[Vídeo] Desabafo não é terapia

Desabafo não é tratamento.

Foi por se dar conta disso que Freud abandonou o método catártico.

Ele percebeu que o método catártico possibilitava que o paciente “colocasse para fora” os sentimentos que lá atrás haviam sido sufocados, mas não ajudava o paciente a discernir os motivos pelos quais essa repressão havia acontecido.


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[Vídeo] Intervindo na associação livre

Esta é uma pequena fatia da aula especial “LENDO FERENCZI #04 – A FUNÇÃO PROVOCADORA DO ANALISTA”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.


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O analista não só escuta, mas também provoca…

Fale exatamente o que lhe vier à cabeça.

Normalmente, esta é a única exigência que um psicanalista faz a seu paciente.

Na Psicanálise, diferentemente de algumas formas de terapia, não tem “tarefa de casa”, escalas de autoavaliação… Nada disso.

Numa terapia psicanalítica, tudo o que o paciente precisa fazer é comunicar fielmente todo e qualquer pensamento que apareça em sua consciência.

Nós, analistas, acreditamos que a dedução do que se passa no Inconsciente do analisando fica mais facilitada quando ele se comporta dessa forma.

Por isso, a exigência de que o paciente fale tudo o que lhe vier à cabeça — a chamada “associação livre” — foi classificada por Freud como “regra fundamental da Psicanálise”.

Se o analisando deve comunicar o que se passa espontaneamente em SUA ALMA, isso significa que o analista não deve ficar induzindo o paciente a falar sobre determinadas coisas, certo?

Certo.

É por isso que psicanalista não trabalha com entrevista de anamnese, pois o terapeuta que utiliza tal instrumento intencionalmente dirige a atenção do paciente para certos assuntos.

Na Psicanálise, desde o início, quem faz a “pauta” das sessões é o paciente mesmo.

No entanto, dois problemas podem eventualmente acontecer:

(1) O paciente pode não obedecer à regra da associação livre e evitar conscientemente comunicar certos pensamentos;

(2) Mesmo fazendo a associação livre, o analisando inconscientemente pode estar fugindo de certas questões cruciais para o tratamento.

Se tais situações acontecem, o que o analista deve fazer?

Continuar escutando normalmente o paciente e “torcer” para que, em algum momento, ele acabe deixando escapar o que está tentando esconder?

Para Sándor Ferenczi, não.

De acordo com o autor, nesses casos o terapeuta deve sair de sua posição normalmente passiva e… PROVOCAR o paciente.

Sim, provocá-lo, instigá-lo, atraí-lo para a direção daquilo acerca do que não deseja falar.

Ainda hoje (sexta) quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá a aula especial “LENDO FERENCZI 04 – A FUNÇÃO PROVOCADORA DO ANALISTA” em que eu explico como funciona essa manobra clínica proposta pelo psicanalista húngaro.

Te vejo lá!


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Adoecemos emocionalmente para tentar comunicar o que não damos conta de dizer.

Do ponto de vista psicanalítico, podemos pensar o adoecimento emocional metaforicamente como uma fala que não pôde ser comunicada.

Num primeiro momento, é como se a pessoa quisesse falar uma Coisa muito importante e verdadeira para si mesma.

Todavia, não se sente segura o suficiente para fazer isso.

Tem medo de como ficará ao escutar o seu próprio discurso.

Resultado: a pessoa decide não falar.

O problema é que a Mensagem que deseja comunicar é mais forte do que ela, de modo que não é possível segurar por muito tempo a Coisa a ser dita.

É aí que surge o adoecimento emocional.

Ele aparece como uma TENTATIVA de colocar para fora a Mensagem que a pessoa não deu conta de efetivamente COMUNICAR para si.

Fernanda não consegue dizer que ainda não aceitou ter tido uma mãe pouco acolhedora na infância.

Assim, TENTA expressar essa mensagem INDIRETAMENTE, relacionando-se com homens igualmente pouco acolhedores.

Insisto: o sintoma representa apenas uma TENTATIVA de comunicação, ou seja, algo como um espasmo, um grito e não uma FALA propriamente dita.

Se ele se repete, é justamente porque a Mensagem não foi de fato comunicada.

Afinal, não foi recebida e compreendida por seu receptor, a saber: o próprio sujeito.

Isso só pode acontecer se a Coisa for FALADA.

Quando uma pessoa, cansada da insistência de seu sintoma, decide começar uma análise, ela o faz nutrida por uma esperança inconsciente.

A esperança de que o terapeuta consiga DEDUZIR dos gritos e espasmos do sintoma a Coisa que ela não dá conta de comunicar.

Ou seja, ela espera que o analista a SUBSTITUA no lugar de emissor e receptor a fim de completar o fluxo comunicacional e, assim, fazer o sintoma desaparecer.

O terapeuta, porém, se recusa a usurpar a posição do paciente.

Por isso, ao invés de falar, o analista pede que o paciente diga — tudo o que lhe vier à cabeça.

A demanda de associação livre é, na verdade, um convite para que o paciente retome, agora num contexto seguro e confiável, a FALA que ficou presa no sintoma.

