[Vídeo] Empatia PATOLÓGICA: você só olha o lado do outro?

Empatia é uma habilidade fundamental nos relacionamentos interpessoais. Contudo, algumas pessoas podem desenvolver empatia em excesso, só conseguindo legitimar o ponto de vista do outro em detrimento dos seus próprios interesses e desejos. Assista ao vídeo e entenda como essa forma excessiva de empatia se caracteriza e se desenvolve.

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[Vídeo] Recado Rápido #02 – Empatia patológica

Neste segundo episódio de “Recado Rápido” faço algumas considerações sobre indivíduos que têm a tendência de se colocarem excessivamente no ponto de vista de outro (empatia patológica), sempre abrindo mão dos próprios interesses. Trata-se, na verdade, de uma defesa empregada por pessoas que se sentem incapazes de suportar o desconforto inerente aos conflitos e confrontos relacionais.

Quando o analista não se apaga (final)

Joao Bobo - Bichinhos - Tigre - 1907 (1)No artigo “Elasticidade da técnica psicanalítica”, Ferenczi assinala de forma veemente que o uso da empatia como recurso terapêutico não seria propriamente uma inovação no campo da técnica psicanalítica, pois Freud já o teria preconizado. De fato, o fundador da psicanálise sempre defendeu que as intervenções do analista não poderiam ser levadas a cabo à revelia do que se passava com o paciente durante a sessão. Uma interpretação, por exemplo, só deveria ser enunciada quando o analista percebesse que o paciente estava bem próximo de chegar a ela por seus próprios meios. Cremos, todavia, que ao recomendar aos analistas que estejam atentos aos movimentos psíquicos do paciente durante a sessão, Freud não tinha em mente a atitude empática de “sentir com”. Afinal, essa atitude demanda do terapeuta uma disponibilidade para afetar-se que Freud não via com bons olhos.

Ao falar do uso da empatia, Ferenczi está descrevendo uma transformação da posição que o analista ocupava até então no tratamento. O analista que se localizava fora do campo de visão do paciente justamente para facilitar o apagamento de sua pessoa dá lugar a um analista que se posiciona ao lado do paciente, pois só assim é possível “sentir com”. Isso não significa, evidentemente, que o analista abandone sua função de terapeuta e passe a se comportar como um amigo do paciente. Cremos que o cerne da concepção ferencziana sobre o uso da empatia como recurso técnico é a defesa da adaptabilidade do analista. Do ponto de vista freudiano, o analista deve adotar uma postura única para todos os pacientes (até porque Freud considerava que a psicanálise era um método útil apenas para o tratamento das neuroses). Já para Ferenczi, que experimentou a psicanálise no tratamento de formas não-neuróticas de adoecimento emocional, o analista deve adaptar-se às necessidades do paciente. E essa adaptação não pode acontecer jamais se o analista não se coloca no tratamento numa posição de parceria. É a partir desse lugar instaurado no início do processo terapêutico que o analista terá condições de empaticamente “adivinhar” do que o paciente precisa. É possível, inclusive, que o terapeuta chegue à conclusão de que o analisando necessite de um analista mais distante mesmo, mais apagado, pois já é maduro o suficiente para se aventurar nas trilhas de seu inconsciente. No entanto, essa conclusão não pode ser estabelecida a priori, mas a partir da disponibilidade do analista a se deixar afetar pelo paciente.

Ferenczi ilustra essa disponibilidade afetiva do analista com a figura do “João Bobo”, aquele brinquedo infantil que pode ser empurrado e golpeado em várias direções, mas que consegue, ainda assim, retornar a sua posição inicial. A saída do lugar relativamente seguro oferecido pela neutralidade e abstinência e a adoção da posição de parceria exigirá do analista a capacidade de suportar os sentimentos de ódio que eventualmente podem surgir no decorrer do tratamento sem perder o equilíbrio. O analista deve se mostrar aberto a ser alvo tanto dos sentimentos ternos e afáveis quanto dos movimentos apaixonados e agressivos. Mais: deve não apenas se apresentar disponível a recebe-los como também capaz de sobreviver a eles.

