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O que leva uma pessoa a se interessar por outra, do ponto de vista amoroso, costumam ser algo muito superficial:
Aparência física, modo de conversar, estilo, traços de personalidade, status social etc.
Por outro lado, o que faz com que duas pessoas estabeleçam e mantenham um laço amoroso consistente são motivos mais profundos.
E justamente por serem dessa ordem, tais elementos não são facilmente visíveis. Só conseguimos vislumbrá-los mediante uma análise franca e cuidadosa.
Você pode até ter se interessado por seu marido por achá-lo atraente, mas o que te mantém na relação tem muito mais a ver com você do que com ele.
Uma das principais razões pelas quais vocês estão juntos pode ser o fato de que ele possui aspectos que você gostaria de ter, mas não consegue.
Você pode ser, por exemplo, uma pessoa extremamente passiva, boazinha, que aceita tudo e ele, em contrapartida, ser temperamental, caprichoso, rígido.
A assertividade e firmeza que faltam em você estão presentes nele em excesso.
Sim, a sabedoria popular está certa: os opostos se atraem.
Não raramente, nos vinculamos a pessoas que supostamente nos “completam” por encarnarem elementos que nos faltam.
Mas podemos também consolidar relacionamentos com parceiros que representam aquilo que FALTOU em nossa história de vida.
De repente, você teve uma mãe que não lhe dava muita atenção. Talvez ela trabalhasse muito, talvez ela simplesmente não quisesse ter sido mãe. Acontece.
E aí, carente da atenção materna, o que você faz? Inconscientemente, procura alguém que não tirará os olhos de cima de você.
Você gostou da sua namorada logo de cara porque ela era bonita, interessante, gostava das mesmas coisas que você, mas…
O que te fez CONTINUAR na relação foi o fato de que essa moça te deu o que sua parte infantil ainda pedia para mamãe: olhar, atenção…
O problema é que ela te olha até demais, né? E você, que na infância se sentia invisível, não reconhecido, agora se sente… controlado.
“Cuidado com o que desejas…”, diz o provérbio judaico.
— Tem como evitar que isso aconteça, Lucas?
Complicado… Até porque, sem terapia, dificilmente a gente reconhece nossas carências. Então, naturalmente somos guiados por elas.
Mas nem tudo está perdido.
Fazendo análise, podemos repensar as eventuais escolhas compensatórias que fizemos e decidir, com mais consciência, se queremos mantê-las ou abandoná-las.
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Esta é uma pequena fatia da aula “Racionalização: as desculpas que damos para nós mesmos” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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O único tipo de vínculo que rivaliza em grau de intimidade com aquele que temos com nossos pais é a relação que estabelecemos com nossos parceiros amorosos.
Existem certas dimensões da nossa personalidade que só nossos pais conhecem e que só nos sentimos à vontade para revelar a quem amamos.
Por isso, não é surpreendente perceber que usamos nossas relações afetivas como palcos para a encenação de questões mal resolvidas com nossos pais.
Nossos companheiros são os atores perfeitos para representar os papéis parentais no drama infantil que reproduzimos de modo inconsciente.
E isso não ocorre só porque temos com eles uma proximidade comparável à que tínhamos com nossos pais.
Acontece também porque escolhemos nossos parceiros justamente por reunirem traços que os tornam aptos a personificar as imagens de nossas figuras parentais — tanto as de quem elas foram quanto as de quem gostaríamos que tivessem sido.
Felipe frequentemente se sentia perdido e desamparado na infância. Achava que os pais não lhe davam apoio nem cuidado suficientes.
Resultado: casou-se com Fátima, uma mulher que só falta dar comida na sua boca, mas que, em contrapartida, não admite que ele vá sequer à padaria sozinho.
Beatriz, por sua vez, foi abandonada pelo pai aos cinco anos. O genitor mantinha um caso extraconjugal e decidiu ir morar com a amante em outro estado.
Sem se dar conta, a jovem acaba sempre se envolvendo com homens que, assim como o pai, jamais estão totalmente disponíveis: é o sujeito que desde o início avisa que não quer nada sério; é o rapaz comprometido…
Enquanto Felipe fez sua escolha pela via da compensação, Beatriz seguiu pela trilha da repetição. Mas ambos tentam, no campo amoroso, resolver o que ficou pendente nas relações com seus respectivos pais.
— A simples tomada de consciência seria suficiente para que interrompessem esse processo e buscassem vínculos não contaminados por suas questões infantis?
Não.
Primeiro, porque quem toma consciência é a parte adulta do sujeito, e não a dimensão infantil — que é justamente a responsável pelas escolhas amorosas.
Essa dimensão infantil não se transforma pela simples constatação racional da realidade. Ela precisa ser convencida de que o passado é imutável.
E, para que isso aconteça, podem ser necessários anos de elaboração psíquica, ou seja, de conversas entre a parte infantil e a parte adulta.