Fala que precisa não só ser emitida, mas, fundamentalmente ESCUTADA e COMPREENDIDA pelo próprio sujeito.

É por isso que sempre digo que a gente faz Psicanálise para SE ESCUTAR.


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[Vídeo] Como Freud inventou a associação livre?

Neste vídeo: entenda como foi a história de criação dessa que é a técnica terapêutica mais “mineirinha” de todas.


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[Vídeo] Dá para fazer autoanálise?

Eventuais insights só acontecem quando falamos com a suposição de que TEM ALGUÉM OUVINDO o que estamos dizendo. É só falando livremente com um outro que a gente consegue SE ESCUTAR.


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[Vídeo] 4 técnicas que todo psicanalista utiliza

A terapia psicanalítica não é uma simples conversa. Apesar de analista e paciente falarem coisas um para o outro, esse diálogo é intencionalmente estruturado de uma forma específica para produzir determinados efeitos. E isso acontece por meio da aplicação de determinadas técnicas. Neste vídeo, comento 4 delas.


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A invenção da associação livre, a técnica terapêutica mais “mineirinha” de todas

Você sabe como Freud estabeleceu a associação livre como principal ferramenta de trabalho na Psicanálise?

Foi mais ou menos assim:

Admitindo não ser um bom hipnotizador e considerar a hipnose uma técnica meio mística, Freud passou a praticar o método catártico inventado por Breuer sem hipnotizar seus pacientes.

Em vez disso, ele apenas pedia insistentemente aos doentes que se lembrassem dos seus traumas, crente de que eram plenamente capazes de fazer isso.

Não deu muito certo.

Alguns pacientes se lembravam, outros não.

Ao invés de trazerem à consciência as memórias reprimidas, muitos doentes começavam a falar de outras coisas que não tinham relação direta com seus problemas emocionais.

Ou seja, por não conseguirem se lembrar daquilo que supostamente era o mais importante (os traumas), tais doentes acabavam comunicando ao médico O QUE LHES PASSAVA PELA CABEÇA NO MOMENTO.

Freud até tentou dirigir a atenção desses pacientes para o “foco”, ou seja, o resgate das lembranças reprimidas, mas… não teve jeito:

Em vez do relato do trauma, o que vinham eram só esses “pensamentos despropositados”, como ele os chamou.

Houve até uma paciente que pediu explicitamente para que Freud parasse de lhe fazer perguntas e a deixasse falar livremente.

Dessa vez, o obstinado médico vienense teve que dar o braço a torcer.

Assim, ao invés de ficar insistindo vigorosamente para que seus pacientes se lembrassem dos traumas, Freud começou a a pedir a eles que apenas falassem o que lhes viesse à mente.

— Uai, Lucas, mas e o conteúdo reprimido? Freud simplesmente desistiu de buscá-lo?

Não, não.

Como bom cientista, o pai da Psicanálise acreditava firmemente no pressuposto do determinismo psíquico, segundo o qual nenhum pensamento acontece por acaso.

Assim, passou a trabalhar com a hipótese de que por mais APARENTEMENTE aleatória que fosse a verbalização do paciente, ela certamente teria ALGUMA RELAÇÃO com as memórias reprimidas.

Portanto, o objetivo do tratamento continuou a ser ajudar o paciente a reintegrar o conteúdo reprimido.

Só que agora, essa meta seria alcançada de modo mais “mineirinho”, comendo-se pelas beiradas, com terapeuta e paciente viajando juntos de pensamento em pensamento…


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[Vídeo] Psicanalista explica quando o paciente deve ir para o divã

O divã dá mais liberdade ao paciente para fazer a associação livre e também ajuda o analista a exercer a atenção flutuante. Mas qual é o momento certo de pedir ao paciente que faça as sessões deitado no divã? Assista ao vídeo e descubra.


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A gente faz Psicanálise porque é só falando livremente com um outro que a gente consegue SE ESCUTAR.

Não dá para substituir terapia de verdade por uma pretensa autoanálise.

Apesar de não se encontrar formalmente com outra pessoa para fazer análise, Freud não estava tecnicamente sozinho em sua suposta autoanálise.

Com efeito, ele tinha INTERLOCUTORES com os quais compartilhava as descobertas que fazia durante esse processo.

Quem foram eles?

Primeiramente, seu amigo (à época) Wilhelm Fliess, com quem trocou dezenas de cartas, e, por incrível que pareça, SEUS PRÓPRIOS LEITORES.

Sim! Livros como “A Interpretação dos Sonhos” e “A Psicopatologia da Vida Cotidiana” registram uma série de elaborações que Freud empreendeu em sua “autoanálise”.

Nesse sentido, nós, destinatários virtuais desses textos, ocupamos, de certa forma, o lugar de analistas para Freud.

— Mas, Lucas, como isso é possível? O analista, então, é meramente um interlocutor?

Não, caro leitor.

É óbvio que as INTERVENÇÕES do analista são essenciais para o progresso do tratamento.

É por isso, inclusive, que podemos dizer, sem medo, que a autoanálise de Freud foi capenga.

