Esta é uma pequena fatia da aula “LENDO FREUD 25 – Anulação e isolamento: duas defesas obsessivas” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – FREUD da CONFRARIA ANALÍTICA.
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— Aconteceu de novo, Sonia. Mais uma vez, não consegui manter minha boca fechada e acabei falando o que não devia.
Foi assim que Vinícius começou sua sessão de análise naquela tarde de quarta-feira.
— O pessoal estava batendo cabeça para encontrar um novo horário para nossas reuniões semanais e aí eu não aguentei…
Irritado, ele se remexeu no divã e continuou:
— Falei que a gente tinha que manter o horário de sempre e que só estávamos tendo todo aquele trabalho porque a Rita era folgada.
— Como assim?, perguntou a analista.
— É que a gente sempre se reuniu às segundas ao meio dia. Porém, ultimamente a Rita começou a faltar e o diretor pediu para escolhermos um novo horário.
— Você achou isso injusto?
— Sim. Ela falou que estava faltando às reuniões porque começou uma dieta nova e não podia atrasar o almoço. Olha o nível da folga!
— Entendi, disse Sônia.
— Mas logo depois de falar aquilo, me senti muito culpado. Além de ter gerado um climão, lembrei de como a Rita foi gente boa comigo quando cheguei na empresa.
— E aí passou a achar que era você quem estava sendo injusto…, comentou a analista.
— Exato. Aí, meio no impulso, falei: “Gente, esquece o que eu disse. Estou de cabeça quente. Para mim, qualquer horário está ótimo.”
— Você abriu mão do seu direito de participar da escolha.
— Sim, achei que era uma forma de compensar meu comentário infeliz. Se eu pudesse voltar no tempo, teria ficado calado.
Vinícius parece acreditar que ter sacrificado sua opinião poderia apagar magicamente o que havia dito.
Na Psicanálise, chamamos esse processo de “anulação do acontecido”.
Ele e o isolamento são dois mecanismos de defesa frequentemente encontrados na neurose obsessiva.
Quer saber mais sobre ambos?
Então, assista à aula “LENDO FREUD 25 – Anulação e isolamento: duas defesas obsessivas”, já disponível na CONFRARIA ANALÍTICA.
A Confraria é a maior e mais acessível escola de teoria psicanalítica do Brasil, com mais de 500 horas de conteúdo.
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Esta é uma pequena fatia da aula “Karen Horney e uma visão psicanalítica da TPM” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Todos os meses, grande parte das mulheres vivencia uma montanha-russa hormonal.
Na fase pré-ovulatória, para estimular a reprodução, o corpo aumenta a liberação de estrogênio, levando a mulher a se sentir mais bela, confiante e… voluptuosa 🔥.
Porém, assim que a ovulação acontece, a produção desse hormônio cai bruscamente e agora é a vez da progesterona aparecer em maior quantidade.
Ela é a responsável por estimular o útero a se preparar para uma possível gravidez.
Estrogênio em queda significa menos estímulo à produção de serotonina. Resultado: mal-estar 😖, tristeza 😢 e aquela vontade louca de comer doce… 🍫
Progesterona bombando -> inchaço, retenção de líquido, irritabilidade 😤.
É este sobe-e-desce hormonal um dos principais responsáveis pela desagradável experiência da TPM (tensão pré-menstrual), vivida por muitas mulheres.
Grande parte delas consegue atravessar esse período sem muito sofrimento, mas há algumas que vivenciam um verdadeiro pesadelo.
Para validar essa TPM excessivamente penosa como merecedora de cuidado, recentemente criou-se a categoria de “Transtorno Disfórico Pré-menstrual”.
Não se trata de patologizar a TPM normal, mas de reconhecer que certas mulheres experimentam um sofrimento atípico nos dias que antecedem sua menstruação.
Nesses casos, certamente fatores genéticos e fisiológicos estão envolvidos, mas será que não haveria também elementos psíquicos em jogo?
A psicanalista Karen Horney (1885-1952) acreditava que sim.
Para ela, o ciclo reprodutivo das mulheres não se reduz apenas a processos fisiológicos.
Ele também se expressa psiquicamente na forma de uma pulsão especificamente feminina, vinculada à experiência da maternidade.
Sim… E são justamente conflitos inconscientes relacionados a essa pulsão que podem contribuir para uma TPM excessivamente complicada e dolorosa.
Quer saber mais?
Então, assista à aula “Karen Horney e uma visão psicanalítica da TPM”, já disponível no módulo “Aulas Temáticas – Temas Variados”, da CONFRARIA ANALÍTICA.
Se você é mulher ou atende mulheres essa aula pode transformar sua escuta.