Em segundo lugar, porque é impossível eliminar de nossas escolhas afetivas as influências de nossas questões infantis mal resolvidas.
Como eu disse, é a dimensão infantil que decide. Logo, as escolhas sempre carregarão o viés das marcas indeléveis de nossa infância.
Depois de alguns bons anos de análise, talvez possamos fazer escolhas que nos causem menos sofrimento ou aprender a surfar nas ondas das que já fizemos.
Beatriz pode, enfim, conseguir se relacionar com um homem disponível e sublimar o anseio pelo pai ausente lendo romances ou assistindo doramas.
Felipe, por outro lado, pode começar a sair da posição de filho na relação conjugal e, assim, conquistar mais liberdade e autonomia.
Para isso, ambos precisarão renunciar ao gozo infantil, ou seja, à satisfação inconsciente que sentimos ao reencontrar, na face de quem amamos, aquele velho olhar do papai ou da mamãe.
Às vezes, o que chamamos de “amor” é só o eco de antigas carências.
Na Confraria Analítica, você encontra diversas aulas que ajudam a entender como nossas vivências infantis continuam influenciando o modo como amamos hoje.
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Complexo de Jocasta (mal resolvido): sinais e causas” que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Nós podemos utilizar nossos namoros e casamentos como sintomas, ou seja, como meios para a “resolução” de questões pessoais que não queremos enfrentar diretamente.
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Em lojas como a Cacau Show, por exemplo, é possível comprar apenas os chocolates dos quais a gente gosta.
Se as trufas de chocolate branco são as suas preferidas, você pode encher uma cestinha apenas com elas; não precisa levar obrigatoriamente outros chocolates.
Isso não acontece quando você compra uma caixa tradicional de bombons dessas da Nestlé ou da Garoto — que eram praticamente as únicas opções de chocolate disponíveis na minha infância.
Se você compra uma caixa da Garoto, por exemplo, ávido para degustar um Serenata de Amor, será obrigado a levar junto um Caribe (que tem seus fãs, eu sei, mas pode não ser muito do seu agrado).
Ou seja, você compra uma caixa de bombons tradicional porque ela contém chocolates que você gosta. Todavia, para ter acesso a eles, precisa necessariamente adquirir também aqueles que, se pudesse, você jamais compraria.
Um relacionamento amoroso de longo prazo é muito parecido com essas caixas de bombom.
É claro que a gente começa a se relacionar com uma pessoa porque ela possui características tanto estéticas quanto comportamentais que nos alegram.
Todavia, para se manter ao lado do ser amado você precisa inevitavelmente suportar uma série de outras características dele que não lhe são nada agradáveis.
Não dá para “editar” o parceiro e ficar apenas com os atributos aprazíveis: para ter acesso ao Serenata de Amor, você precisa necessariamente levar o Caribe junto.
O SEGUNDO VEM DA MESMA FÁBRICA QUE PRODUZIU O PRIMEIRO.
Assim também, os “defeitos” da pessoa que está com você — os quais te irritam, te angustiam, te entristecem — se originam da mesma fonte de onde provêm as “qualidades” que você tanto admira nela.
Laura gosta muito do olhar atento e cuidadoso que Jonas tem para consigo, mas se irrita profundamente com crises frequentes de ciúme do rapaz.
Muito provavelmente, o primeiro comportamento (que a agrada) não existiria sem o segundo (que a incomoda). Eles vêm da mesma fábrica…
E aí: quais são os “Caribes” que você suporta no seu namoro ou casamento? E quais são os “Serenatas de Amor” que justificam a manutenção do relacionamento?
Será que nessa relação só tem Caribe e praticamente nenhum Serenata?
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Num relacionamento amoroso, pessoas que apresentam uma personalidade DOMINADORA se sentem muito à vontade para praticarem atos de desrespeito, como invadir o espaço do parceiro ou proferir palavras grosseiras e agressivas.
Geralmente tais pessoas só conseguem manter relacionamentos de longo prazo com parceiros que são o oposto delas, ou seja, que, ao invés de dominadores, são submissos, dependentes e se culpam com muita facilidade.
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A pessoa não se sente bem no relacionamento, briga constantemente com o parceiro, mas simplesmente não consegue tomar a decisão de terminar — apesar de DESEJAR fazer isso com muita frequência.
Por que será que é tão difícil sair de uma relação que definitivamente mais nos entristece do que nos alegra?
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A experiência clínica evidencia que o fator que de fato sustenta a manutenção de um vínculo insatisfatório é a FUNÇÃO INCONSCIENTE que a relação amorosa exerce para o sujeito. Inconscientemente, nós utilizamos nossos namoros e casamentos como um PALCO para REENCERNARMOS certos problemas da infância que ficaram pendentes de resolução.
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