Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “LENDO KLEIN 07 – Gratidão, generosidade e culpa”, que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – KLEIN da CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Podemos definir gratidão como uma espécie de satisfação que advém do reconhecimento de que algo de bom que possuímos nos foi dado por outrem.
Há sujeitos que experimentam a gratidão com muita facilidade porque não têm problemas em reconhecer que foram beneficiados por outras pessoas.
Todavia, existem indivíduos que resistem ao sentimento de gratidão justamente porque não suportam se perceberem como objetos do favor alheio.
Afinal, para nos sentirmos gratos, precisamos ser capazes de admitir que, em alguma medida, somos sempre dependentes de coisas externas.
De fato, nós já NASCEMOS imersos numa relação de dependência absoluta.
Por isso, não é surpreendente que Melanie Klein tenha localizado a origem do sentimento de gratidão nos primeiros meses de vida.
Para a psicanalista austríaca, o recém-nascido vivencia uma relação ambivalente com o seio materno, seu primeiro objeto de amor, do qual depende radicalmente.
Por um lado, a criança sente inveja do seio (“Ele tem leite e eu não tenho. Isso é injusto!”) e, por conta disso, deseja destruí-lo, estragá-lo.
Por outro lado, o bebê se sente grato (“Que bom que o seio tem leite e o compartilha comigo!”) e, por isso, quer preservar e proteger seu objeto de amor.
Quando a inveja e outros impulsos hostis predominam, o sujeito pode até conseguir se sentir grato, mas em função de um sentimento de CULPA latente.
Já quando a gratidão primária é mais forte do que a inveja, a pessoa não só se sente naturalmente grata como também se torna GENEROSA.
Quer saber mais sobre isso?
Então assista à AULA ESPECIAL “LENDO KLEIN 07 – Gratidão, generosidade e culpa”, publicada hoje no módulo AULAS ESPECIAIS – KLEIN da CONFRARIA ANALÍTICA.
Nessa aula eu comento alguns trechos do clássico trabalho “Inveja e Gratidão”.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “ESTUDOS DE CASOS 11 – Anderson: do ódio pelo pai ao gozo masoquista”, que já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “LENDO FERENCZI 08 – Os impactos psíquicos de uma experiência traumática”, que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – FERENCZI da CONFRARIA ANALÍTICA.
Lembrando que: ➡️ O valor referente às vendas de todas as novas assinaturas da Confraria Analítica bem como dos meus e-books ocorridas entre quinta-feira (09/05) e domingo (12/05) será doado para movimentos de assistência à população gaúcha.
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Histeria e neurose obsessiva: manejo clínico”, que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Rafael iniciou aquela primeira sessão com Yasmim apresentando sua demanda:
— Eu vim aqui porque preciso aprender a me controlar. É isso.
A analista permaneceu em silêncio, supondo que o paciente fosse dar mais detalhes. Como ele não o fez, Yasmim decidiu perguntar:
— Como assim se controlar?
— Eu tenho me irritado com muita facilidade. Na semana passada eu quase fui demitido depois de uma discussão com minha chefe.
— Como foi essa discussão?
— Ah, é uma longa história, Yasmim! O que importa é que eu perdi a cabeça e quase fui mandado embora. Eu preciso aprender uma técnica para me controlar.
A analista percebeu o movimento evitativo de Rafael, mas insistiu na tentativa de levá-lo a falar um pouco mais sobre a situação:
— Quando você diz que “perdeu a cabeça”, o que exatamente aconteceu?
— Opa! Não vá pensando que eu a agredi, não, tá! Eu sou homem! Jamais faria isso com mulher nenhuma! “Perdi a cabeça” é só modo de dizer.
— “Modo de dizer”?
— É… Eu não falei nada de mais. Só disse que ela não sabia o que estava fazendo. O problema é que eu levantei meu tom de voz e saí da reunião.
— É a primeira vez que uma situação desse tipo acontece, Rafael?