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Esta é uma pequena fatia da aula “5 princípios fundamentais da prática psicanalítica” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Eu sempre digo que, na psicanálise, nós não trabalhamos com protocolos terapêuticos, ou seja, com roteiros padronizados de conduta clínica.
Nesse sentido, o modo como se desenvolve uma terapia psicanalítica pode variar bastante, mas não só pelas peculiaridades de cada paciente.
Fatores como o estilo do analista e a orientação teórica principal adotada por ele produzem experiências clínicas muito distintas.
Ainda assim, apesar das diferenças, todas essas formas de trabalho continuam sendo… psicanálise.
Por quê?
Quais são os aspectos comuns entre práticas tão diferentes quanto, por exemplo, a lacaniana e a winnicottiana, que fazem com que ambas sejam psicanalíticas?
Existem elementos essenciais que precisam estar presentes numa experiência clínica para que ela possa legitimamente ser chamada de psicanálise?
Do meu ponto de vista, sim.
E é sobre isso que falo na aula especial publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.
O título da aula é “5 princípios fundamentais da prática psicanalítica” e ela já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS.
A Confraria é a maior e mais acessível escola de teoria psicanalítica do Brasil, com mais de 500 horas de conteúdo.
Se você quer compreender de forma profunda o que torna a psicanálise verdadeiramente psicanálise, essa aula é pra você.
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Esta é uma pequena fatia da aula “LENDO FERENCZI 10 – Uma visão psicanalítica do envelhecimento” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – FERENCZI da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Você já reparou como o comportamento de muitos idosos se torna parecido com o de crianças?
A Psicanálise tem uma explicação poderosa pra isso.
Em 1914, Freud publica o célebre artigo “Sobre o narcisismo: uma introdução”.
No texto, o autor afirma ter chegado à conclusão de que o narcisismo, isto é, o investimento de libido no ego, não seria apenas uma reação psicopatológica.
Não. Para Freud, o narcisismo seria não só um componente NORMAL da subjetividade, mas a própria condição INICIAL do psiquismo.
Em outras palavras, todos nós, no início da vida, seríamos fundamentalmente narcísicos.
Quando observamos o comportamento dos bebês e das crianças, podemos facilmente ser levados a concordar com essa tese freudiana.
De fato, um bebezinho parece estar completamente voltado para suas próprias necessidades.
Tanto é assim que ele está pouco se lixando se irá atrapalhar o sono da mãe ao chorar no meio da noite querendo mamar.
Essa posição narcísica permanece com bastante força na primeira infância.
Como mostrou Piaget, até os 7 anos de idade (mais ou menos), nós somos cognitivamente EGOCÊNTRICOS.
Só gradualmente vamos nos tornando capazes de compreender que o outro pode enxergar uma situação de uma forma diferente da nossa.
Essa transformação corresponde, na teoria freudiana, à saída do narcisismo primário.
Conforme a gente cresce, parte da nossa libido permanece investindo o ego, mas uma parcela bem maior passa a ser direcionada às pessoas e ao mundo.
Porém, quando chegamos à terceira idade, essa situação tende a se inverter: começamos a investir pouco no mundo e muito mais em nós mesmos.
Ou seja, na velhice, nós voltamos a ser tão narcísicos como éramos quando crianças.
Esta é a tese defendida e demonstrada pelo psicanalista húngaro Sándor Ferenczi no artigo “Para compreender as psiconeuroses do envelhecimento”, de 1921.
Eu comentei a primeira parte desse texto numa aula especial publicada hoje (sexta) na Confraria Analítica, a minha escola de formação teórica em Psicanálise.
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Esta é uma pequena fatia da aula “ESTUDOS DE CASOS 20 – André e o complexo de caçula” que já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Está começando a estudar Psicanálise e sente dificuldade em entender como os conceitos se aplicam na clínica?
Não se preocupe. É natural que isso aconteça. Afinal, há uma quantidade muito maior de trabalhos teóricos do que de casos clínicos na literatura psicanalítica.
Assim, alguns estudantes podem se sentir um pouco perdidos no começo da formação.
Na Confraria Analítica, a minha escola de formação teórica em Psicanálise, nós temos um módulo que ajuda os alunos a fazerem a articulação entre teoria e clínica.
O nome dele é ESTUDOS DE CASOS e contém aulas em que comento casos clínicos reais enviados por membros da escola que já atuam como analistas ou terapeutas.
Nesta sexta-feira, publicamos a vigésima aula deste módulo.
Nela, trabalhamos o caso de André (pseudônimo), um jovem que vem enfrentando problemas no namoro por conta de questões mal resolvidas de sua infância.
O rapaz já foi traído diversas vezes e nutre a fantasia de ser uma bela alma injustiçada a quem é negado o amor idealizado que supostamente merece.