Ferenczi observou que pacientes que foram severamente traumatizados nas etapas iniciais de seu desenvolvimento sofrem principalmente da incapacidade de confiarem no mundo (e, por transferência, no analista). Isso os leva a terem dificuldade de se entregar ao processo terapêutico. Assim, o conjunto de manifestações refratárias ao tratamento que Freud chamou de “reação terapêutica negativa” não seria, em todos os casos, uma mera resistência à exploração do conteúdo recalcado ou a expressão de uma suposta “pulsão de morte”. Em outras palavras, o paciente não se entregaria por razões de natureza relacional e não intrapsíquica. A experiência precoce com um ambiente hostil o levaria a sentir-se inseguro e desconfiado: o que garante que o trauma não possa se repetir? Por esse motivo, o esforço do analista não deve ser no sentido de debelar uma suposta resistência, mas na direção de proporcionar um ambiente afetivo o mais próximo possível do esperado pelo bebê antes do trauma. O oferecimento desse ambiente, contudo, não levará o paciente imediatamente à reconquista da capacidade de confiar. Justamente pelo temor de que o trauma possa se repetir, o paciente inevitavelmente tenderá a testar esse novo ambiente acolhedor a fim de certificar-se de que ele é efetivamente confiável. É nesse momento que a maturidade do próprio analista (conquistada graças a sua própria análise) será fundamental. Afinal, o terapeuta deverá ser maduro o suficiente para (1) compreender empaticamente a esperança subjacente aos comportamentos eventualmente agressivos do paciente, (2) aceitar, como um João Bobo, ser golpeado por ele e (3) sobreviver a esses ataques, demonstrando afetivamente ao paciente que ele está diante de um ambiente confiável.

Isso significa que, diante dos movimentos agressivos do paciente, o analista deve simplesmente fazer uma “cara de paisagem” e fingir que nada está acontecendo? Não, dirá Ferenczi. Com efeito, uma das características essenciais de uma pessoa confiável é a sinceridade. O analista húngaro chega, inclusive, a chamar de “hipocrisia profissional” a tendência dos analistas ortodoxos a não expressarem nunca o que sentem a fim de preservarem a neutralidade. Como estamos frisando desde o início deste texto, para Ferenczi o analista não é um lugar, uma função, um vazio. Pelo contrário! O analista é, antes de tudo, uma pessoa com quem o paciente estabelece uma relação real. Nesse sentido, se o analista oculta do paciente todos os seus movimentos afetivos produzidos pela própria relação analítica, ele está impedindo o estabelecimento de uma relação autêntica. Para alguns pacientes (que cada vez se tornam mais raros) essa atitude pode até não comprometer de forma significativa o trabalho. Já para pacientes cuja raiz do adoecimento emocional é a série de traumatismos sofridos na relação com o ambiente, um analista que resiste à instauração de uma relação real é radicalmente anti-terapêutico. Por outro lado, ao defender o uso da sinceridade na relação com o paciente, Ferenczi não está propondo que a análise se transforme numa exposição contínua do próprio analista. O analista húngaro está apenas frisando o valor terapêutico da atitude espontânea e sincera do analista.

À guisa de conclusão, diremos que a técnica psicanalítica clássica proposta por Freud, fundamentada na abstinência e na neutralidade do analista, foi um experimento inegavelmente útil para o tratamento de pacientes que podiam, digamos, se darem ao luxo de prescindir da presença do analista. O analista que se apaga e deixa seu lugar mais ou menos vazio para que o paciente possa atualizar seus conflitos inconscientes é adequado para casos leves de histeria, neurose obsessiva e fobia. Contudo, na atualidade, tais casos têm se mostrado cada vez menos frequentes na clínica. Temos encontrado pacientes cuja capacidade para lidarem com o apagamento do analista é bastante reduzida. Para esses pacientes, o analista empático, que não se apaga e se apresenta disponível para ser afetado é de suma importância. Nesses casos, é a experiência afetiva de relação com tal analista o elemento terapêutico primordial e não a elaboração intrapsíquica de conflitos inconscientes.

