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Naquele dia Frieda chegou ao consultório de sua analista e percebeu que o ambiente havia passado por uma redecoração. Entusiasmada, exclamou:
— Que maravilha, doutora! Finalmente a senhora seguiu meu conselho!
Sem que a paciente percebesse, a analista revirou os olhos e disse:
— Vamos começar?
Frieda deitou-se no divã, mas, ao invés de começar a falar de imediato, permaneceu cerca de um minuto em silêncio, olhando para o chão da sala.
— Doutora, eu acho que esse tapete novo não combinou com os seus móveis. Sei lá… Acho que ele é muito escuro.
A analista ficou em silêncio.
Antes da mudança, Frieda já havia feito diversos apontamentos em relação ao que julgava que a terapeuta deveria fazer em relação à decoração da sala.
Olhando para tal comportamento de um ponto de vista simbólico, a analista dizia à paciente:
— Frieda, você está tentando me controlar, invertendo nossas posições. Ao invés de ouvir o que tenho a lhe dizer, sou eu quem supostamente deveria ouvi-la.
Tal interpretação entrava por um ouvido e saía pelo outro. A paciente continuava fazendo recomendações com ar de superioridade.
A analista já estava ficando de saco cheio.
Por isso, seu silêncio diante da observação sobre o tapete era mais expressão de cansaço do que exatamente uma postura técnica.
Sobretudo porque, naquele dia em que a redecoração ficou pronta, vários pacientes já haviam dado seus respectivos pitacos sobre o que a terapeuta deveria ter feito.
Assim, no momento em que Frieda começou a fazer um segundo apontamento, desta vez sobre a nova localização de uma mesa, a analista não se conteve:
— Minha cara, realmente, não me importa o que você pensa disso.
A paciente ficou perplexa.
Depois de alguns segundos em silêncio, queixou-se com muita raiva da suposta grosseria da terapeuta, mas acabou pedindo desculpas.
Mais do que isso:
Frieda finalmente reconheceu sua tendência controladora e comentou que outras pessoas também deviam se incomodar com seus conselhos intrometidos.
A história que você acaba de ler é parcialmente fictícia.
Trata-se de uma singela dramatização do relato que Margaret Little fez de um episódio real ocorrido quando analisava essa paciente que ela chama de Frieda.
A psicanalista sul-africana utilizou essa situação e outras para ilustrar uma tese polêmica, que ela defende no artigo “R – A resposta total do analista às necessidades de seu paciente”:
A tese de que, em certos momentos de uma análise, principalmente com determinado tipo de paciente, o analista DEVE expor seus sentimentos PESSOAIS.
Quer saber mais sobre esse interessantíssimo ponto de vista?
Então, assista à AULA ESPECIAL “Margaret Little e a manifestação do analista como pessoa”, que acaba de ser publicada na CONFRARIA ANALÍTICA.
A aula se encontra no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS e o linque para fazer parte da CONFRARIA está no meu perfil.
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Todo mês, na CONFRARIA ANALÍTICA, nós temos uma aula especial do módulo ESTUDOS DE CASOS.
Trata-se de um dos módulos preferidos da nossa comunidade, pois em suas aulas eu comento casos clínicos reais que estão sendo conduzidos por alguns alunos.
Para a aula deste mês, publicada nesta sexta, o caso escolhido foi o de Vera (pseudônimo), uma idosa que vem tendo dificuldades para superar o luto pela morte do marido.
A paciente sofre com humor deprimido, crises de ansiedade e insônia.
A infância de Vera foi marcada por severos e dolorosos golpes que a vida lhe deu.
No entanto, ao invés de ficar revoltada e ressentida, a idosa se sente extremamente… CULPADA.
Como isso é possível?
Por que essa paciente possui uma visão tão negativa de si mesma, que a leva a se punir e se culpar por coisas que objetivamente não fez?
Onde está o ódio legítimo que ela poderia sentir pelas pessoas que lhe fizeram mal, principalmente a mãe, com quem não pôde contar quando mais precisava?
E por que ela se sente compelida a “sufocar” a filha e a analista com uma atenção desmedida?
Estas e outras perguntas são respondidas na aula especial “ESTUDOS DE CASOS 12 – Vera: o ódio não elaborado se transforma em culpa”.
A aula já está disponível para todos os nossos alunos no módulo ESTUDOS DE CASOS.
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A vida em sociedade seria inviável se nos apresentássemos uns aos outros de maneira 100% natural.
Por isso, desde muito cedo aprendemos a esconder dos outros certos aspectos do nosso ser espontâneo.
ESCONDER: esta é uma das principais funções da máscara.
Quando estamos com ela, evitamos que as pessoas vejam aquilo que não queremos (ou não podemos) mostrar.
Mas a máscara também serve como meio de PROTEÇÃO — para nós mesmos e para os outros.
De fato, muito precocemente percebemos que existem em nós determinadas inclinações que precisam ser contidas porque podem nos colocar em risco.
Quando temos a sorte de crescer em um ambiente estável, pacífico, confiável e seguro, a máscara que construímos para viver é meramente instrumental.
Ela é vivenciada como uma simples ferramenta de ocultação necessária e proteção cautelosa.
Por outro lado, quando temos o azar de passar a infância num ambiente conturbado, violento, negligente ou inseguro, passamos a nos confundir com a máscara.
Afinal, ela acaba se tornando um meio de sobrevivência e não apenas um recurso necessário para a relação com os outros.
Uma criança que vive num lar marcado por violência, por exemplo, se vê obrigada a TROCAR o seu modo espontâneo de ser pela máscara a fim de se proteger.
