Não se esqueçam do Édipo invertido!

No senso comum, frequentemente a gente vê uma apresentação incompleta do complexo de Édipo tal como pensado por Freud.

Diz-se que no Édipo a criança desenvolve sentimentos amorosos pelo genitor do sexo oposto e uma relação de rivalidade com o genitor do mesmo sexo.

Pois bem, meus amigos: essa é apenas a faceta POSITIVA do complexo de Édipo.

Mas ela não é a única.

O Édipo de Freud não é o Édipo de Sófocles.

Freud afirma claramente que existe uma dimensão “invertida”, por assim dizer, do Édipo, que se caracteriza justamente pelo inverso do que acontece na dimensão positiva:

Ou seja, a criança tem fantasias amorosas com o genitor do mesmo sexo e rivaliza com o genitor do sexo oposto.

É preciso sempre lembrar que, para Freud, todos nós nascemos com disposições bissexuais, de modo que uma menina pode muito bem fantasiar ser um homem para sua mãe.

Nesse sentido, podemos dizer que, com o declínio do complexo de Édipo, o menino não abandona apenas a mãe como objeto sexual, mas também o pai.

Trata-se, na verdade, da renúncia ao gozo incestuoso de forma geral, isto é, à possibilidade de satisfação sexual no interior da família.

No fundo, é isso o que o complexo de Édipo representa para Freud: uma organização psíquica na qual o sujeito é confrontado à tentação de alcançar um gozo fácil, com papai e mamãe, sem sair de casa…

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