha a sensação de que o problema central de Raíssa ainda não havia sido trabalhado.
A terapeuta sentia que a postura falante da paciente era artificial, defensiva e exercia alguma função específica na transferência.
Tal função só foi descoberta depois que um incidente contado pela paciente fez Fernanda se lembrar de um detalhe que ela havia contado logo na primeira sessão:
— Meu irmãozinho morreu logo depois que eu nasci. Por isso, mamãe só conseguiu me amamentar por um mês. Meu pai disse que ela ficou muito mal, tadinha.
Quais podem ter sido as consequências de um episódio traumático como esse sobre a vida psíquica de Raíssa?
De que forma tal experiência estaria relacionada à postura da paciente em análise?
A psicóloga deveria alterar a forma como vem conduzindo esse caso?
Essas e outras perguntas estão respondidas na aula especial “André Green e o complexo da mãe morta”, já disponível na CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da masterclass “SER FELIZ: É POSSÍVEL?” que foi ministrada ao vivo no dia 12/09 e cuja gravação já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
Lembrando que, a partir do dia 24/09, os preços das assinaturas da Confraria PARA NOVOS MEMBROS serão: 59,99 (plano mensal) por mês e 597,00 (plano anual). Então, se você ainda não é nosso aluno e quer garantir o preço atual (49,99 por mês ou 497,00 por ano), não perca tempo e faça sua assinatura HOJE.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
No ano acadêmico de 1957-1958, o psicanalista francês Jacques Lacan ministrou um seminário intitulado “As formações do inconsciente”.
Como de costume, o autor não se manteve restrito ao tema central do curso e enveredou por uma série de outros tópicos relacionados.
É nesse seminário, por exemplo, que Lacan começa a construir o seu famoso “grafo do desejo”.
Um dos assuntos sobre os quais o analista francês mais se debruça é o complexo de Édipo.
A certa altura do curso, mais especificamente na lição 9, ao introduzir sua perspectiva estruturalista sobre a dinâmica edipiana, Lacan diz o seguinte:
“É isto: o pai é uma metáfora”.
Trata-se de uma afirmação surpreendente e ousada.
Afinal, o autor está propondo que o pai que entra (ou não) em jogo no complexo de Édipo é, no fim das contas, um elemento de ordem puramente simbólica.
Dizer que o pai é uma metáfora significa dizer que ele é tão-somente um significante que substitui outro significante e captura o significado dele.
Sim. De fato, é isso o que acontece quando fazemos uma metáfora como “Aquele homem é um banana.”
Nesse exemplo, substituímos o significante “homem” pelo significante “banana”, fazendo com que o segundo capture e transforme o significado do primeiro.
Para Lacan, no complexo de Édipo, é exatamente isso o que acontece:
O pai enquanto significante, ou seja, não o genitor da criança ou qualquer pessoa de carne e osso, substitui o significante do desejo materno e, assim, dá um novo sentido a ele.
É claro que essa ideia só pode ser suficientemente bem compreendida com uma boa e didática explicação, certo?
E é justamente essa explicação simples e acessível que você encontrará na AULA ESPECIAL que foi publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA.
O título dela é “LENDO LACAN 11 – Metáfora paterna e complexo de Édipo” e está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – LACAN.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “LENDO FERENCZI 09 – Como e quando utilizar a técnica ativa” que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – FERENCZI da CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Freud costumava dizer que a análise deveria acontecer numa condição de “abstinência”.
Na prática, isso significa que o analista deveria manter o paciente num estado de permanente… desconforto.
Isso mesmo: desconforto.
Mas antes que venha alguém acusar o pai da Psicanálise de sadismo, deixe-me explicar o motivo pelo qual ele defendia isso.
Freud acreditava que se a análise fosse uma experiência muito tranquila, confortável e satisfatória, o paciente não se engajaria no processo terapêutico.
Ele ficaria ali falando, falando, falando, usufruindo da companhia agradável do terapeuta e não sairia do lugar.
Por isso, o médico vienense recomendava justamente que os analistas não fossem companhias muito agradáveis…
Um paciente insatisfeito, pensava Freud, “trabalha” mais na análise do que aquele para quem as sessões são momentos de puro deleite.
De fato, gente, nós não podemos deixar nossos pacientes numa “zona de conforto”.
Nossa presença precisa ser SUFICIENTEMENTE incômoda para provocá-los e incitá-los a fazer contato com os conteúdos de seu Inconsciente.
O problema é que, às vezes, a simples postura mais reservada e profissional do analista não é suficiente para mobilizar o sujeito e perturbar suas resistências.
Eventualmente, é preciso que o terapeuta convide o paciente a SE MEXER em algumas áreas de sua vida a fim de levá-lo a sair da zona de conforto.
Foi essa a conclusão a que o psicanalisa húngaro Sándor Ferenczi chegou quando propôs a chamada “técnica ativa”.
Trata-se de um procedimento que consiste em recomendar ao paciente que faça ou deixe de fazer certas coisas a fim de estimular a manifestação do Inconsciente.
Na AULA ESPECIAL publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA, eu explico (com exemplos) em que momentos a técnica ativa pode ser utilizada e de que forma deve ser aplicada.
O título da aula é “LENDO FERENCZI 09 – Como e quando utilizar a técnica ativa” e já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – FERENCZI.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Muitas pessoas se habituaram a pensar que possuem uma “verdadeira essência” escondida por trás daquilo que efetivamente fazem.
A própria Psicanálise contribuiu para a formação dessa ideia com a descoberta de que nossos comportamentos são influenciados por pensamentos inconscientes.
Assim, muita gente procura um psicanalista na esperança de finalmente descobrir quem REALMENTE é, como se essa verdade estivesse oculta e precisasse ser desvelada.
Quem pensa dessa forma se esquece de outra descoberta crucial da Psicanálise: a de que o Inconsciente está SEMPRE falando — em alto e bom som.
— Como assim, Lucas?
Veja: os pensamentos que nós reprimimos e/ou mantemos reprimidos estão sempre retornando à nossa consciência de modo disfarçado.
Eles não ficam, como muita gente imagina, presos e guardados lá no Inconsciente.
A mocinha que tem inclinações homossequissuais reprimidas, por exemplo, está o tempo todo expressando-as de modo indireto, simbólico, metafórico.
Só é preciso ter olhos para ver.
A repugnância afetada diante de uma cena de beijo entre duas mulheres num filme pode muito bem ser a expressão pelo avesso do desejo não reconhecido.
Assim como a violência com que aquele rapaz se condena e se cobra pode revelar, nas entrelinhas, a ardente agressividade que ele insiste em tentar reprimir.
A repressão, senhoras e senhores, SEMPRE FRACASSA.
É como tentar se livrar do corpo de um pássaro morto guardando-o numa gaveta.
O cheiro do cadáver em decomposição inevitavelmente denunciará sua presença ali.
Por isso, se você quer descobrir a sua “verdadeira essência”, basta olhar para o que efetivamente diz, faz e pensa.
Ela não está enterrada num baú recôndito ao qual só se tem acesso depois de um longo processo de escavação.
A nossa verdade está aí, na nossa cara, gritando a plenos pulmões.
O problema é que a gente se nega a escutá-la.
E é por isso que a Psicanálise demora.
De fato, a gente precisa de um bom tempo para tomar coragem de olhar para a verdade e mais tempo ainda para se acostumar com o seu modo peculiar de falar.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.