— No trabalho, sim. Com minha esposa acontece direto. Foi ela, inclusive, quem falou para eu vir aqui…
— Então você não marcou a consulta por iniciativa própria?
Nesse momento, Rafael ficou claramente irritado e disse, num tom de voz levemente mais alto:
— De forma alguma! Ninguém decide nada por mim. Eu vim por conta própria. Eu só falei que foi ela quem sugeriu. Eu não sou pau mandado, não, Yasmim!
A analista fez silêncio e, depois de alguns segundos, o paciente continuou:
— Tá vendo? Até aqui eu tô ficando nervoso… Preciso que você me ensine uma técnica para controlar isso.
Rafael é um típico paciente neurótico obsessivo.
Como Yasmim deveria lidar com a demanda apresentada por ele (“me ensine uma técnica”)?
E se esse paciente fosse histérico? Como provavelmente se apresentaria e como a analista deveria se posicionar?
Essas e outras questões são trabalhadas na aula especial publicada nesta sexta-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.
O título dela é “AULA ESPECIAL – Histeria e neurose obsessiva: manejo clínico” e já está disponível para todos os alunos no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS.
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “ESTUDOS DE CASOS 10 – Ana: quando o amor se confunde com dinheiro”, que já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Classicamente, compreendemos o fenômeno da transferência, em Psicanálise, como um processo de encenação.
Inconscientemente, o paciente encena com o analista determinados padrões relacionais e, nesse sentido, espera que o terapeuta desempenhe certos “papeis”.
Do ponto de vista freudiano, o analisando faria isso movido pelo desejo inconsciente de satisfazer, na relação com o terapeuta, certos impulsos reprimidos.
Embora essa hipótese se aplique perfeitamente às dinâmicas transferenciais de muitos pacientes, há outra motivação para a transferência que não foi explorada por Freud.
Existem alguns analisandos que também transferem para a relação com seus terapeutas a expectativa de terem certas NECESSIDADES BÁSICAS satisfeitas.
Trata-se de pacientes que não puderam usufruir de um ambiente suficientemente bom na infância e que esperam obter do analista o CUIDADO que não receberam lá atrás.
Este é o caso da Ana, paciente de uma aluna da CONFRARIA ANALÍTICA, cujo caso foi comentado por mim na AULA ESPECIAL publicada hoje (sexta) na nossa plataforma.
Ana cresceu em um ambiente caótico, sem continência, sendo exposta a situações de risco pelo próprio pai.
Acostumada desde cedo a se virar sozinha, tornou-se uma mulher fálica, aparentemente potente, mas que se sente o tempo todo vazia, infeliz e insatisfeita.
Via identificação projetiva, sua analista vivenciou na pele o sentimento de impotência que a paciente tenta esconder com a ostentação de suas posses e conquistas.
Transferindo para o vínculo com a terapeuta o anseio de poder expor sua vulnerabilidade e ser cuidada, Ana finalmente pôde relaxar.
Por isso, vem conseguindo sair da posição fálica defensiva que se viu obrigada a adotar desde criança.
Quer saber mais sobre os interessantíssimos detalhes desse caso?
Eles estão na aula especial “ESTUDOS DE CASOS 10 – Ana: quando o amor se confunde com dinheiro”, já disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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No meio da sessão, enquanto narrava um sonho, Adriana soltou um forte grito e se levantou do divã.
— O que aconteceu? — perguntou Eduardo, seu analista.
A paciente apontou para a parede na direção de uma pequena mariposa que lá repousava, dizendo “Mata! Mata!” bem baixinho, quase sussurrando.
Eduardo, então, levantou-se da poltrona e esmagou o inseto com um de seus sapatos, deixando uma pequena mancha acinzentada na parede.
— Pronto. Está mais calma?
— Sim… — respondeu a moça visivelmente aliviada.
— A gente precisa falar sobre isso. Desde quando você tem esse medo?
— Desde criança. Minha mãe fala que no começo eu tinha medo só daquelas grandonas, sabe? Aquelas escuras que o povo chama de bruxas.
