Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Anorexia nervosa: uma leitura psicanalítica (parte 02)”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Anorexia nervosa: uma leitura psicanalítica (parte 01)”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Todo adoecimento emocional é resultado de uma ESTRATÉGIA.
Este é um pressuposto fundamental que deve nortear o trabalho de todo psicanalista na clínica.
Eu sei que tal afirmação pode parecer estranha para certos espíritos mais sensíveis, mas acredito que essa perplexidade se dissipará com a explicação a seguir.
Do ponto de vista psicanalítico, os problemas psicológicos que o paciente apresenta não são processos que o acometem, mas fenômenos que ele PRODUZ.
Produz inconscientemente, claro, pois ninguém decidiria adoecer de maneira consciente.
De todo modo, trata-se, sim, de uma PRODUÇÃO cujo objetivo é solucionar determinadas questões que, para o sujeito, são mais dolorosas do que o próprio adoecimento.
É por isso que eu falei em ESTRATÉGIA.
O sujeito não sabe conscientemente, mas ele arquitetou de maneira assaz meticulosa cada um de seus sintomas e inibições.
Aliás, boa parte da terapia psicanalítica consiste exatamente em fazer a “engenharia reversa” que permite ao sujeito entender como foi que produziu sua própria doença.
Nesta sexta-feira, quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá uma AULA ESPECIAL sobre um tipo grave de adoecimento psíquico chamado ANOREXIA NERVOSA.
E para compreender a abordagem psicanalítica desse transtorno, é fundamental considerar o pressuposto que expliquei.
De fato, para quem está de fora, o comportamento de uma jovem anoréxica parece completamente irracional e autodestrutivo.
Mas, do ponto de vista do mundo interno dessa moça, faz TODO O SENTIDO evitar se alimentar e tentar a todo custo emagrecer cada vez mais.
Ela não faz isso por acaso ou porque sua mente simplesmente teve um “bug” e agora enxerga a comida e seu corpo de forma “distorcida”.
Não!
Uma anoréxica PRECISA olhar para a comida como um objeto perigoso e para o seu corpo como algo que deve ser compulsivamente esvaziado.
Há uma ESTRATÉGIA em jogo.
— Mas por que ela precisa pensar dessa forma, Lucas?
É isso o que começaremos a ver na AULA ESPECIAL a que me referi acima.
O título dela é “AULA ESPECIAL – Anorexia nervosa: uma leitura psicanalítica” e já está está disponível na CONFRARIA, no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS.
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “LENDO FERENCZI 07 – A Psicanálise e outros tipos de psicoterapia”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – FERENCZI” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Apesar de existirem vários métodos psicoterapêuticos, um olhar atento é capaz de identificar basicamente três tipos de psicoterapia:
(1) Métodos que buscam alterar a maneira como o paciente se relaciona com a vida empregando técnicas de aprendizagem e modificação do pensamento.
(2) Métodos que buscam levar o paciente a se comportar de uma forma supostamente saudável explorando a confiança cega que o sujeito tem no terapeuta.
(3) A Psicanálise, que busca ajudar o paciente a se compreender e encontrar, por sua própria conta, formas mais criativas e menos sofridas de lidar com a própria verdade.
No texto “Fé, incredulidade e convicção sob o ângulo da psicologia médica”, Sándor Ferenczi defende a tese de que os dois primeiros métodos estão fadados ao fracasso.
O motivo é simples:
Em ambos, o paciente é levado a se adequar à verdade proposta pelo terapeuta e não a encontrar sua própria verdade, como ocorre na Psicanálise.
Se um paciente diz, por exemplo, que é um “b0sta”, terapeutas que trabalham com esses métodos se esforçarão para levar o paciente a perceber que ele não é isso.
Para tanto, utilizarão todo tipo de técnica de manipulação da consciência: registro de pensamentos, questionamento socrático, sugestão etc.
Um psicanalista, por sua vez, não ficará tentando forçar o paciente a enxergar a SUPOSTA verdade de que ele não é um “b0sta”.
Afinal, quem é o terapeuta para dizer que ele não é isso?
Caso estivesse em análise, esse sujeito seria encorajado a buscar o grão de verdade, da SUA verdade, que está por trás daquela afirmação.
