Podemos encarar nossos propósitos como ilusões conscientes cuja finalidade, tal como a maquiagem feminina, é simplesmente tornar a existência mais bela e interessante.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Neste vídeo, o Dr. Nápoli responde 7 perguntas que lhe foram enviadas na caixinha de perguntas do Instagram.
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “LENDO WINNICOTT 05 – Reatividade e falso self: os efeitos de um ambiente intrusivo”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – WINNICOTT” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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— … então ele está sempre querendo me controlar, Helena!
Após dizer isso, Gabriela se levanta do divã para pegar um pouco de água.
Helena, a psicanalista com quem Gabriela se encontra semanalmente há um ano, espera a paciente voltar a se deitar e lhe pergunta:
— Mas o que a faz pensar que o seu marido está querendo te controlar, Gabi?
— Uai, eu deixei muito claro que não iria ao aniversário do meu pai, mas ele quer me forçar a ir de qualquer jeito.
— Quando ele disse que você poderia se divertir na festa você sentiu que ele estava querendo te obrigar a comparecer?
— Senti não! Ele estava, sim, querendo me forçar. Daquele jeito dele, manso, sutil, mas estava, sim.
— E depois que você repetiu que não iria de jeito nenhum, ele continuou insistindo?
— Não, claro que não. Ele sabe que não adianta…
— Bem… Para quem estava querendo te controlar, ele parece ter desistido muito rápido, não? — indagou a analista com um tom intencionalmente jocoso.
— Ele sabe como eu sou, Helena. Ninguém me controla. Inclusive, é por isso que eu decidi não ir ao aniversário.
— Como assim?
— Você acredita que ele teve a coragem de mandar uma mensagem no grupo da família dizendo que preferia receber algum valor em dinheiro ao invés de presentes.
— Hum…
— Isso é um absurdo! Quem tem que escolher o que vai dar sou eu!
Helena entendeu que aquele era um momento apropriado para encerrar o atendimento, mas achou necessário oferecer à paciente a seguinte interpretação:
— Parece que toda vez que alguém pede ou sugere alguma coisa que vai na contramão do que você deseja, você sente isso como uma invasão e uma tentativa de controle da parte do outro.
A terapeuta continua:
— O que é bastante compreensível, na verdade. Você tem muito medo de voltar a ser aquela criança lá de trás que, REALMENTE, era controlada o tempo todo pela mãe…
A reatividade paranoica apresentada por essa paciente é um dos efeitos típicos produzidos por um ambiente intrusivo na infância.
Na AULA ESPECIAL de hoje da CONFRARIA ANALÍTICA falo sobre essa e outras consequências desse tipo de ambiente com base no pensamento do psicanalista inglês Donald Winnicott.
O título da aula é “LENDO WINNICOTT 05 – Reatividade e falso self: os efeitos de um ambiente intrusivo” e já está disponível na Confraria no módulo “AULAS ESPECIAIS – WINNICOTT”.
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Outro dia minha esposa comentou comigo (debochando, obviamente) sobre a opinião que ela ouviu de uma dessas influenciadoras de Instagram que querem ensinar as pessoas a viver.
Segundo a tal moça, as mulheres não deveriam ter “roupa de ficar em casa”, isto é, aquelas peças que já estão meio gastas e com as quais, é claro, elas não iriam numa festa, por exemplo.
O raciocínio que está por trás dessa cag4ção de regra é o seguinte:
Se a mulher só se maquia e usa roupas novas e melhores quando sai de casa, ela estaria dizendo implicitamente para si mesma que somente os outros merecem ter acesso à sua “melhor versão”.
Nesse sentido, a pessoa que gosta de ficar em casa com aquela camisetinha velha, mas extremamente confortável, sofreria de uma “crença de não merecimento”…
Sacou? A influenciadora acha que se você não fica maquiada e “bem vestida” dentro de casa é porque NÃO SE SENTE DIGNA de se ver bonita e bem arrumada.
Se essa senhora tivesse lido um pouquinho de Winnicott, provavelmente não teria proferido tamanha sandice.
Afinal, ela confunde, de forma bastante pueril aliás, RELAXAMENTO com DESCUIDO.
Se a imensa maioria das mulheres não faz maquiagem dentro de casa é simplesmente porque NÃO QUER TER ESSE TRABALHO, ora bolas! Não se trata de desleixo.
