O superego é um apartamento que nossos pais alugaram na nossa cabeça.


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[Vídeo] Como você lida com seus erros?

Diante da constatação de um erro, o arrependimento não é opcional.

No entanto, após esse instante de contrição, surgem duas possibilidades de interpretação da decisão equivocada.

Podemos encarar o erro como um CRIME ou como uma FONTE DE APRENDIZAGEM.


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[Vídeo] “NÃO CONSIGO ME PERDOAR”: psicanalista explica de onde vem a culpa crônica

Neste vídeo: entenda como os ataques do superego e a repressão da agressividade estão na gênese da dificuldade que algumas pessoas possuem de se perdoarem.


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Você fica o tempo todo revisando suas decisões pelo medo de errar?

Marisa é uma competente advogada de 30 anos.

Após vivenciar a terceira crise de ansiedade em menos de uma semana, a jovem finalmente reconhece que está precisando de ajuda e decide procurar terapia.

Uma coisa que salta aos olhos do terapeuta logo no primeiro encontro com Marisa é a tendência que a paciente tem de ficar compulsivamente revisando suas escolhas.

Por exemplo:

Após finalizar uma conversa com um cliente, a mente da jovem jurista é imediatamente invadida por questionamentos do tipo:

“Será que eu dei a orientação correta para ele?”, “Será que não deveria ter falado de outra forma?”, “E se a explicação que eu dei não for pertinente para o caso dessa pessoa?”.

A mesma “chuva de indagações” acontece depois que ela acaba de protocolar uma peça processual no Fórum de sua cidade.

Esse processo contínuo de revisão dos próprios atos faz com que Marisa se sinta o tempo todo tensa, ansiosa, com medo de ter feito alguma coisa errada.

No processo terapêutico foi possível constatar que, na infância, a advogada sempre se sentiu ameaçada pela mãe, que parecia ter uma verdadeira intolerância a erros cometidos por outras pessoas.

Assim, se Marisa eventualmente deixasse cair uma pequena gota de sorvete em sua blusa, isso já era motivo suficiente para que a genitora declamasse um sermão de 10 minutos sobre o suposto desleixo da filha e a necessidade ser mais cuidadosa.

Em função do anseio natural de se sentir amada, aprovada e validada, a paciente foi paulatinamente internalizando a severidade da genitora.

Dessa forma, com o passar do tempo, Marisa passou a SE COBRAR da mesma forma inflexível com que era cobrada pela mãe.

Nesse sentido, a tendência compulsiva de ficar revisando decisões era a expressão da sua ânsia infantil de se tornar a filha 100% correta e irrepreensível que ela imaginava que sua mãe queria.

Em outras palavras, por estar inconscientemente presa ao desejo de encarnar a suposta filha ideal, a jovem advogada não poderia correr o risco de deixar passar um errinho sequer.

Você também sofre dessa tendência a ficar revisando o tempo todo suas decisões pelo medo excessivo de errar?

Identificou-se com a história de Marisa?


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Importa, sim, o que fizeram com você. Mas…

Sobre a tal “responsabilização” de que tanto se fala em Psicanálise.


LINK PARA SE CADASTRAR NO EVENTO GRATUITO E EXCLUSIVO “O QUE UM PSICANALISTA FAZ?” – 13/06, 20h – https://lucasnapolipsicanalista.kpages.online/comunidade-confraria-analitica

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Sobre pessoas que não conseguem se perdoar

Experimentamos o sentimento de culpa quando fazemos (ou desejamos fazer) um coisa que nós mesmos consideramos inadequada e que acreditamos poder eventualmente causar dano a pessoas que amamos.

Muitas vezes, a culpa ocorre pontualmente e acaba desaparecendo naturalmente, sobretudo em função de um ato de perdão:

Num belo dia você trata o seu namorado de uma forma rude; alguns minutos depois, sente-se mal, pede desculpas, o mancebo te perdoa e a culpa vai aos poucos se esvaindo.