Provavelmente, o velho teria avançado muito mais caso tivesse se deitado no divã de algum de seus alunos.

Por outro lado, os resultados da terapia psicanalítica não podem ser atribuídos exclusivamente àquilo que o analista diz ou faz.

O simples fato de haver alguém para quem encaminhamos nossas queixas, indagações e elaborações já é, em si mesmo, terapêutico.

Isso acontece porque, no momento em que articulamos nossos pensamentos na forma de uma fala livre (exigência da Psicanálise), temos a oportunidade de perceber ligações, semelhanças e equivalências entre nossas ideias que só se evidenciam no âmbito da FALA.

E não de qualquer fala. Afinal, como se sabe, falar sozinho não produz o mesmo efeito.

Eventuais insights só acontecem quando falamos com a suposição de que TEM ALGUÉM OUVINDO o que estamos dizendo.

É só falando livremente com um outro que a gente consegue SE ESCUTAR.

Se esse outro RESPONDE na forma de uma interpretação ou de um corte, a escuta de si fica ainda mais refinada.

Mas, se ele simplesmente ocupa silenciosamente o lugar de destinatário do nosso discurso, isso já é suficiente para que os nossos ouvidos se abram à nossa própria voz.


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A ânsia pela coerência mutila a alma


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4 técnicas essenciais na prática da Psicanálise

Uma sessão de terapia psicanalítica se parece muito com uma conversa.

Não por acaso, o método catártico — embrião da Psicanálise — foi chamado por Anna O. de “talking cure” (cura pela conversa).

Assim, se um desavisado visse à distância uma sessão de Psicanálise, poderia muito bem ter a falsa impressão de que analista e paciente estão só batendo papo.

Aliás, os próprios pacientes muitas vezes podem ter essa sensação…

No entanto, obviamente sabemos que não se trata disso; a terapia psicanalítica não é uma simples conversa.

E por que não?

Porque, apesar de analista e paciente falarem coisas um para o outro, esse diálogo tem um caráter ARTIFICIAL.

Isso significa que ele é intencionalmente estruturado de uma forma específica para produzir determinados efeitos.

E esse arranjo artificial, por sua vez, é concretamente estabelecido por meio da aplicação de determinadas técnicas por parte do psicanalista.

Nos cards você encontrará 4 delas.


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[Vídeo] Na prática: entenda como funciona a Psicanálise

Neste vídeo: entenda como uma terapia psicanalítica acontece na prática (quais são seus objetivos, o que o paciente precisa fazer, como o terapeuta atua, dentre outros aspectos).


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Quando o analista deve pedir ao paciente para se deitar no divã?

Quero abordar essa questão no texto de hoje, mas antes preciso esclarecer um ponto muito importante acerca do próprio uso do divã na terapia psicanalítica.

Não, essa peça de mobiliário NÃO é um item indispensável para a prática da Psicanálise.

Freud usava o divã basicamente porque considerava muito cansativo ficar olhando para diferentes pessoas ao longo de um dia inteiro de trabalho.

Por outro lado, o próprio pai da Psicanálise e a comunidade analítica de forma geral foram se dando conta de que esse móvel realmente FACILITA o trabalho terapêutico.

Com efeito, dá mais liberdade ao paciente para fazer a associação livre e também ajuda o analista a exercer a atenção flutuante ao que é dito pelo analisando.

Todavia, favorecer não significa POSSIBILITAR.

Como eu disse, o divã facilita o trabalho analítico, mas é totalmente possível desenvolver esse trabalho sem ele.

Se não fosse assim, a prática da Psicanálise no serviço público ou na modalidade online seria inviável.

Feitas essas considerações preliminares, vamos à questão: se o analista trabalha com o divã, quando deve convidar o paciente para se deitar nele?

Na minha opinião, isso deve acontecer só depois que o terapeuta é introjetado pelo paciente, ou seja, quando se torna um objeto interno no psiquismo do analisando.

Na prática, isso corresponde ao momento em que o paciente passa a se relacionar com o analista não mais como um simples profissional com quem ele conversa toda semana, mas essencialmente como um DESTINATÁRIO.

Sim, um destinatário: alguém a quem ele endereça suas fantasias, seus anseios, suas queixas — elementos que outrora foram dirigidos a papai e mamãe.

Esse processo está em franco funcionamento quando, por exemplo, o analisando tem sonhos com o terapeuta ou pensa nele quando acontecem determinadas coisas ao longo da semana…

Enfim, trata-se do momento em que a figura do analista começa a FAZER PARTE dos pensamentos do paciente fora das sessões.

Nessa situação, pedir ao analisando para se deitar no divã, ou seja, retirar do campo de visão dele a imagem real do analista, funciona como uma estratégia para reforçar a relação do paciente com o terapeuta enquanto objeto interno.


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[Vídeo] 4 boas práticas para você aproveitar melhor sua terapia

Sim, tem coisas que você pode deliberadamente fazer para tornar o seu processo terapêutico ainda mais produtivo e enriquecedor. Eis algumas delas.


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