Embora todos nós gostemos de apreciar nossas imagens quando estamos arrumados, qualquer pessoa normal sabe que, especialmente para as mulheres, se arrumar é um verdadeiro TRABALHO!
Eu imagino como deve ser desgastante a vida de uma mulher que atua no meio corporativo, por exemplo, e precisa, todo santo dia, acordar bem mais cedo para se maquiar, preparar o cabelo etc.
E a tal influenciadora está dizendo que essa mulher deveria fazer tudo isso também nos fins de semana e feriados!
Se nos permitimos ficar dentro de casa só de cueca, sem camisa, com uma blusinha desgastada ou aquela lingerie velha é justamente porque estamos num ambiente no qual podemos RELAXAR.
Um ambiente que não impõe sobre nós a obrigação de usar determinados trajes e exibir uma imagem pré-determinada.
Um ambiente onde… ufa! Podemos simplesmente ser. Sem precisar PARECER.
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Neste vídeo, o Dr. Nápoli defende a tese de que existem 3 tipos básicos de desatenção e que apenas um deles é o que está de fato presente no Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
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Antônio está no início da vida adulta e procura terapia queixando-se de estar infeliz no trabalho, de se m4sturb4r em excesso e, principalmente, da posição que ocupa em seu núcleo familiar.
Com efeito, desde o fim da adolescência, o rapaz assumiu a responsabilidade de dividir as contas de casa com a mãe e hoje sofre imaginando que terá que cuidar da genitora pelo resto da vida.
O mal-estar que Antônio vivencia no trabalho decorre das brincadeiras que colegas mais velhos fazem com ele, que o levam se sentir humilhado.
De fato, o jovem não possui autoestima e autoconfiança suficientes para se contrapor aos companheiros ou encarar as piadas deles com bom humor.
Antônio não se percebe como um homem atraente e teme não conseguir arrumar uma namorada. Por isso, cogita a possibilidade de contratar acompanhantes para se satisfazer s3xu4lmente.
Quando ainda era bebê, o pai e a mãe se separaram e, posteriormente, o jovem só visitou o genitor pouquíssimas vezes, de modo que a relação entre eles praticamente nunca existiu.
Por outro lado, Antônio guarda na memória certos traços da figura paterna que formam a imagem de um pai fraco, imaturo e emocionalmente instável.
Imaturidade e fragilidade emocional também são características marcantes de sua mãe…
Inseguro, pessimista em relação ao próprio futuro e perdido no labirinto de sua neurose, o rapaz frequentemente demanda orientações e, sobretudo, AUTORIZAÇÕES a sua terapeuta.
Como compreender a gênese da postura autodepreciativa e derrotista de Antônio?
O que está em jogo na relação de dependência que parece existir entre ele e a mãe?
Por que esse jovem parece se apresentar a sua analista como uma criança carente de orientação e permissão para desejar?
Essas e outras questões são discutidas por mim na AULA ESPECIAL “Um jovem obsessivo carente de pai”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
Esta é a primeira aula do nosso novo módulo de aulas especiais “Estudos de Casos”, em que comento casos clínicos reais como o de Antônio, relatados por alunos da nossa escola.
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Esta é uma pequena fatia do vídeo “[OPINIÃO] 3 VANTAGENS DA PSICANÁLISE SOBRE OUTRAS FORMAS DE TERAPIA”, disponível aqui.
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Por que meu pai não me deu o apoio de que eu precisava?
Por que minha mãe era tão dura e insensível?
Por que meu pai saiu de casa?
Todas essas perguntas são compreensíveis e é natural que elas brotem na alma de uma criança que, infelizmente, não teve uma infância ideal.
Sim, o ideal seria que todas as mães fossem carinhosas com seus filhos.
O ideal seria que todos os pais oferecessem o suporte necessário para o desenvolvimento de seus filhos.
O ideal seria que todas as mães conseguissem ser suficientemente empáticas e maleáveis.
O ideal seria que nenhuma criança precisasse passar pela dolorosa ruptura do vínculo conjugal entre os seus pais.
Todas essas coisas DEVERIAM acontecer.
Mas, infelizmente, elas nem sempre acontecem. Aliás, com muita frequência não acontecem.