Por outro lado, há algumas pessoas que padecem de uma culpa crônica, que simplesmente não passa — mesmo com o perdão do outro.

Tais indivíduos costumam dizer que são eles mesmos que não conseguem SE PERDOAR.

E é essa afirmação que pode nos servir de ponto de partida para compreender o que está em jogo nesses casos.

Quando o sujeito diz que não consegue se perdoar, ele está revelando a existência de uma divisão em sua personalidade: de um lado, a parte que cometeu o ato inadequado e, do outro, a parte que olha para a primeira e diz: “Isso é imperdoável”.

Freud chamou essa segunda parte de “superego”. Com efeito, ela olha para o eu (ego), a primeira parte, de cima (super, em latim), julgando-a como um pai severo e intolerante.

Nosso superego está sempre monitorando e avaliando nossos atos e pensamentos, exercendo um papel parecido com o que nossos pais desempenhavam conosco na infância.

Todavia, nem todo o mundo tem um superego tão cruel e inflexível quanto o das pessoas que se sentem o tempo todo culpadas.

Para que isso aconteça, é preciso que o sujeito tenha sido levado a reprimir seus impulsos agressivos.

Não por acaso, pessoas que padecem de culpa crônica costumam ser exageradamente pacíficas — e passivas — , indivíduos que são incapazes “de fazer mal a uma mosca”.

Com efeito, essa agressividade patologicamente tolhida não desaparece. Ela permanece guardada, como uma bomba, no interior do psiquismo e, para ser saciada, acaba tomando o próprio Eu do sujeito como objeto.

Os ataques contínuos e ferozes do superego, que resultam na culpa crônica, servem justamente a esse propósito: satisfazer os impulsos agressivos dos quais o sujeito não foi autorizado a se apropriar.


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Culpabilizar-se pode ser apenas uma forma de querer manter — imaginariamente — o controle a todo custo.


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[Vídeo] Pare de alimentar o monstro do passado

Creio que a Psicanálise é o melhor tratamento para a dificuldade de esquecer eventos dolorosos pelos quais passamos.

No entanto, também acredito que é possível atenuar a tendência a ficar relembrando memórias ruins simplesmente deixando de alimentar esse movimento espontâneo da alma.


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[Vídeo] Psicanalista explica o sentimento de culpa

Neste vídeo: entenda quais são as condições que ocasionam o surgimento do sentimento de culpa e por que algumas pessoas se sentem culpadas com tanta facilidade.


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Quando você sofre de culpa sem saber

É claro que você já experimentou o sentimento de culpa em várias ocasiões.

Talvez esteja vivenciando esse afeto amargo neste exato momento.

Ou talvez você seja daquelas pessoas que estão o tempo todo se sentindo culpadas.

Mas e se eu te disser que a gente pode sentir culpa sem saber que está sentindo.

Sim! Freud descobriu que nós podemos ter um sentimento de culpa INCONSCIENTE.

Uai, Lucas, mas como é que ele chegou a essa constatação?

Como é possível saber que um sentimento existe em uma pessoa se ele não é consciente para o próprio sujeito?

Elementar, meu caro leitor.

A gente deduz o que está no Inconsciente por meio de pistas e indícios, como um detetive que é capaz de dizer como um crime aconteceu mediante uma coleta minuciosa de vestígios e testemunhos.

No caso do sentimento inconsciente de culpa, a pista fundamental que possibilitou sua descoberta foi um fenômeno curioso com o qual Freud se deparou na clínica:

A “reação terapêutica negativa”.

Trata-se do fato de alguns pacientes PIORAREM depois de receberem do terapeuta indicações de que estão MELHORANDO e de que o tratamento está sendo bem-sucedido.

Freud olhou para isso e ficou se perguntando: “Uai, como assim? Esses pacientes não querem melhorar?”.

