Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da aula “5 princípios fundamentais da prática psicanalítica” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Eu sempre digo que, na psicanálise, nós não trabalhamos com protocolos terapêuticos, ou seja, com roteiros padronizados de conduta clínica.
Nesse sentido, o modo como se desenvolve uma terapia psicanalítica pode variar bastante, mas não só pelas peculiaridades de cada paciente.
Fatores como o estilo do analista e a orientação teórica principal adotada por ele produzem experiências clínicas muito distintas.
Ainda assim, apesar das diferenças, todas essas formas de trabalho continuam sendo… psicanálise.
Por quê?
Quais são os aspectos comuns entre práticas tão diferentes quanto, por exemplo, a lacaniana e a winnicottiana, que fazem com que ambas sejam psicanalíticas?
Existem elementos essenciais que precisam estar presentes numa experiência clínica para que ela possa legitimamente ser chamada de psicanálise?
Do meu ponto de vista, sim.
E é sobre isso que falo na aula especial publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.
O título da aula é “5 princípios fundamentais da prática psicanalítica” e ela já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS.
A Confraria é a maior e mais acessível escola de teoria psicanalítica do Brasil, com mais de 500 horas de conteúdo.
Se você quer compreender de forma profunda o que torna a psicanálise verdadeiramente psicanálise, essa aula é pra você.
Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Nosso psiquismo possui uma espécie de lei de autorregulação que Freud chamou de “princípio do prazer”.
Ela se expressa na tendência de buscarmos coisas que nos agradam e evitarmos o que nos faz sofrer.
Podemos ver o princípio do prazer em ação principalmente quando a vida nos obriga a passar por situações desagradáveis das quais não podemos fugir.
É o que acontece, por exemplo, com crianças traumatizadas, que convivem com pais negligentes, autoritários ou violentos.
Como eu sempre digo, a criança não pode “terminar” com os pais e simplesmente sair de casa. Como depende deles, é obrigada a suportá-los.
Porém, graças ao princípio do prazer, que, como eu disse, nos impele a fugir de situações desagradáveis, a criança traumatizada pode se refugiar… em si mesma.
Sim. Diante de uma realidade dolorosa, porém inevitável, ela pode criar uma FANTASIA, ou seja, um enredo imaginário que se contrapõe àquilo que vivencia.
Por exemplo: para não ter que admitir a realidade de que sua mãe é negligente e excessivamente autocentrada, Cíntia criou a seguinte fantasia:
“Eu sou uma menina má por natureza, indigna de receber afeto. É por isso que mamãe não presta muita atenção em mim.”
Perceba como a fantasia deu SENTIDO à realidade dolorosa e, ao mesmo tempo, AMENIZOU o sofrimento da garota ao eliminar sua expectativa pelo amor materno.
A partir do momento em que a fantasia se consolidou, Cíntia passou a se contentar com o pouco de atenção que a mãe lhe dispensava e, assim, deixou de se frustrar.
O problema é que, se a fantasia, num primeiro momento, tem essa função protetiva, com o passar do tempo, ela vai se tornando uma prisão.
Afinal, com medo de voltar a se sentir injustamente rejeitada, Cíntia precisará continuar imaginando-se como uma pessoa má e indigna de amor.
E aí, a chance de se envolver em relacionamentos com pessoas que a enxerguem exatamente dessa forma é muito grande.
Infelizmente, quando estamos presos a uma fantasia, inconscientemente nos esforçamos para fazer com que ela corresponda à realidade…
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Esta é uma pequena fatia da aula “LENDO FERENCZI 10 – Uma visão psicanalítica do envelhecimento” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – FERENCZI da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Você já reparou como o comportamento de muitos idosos se torna parecido com o de crianças?
A Psicanálise tem uma explicação poderosa pra isso.
Em 1914, Freud publica o célebre artigo “Sobre o narcisismo: uma introdução”.
No texto, o autor afirma ter chegado à conclusão de que o narcisismo, isto é, o investimento de libido no ego, não seria apenas uma reação psicopatológica.