Quando o analista não se apaga (parte 3)

ep-101-jesse-1024Ferenczi observou que o choque entre a linguagem da ternura expressa pela criança e a linguagem da paixão manifesta pelo adulto é inevitavelmente traumático. Afinal, assim como a criança é ainda incapaz de compreender uma sexualidade que ultrapasse os limites do pré-prazer lúdico, o adulto também não tem condições de abandonar completamente a linguagem da paixão e identificar-se de forma plena com o modo infantil de amar. Em decorrência, um ponto de incompreensão marcaria desde o início as relações entre os adultos e as crianças. Contudo, para Ferenczi, essa fator só se tornaria efetivamente um trauma desestruturante e fonte de adoecimento emocional se o adulto negligenciasse a diferença entre o seu modo de amar e o modo de amar infantil e impusesse a linguagem da paixão sobre a criança. No texto “Confusão de língua entre os adultos e a criança”, Ferenczi cita especificamente o exemplo do abuso sexual, em que essa imposição se dá de modo flagrante. No entanto, podemos inferir, à luz dos desenvolvimentos teóricos de outros autores, como Winnicott, que, ao falar do potencial traumático das imposições do adulto sobre a criança, Ferenczi não estava fazendo referência apenas a casos de abusos sexuais.

O que Ferenczi parece querer acentuar – e as modificações que ele fará no plano da técnica evidenciam isso – é o papel que o ambiente exerce na etiologia do adoecimento emocional. De fato, com o abandono da chamada “teoria da sedução” e a valorização da fantasia, Freud passou a dar menos importância aos fatores externos na formação das neuroses, enfatizando muito mais os mecanismos de defesa e as fantasias inconscientes. Foi justamente esse enfoque eminentemente intrapsíquico do adoecimento emocional que deu origem ao enquadre terapêutico clássico proposto por Freud, no qual o analista é uma figura passiva, que funciona basicamente como um endereço para as projeções do paciente. Em outras palavras, se o ambiente externo não exerce papel importante na etiologia das neuroses, a pessoa do analista é igualmente irrelevante. Assim como, no plano teórico, o ambiente externo não teria levado ao surgimento da doença, no plano da técnica, o comportamento do ambiente externo (analista) também não contribuiria para o resgate da saúde.

Ferenczi, por seu turno, ao se dar conta dos efeitos deletérios da aplicação da técnica ativa e refletir sobre o potencial traumatogênico dos comportamentos do adulto em relação à criança, chegou à conclusão de que o ambiente externo poderia, sim, ser fonte de adoecimento emocional. Muitos pacientes, em especial os que apresentavam patologias mais graves, não teriam adoecido apenas em decorrência de conflitos intrapsíquicos mal elaborados, mas em função de traumas provocados por comportamentos invasivos, opressivos ou negligentes do ambiente externo. Nesse sentido, o tratamento desses pacientes não poderia mais ser concebido como um processo exclusivamente intrapsíquico, como queria Freud. Se o comportamento de determinadas pessoas foi determinante para o surgimento da neurose, assim também o comportamento do analista seria igualmente determinante para o sucesso do tratamento. Ferenczi fará, então, fortes questionamentos em relação ao lugar clássico do analista.

