Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.
Hoje, às 20h, teremos mais uma aula ao vivo. Estamos estudando, linha a linha, o texto de Winnicott “Dependência no cuidado do lactente, no cuidado da criança e na situação psicanalítica”.
Te vejo lá!
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Neste vídeo, eu apresento 3 boas razões pelas quais atender amigos e parentes próximos não é uma conduta adequada, principalmente do ponto de vista técnico.
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— Boa tarde, Andressa. Vamos entrar? — pergunta Gisele tentando disfarçar a insegurança que teima em afetar sua voz.
Andressa é uma jovem universitária de 21 anos que alega ter muitas crises de ansiedade. Ela cursa Enfermagem na mesma universidade em que Gisele faz Psicologia.
Esse será o primeiro atendimento de Gisele no estágio de psicoterapia.
Apesar de já ter feito muitas entrevistas clínicas em estágios anteriores, ela está bastante tensa, pois sente o peso da responsabilidade de ter agora uma paciente sob seus cuidados.
A estagiária está sendo supervisionada pela professora Ana, uma experiente psicanalista.
Apoiando-se nas orientações da supervisora e na bibliografia indicada por ela, Gisele inicia o atendimento pedindo à paciente que fale o que lhe vem à cabeça.
— Como assim? — pergunta Andressa.
Por essa a estagiária não esperava! Sem conseguir disfarçar a tensão, ela explica:
— É que aqui você pode falar sobre o que quiser.
— Entendi. Eu procurei o atendimento aqui da clínica porque eu sou muita ansiosa. Só ontem eu tive duas crises. Meu namorado não aguenta mais.
Gisele espera que a paciente continue falando, mas, depois de alguns segundos em silêncio, ela só diz:
— É isso.
A estagiária fica sem saber o que fazer. Afinal, ela aprendeu que na Psicanálise é o paciente que conduz a sessão por meio da associação livre. Mas Andressa simplesmente não associa!
Incomodada com o silêncio, Gisele decide fazer uma pergunta:
— E como são essas crises que você tem?
A paciente responde novamente de modo sucinto, objetivo, sem fazer nenhuma associação.
Em contrapartida, angustiada com os momentos de silêncio, Gisele não para de fazer mentalmente associações com base no pouco material que Andressa lhe apresenta.
A estagiária sai do atendimento exausta e frustrada. Ela acha que não conseguiu fazer de fato um atendimento psicanalítico.
Mas fez.
O que ela ainda não sabe é que Andressa não é uma paciente neurótica. Por isso, o trabalho com ela não acontecerá nos moldes tradicionais.
Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA aprenderá na aula especial que será publicada hoje (sexta) algumas diferenças cruciais entre pacientes neuróticos e não neuróticos.
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Normalmente, esta é a única exigência que um psicanalista faz a seu paciente.
Na Psicanálise, diferentemente de algumas formas de terapia, não tem “tarefa de casa”, escalas de autoavaliação… Nada disso.
Numa terapia psicanalítica, tudo o que o paciente precisa fazer é comunicar fielmente todo e qualquer pensamento que apareça em sua consciência.
Nós, analistas, acreditamos que a dedução do que se passa no Inconsciente do analisando fica mais facilitada quando ele se comporta dessa forma.
Por isso, a exigência de que o paciente fale tudo o que lhe vier à cabeça — a chamada “associação livre” — foi classificada por Freud como “regra fundamental da Psicanálise”.
Se o analisando deve comunicar o que se passa espontaneamente em SUA ALMA, isso significa que o analista não deve ficar induzindo o paciente a falar sobre determinadas coisas, certo?
Certo.
É por isso que psicanalista não trabalha com entrevista de anamnese, pois o terapeuta que utiliza tal instrumento intencionalmente dirige a atenção do paciente para certos assuntos.
Na Psicanálise, desde o início, quem faz a “pauta” das sessões é o paciente mesmo.
No entanto, dois problemas podem eventualmente acontecer:
(1) O paciente pode não obedecer à regra da associação livre e evitar conscientemente comunicar certos pensamentos;
(2) Mesmo fazendo a associação livre, o analisando inconscientemente pode estar fugindo de certas questões cruciais para o tratamento.
Se tais situações acontecem, o que o analista deve fazer?
Continuar escutando normalmente o paciente e “torcer” para que, em algum momento, ele acabe deixando escapar o que está tentando esconder?
Para Sándor Ferenczi, não.
De acordo com o autor, nesses casos o terapeuta deve sair de sua posição normalmente passiva e… PROVOCAR o paciente.
Sim, provocá-lo, instigá-lo, atraí-lo para a direção daquilo acerca do que não deseja falar.
Ainda hoje (sexta) quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá a aula especial “LENDO FERENCZI 04 – A FUNÇÃO PROVOCADORA DO ANALISTA” em que eu explico como funciona essa manobra clínica proposta pelo psicanalista húngaro.
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Retificação subjetiva: uma manobra clínica essencial”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
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É a saída da posição de espectador e o reconhecimento do lugar de autor da própria história que percebo como um dos elementos cruciais que promovem a mudança na terapia psicanalítica.