Não. Para Freud, o narcisismo seria não só um componente NORMAL da subjetividade, mas a própria condição INICIAL do psiquismo.
Em outras palavras, todos nós, no início da vida, seríamos fundamentalmente narcísicos.
Quando observamos o comportamento dos bebês e das crianças, podemos facilmente ser levados a concordar com essa tese freudiana.
De fato, um bebezinho parece estar completamente voltado para suas próprias necessidades.
Tanto é assim que ele está pouco se lixando se irá atrapalhar o sono da mãe ao chorar no meio da noite querendo mamar.
Essa posição narcísica permanece com bastante força na primeira infância.
Como mostrou Piaget, até os 7 anos de idade (mais ou menos), nós somos cognitivamente EGOCÊNTRICOS.
Só gradualmente vamos nos tornando capazes de compreender que o outro pode enxergar uma situação de uma forma diferente da nossa.
Essa transformação corresponde, na teoria freudiana, à saída do narcisismo primário.
Conforme a gente cresce, parte da nossa libido permanece investindo o ego, mas uma parcela bem maior passa a ser direcionada às pessoas e ao mundo.
Porém, quando chegamos à terceira idade, essa situação tende a se inverter: começamos a investir pouco no mundo e muito mais em nós mesmos.
Ou seja, na velhice, nós voltamos a ser tão narcísicos como éramos quando crianças.
Esta é a tese defendida e demonstrada pelo psicanalista húngaro Sándor Ferenczi no artigo “Para compreender as psiconeuroses do envelhecimento”, de 1921.
Eu comentei a primeira parte desse texto numa aula especial publicada hoje (sexta) na Confraria Analítica, a minha escola de formação teórica em Psicanálise.
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O discurso dos pacientes em análise revela de modo cristalino que temos uma tendência a internalizar as experiências que vivenciamos, sobretudo na infância.
Internalizar significa trazer para o interior do psiquismo aquilo que acontece, num primeiro momento, do lado de fora, no mundo externo.
Muitos de nossos conflitos psíquicos, por exemplo, são apenas reproduções de relações conflituosas que tivemos com nossos pais na infância ou na adolescência.
Vejamos o caso de Samanta:
Quando criança, essa mulher se sentia travada e humilhada pela postura severa da mãe, alimentando fortes desejos vingativos contra a genitora.
Hoje, aos 40 anos, a paciente se vê presa a essa mesma situação emocional.
O detalhe é que a mãe faleceu há dez anos e Samanta já não morava com ela há muito tempo.
A paciente, entretanto, continua se sentindo travada e humilhada.
Não pela mãe, mas por si mesma, ou melhor, por uma parte de si mesma que se formou por meio da internalização da figura materna.
Em outras palavras, a mãe “de carne e osso” morreu, mas a mãe internalizada continua vivíssima.
Talvez você esteja se perguntando:
— Mas, Lucas, por que Samanta internalizaria uma pessoa que só lhe causava sofrimento. Masoquismo?
Não, caro leitor.
Podemos elencar, no mínimo, duas boas razões que justificam essa internalização:
Em primeiro lugar, a frequência da relação:
Buscando previsibilidade e segurança, nosso psiquismo tende a se adaptar a situações externas de sofrimento que se repetem.
A internalização é um dos mecanismos que facilitam esse esforço de adaptação.
É como se Samanta, quando criança, pensasse: “Se eu trouxer mamãe para dentro de mim, estarei mais preparada para lidar com ela do lado de fora.”
O segundo motivo é o desejo de eliminar a situação de sofrimento:
Samanta pode ter acreditado que, trazendo a mãe para dentro de si, ou seja, para uma esfera de suposto controle, conseguiria transformá-la numa pessoa menos severa.
A internalização mostra que nosso psiquismo é como uma esponja.