Com efeito, se o paciente diz que é um “b0sta”, ele deve ter bons motivos para fazer isso, certo?
Por que não respeitá-los e ajudar a pessoa a compreendê-los ao invés de forçá-la a se ver de outra forma?
Quer saber mais sobre as diferenças entre a Psicanálise e esses outros métodos psicoterapêuticos?
Nela eu comento alguns trechos do artigo mencionado acima em que Ferenczi fala sobre esse assunto.
O título da aula é “LENDO FERENCZI 07 – A Psicanálise e outros tipos de psicoterapia” e ela já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – FERENCZI.
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Em algumas delas, o sujeito se sente basicamente apático, sem energia e sem interesse pelas coisas de que antes gostava.
Em outras, a questão fundamental que leva o paciente a sofrer é a sensação de que nada em sua vida faz sentido, de que está “vivendo por viver”.
Essas duas formas de depressão têm aparecido com muita frequência em nossos consultórios. Porém, não é sobre elas que desejo falar neste texto.
Quero tratar da depressão melancólica, um tipo clínico marcado essencialmente por fenômenos de caráter superegoico: excesso de culpa, autocobranças e autodesprezo.
Em 1917, Freud propôs a tese de que o mecanismo básico que dá origem a essa modalidade depressiva é a identificação da pessoa com um objeto que ela perdeu.
O processo em questão pode ser descrito de modo relativamente simples:
Antes de adoecer, o paciente tinha uma relação MUITO ambivalente com seu objeto de amor: ao mesmo tempo em que o amava muito, também o odiava bastante.
Ao perder o objeto (por conta de seu falecimento ou devido a uma separação), a pessoa se identifica com ele — a fim de compensar a perda.
Em Psicanálise, identificar-se com uma pessoa significa trazer a representação dela para dentro do próprio Eu, ou seja, introjetá-la.
Ora, se eu trago um objeto muito amado, mas também muito odiado, para dentro do meu Eu, o resultado é que eu passarei a ME ODIAR também, certo?
— Uai, Lucas, mas se o objeto era alvo de muito amor, eu também vou ME AMAR muito, não?
Não. Para proteger a representação boa do objeto dentro de si (lembre-se que ele foi perdido), o sujeito só se identifica com a “parte má” dessa representação.
É como se ele inconscientemente pensasse:
“Vou direcionar o ódio que eu tinha pelo objeto todo para mim. Dessa forma, não corro o risco de destruir a representação que tenho dele aqui dentro de mim.”
É por isso que o deprimido melancólico só se condena, só se critica, só se culpa, enxergando-se como a pior pessoa do mundo.
O ódio que tem por si hoje é o mesmo ódio que tinha pelo objeto ontem.
Na AULA ESPECIAL publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA, você verá um caso clínico real de depressão melancólica comentado por mim.
O título da aula é “ESTUDOS DE CASOS 08 – Solange: um caso típico de depressão melancólica” e já está disponível no módulo “ESTUDOS DE CASOS”.
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Esta é uma pequena fatia da MASTERCLASS “Autoconfiança: o que é e como se forma”, ministrada no dia 18/01 por ocasião do lançamento do e-book “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental”. A gravação da aula está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
Link para adquirir o e-book pelo valor promocional de lançamento (oferta válida por tempo limitado): http://bit.ly/ebooknapoli03
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “Abuso e dependência de drogas: tratamento psicanalítico”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Uma das habilidades mais importantes para um psicanalista é a capacidade de enxergar aquilo que está para-além do óbvio, por trás das aparências.
Foi essa competência que permitiu a Freud conceber o sintoma como uma formação SUBSTITUTIVA, ou seja, como um fenômeno criado para ocupar o lugar de outro.
Assim, aprendemos na formação psicanalítica a olhar para as queixas de nossos pacientes como manifestações que mascaram os verdadeiros problemas dos quais padecem.
Por que estou rememorando essa lição tão básica?
Porque ela é especialmente importante quando vamos trabalhar psicanaliticamente com sujeitos que sofrem de dep3ndência químic4.