E, se é assim, o que fazer, então?
Gastar boa parte da nossa preciosa e limitada energia psíquica com perguntas do tipo que eu apresentei no início deste texto?
Ou seguir em frente, renunciando ao inútil desejo de alterar o passado, sem deixar de reconhecer que nossa infância de fato não foi como DEVERIA ter sido?
Veja: o anseio de querer voltar no tempo e mudar o comportamento dos nossos pais é totalmente compreensível, mas não deixa de ser tolo.
Ele é proveniente da criança frustrada, ressentida, machucada ou desamparada que ainda sobrevive no psiquismo adulto.
Na terapia psicanalítica, nós acolhemos essa dimensão infantil e encorajamos nossos pacientes a pensar sobre ela.
Todavia, o que buscamos, no fim das contas, é ajudar o sujeito a se EMANCIPAR dessa criança magoada (com razão, na maioria das vezes) que ele um dia foi.
Para isso, estimulamos nossos pacientes a utilizarem seu tempo e sua energia para CRIAREM e CONSTRUÍREM ao invés de gastarem esses recursos valiosíssimos com inúteis lamentações.
Não é nada fácil dar conta de fazer isso. Ainda mais sozinho, sem o apoio de um bom terapeuta.
A criança magoada que fomos chora muito. E chora alto.
Mas é preciso mostrar a ela que, embora aqueles primeiros jogos tenham sido perdidos, ainda há muitas outras partidas por disputar…
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As descobertas psicanalíticas mostram que os mesmos impulsos que suscitam comportamentos considerados “perversos” ou criminosos estão presentes em TODAS as pessoas.
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Neste vídeo, o Dr. Nápoli analisa 4 razões típicas pelas quais as pessoas procrastinam e aponta estratégias para enfrentar cada uma delas.
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “O OBSESSIVO E A HISTÉRICA: CASAL (IM)PERFEITO”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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— Então você tá pensando em se separar? — pergunta Fernanda, a psicóloga com quem Márcio faz terapia há cerca de um ano.
— Sim, mas eu sempre penso nisso quando acontecem essas situações e acabo desistindo. — responde o advogado.
— Por que será, hein? — provoca a terapeuta em tom bem-humorado.
— Eu não gosto de mudança, Fernanda. Me dá uma aflição só de pensar que eu vou ter que sair de casa, alugar um apartamento, alterar toda a minha rotina…
— “Aflição”… Agora há pouco você disse que também fica aflito quando a sua esposa não quer tr4nsar…
— É que eu não consigo entender, Fernanda. Eu a trato com carinho desde o começo do dia, do jeito que ela me pede e aí, à noite, ela simplesmente diz que não tá a fim.
— Você fala como se fosse uma questão quase matemática, mas, no fim do dia, a conta não fecha, né?
— Exatamente. É por isso que eu fico aflito. Na minha cabeça não faz sentido a recusa dela.
— E você pergunta por que ela não quer?
— Claro! Ela só responde que não tá a fim, que não é porque eu tô com vontade que ela tem obrigação de fazer.
— E o que você acha disso?
— Racionalmente, eu concordo com ela. Mas, mesmo assim, eu acho injusto. Eu não sou esses caras babacas que só procuram a mulher para fazer s3xo.
— Hum…
— Eu sou um cara prestativo, estou sempre perguntando se ela está precisando de alguma coisa, elogio… Então, quando ela se nega a tr4ns4r comigo sem motivo, eu me sinto um completo idiota.
— Parece que você encara o s3xo como uma espécie de retorno do investimento que faz na sua esposa.
— Isso, Fernanda! Você traduziu o que tá na minha cabeça! Se eu invisto num negócio é porque eu espero que ele me dê lucro, né? Se não, não vale a pena o investimento, ué!
— É verdade, meu caro. O problema é que a sua esposa não é um… negócio, né? — intervém a psicóloga encerrando a sessão.
A visão desse paciente sobre sua esposa e a recusa dela em fazer s3xo apesar de todo o “investimento” que ele faz ilustram o relacionamento típico entre o obsessivo e a histérica.
Falo mais detalhadamente sobre o enlace tão comum entre essas duas estruturas na AULA ESPECIAL “O obsessivo e a histérica: casal (im)perfeito”, publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.
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