“Sufocar” é agredir.


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Quando o ódio se transforma em culpa

Todo mês, na CONFRARIA ANALÍTICA, nós temos uma aula especial do módulo ESTUDOS DE CASOS.

Trata-se de um dos módulos preferidos da nossa comunidade, pois em suas aulas eu comento casos clínicos reais que estão sendo conduzidos por alguns alunos.

Para a aula deste mês, publicada nesta sexta, o caso escolhido foi o de Vera (pseudônimo), uma idosa que vem tendo dificuldades para superar o luto pela morte do marido.

A paciente sofre com humor deprimido, crises de ansiedade e insônia.

A infância de Vera foi marcada por severos e dolorosos golpes que a vida lhe deu.

No entanto, ao invés de ficar revoltada e ressentida, a idosa se sente extremamente… CULPADA.

Como isso é possível?

Por que essa paciente possui uma visão tão negativa de si mesma, que a leva a se punir e se culpar por coisas que objetivamente não fez?

Onde está o ódio legítimo que ela poderia sentir pelas pessoas que lhe fizeram mal, principalmente a mãe, com quem não pôde contar quando mais precisava?

E por que ela se sente compelida a “sufocar” a filha e a analista com uma atenção desmedida?

Estas e outras perguntas são respondidas na aula especial “ESTUDOS DE CASOS 12 – Vera: o ódio não elaborado se transforma em culpa”.

A aula já está disponível para todos os nossos alunos no módulo ESTUDOS DE CASOS.


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Você usa uma máscara ou vive mascarado?

Todos nós precisamos de uma máscara para viver.

A vida em sociedade seria inviável se nos apresentássemos uns aos outros de maneira 100% natural.

Por isso, desde muito cedo aprendemos a esconder dos outros certos aspectos do nosso ser espontâneo.

ESCONDER: esta é uma das principais funções da máscara.

Quando estamos com ela, evitamos que as pessoas vejam aquilo que não queremos (ou não podemos) mostrar.

Mas a máscara também serve como meio de PROTEÇÃO — para nós mesmos e para os outros.

De fato, muito precocemente percebemos que existem em nós determinadas inclinações que precisam ser contidas porque podem nos colocar em risco.

Quando temos a sorte de crescer em um ambiente estável, pacífico, confiável e seguro, a máscara que construímos para viver é meramente instrumental.

Ela é vivenciada como uma simples ferramenta de ocultação necessária e proteção cautelosa.

Por outro lado, quando temos o azar de passar a infância num ambiente conturbado, violento, negligente ou inseguro, passamos a nos confundir com a máscara.

Afinal, ela acaba se tornando um meio de sobrevivência e não apenas um recurso necessário para a relação com os outros.

Uma criança que vive num lar marcado por violência, por exemplo, se vê obrigada a TROCAR o seu modo espontâneo de ser pela máscara a fim de se proteger.

Ou seja, ela recorre à máscara não pela necessidade natural imposta pela interação com outras pessoas, mas por… MEDO.

Medo dos adultos à sua volta, mas também medo de si mesma.

Afinal, quando o ambiente não é seguro e confiável, passamos a olhar para nossos impulsos naturais como essencialmente perigosos.

Infelizmente, esse medo que leva uma pessoa a usar a máscara para sobreviver não desaparece com facilidade.

Por isso, mesmo saindo do contexto hostil em que foi criado, o sujeito pode não conseguir abandonar a máscara como refúgio e usá-la apenas como ferramenta.

O medo infantil dos ataques do ambiente leva a pessoa a viver o tempo todo no “modo máscara” renunciando totalmente a seus desejos e inclinações espontâneas.

Esse é o seu caso?

Que lugar a máscara ocupa na sua vida: mera ferramenta de adaptação ou recurso indispensável de sobrevivência?


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[Vídeo] Por que não é saudável manter desejos no Inconsciente?


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[Vídeo] A verdade sobre neutralidade na Psicanálise


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[Vídeo] Na repetição pode haver esperança

Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Compulsão à repetição? Por que repetimos o que nos faz sofrer?”, que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Compulsão à repetição? Por que repetimos o que nos faz mal?

— Tá acontecendo tudo de novo, Lílian.

Foi assim que Isadora começou aquela sessão de análise.

— Tá acontecendo mais uma vez a mesma coisa que já aconteceu em todos os meus namoros: depois de um tempo, o cara começa achar que pode mandar em mim.

— Hum… — pontuou a analista.