Prisioneiro dessa dinâmica, André esgota sua namorada e sua analista com demandas insaciáveis.
Este caso demonstra nitidamente a aplicação de conceitos como fantasia, identificação projetiva, transferência, contratransferência, dentre outros.
O título da aula é “ESTUDOS DE CASOS 20 – André e o complexo de caçula”.
Para ter acesso a ela, às 19 aulas anteriores do módulo ESTUDOS DE CASOS e a todo o nosso acervo de mais de 500 horas de aulas, faça parte da Confraria.
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Esta é uma pequena fatia da aula “Pornografia, Psicanálise e Neurociência Afetiva” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Ele tentou de tudo, mas não conseguia parar. Seu recorde foram dois meses.
— Não dá. Eu não dou conta de ficar sem fazer isso…
Assim Marcos concluiu a longa descrição de seu vício em se tocar assistindo a conteúdo adulto na internet.
Fernanda, a psicanalista que o escutava naquela tarde, disse que havia entendido e pediu que ele falasse sobre sua vida de forma geral.
O rapaz tinha 25 anos, namorava Isabela há três e começou a consumir conteúdo adulto em meados da adolescência.
— Meus pais trabalhavam fora. Então, tinha dia que eu passava a tarde inteira vendo vídeos e me tocando.
Os dois meses em que Marcos conseguiu ficar sem fazer isso foram justamente os dois primeiros meses de namoro.
Ele estava tão apaixonado por Isabela que não sentia a menor vontade de se tocar.
Porém, pouco a pouco o vício foi sendo retomado e acabou se fortalecendo depois que o casal começou a se desentender.
— Já houve vezes em que eu preferi ir ao banheiro me tocar do que aceitar o convite dela para fazermos amor.
À medida que o paciente narrava sua história, Fernanda percebia que o consumo de conteúdo adulto tinha uma função defensiva para Marcos.
— Tem alguma técnica que você pode me passar para parar com isso de uma vez?, perguntou o rapaz ao final da sessão.
Após alguns segundos em silêncio, a analista respondeu:
— Nenhuma técnica vai funcionar enquanto você não entender do que está fugindo, Marcos. E enquanto não se tornar forte o bastante para parar de fugir.
O paciente ficou um pouco surpreso e abaixou a cabeça.
Fernanda entendeu que aquele era um momento oportuno para encerrar e o fez agendando a próxima sessão para a semana seguinte.
Sim, o consumo compulsivo de conteúdo adulto é fuga, é defesa, é recusa de uma realidade que PARECE ameaçadora.
Se você quer saber mais sobre isso — e ajudar seus pacientes —, assista à aula “P0rn0𝓰rafıa, Psicanálise e Neurociência Afetiva”, publicada hoje na Confraria Analítica.
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Todo bebê vem ao mundo com necessidades emocionais muito básicas, que precisam ser atendidas para que ele tenha o mínimo de estabilidade psíquica.
Todo criança precisa, por exemplo, de segurança, confiabilidade, previsibilidade, validação, limites, incentivo gradual à autonomia etc.
Nada de extraordinário.
Apenas o pacote básico que qualquer família minimamente funcional consegue oferecer.
Pessoas que tiveram essas necessidades atendidas desenvolvem um eu suficientemente forte para lidar com os desafios da vida.
Os pacientes que a Psicanálise nomeia como “neuróticos” fazem parte desse grupo.
Se recorrem a sintomas e inibições para fugirem da angústia, é porque têm estrutura para isso — porque contam com uma base psíquica mínima que os sustenta.
Mas nem todos tiveram essa sorte.
Existe uma grande (e crescente) quantidade de pacientes que não tiveram suas necessidades infantis básicas acolhidas.
O que se desenvolve, nesses casos, é um eu fragmentado, machucado, mutilado — que não consegue nem mesmo organizar uma neurose.
Em vez disso, tais pessoas se abrigam em um falso eu: rígido, defensivo, duro, como um casco de tartaruga.
É a única saída que eles encontram para protegerem o frágil, ferido e VERDADEIRO eu, que não foi minimamente bem acolhido na infância.
Esses pacientes precisam muito mais de cuidado, presença e apoio do que de interpretações, pontuações e cortes.
Por não poderem se dar ao “luxo” de fugir para a neurose, nós os chamamos de NÃO NEURÓTICOS.
Na aula publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA, você vai entender como manejar casos assim, a partir da leitura de Donald Winnicott.
O título da aula é: “LENDO WINNICOTT #11 – Diretrizes clínicas para o manejo de não neuróticos” e já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – WINNICOTT.
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Esta é uma pequena fatia da aula “Theodor Reik e o terceiro ouvido” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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