Ou seja, ela recorre à máscara não pela necessidade natural imposta pela interação com outras pessoas, mas por… MEDO.
Medo dos adultos à sua volta, mas também medo de si mesma.
Afinal, quando o ambiente não é seguro e confiável, passamos a olhar para nossos impulsos naturais como essencialmente perigosos.
Infelizmente, esse medo que leva uma pessoa a usar a máscara para sobreviver não desaparece com facilidade.
Por isso, mesmo saindo do contexto hostil em que foi criado, o sujeito pode não conseguir abandonar a máscara como refúgio e usá-la apenas como ferramenta.
O medo infantil dos ataques do ambiente leva a pessoa a viver o tempo todo no “modo máscara” renunciando totalmente a seus desejos e inclinações espontâneas.
Esse é o seu caso?
Que lugar a máscara ocupa na sua vida: mera ferramenta de adaptação ou recurso indispensável de sobrevivência?
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Compulsão à repetição? Por que repetimos o que nos faz sofrer?”, que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Foi assim que Isadora começou aquela sessão de análise.
— Tá acontecendo mais uma vez a mesma coisa que já aconteceu em todos os meus namoros: depois de um tempo, o cara começa achar que pode mandar em mim.
— Hum… — pontuou a analista.
— Ontem o João veio dizer que não queria que eu ficasse de muita conversa com meu primo no WhatsApp porque sentia ciúme.
Após dizer isso, Isadora abaixou a cabeça e continuou:
— O pior é que eu disse a ele que passaria a conversar menos. Mas não é o que eu quero! Eu e o Breno fomos criados juntos. Ele é praticamente um irmão pra mim.
— Então por que você acatou o pedido do João? — indagou a analista.
Após alguns segundos de silêncio, a paciente respondeu:
— Por que eu tenho muito medo de perdê-lo, Lílian. Esse é o problema. É sempre assim. Eu me apego demais à pessoa.
— E a pessoa acaba se aproveitando desse poder que você concede a ela…
— Pois é… Foi a mesma coisa com o Davi. Eu sofri tanto quando ele terminou comigo… Não quero passar pela mesma coisa agora com o João.
A analista aproveitou essa fala para propor uma reflexão:
— Por que será que você lida com o término de um relacionamento como uma coisa tão desastrosa?
Depois de pensar durante alguns segundos, Isadora disse:
— Enquanto você tava falando, veio à minha cabeça a separação dos meus pais. Mas isso é muito clichê, Lílian!
— Sim — disse a analista — muitas vezes a nossa vida é isso mesmo: um baita clichê!
Como você pôde ver, Isadora está presa num padrão que se repete em todos os seus relacionamentos.
Por que repetições dessa natureza acontecem nas nossas vidas?
Por que repetimos comportamentos que nos causam dor, mal-estar e sofrimento?
Segundo Freud, isso aconteceria porque todos nós teríamos uma “compulsão à repetição”. Mas seria essa uma boa explicação?
Eu exploro essa questão e apresento outras razões para explicar nossas repetições autodestrutivas numa AULA ESPECIAL publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.
O título da aula é “AULA ESPECIAL – Compulsão à repetição? Por que repetimos o que nos faz sofrer?” e já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS.
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Trauma é uma experiência (ou uma série de experiências similares) que ultrapassa a capacidade de processamento psíquico do sujeito.
Para facilitar sua compreensão, pense na seguinte analogia:
Vamos supor que você tenha um computador que possui 8 gigabytes de memória RAM e resolva instalar nele um jogo que precisa de 16 gigas para rodar bem.
O que acontecerá nesse caso?
Provavelmente você não conseguirá jogar o game. Ele demorará muito para iniciar, ficará travando ou, talvez, sequer abra.
O trauma é justamente isso: uma experiência muito pesada que o seu aparelho psíquico não dá conta de “rodar” e, por essa razão, trava.
Ora, quanto mais jovens nós somos, menor a nossa capacidade de processamento das experiências vividas.
Essa é a primeira razão pela qual somos tão vulneráveis a passarmos por traumas na infância.
Situações que seriam vividas com muita tranquilidade por um adulto podem ser excessivamente aflitivas para uma criança.
Pense, por exemplo, na experiência de assistir a um conflito agressivo entre duas pessoas que você ama muito.
Como adulto, é provável que você consiga processar essa experiência com muita tranquilidade, até com bom humor.
Agora imagine o pavor que uma criança pode experimentar ao ver seus pais, as duas pessoas que mais ama na vida, gritando um com outro violentamente.
Algumas crianças podem não dar conta de “digerir” essa situação. Ela pode ser pesada demais para seu frágil e precário aparelho psíquico.
Além disso — e aqui entra a segunda razão pela qual os traumas são tão frequentes na infância — a criança é muito dependente; ela praticamente não tem autonomia.
Por conta disso, não pode recorrer à fuga como estratégia de enfrentamento diante de uma situação estressante.
Se o seu namorado se mostra agressivo e desrespeitoso, você, como adulta, pode simplesmente terminar com o cara e nunca mais vê-lo.
Mas o que pode fazer uma criança que convive com uma mãe agressiva e violenta?
Nada. Ela é obrigada a ficar ali, sendo alvo dos ataques maternos, pois depende da genitora para sobreviver.
Baixa capacidade de processamento e dependência: essas são as duas razões pelas quais tantos de nós carregamos traumas de infância.
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “O AUTISMO COMO QUARTA ESTRUTURA 01 – A recusa à alienação”, que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – LACAN da CONFRARIA ANALÍTICA.
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