Afinal, quando olhamos superficialmente para o comportamento de uma pessoa vici4da, podemos formular duas impressões — ambas equivocadas:
1 – a de que se trata de um indivíduo hedonista, que só quer saber de experimentar prazer na vida;
ou
2 – a de que tal pessoa possui uma tendência autodestrutiva, já que a adição lhe traz sérios problemas de ordem física, familiar, financeira etc.
Tais opiniões são não apenas tolas, mas perigosas, pois ensejam abordagens moralistas, segundo as quais o sujeito vici4do deveria ser simplesmente reprimido ou punido.
O que permite ao psicanalista saber que essas impressões superficiais são completamente enganosas é a ESCUTA cuidadosa daqueles que sofrem com a dep3ndência químic4.
Essa escuta revela que essas pessoas possuem uma dificuldade muito grande de exercer a função de AUTORREGULAÇÃO — deficiência que pode ter, inclusive, um componente genético.
Revela também histórias que costumam ser marcadas por traumas infantis (no sentido técnico e forte do termo).
Isso revela que o víci0 é um sintoma, uma formação substitutiva criada para encobrir um Eu deficitário, frágil, vulnerável e machucado por experiências traumáticas.
Hoje (sexta) quem está na CONFRARIA ANALÍTICA terá acesso a uma aula especial em que explico como se dá a abordagem clínica da dep3ndência químic4 na Psicanálise.
O título dela é “Abuso e dependência de drogas: tratamento psicanalítico” e já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS”.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da aula ao vivo 148 da CONFRARIA ANALÍTICA, ministrada na última quinta-feira (04/01) e cuja gravação está disponível na íntegra na nossa plataforma.
Trata-se da primeira aula sobre o texto de Freud “ALGUNS TIPOS DE CARÁTER ENCONTRADOS NO TRABALHO PSICANALÍTICO”.
A próxima aula ao vivo dessa série será segunda-feira (08/01), às 20h, na Confraria.
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “Abuso e dependência de drogas: considerações psicanalíticas”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Quando falamos sobre dependência química, um aspecto que geralmente passa despercebido é a sensação de controle que a dr0ga proporciona.
Essa afirmação pode parecer estranha para muitos de vocês.
Afinal, um viciado se caracteriza justamente por NÃO SER CAPAZ de controlar o desejo de consumir determinadas substâncias.
Isso é verdade. Mas não é TODA a verdade.
Com efeito, o anseio incontrolável de “dar um teco” serve ao cocainômano paradoxalmente como uma DEFESA em relação a certas experiências psíquicas IGUALMENTE INCONTROLÁVEIS.
Se o sujeito se vê compelido por si mesmo a fazer uso da dr0ga é porque SABE que, ao consumi-la, experimentará determinadas sensações agradáveis.
Ou seja, o ent0rpecente fornece ao sujeito PREVISIBILIDADE e CONTROLE sobre sua experiência emocional.
Isso é rigorosamente a mesma coisa que acontece quando você está com dor de cabeça e toma um analgésico. Na prática, você está gerenciando sua vivência subjetiva por meio de uma dr0ga.
Agora, imagine que você tenha uma “dor de cabeça” que só desaparece durante algumas horas após a ingestão do remédio. Assim que o efeito do medicamento acaba, ela retorna…
Essa é a experiência psíquica de muitas pessoas que se viciam em dr0gas.
A diferença é que, no caso delas, não se trata de dor de cabeça, mas de dores DA ALMA: baixa autoestima, sentimento de inferioridade, traumas infantis, depressão etc.
Estamos falando de questões emocionais graves, mas que desaparecem ou são compensadas DURANTE UM BREVE PERÍODO por meio de algumas tragadas, uma cheirada ou uma picada…
Percebe? O dependente consegue, ainda que temporariamente, controlar o que se passa em seu psiquismo por meio do ent0rpecente.
Mas além desse controle emocional, as dr0gas também exercem outras funções que nos ajudam a entender porque algumas pessoas se viciam.
E é sobre essas funções que eu falo na AULA ESPECIAL publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA.
O título dela é “Abus0 e dependência de dr0gas: considerações psicanalíticas” e já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS”.
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A internet está abarrotada de gente leiga dando pitaco sobre problemas psicológicos sérios.