— Bruxas! — exclamou o analista intuindo que tal significante poderia ser uma pista para interpretar aquela fobia.
— Mas, depois — continuou a paciente — diz minha mãe que eu passei a ter medo de qualquer mariposa, até dessas pequenininhas.
— E o que exatamente você teme?
— Não sei direito… Passa um monte de coisas na minha cabeça. Mas acho que o maior medo é de que elas me passem alguma doença, sei lá…
— Imagino que você já deve saber que esse tipo de inseto não transmite doenças, né?
— Sim. Eu sei que é um medo irracional, mas não tem jeito, doutor. Quando é bruxa, eu até desmaio!
— Então o feitiço da bruxa é mesmo muito poderoso! — interveio Eduardo apostando numa comunicação direta com a dimensão infantil da paciente.
A paciente não compreendeu imediatamente a fala do analista, mas lhe veio à mente a imagem da mãe. Sentindo-se um pouco envergonhada, Adriana preferiu não verbalizar o que pensou.
Todavia, o próprio silêncio da moça indicou a Eduardo que a intervenção produzira um efeito sobre ela. Por isso, o terapeuta considerou que era o momento apropriado para encerrar a sessão:
— Vamos continuar na semana que vem? Agora, a bruxa tá solta!
O que você acaba de ler é uma vinheta clínica fictícia que exemplifica a maneira como abordamos uma fobia pela via da Psicanálise.
Se quiser se aprofundar e entender em detalhes como funciona o tratamento psicanalítico das fobias, assista à AULA ESPECIAL publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA.
O título da aula é “AULA ESPECIAL – 4 princípios básicos para o tratamento das fobias na Psicanálise” e já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS”.
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Naquela tarde, Fernanda chegou ao consultório de sua analista e teve a impressão de que ele estava mais sério do que de costume.
Enquanto se deitava no divã, a paciente teve os seguintes pensamentos:
“Será que ele está bravo comigo? Eu ainda não paguei as sessões deste mês, mas ele sabe que só faço o Pix depois do dia 05. Será que não está gostando disso?”
Dois dias antes, Fernanda havia mandado uma mensagem para o analista narrando um sonho, com a expectativa de receber alguma interpretação.
O terapeuta, contudo, limitou-se a responder: “Traga este sonho na próxima sessão.”
Portanto, se havia alguém “bravo” naquela relação, essa pessoa era justamente Fernanda. Era ela quem ficara revoltada por não ter recebido o feedback que esperava.
Contudo, como tem muita resistência a aceitar sua agressividade, Fernanda projetou sua raiva no analista, em vez de vivenciá-la plenamente em si mesma.
Esse é um processo defensivo tipicamente neurótico que deriva da tendência que os neuróticos têm de REPRIMIREM certos aspectos da sua personalidade.
Aspectos que entram em choque com a imagem idealizada que o sujeito tem de si mesmo.
Fernanda, por exemplo, foi levada desde criança a querer ser uma pessoa 100% gentil, pacífica, incapaz de fazer mal a uma mosca.
Por outro lado, se ela não fosse neurótica, mas sim borderline, provavelmente não usaria a projeção neurótica para lidar com seu ódio em relação ao analista.
Não! Fernanda certamente mostraria sua hostilidade, mas de uma forma completamente exagerada e violenta.
Não seria surpreendente se ela reagisse à resposta do analista ao relato do sonho com um áudio extremamente agressivo:
— Tá vendo? Você nunca dá atenção para as coisas que eu te conto! Não sei por que estou fazendo terapia! Você não me ajuda em nada! É um péssimo terapeuta!
Portanto, se fosse borderline, a paciente NÃO reprimiria sua agressividade, mas a expressaria de um modo desproporcional e unilateral.
Isso aconteceria porque sujeitos borderline fazem uso da CISÃO como defesa principal.