Do ponto de vista ferencziano, o comportamento clássico do analista, marcado por certa frieza emocional, objetividade e neutralidade, é bastante semelhante à atitude geral de um ambiente que pode traumatizar uma criança. Com efeito, a criança espera encontrar à sua volta um ambiente terno, afável, acolhedor, que a compreenda e no qual ela possa confiar para continuar simplesmente existindo, sem se preocupar com os perigos do mundo. Esses desejos, contudo, são expressos na linguagem da ternura, ou seja, a criança não tem a expectativa de ser satisfeita pelo adulto com uma relação sexual propriamente dita. Exercitando sua aguda perspicácia clínica, Ferenczi observará que muitos pacientes, ao longo do processo terapêutico, começam a fazer essas mesmas demandas infantis. Diferentemente de outros analisandos que expressavam desejos de efetivamente terem uma relação amorosa com o analista, esses pacientes faziam demandas que eram bem características da linguagem da ternura. Em outras palavras, eles não queriam transar com o analista, mas encontrar nele acolhimento e confiabilidade – elementos com os quais não teriam podido contar na infância.

Ferenczi compreendeu, portanto, que esses pacientes haviam regredido para um ponto de seu desenvolvimento anterior à incidência do trauma, um ponto em que ainda eram capazes de esperar acolhimento, ternura e confiabilidade do ambiente externo. Se o analista, frente a essas demandas, se comportasse da maneira clássica, ou seja, frustrando-as e mantendo-se numa posição de neutralidade, ele estaria repetindo a mesma atitude traumatogênica do ambiente primário do paciente. Em outras palavras, podemos dizer que, em certos casos, o apagamento do analista não contribui para o sucesso do tratamento. Pelo contrário, favorece a continuidade e a intensificação do adoecimento.

Atento ao potencial “re-traumatogênico” da neutralidade analítica, Ferenczi irá propor que a técnica psicanalítica não seja mais padronizada, mas vem ao encontro das necessidades de cada paciente. Tomando emprestada uma expressão proposta por um de seus analisandos, Ferenczi defenderá uma “elasticidade da técnica psicanalítica”. Para o analista húngaro, se levarmos em conta que na clínica encontramos vários perfis de pacientes (alguns mais traumatizados que outros ou mais amadurecidos que outros, por exemplo), isso significa que nossa intervenção não pode ser a mesma para todos eles. O terapeuta precisaria modular sua posição clínica de acordo com as especificidades de cada caso. E como saber o tipo de abordagem que cada paciente precisa? Observando e classificando os sintomas? Lendo tratados de psicopatologia? Não, dirá Ferenczi. Para identificar as necessidades de cada paciente, o analista deverá fazer uso da empatia, ou seja, deverá colocar-se não mais numa posição de neutralidade e objetividade, mas de sintonia, sentindo com o paciente o que esse lhe dirige.

Quando o analista não se apaga (parte 2)

SmoochesSándor Ferenczi, analista húngaro cuja obra tem sido injustamente pouco valorizada nos cursos de psicologia do Brasil, foi certamente um dos pioneiros no questionamento da neutralidade do analista. Esse questionamento se deu, sobretudo, em virtude dos efeitos colaterais produzidos pela aplicação do que Ferenczi chamou de “técnica ativa”, uma tática clínica que pretendia radicalizar o princípio de abstinência freudiano. A técnica ativa consistia basicamente em exortar o paciente a adotar certos comportamentos (como enfrentar diretamente uma fobia através da aproximação ao objeto fóbico, por exemplo) e proibi-lo de executar outros (como certas manias ou tiques, hábitos considerados equivalentes à masturbação). O objetivo era impedir que o paciente utilizasse suas inibições ou comportamentos, principalmente no setting analítico, como meio de descarga pulsional. Ferenczi observava que, ao ter sua tensão psíquica aumentada dessa maneira, o doente não poderia evitar o trabalho de rememoração e elaboração dos conteúdos recalcados, acelerando o processo analítico. Vale lembrar que, ao formular o princípio de abstinência segundo o qual o analista não deve atender a nenhuma demanda do paciente, Freud tinha em mente a mesma intenção: aumentar a tensão psíquica através da frustração da demanda e, com isso, facilitar o aparecimento do material recalcado. O aspecto inovador da técnica ativa proposta por Ferenczi foi a constatação de que, a despeito de não poder utilizar o analista, o paciente poderia encontrar outros meios de descarga pulsional, como os ganhos secundários dos sintomas e certos comportamentos de caráter masturbatório. Portanto, seria preciso estancar também essas vias de descarga a fim de evitar que a análise estagnasse.