— Ontem o João veio dizer que não queria que eu ficasse de muita conversa com meu primo no WhatsApp porque sentia ciúme.

Após dizer isso, Isadora abaixou a cabeça e continuou:

— O pior é que eu disse a ele que passaria a conversar menos. Mas não é o que eu quero! Eu e o Breno fomos criados juntos. Ele é praticamente um irmão pra mim.

— Então por que você acatou o pedido do João? — indagou a analista.

Após alguns segundos de silêncio, a paciente respondeu:

— Por que eu tenho muito medo de perdê-lo, Lílian. Esse é o problema. É sempre assim. Eu me apego demais à pessoa.

— E a pessoa acaba se aproveitando desse poder que você concede a ela…

— Pois é… Foi a mesma coisa com o Davi. Eu sofri tanto quando ele terminou comigo… Não quero passar pela mesma coisa agora com o João.

A analista aproveitou essa fala para propor uma reflexão:

— Por que será que você lida com o término de um relacionamento como uma coisa tão desastrosa?

Depois de pensar durante alguns segundos, Isadora disse:

— Enquanto você tava falando, veio à minha cabeça a separação dos meus pais. Mas isso é muito clichê, Lílian!

— Sim — disse a analista — muitas vezes a nossa vida é isso mesmo: um baita clichê!

Como você pôde ver, Isadora está presa num padrão que se repete em todos os seus relacionamentos.

Por que repetições dessa natureza acontecem nas nossas vidas?

Por que repetimos comportamentos que nos causam dor, mal-estar e sofrimento?

Segundo Freud, isso aconteceria porque todos nós teríamos uma “compulsão à repetição”. Mas seria essa uma boa explicação?

Eu exploro essa questão e apresento outras razões para explicar nossas repetições autodestrutivas numa AULA ESPECIAL publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.

O título da aula é “AULA ESPECIAL – Compulsão à repetição? Por que repetimos o que nos faz sofrer?” e já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS.


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Por que tantas pessoas têm traumas de infância?

Trauma é uma experiência (ou uma série de experiências similares) que ultrapassa a capacidade de processamento psíquico do sujeito.

Para facilitar sua compreensão, pense na seguinte analogia:

Vamos supor que você tenha um computador que possui 8 gigabytes de memória RAM e resolva instalar nele um jogo que precisa de 16 gigas para rodar bem.

O que acontecerá nesse caso?

Provavelmente você não conseguirá jogar o game. Ele demorará muito para iniciar, ficará travando ou, talvez, sequer abra.

O trauma é justamente isso: uma experiência muito pesada que o seu aparelho psíquico não dá conta de “rodar” e, por essa razão, trava.

Ora, quanto mais jovens nós somos, menor a nossa capacidade de processamento das experiências vividas.

Essa é a primeira razão pela qual somos tão vulneráveis a passarmos por traumas na infância.

Situações que seriam vividas com muita tranquilidade por um adulto podem ser excessivamente aflitivas para uma criança.

Pense, por exemplo, na experiência de assistir a um conflito agressivo entre duas pessoas que você ama muito.

Como adulto, é provável que você consiga processar essa experiência com muita tranquilidade, até com bom humor.

Agora imagine o pavor que uma criança pode experimentar ao ver seus pais, as duas pessoas que mais ama na vida, gritando um com outro violentamente.

Algumas crianças podem não dar conta de “digerir” essa situação. Ela pode ser pesada demais para seu frágil e precário aparelho psíquico.

Além disso — e aqui entra a segunda razão pela qual os traumas são tão frequentes na infância — a criança é muito dependente; ela praticamente não tem autonomia.

Por conta disso, não pode recorrer à fuga como estratégia de enfrentamento diante de uma situação estressante.

Se o seu namorado se mostra agressivo e desrespeitoso, você, como adulta, pode simplesmente terminar com o cara e nunca mais vê-lo.

Mas o que pode fazer uma criança que convive com uma mãe agressiva e violenta?

Nada. Ela é obrigada a ficar ali, sendo alvo dos ataques maternos, pois depende da genitora para sobreviver.

Baixa capacidade de processamento e dependência: essas são as duas razões pelas quais tantos de nós carregamos traumas de infância.


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[Vídeo] Seu relacionamento é parecido com o dos seus pais?


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[Vídeo] As 4 características principais do Inconsciente


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[Vídeo] O autista não cede à “sedução” do Outro.

Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “O AUTISMO COMO QUARTA ESTRUTURA 01 – A recusa à alienação”, que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – LACAN da CONFRARIA ANALÍTICA.


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O autismo como quarta estrutura

O autismo começou a ser reconhecido como entidade nosológica a partir do fim da década de 1930 com os clássicos estudos do psiquiatra austríaco Leo Kanner.

Inicialmente considerado como um tipo de psicose infantil, pouco a pouco o autismo passou a ser pensado como um distúrbio do desenvolvimento.

Em 1980, a 3ª. edição do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-III) classificava o autismo como um “transtorno global do desenvolvimento”.

No DSM-V, duas mudanças cruciais e altamente deletérias acontecem:

Em primeiro lugar, desaparece a categoria de “transtornos globais do desenvolvimento” e emerge a noção de “transtornos do neurodesenvolvimento”.

A segunda mudança é a substituição do termo “transtorno autista” por “transtorno do espectro autista (TEA)”.

Ambas as alterações produziram impactos muito prejudiciais no modo como o autismo é visto tanto dentro quanto fora do mundo psi.

Por um lado, a classificação “transtorno do neurodesenvolvimento” tem levado muitas pessoas a acreditarem na FALSA ideia de que o autismo se desenvolve puramente por conta de fatores neurobiológicos.

Já a noção de “espectro autista” DESTRUIU a especificidade do diagnóstico, levando inúmeras pessoas que não são, de fato, autistas a serem classificadas como tal.

Como a Psicanálise tem se posicionado diante desse cenário catastrófico?

Uma iniciativa que tem emergido nas últimas décadas, notadamente no campo lacaniano, é a formulação da hipótese de que o autismo seria uma ESTRUTURA SUBJETIVA específica, ao lado da neurose, da psicose e da perversão.

Essa hipótese permite pensar o autismo como um modo particular de existir no mundo e não como deficiência, como sugere a caracterização do DSM.

Na AULA ESPECIAL publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA, eu explico qual é o elemento estrutural fundamental que, para alguns autores lacanianos, nos permite considerar o autismo como quarta estrutura clínica.

O título da aula é “AUTISMO COMO QUARTA ESTRUTURA 01 – A recusa da alienação” e ela já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – LACAN.


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Qual é o seu clichê?

Num texto de 1912 chamado “A Dinâmica da Transferência”, Freud compara aquilo que se apresenta no fenômeno transferencial a um “clichê”.

Mas, ao contrário do que muita gente pensa, o pai da Psicanálise não estava se referindo a clichê no sentido figurado, isto é, a uma expressão muito repetida.

Freud estava falando do clichê em seu sentido original, que é proveniente do campo da artes gráficas.

Originalmente, o termo clichê designava uma placa de metal que servia de modelo para a impressão de textos e imagens.

Ou seja, estamos falando de um artefato cujo mecanismo de funcionamento é semelhante ao de um carimbo.

Ora, um processo análogo de reprodução de um modelo acontece na transferência. É por isso que Freud faz a comparação.

De fato, o que observamos em análise é que o paciente reproduz, na relação com o terapeuta, certo modo estereotipado de se relacionar com os outros de forma geral.

Um paciente que costuma ser submisso em suas relações interpessoais, por exemplo, tenderá a ser submisso na relação com o analista.

Esse padrão relacional básico se constitui na infância e o sujeito o repete compulsivamente, como um clichê sendo impresso em páginas e mais páginas.

A grande maioria das pessoas não percebe que possui esse padrão porque, no dia a dia, consegue justificar seu funcionamento em função do contexto:

“Eu sou tão submisso no meu trabalho porque tenho medo de ser demitido.”

O que esse sujeito não sabe é que continuaria agindo de forma submissa mesmo se estivesse num cargo público, com pouquíssimas chances de ser demitido.

O padrão se impõe independentemente das circunstâncias, assim como o clichê pode ser impresso em qualquer tipo de folha, mesmo as que não estão em branco.

Ao fazer análise, a pessoa tem mais facilidade para identificar o padrão relacional porque o analista se apresenta de forma mais ou menos “neutra”.

Assim, o paciente não consegue encontrar muitas razões objetivas para explicar seu modo de agir.

Ele acaba sendo compelido a reconhecer que se encontra preso a um padrão que vem de si mesmo e que se reproduz continuamente à revelia de sua vontade.


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[Vídeo] Você não é sempre o mesmo


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[Vídeo] Experimentar contrariar seu padrão


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