Se você fizer, por exemplo, uma pesquisa sobre “como melhorar sua autoestima” em qualquer rede social ou mecanismo de busca, verá uma série de conteúdos com “dicas” de como fazer isso.
Gente, isso é tão absurdo quanto alguém escrever um post com o título “5 passos para curar o seu câncer”.
Autoestima baixa é um problema emocional grave que não se resolve com simples atos baseados na força de vontade.
E por que não se resolve dessa forma?
Porque os processos que levam uma pessoa a ter um olhar essencialmente negativo sobre si mesma NÃO ESTÃO SOB O CONTROLE DELA.
A dimensão nuclear da nossa autoestima é constituída com base na maneira como fomos vistos e tratados nos primeiros anos de vida, ou seja, numa época em que não tínhamos muita capacidade de escolha.
Como sempre digo, uma criança não pode “terminar” com pais agressivos ou negligentes. Ela é obrigada a suportar e se adaptar aos comportamentos hostis protagonizados por eles.
E uma forma de adaptação pode ser justamente a autoestima baixa:
“Se meu pai não me assumiu, minha mãe me abandonou e, quando sou agredida, não há ninguém para me defender, isso significa que eu não valho nada.”
Este foi o raciocínio que, durante um bom tempo, governou a vida de Rose, uma paciente atendida por uma de nossas alunas da CONFRARIA ANALÍTICA.
O caso dela foi comentado por mim na AULA ESPECIAL de hoje (sexta), publicada no módulo “ESTUDOS DE CASOS” da nossa escola.
Essa história clínica é particularmente interessante porque mostra que a autoestima só pode ser verdadeiramente modificada COM O TRATAMENTO APROPRIADO.
A paciente em questão fez avanços muito significativos em função da EXPERIÊNCIA EMOCIONAL CORRETIVA que ela pôde vivenciar em seu processo terapêutico.
Então, entre na Confraria, assista à aula e veja como se formou a baixa autoestima de Rose e o que sua analista fez para ajudá-la a resolver este problema.
O título da aula é “ESTUDOS DE CASOS 07 – Rose: do abandono materno à baixa autoestima” e já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS.
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— Moça, você pode falar para aquele senhor lá da frente para pegar a pedrinha que está embaixo do assento dele?
Deve ter sido mais ou menos esse o pedido de minha mãe para uma das pessoas que estavam próximas de nós naquele trem rumo a Vitória, capital do Espírito Santo.
O vagão estava lotado e eu não parava de chorar desde que a referida pedrinha havia caído da minha mão e rolado até o último assento, lá atrás, há vários metros de distância.
Eu tinha por volta de 3 aninhos e minha mãe sabia muito bem que o choro não acabaria enquanto a pedrinha não voltasse para as minhas mãos.
Eu não me tranquilizaria com a promessa de que, quando chegássemos ao destino, ela me daria outra pedra. Tinha que ser AQUELA. Eu só queria AQUELA.
O que ela tinha de tão especial?
Objetivamente, nada. Era uma pedrinha como outra qualquer.
Mas, PARA MIM, ela tinha um SIGNIFICADO todo especial que eu só fui entender muitos anos depois, após conhecer o conceito de OBJETO TRANSICIONAL, proposto pelo pediatra e psicanalista inglês Donald Winnicott.
Aprendi que aquele forte apego que eu tinha pela pedra também é vivenciado pela maioria das crianças em relação a outras coisas, como fraldas, pedaços de pano, bichinhos de pelúcia etc.
Winnicott observou que, nos primeiros anos, meninos meninas tendem a se apegar de maneira especial a um determinado objeto a ponto de não suportarem ficar muito tempo longe dele.
Qualquer tentativa dos pais de trocá-lo ou até lavá-lo é fortemente rechaçada pela criança, como se estivessem querendo arrancar uma parte dela.
Por que isso acontece?
Por que eu me tornara tão tenazmente ligado àquela pedra assim como muitas crianças ficam profundamente apegadas a seus travesseirinhos e chupetas, por exemplo?
O que há de tão especial nesses objetos?
E por que Winnicott os chamou de objetos TRANSICIONAIS?
Todas estas perguntas estão respondidas na AULA ESPECIAL “Objeto transicional e espaço potencial” que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – WINNICOTT da CONFRARIA ANALÍTICA.
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