Na AULA ESPECIAL publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA, eu explico de forma simples e didática as diferenças entre REPRESSÃO e CISÃO.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “ESTUDOS DE CASOS 09 – Um caso clássico de histeria no século XXI”, que já está disponível no módulo “ESTUDOS DE CASOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Se você procurar, não encontrará uma única menção sequer à palavra “histeria” no DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais).
Essa categoria diagnóstica, que é mantida no campo psicanalítico, foi convertida pelos autores do referido documento numa pletora de outros rótulos nosológicos.
Em vez de ajudar o clínico a discernir as articulações internas entre as diversas manifestações de uma patologia, o DSM se apresenta como um mero catálogo mais ou menos arbitrário de sintomas.
Um exemplo:
Se vivesse nos nossos dias, Anna O., a famosa paciente de Josef Breuer, receberia trocentos diagnósticos ao invés do simples e elegante “Histeria”.
No mínimo, sete:
– Transtorno bipolar;
– Fobia específica;
– Transtorno de estresse pós-traumático;
– Transtorno dissociativo de identidade;
– Amnésia dissociativa;
– Transtorno conversivo;
– Transtorno da personalidade histriônica.
Diferentemente do que acreditam muitas pessoas, pacientes que padecem de sintomas tão incomuns como os de Anna O. continuam existindo nos nossos dias.
A diferença é que eles não são mais diagnosticados com Histeria. Em vez disso, recebem uma série de novas etiquetas como as que listei acima.
Na AULA ESPECIAL desta semana na CONFRARIA ANALÍTICA eu comento justamente o caso de uma paciente que se enquadra nessa situação.
Trata-se de uma moça que apresentava sintomas histéricos clássicos, como episódios frequentes de dissociação e paralisias.
Na aula, explico como tais fenômenos estão intimamente articulados, de modo que não faz o menor sentido considerá-los como indicativos de transtornos diferentes, como faz o DSM.
O título da aula é “ESTUDOS DE CASOS 09 – Um caso clássico de histeria no século XXI” e está no módulo ESTUDOS DE CASOS.
Neste módulo, eu comento casos clínicos reais enviados por nossos alunos, propondo hipóteses de compreensão e caminhos de intervenção.
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Clarificar, confrontar e interpretar: um mapa para a clínica”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Popularmente, os psicanalistas são vistos como seres muito silenciosos.
De fato, alguns de nós exageram e são capazes de ficar uma sessão inteira sem falarem um “a” com seus pacientes. Trata-se de um erro técnico, evidentemente.
Mas se passamos a maior parte do tempo calados é porque entendemos que o elemento mais importante de um processo terapêutico é o material trazido pelo paciente.
Por outro lado, apenas a apresentação pura e simples desse material não é suficiente para que uma análise aconteça.
O analista precisa intervir e participar ativamente do processo. Ele não pode ficar em silêncio o tempo todo.
Mas de que forma o analista intervém?
Dizendo ao paciente coisas como “no fundo, você quer pegar a sua mãe”?
Essa é outra imagem estereotipada do psicanalista que circula no imaginário popular: o analista-intérprete, que tem sempre uma explicação freudiana na ponta da língua.
Nada mais falso.
Basta ler meia dúzia dos textos clínicos de Freud para saber que nunca trabalhamos dessa forma.
Mas repito a pergunta: de que forma o analista intervém?
O que falamos para nossos pacientes? Como se dá a nossa participação no tratamento?
Muitos analistas responderiam a essas indagações com formulações abstratas, obscuras, que mais confundem do que esclarecem.
Eu não.
Na tentativa de explicar de maneira clara e objetiva o que fazemos na clínica para-além da escuta, elaborei um modelinho bem simples que distingue 3 categorias de intervenções que desenvolvemos com nossos pacientes.
Trata-se de uma espécie de MAPA que ajudará muitos analistas, especialmente os iniciantes, a se situarem em relação ao que estão fazendo na clínica.
Este singelo modelo foi apresentado na AULA ESPECIAL “Clarificar, confrontar e interpretar: um mapa para a clínica”, que acaba de ser publicada na CONFRARIA ANALÍTICA.
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