Portanto, para entender o que se passa em seu interior, precisamos necessariamente mapear o que aconteceu do lado de fora dele…
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Nos últimos dias, muita gente me enviou mensagens compartilhando vídeos sobre bebês reborn e pedindo que eu falasse algo a respeito.
O tom das mensagens era quase sempre de escândalo.
Pudera!
Em sua maioria, os vídeos enviados mostravam “mães” de bebês reborn tratando seus bonecos como se fossem filhos de verdade.
O mais compartilhado foi o de uma jovem que supostamente teria levado seu boneco para um pronto-socorro.
Sério?
Em outro, uma senhora finge que está num supermercado com um reborn, frustrada por não conseguir prioridade na fila do caixa. 🙄
E tem ainda o vídeo daquela moça simulando ter sido contratada como babá de um bebê reborn nos EUA. 🤡
Calma, gente, isso é só fanfic para gerar engajamento.
Por outro lado, sim, existe um pequeno grupo de mulheres (e alguns homens) que efetivamente gostam de brincar com bebês reborn.
E foi com o objetivo de formular algumas hipóteses para compreender psicanaliticamente esse hobbie que eu decidi fazer uma aula especial.
Ela já está publicada no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da Confraria Analítica, a minha escola de formação teórica em Psicanálise.
O título da aula é “Bebês reborn e suas mães: um olhar psicanalítico”.
Nela eu apresento a hipótese de que as pessoas que possuem esse hobbie estão, em sua maioria, brincando de vivenciar, em fantasia, a experiência de maternagem.
Mais especificamente, a parte inicial dessa experiência, nos primeiros meses de vida da criança, em que o bebê ainda ocupa o lugar de falo materno.
👉 Quer entender o que pode levar alguém a brincar de maternar um boneco?
Então, acesse este link e venha estudar comigo na Confraria Analítica, a maior escola online de teoria psicanalítica do Brasil.
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Há uma coisa que você PRECISA saber e que talvez nenhum profissional de saúde mental tenha lhe falado até hoje:
Seus problemas emocionais existem para PROTEGÊ-LO.
Sim! Seus episódios depressivos, suas crises de ansiedade, seus pensamentos negativos, sua compulsão alimentar… Tudo isso existe para proteger você.
Eu sei que tal afirmação parece absurda, mas fique tranquilo que vou demonstrá-la.
Primeiramente, você precisa reconhecer dois fatos indiscutíveis:
(1) Todos nós somos seres contraditórios, no sentido de que temos muitas inclinações diferentes, que frequentemente se opõem umas às outras.
(2) Não temos consciência de todas essas inclinações e, portanto, não estamos plenamente conscientes de todos os possíveis conflitos entre elas.
Admitidas essas duas realidades, podemos continuar nossa demonstração:
Essas contradições internas (por exemplo: entre o amor e o ódio que você tem por uma pessoa) geram uma emoção extremamente desagradável: a ANGÚSTIA.
Quando estamos fortes psiquicamente, conseguimos tolerar a angústia e, consequentemente, o conflito que a produz.
Porém, quando nos encontramos num estado de fragilidade emocional, a angústia se apresenta como algo insuportável.
E aí, para evitar o surgimento dela, precisamos empregar defesas psíquicas contra o conflito que a desencadeia.
Pois bem! Nossos sintomas são justamente a EXPRESSÃO VISÍVEL dessas defesas.
— Mas, Lucas, eu não me percebo utilizando defesa nenhuma e também não consigo enxergar nenhum desses conflitos de que você está falando.
OK, mas você lembra que admitiu agora há pouco que nós nem sempre estamos conscientes de nossas inclinações e de possíveis conflitos entre elas?
Na maioria das vezes, todo esse processo que descrevi (conflito -> angústia -> defesas -> adoecimento) acontece inconscientemente.
E é justamente por isso que, para tratar seus problemas emocionais, você precisa de um método terapêutico que lhe permita enxergar essa mecânica inconsciente.
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Esta é uma pequena fatia da aula “ESTUDOS DE CASOS 20 – André e o complexo de caçula” que já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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