Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “ESTUDOS DE CASOS 18 – Uma jovem mal acolhida que se sentia um peso para o mundo” que já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Na última segunda-feira, na Confraria Analítica, nós terminamos de estudar linha a linha o texto “A criança mal acolhida e sua pulsão de morte”, de Sándor Ferenczi.
Nesse pequeno artigo, o analista húngaro defende a tese de que pessoas que não foram bem acolhidas na infância frequentemente se tornam autodestrutivas.
— Mas o que significa ser bem acolhido na infância, Lucas?
É simples:
Os pais acolhem bem suas crianças quando as tratam com tamanha ternura que elas crescem com a certeza de serem amadas e desejadas.
Essa certeza, essencial para a saúde psíquica infantil, não nasce na alma daqueles inúmeros meninos e meninas que são abandonados pelos pais por exemplo.
Esse foi o caso de Amanda (pseudônimo), paciente atendida por uma aluna da Confraria, cuja história analiso na aula especial publicada hoje em nossa plataforma.
Trata-se de uma jovem adulta que iniciou sua análise queixando-se de uma série gigantesca de afetos negativos, entre os quais a falta de vontade de viver.
Como previsto por Ferenczi, essa moça desenvolveu uma verdadeira aversão a si mesma e à própria existência por ter sido muito maltratada quando criança.
Internalizando a mensagem de que não era bem quista por sua própria família, Amanda cresceu se percebendo como um peso para o mundo.
Um peso morto, diga-se de passagem.
Felizmente, com a terapia, esse cenário começou a se modificar…
O título da aula em que comento o caso dessa paciente é “ESTUDOS DE CASOS 18 – Uma jovem mal acolhida que se sentia um peso para o mundo”.
Ela já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS da CONFRARIA ANALÍTICA, a maior e mais acessível escola de teoria psicanalítica do Brasil.
Para se tornar nosso aluno e ter acesso a essa aula e a todo o nosso acervo de mais de 500 horas de conteúdo, acesse este link.
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Existe uma diferença crucial entre a Psicanálise e as formas diretivas de psicoterapia.
O terapeuta diretivo encara as queixas apresentadas pelo paciente como problemas a serem resolvidos.
Já o psicanalista as percebe como mensagens a serem lidas e interpretadas.
Imaginemos uma moça que esteja sofrendo com preocupações excessivas. Ela não consegue relaxar porque fica o tempo todo em estado de alerta.
A jovem, então, resolve procurar um psicólogo que trabalha com alguma terapia diretiva.
Provavelmente, já nas primeiras sessões, esse profissional recomendará à paciente alguma técnica que aprendeu em manuais de tratamento para transtornos de ansiedade.
Ele pode até se interessar por entender a origem dos sintomas da paciente, mas seu foco será a eliminação deles.
Ele quer resultados…
Assim, o terapeuta diretivo buscará a todo custo fazer a paciente parar de se preocupar em excesso, ou seja, voltar a “funcionar” normalmente.
Se essa mesma jovem tivesse agendado uma consulta com um psicólogo que trabalha com a Psicanálise, a abordagem seria completamente diferente.
Um psicanalista jamais tomaria como objetivo primário do tratamento levar a paciente a parar de se preocupar em excesso o mais rápido possível.
— Como assim, Lucas? O profissional não desejaria aliviar o sofrimento da moça?
Claro que desejaria.
Mas ele sabe que eliminar os sintomas imediatamente significaria privar a paciente do valiosíssimo conhecimento que está contido neles.
Essa jovem não se preocupa em excesso por acaso, nem por causa de algum “defeito” em seu cérebro.
Ela faz isso porque PRECISA. Pois essa foi a forma que encontrou para lidar com certos conflitos psíquicos e/ou marcas traumáticas de sua história de vida.
Por isso, ao invés de ensinar uma técnica para controlar preocupações, um psicanalista faria o seguinte convite a essa paciente:
“Aguente firme! Você não está mais sozinha para lidar com esse problema.
Vamos entender o que você está tentando dizer para si mesma por meio do excesso de preocupações.
Com efeito, à medida que for compreendendo a mensagem contida nesse sintoma, você não precisará mais dele e poderá, enfim, abandoná-lo.”