Na busca por respostas para essa questão, o médico vienense acabou se deparando com o sentimento inconsciente de culpa.

Vamos continuar essa conversa lá na Confraria Analítica?

Quem está na comunidade receberá ainda hoje uma aula especial sobre esse assunto.

Te vejo lá!


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Por que temos tanta dificuldade de assumir os nossos B.O.s?

Imagine a seguinte situação:

Uma pessoa lhe pede um favor. Você a ajuda, mas, ao mesmo tempo, diz para si mesmo que não deveria estar fazendo isso, seja porque a pessoa não merece, porque você está sacrificando seu tempo livre ou por qualquer outro motivo.

Já passou por isso?

Essa é uma circunstância que revela o fato de sermos seres divididos: podemos escolher fazer uma coisa e simultaneamente não desejar fazê-la.

Por outro lado, há um efeito colateral bastante pernicioso no ato de realizarmos uma ação que nós mesmos achamos que não deveria ser levada a cabo.

Quando isso acontece, a gente experimenta a FALSA sensação de não estarmos escolhendo, de não sermos livres para decidir.

Por que se trata de uma sensação falsa?

Porque estamos sempre escolhendo, ainda que nós mesmos não concordemos com determinadas decisões.

Quando uma jovem se queixa de que “precisa” ajudar sua mãe, apesar de toda a mágoa que sente por ela, está escondendo de si mesma a consciência de que socorrer a genitora é uma escolha e que, se quisesse, poderia decidir não ajudar.

Mas por que essa jovem simplesmente não reconhece que amparar a genitora é uma decisão sua e não algo que supostamente ela “precisa” fazer?

Porque TODOS NÓS temos uma dificuldade enorme de assumir a responsabilidade por nossas escolhas.

É muito mais fácil, por exemplo, para um homem imaginar que ele TEVE que fazer um curso superior não porque de fato ESCOLHEU se graduar, mas porque isso seria uma exigência social.

Pode ser que ele realmente tenha decidido entrar na universidade por achar que a sociedade lhe demanda tal atitude, mas, de todo modo, estava fazendo uma escolha: a escolha de querer se adequar aos supostos imperativos sociais.

Todavia, admitir isso seria difícil para esse homem. Afinal, implicaria em reconhecer que, para ele, a aprovação social é um valor prioritário.

E isso não “pegaria bem” aos seus próprios olhos…

Assim, vale mais a pena, do ponto de vista narcísico, se autoenganar e pensar que só está fazendo faculdade porque a sociedade exige.

Assumir a autoria de nossas decisões nem sempre é confortável, mas pode ser muito LIBERTADOR.

Outro dia falo mais sobre isso…


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[Vídeo] Não seja o policial de si mesmo

Condenar-se por experimentar certos sentimentos é um desperdício de uma energia psíquica que poderia ser muito melhor empregada na investigação das causas dos seus estados emocionais.


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O gozo masoquista do sentimento de inferioridade

Em minha experiência clínica com estudantes universitários frequentemente me deparo com jovens que sofrem com o sentimento de inferioridade.

Tal sentimento costuma aparecer em função da COMPARAÇÃO feita pelo sujeito entre o seu desempenho acadêmico e a performance mais alta de certos colegas.

Em outras palavras, é como se o aluno ficasse o tempo todo dizendo para si: “Olha como eles são melhores do que eu. Sou um burro mesmo!”

Pode não parecer, mas há uma satisfação mórbida nesse tipo de pensamento…

Com efeito, quando me insulto e me menosprezo, estou fazendo uso do mesmo impulso agressivo que utilizo para insultar e agredir verbalmente outras pessoas.

Assim, a autodepreciação sempre vem carregada de um gozo masoquista que costuma ser o resultado da transformação de um impulso que originalmente era sádico.

Explico:

A tendência primária que temos ao NOS COMPARARMOS com pessoas que são melhores do que nós é a de ODIÁ-LAS.