Do ponto de vista do objetivo clássico do tratamento psicanalítico, qual seja, promover a rememoração e integração psíquica dos conteúdos recalcados, a aplicação da técnica ativa proporcionou resultados bastante positivos. De fato, quando o paciente se submetia às injunções e proibições do analista, a análise que até então parecia estagnada e girando em círculos, apresentava um significativo avanço. O material recalcado passava a se manifestar de modo menos tolhido e o trabalho de elaboração adquiria um novo impulso. Contudo, do ponto de vista da relação entre paciente e analista, a técnica ativa produzia efeitos de natureza iatrogênica. O terapeuta inevitavelmente acabava ocupando o lugar de mestre – posição que Freud sempre considerou contrária aos objetivos da psicanálise – e o paciente, em contrapartida, colocava-se numa posição de submissão a qual, como o próprio Ferenczi percebeu, frequentemente era utilizada para esconder sentimentos de desconfiança, incredulidade e hostilidade em relação ao analista.

A partir da constatação desses efeitos colaterais da técnica ativa e de uma reflexão renovada sobre o papel do da fator traumático na causação das neuroses, Ferenczi chegaria à conclusão que o faria questionar o princípio de abstinência e a neutralidade do analista. Ferenczi notou que esse lugar de sujeição ao terapeuta que o paciente era obrigado a ocupar pela aplicação da técnica ativa era análogo à posição de uma criança vítima de um trauma. Assim como um bebê que é forçado precocemente a abrir mão de sua espontaneidade para se sujeitar à realidade dura do ambiente à sua volta que não o compreende, na técnica ativa o paciente é forçado a se submeter às regras ditadas pelo analista. Quando o terapeuta proíbe o paciente de executar determinadas ações ele se comporta como um pai ou uma mãe que vê seu filho brincando com seu órgão genital e o proíbe terminantemente de fazê-lo. Assim como a mãe ou o pai acreditam que tal comportamento não é adequado, o analista também se fundamenta no pressuposto de que determinados comportamentos podem ser inadequados para o alcance dos objetivos psicanalíticos. Em ambos os casos, as proibições apresentam um caráter moralizante. Podemos, ademais, nos questionarmos acerca da própria natureza dos comportamentos que a técnica ativa proibia. Eles representariam de fato uma descarga pulsional, ou seja, seriam a expressão deslocada da sexualidade tal como vivenciada pelo adulto? Não seriam, talvez, equivalentes à manipulação lúdica que a criança faz de seus órgãos genitais, manipulação que evidentemente provoca prazer, mas um prazer diverso daquele em jogo na sexualidade adulta, que visa ao orgasmo?

Penso que Ferenczi respondeu afirmativamente a essa última pergunta, já que o abandono da técnica ativa é contemporâneo das reflexões sobre as diferenças entre os pontos de vista dos adultos e das crianças que o analista húngaro faz em um de seus textos mais conhecidos: “Confusão de língua entre os adultos e a criança”. Nesse artigo, Ferenczi defende a tese de que a expressão da sexualidade na criança é bastante distinta da manifestação da sexualidade entre os adultos. Diferentemente da sexualidade adulta, a sexualidade infantil não visaria o prazer final (orgasmo). Permaneceria, portanto, nos limites daquilo que Freud chamou de “pré-prazer”, isto é, daqueles comportamentos que, na sexualidade adulta, servem como preliminares à penetração. O pré-prazer seria suficiente para satisfazer a criança e sua expressão não comportaria a seriedade e o caráter apaixonado presente na sexualidade adulta. A sexualidade infantil se manifestaria através da ternura e apresentaria um caráter lúdico. Nesse sentido, em termos de sexualidade, crianças e adultos falariam dois idiomas completamente diferentes: a linguagem da ternura e a linguagem da paixão.

CONTINUA