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Psicanálise e Neurociências: uma introdução ao debate” que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Nas últimas décadas, as chamadas Neurociências têm produzido um vasto corpo de conhecimentos acerca do funcionamento do cérebro.
Diante desse cenário, nós, psicanalistas, somos chamados a tomar uma posição.
Alguns recebem com muito entusiasmo as descobertas neurocientíficas e consideram que elas podem ser a base “científica” que faltava para nossas teorias.
Para eles, a Psicanálise deve se fundir com as Neurociências e constituir uma nova disciplina, a Neuropsicanálise — projeto já em andamento, diga-se de passagem.
Um segundo grupo de analistas adota uma postura que eu ousaria chamar de fóbica.
Afinal, temendo que a Psicanálise seja engolida pelas Neurociências, essa ala entende que não há nenhuma articulação possível entre os dois campos.
Para tais analistas, a Psicanálise não faz parte do mesmo regime discursivo das pesquisas sobre o cérebro e só tem a perder com um eventual diálogo.
Um terceiro grupo (no qual me incluo) é menos extremado do que os dois primeiros.
Ele acredita que a Psicanálise deve se manter como um campo autônomo e distinto, mas aberto à interlocução com as Neurociências.
Esse grupo entende que as descobertas sobre o funcionamento do cérebro não são o fundamento empírico que precisávamos para validar nossas teorias.
Afinal, a clínica já cumpre muito bem esse papel.
Para tais analistas, os dados neurocientíficos são apenas contribuições valiosas que podem nos ajudar a repensar nossas teorias e enriquecer nosso campo.
Se você quer entender melhor essas três posições e seus respectivos argumentos, assista à AULA ESPECIAL publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.
O título da aula é “Psicanálise e Neurociências: uma introdução ao debate” e está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS.
A Confraria é a maior e mais acessível escola de teoria psicanalítica do Brasil.
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Um dos piores erros que um terapeuta pode cometer é aconselhar o paciente a tomar certas decisões em sua vida.
Veja: eu não estou me referindo a orientações genéricas e inofensivas do tipo: “Talvez lhe faça bem começar a praticar atividades físicas”.
Estou falando de casos em que o terapeuta sugere explicitamente ao paciente que escolha a opção A em detrimento da B.
“Você deveria se separar”.
“Você deveria sair desse emprego”.
“Você deveria se afastar da sua mãe”.
É claro que são poucos os profissionais que enunciam seus conselhos dessa forma tão crua e direta.
A maioria dos terapeutas palpiteiros é mais sutil, mas o paciente percebe claramente que está sendo induzido a ir por determinado caminho.
Por que isso é tão pernicioso?
Em primeiro lugar, porque transforma a terapia numa relação pedagógica, em que o profissional fica na posição de professor e o paciente na de aluno.
E por que isso é ruim, Lucas?
Ora, porque um pressuposto da relação pedagógica é que o professor sabe e o aluno não. E, na terapia, quem detém o saber é o paciente, não o terapeuta.
A segunda razão pela qual terapeutas não devem ficar dando conselhos é que tal postura pode levar o paciente a se sentir cobrado e pressionado.
Assim, o profissional deixa de ser visto como alguém que vai acolher e ajudar e passa a ser percebido como uma autoridade a ser obedecida.
Por último, mas não menos importante:
O caminho sugerido pelo terapeuta pode ser, de fato, benéfico para a saúde mental do paciente.
No entanto, se o paciente escolhe esse caminho simplesmente porque foi aconselhado a fazê-lo, o efeito terapêutico da decisão não acontecerá.
Afinal, o sujeito ainda não está preparado para sustentá-la.
E como é que eu sei que ele não está preparado?
Porque, caso estivesse, a decisão brotaria espontaneamente, sem que o terapeuta precisasse sugeri-la.
Todo terapeuta inevitavelmente pensa em seu íntimo que o paciente deveria ir pelo caminho X ou Y.
Mas só os bons terapeutas são capazes de não ceder a essa tentação de querer controlar a vida de quem estão atendendo.
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Transtorno bipolar: uma visão psicanalítica” que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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