Sim, odiá-las por terem competências que não temos, mas gostaríamos de ter. Qualquer pessoa honesta consigo mesma é capaz de admitir isso.

No fundo, gostaríamos que o colega melhor não existisse ou, pelo menos, não fosse tão bom.

Se isso acontecesse, não nos sentiríamos inferiores.

Como tal desejo não pode se realizar, os impulsos agressivos que dirigimos à pessoa invejada permanecem insatisfeitos no interior da alma.

E é aí que entra o gozo masoquista: incapazes de tirar do caminho aqueles que são melhores do que nós, passamos a depreciar A NÓS MESMOS para descarregar o ódio que, na origem, era dirigido a eles.

Em outras palavras, é como se a gente pensasse: “Já que não posso destruir esse outro que me provoca inveja, destruirei o meu próprio eu”.

É dessa transformação do sadismo em masoquismo que brotam pensamentos autodestrutivos do tipo:

“Eu não presto para nada”.

“Eu sou um m3rda”.

“Eu serei um péssimo profissional”.

Por outro lado, é preciso salientar que toda essa dinâmica emocional só aparece em função da COMPARAÇÃO.

Quando nos colocamos voluntariamente numa relação de rivalidade imaginária com o outro, o resultado é sempre esse: sadismo ou masoquismo.


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[Vídeo] Por que é tão difícil reconhecer que erramos?

Fala pra mim: você é daqueles que assume com facilidade os erros que comete ou é como a maioria, que se vitimiza, dá desculpas e coloca a responsabilidade nos outros?

Culpa e vergonha são afetos que dificultam o reconhecimento dos erros, mas há um fator mais profundo que faz com que a gente resista a assumir quando pisa na bola.


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O bonzinho pode ser apenas um endividado

Eu já falei em diversos textos e vídeos sobre o caráter narcísico do padrão de comportamento que comumente chamamos de “bonzinho”.

De fato, muitas pessoas que se encaixam nessa categoria estão inconscientemente buscando seduzir o outro para serem amadas.

A suposta bondade do bonzinho, portanto, não seria genuína. Tratar-se-ia apenas de uma estratégia para “ficar bem na fita” ou, se você quiser, “ganhar likes”.

No entanto, a experiência clínica mostra que há um grupo de pessoas que também desenvolve o  modo “bonzinho” de ser,  mas por outra razão.

Refiro-me a indivíduos que se colocam neuroticamente a serviço do outro não com o objetivo de seduzi-lo, mas de “pagar” uma dívida infantil.

Explico:

Tais pessoas foram levadas a acreditar, na infância, que todo o cuidado que recebiam da parte de seus pais não era gratuito.

Observando certas atitudes e falas parentais, esses indivíduos foram chegando à conclusão de que precisariam “ressarcir” os pais de alguma forma.

A clínica mostra que, sob o domínio dessa ideia absurda, tais pessoas já na infância se comportavam de modo excessivamente submisso, obediente e solícito.

Com efeito, desde crianças já renunciavam aos próprios desejos para submeterem-se às vontades do outro. Dessa forma, estariam “pagando” sua suposta dívida.

Como a gente inevitavelmente transfere nossos padrões de relação com os pais para outras pessoas, esse padrão de submissão acaba se mantendo na vida adulta.

Assim, o sujeito continua preso à fantasia de que precisa pagar aos pais pelo cuidado recebido, só que agora quem recebe o “pagamento” são namorados, esposas, amigos…

Temos, então, um indivíduo adulto que está sempre “pedindo licença” para existir, que não consegue dizer não e se submete passivamente ao desejo do outro.

Ele quer seduzir as pessoas para ser amado? Não. O que inconscientemente ele busca é “ressarcir” simbolicamente seus pais através da submissão ao outro.

Que tal mandar esse texto para todos os bonzinhos que você conhece? Você é um deles?


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