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Mesmo que uma pessoa passe décadas fazendo análise, ela nunca se tornará completamente “transparente” para si mesma. O Inconsciente, essa dimensão opaca e disruptiva da nossa alma, SEMPRE continuará existindo. O analista pode se dar por satisfeito se tiver conseguido ajudar o paciente a superar as inibições e sintomas que o impediam de agir no mundo e aproveitar a vida.
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Cinco dicas de Ferenczi para o manejo clínico em Psicanálise”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
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Uma das principais dificuldades enfrentadas por quem está iniciando a prática da Psicanálise é lidar com os momentos em que o paciente fica em silêncio.
Isso pode acontecer de maneira pontual, durante alguns segundos ou minutos, mas há ocasiões em que o analisando passa muito tempo calado sob a justificativa de “não ter nada para dizer”.
Por que o silêncio é tão constrangedor para muita gente?
Minha hipótese é a de que a ausência de comunicação verbal entre duas pessoas que estão sozinhas num mesmo espaço (físico ou virtual) estabelece um clima de intimidade semelhante ao que existe numa relação amorosa…
Mas analistas iniciantes também podem se sentir incomodados com o silêncio por projetarem seu superego nos pacientes e imaginarem que estão sendo criticados por estarem calados.
O que fazer quando o paciente fica em silêncio?
Devemos simplesmente ficar quietos e aguardar a retomada da associação livre?
Na opinião do psicanalista húngaro Sándor Ferenczi (1873-1933), não.
Na primeira seção do trabalho “A técnica psicanalítica”, de 1919, o médico recomenda aos analistas que, nesses momentos, perguntem diretamente ao paciente em que ele está pensando.
Em muitos casos, o analisando acaba confessando que tem algumas coisas em mente, mas não as disse por considerar que são irrelevantes.
Essa é uma ocasião bastante oportuna para que o analista relembre ao paciente que, na terapia psicanalítica, absolutamente QUALQUER COISA que passe por sua cabeça é IMPORTANTE.
Na verdade, menosprezar o valor de certas ideias é uma das formas mais comuns de expressão da RESISTÊNCIA. O terapeuta deve ajudar o analisando a perceber isso.
— Ah, Lucas, mas e se o paciente disser que realmente não está pensando em nada e continuar em silêncio? O que o Ferenczi recomenda que os analistas façam?
A resposta para essa e mais quatro outras perguntas sobre técnica psicanalítica você encontrará na aula especial “CINCO DICAS DE FERENCZI PARA O MANEJO CLÍNICO EM PSICANÁLISE”, que estará disponível ainda hoje (sexta) para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
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Cansada de não conseguir ser feliz no amor, Jussara, uma engenheira de 35 anos, decide procurar o psicanalista Pedro a fim de compreender o que acontece consigo.
Na primeira sessão, a moça fala sobre seus últimos relacionamentos e como eles terminaram:
“O Paco foi o último. No começo (como sempre) eu achei que finalmente tinha encontrado o homem da minha vida: atencioso, carinhoso, sensível…”.
“Mas, com dois meses, já vi que tinha entrado de novo numa furada. Você acredita que ele queria que eu parasse de trabalhar por que, segundo ele, ‘em obra só tem macho’?”.
— E o que você falou quando ele te disse isso?, pergunta o analista.
“Ah, eu virei uma onça! Falei com ele que eu tinha saído cedo de casa justamente porque meu pai queria controlar cada passo que eu dava. Foi aí que a gente começou a brigar”.
— Hum… Então quer dizer que o Paco se parece com seu pai?
“Ele e os outros, né? Todo homem que eu arrumo tem isso de querer me controlar. Às vezes eu acho que é karma, só pode”.
Entusiasmado por ter extraído da paciente a confissão desse padrão, Pedro decide formular uma interpretação explicativa:
— Toda menina se apaixona pelo pai quando criança. Talvez você ainda esteja inconscientemente apaixonada pelo seu.
Jussara faz um semblante de estranhamento misturado com uma leve irritação.
O analista continua:
— Por isso só escolhe homens parecidos com ele e relacionamentos que não dão certo. Dessa forma, você satisfaz a saudade do colo do papai e, ao mesmo tempo, não deixa ninguém ocupar definitivamente o lugar dele no seu coração.
A fim de estimular a paciente a ficar pensando sobre sua interpretação, Pedro decide encerrar a sessão logo depois dessa fala.
Apesar de dizer que voltaria na semana seguinte, a paciente sai do consultório pensando: “Esse cara é um completo maluco. Vê se pode? Eu, apaixonada pelo papai? Nunca mais volto aqui”.
Se Pedro tivesse assistido à AULA ESPECIAL que será publicada ainda hoje na CONFRARIA ANALÍTICA, ele provavelmente não teria perdido essa paciente.
Nessa aula eu comento algumas orientações de Freud acerca de como o analista deve trabalhar no início do tratamento.
Pedro saberia que não se deve fazer interpretações logo na primeira sessão.
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Imagine o quão chato, pobre e sem graça o mundo seria sem a obstinação dos obsessivos, a insatisfação dos histéricos, o olhar crítico dos deprimidos…
Não se trata de glamourizar ou romantizar as doenças da alma, mas de constatar o fato óbvio de que nossos sintomas, apesar de dolorosos, podem, como diz Clarice, sustentar o edifício de nossas vidas.
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