[Vídeo] De que guerra você (ainda não) voltou?


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Anulação: o sonho obsessivo de apagar o passado

— Aconteceu de novo, Sonia. Mais uma vez, não consegui manter minha boca fechada e acabei falando o que não devia.

Foi assim que Vinícius começou sua sessão de análise naquela tarde de quarta-feira.

— O pessoal estava batendo cabeça para encontrar um novo horário para nossas reuniões semanais e aí eu não aguentei…

Irritado, ele se remexeu no divã e continuou:

— Falei que a gente tinha que manter o horário de sempre e que só estávamos tendo todo aquele trabalho porque a Rita era folgada.

— Como assim?, perguntou a analista.

— É que a gente sempre se reuniu às segundas ao meio dia. Porém, ultimamente a Rita começou a faltar e o diretor pediu para escolhermos um novo horário.

— Você achou isso injusto?

— Sim. Ela falou que estava faltando às reuniões porque começou uma dieta nova e não podia atrasar o almoço. Olha o nível da folga!

— Entendi, disse Sônia.

— Mas logo depois de falar aquilo, me senti muito culpado. Além de ter gerado um climão, lembrei de como a Rita foi gente boa comigo quando cheguei na empresa.

— E aí passou a achar que era você quem estava sendo injusto…, comentou a analista.

— Exato. Aí, meio no impulso, falei: “Gente, esquece o que eu disse. Estou de cabeça quente. Para mim, qualquer horário está ótimo.”

— Você abriu mão do seu direito de participar da escolha.

— Sim, achei que era uma forma de compensar meu comentário infeliz. Se eu pudesse voltar no tempo, teria ficado calado.

Vinícius parece acreditar que ter sacrificado sua opinião poderia apagar magicamente o que havia dito.

Na Psicanálise, chamamos esse processo de “anulação do acontecido”.

Ele e o isolamento são dois mecanismos de defesa frequentemente encontrados na neurose obsessiva.

Quer saber mais sobre ambos?

Então, assista à aula “LENDO FREUD 25 – Anulação e isolamento: duas defesas obsessivas”, já disponível na CONFRARIA ANALÍTICA.

A Confraria é a maior e mais acessível escola de teoria psicanalítica do Brasil, com mais de 500 horas de conteúdo.

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[Vídeo] Três tipos de projeção


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[Vídeo] Supressão e recalque

Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Cinco mecanismos de defesa saudáveis” que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Sim, existem mecanismos de defesa saudáveis!

Freud descobriu que nossa mente é governada por uma lei fundamental: o princípio do prazer.

Obedientes a essa lei, estamos sempre tentando evitar a experiência do desprazer ou, no mínimo, amenizá-la.

Quando a fonte do sofrimento é uma situação externa, podemos simplesmente nos afastar — caso isso seja possível.

Porém, se a dor é provocada por conteúdos psíquicos, ou seja, por coisas que estão “dentro” de nós, fugir não é uma opção.

Nesses casos, precisamos lançar mão de certas OPERAÇÕES MENTAIS para evitar o desprazer ou, pelo menos, reduzi-lo a uma intensidade suportável.

Na Psicanálise, nós chamamos essas operações de MECANISMOS DE DEFESA, pois, como você já entendeu, elas servem para nos proteger do sofrimento.

Uma pessoa psicologicamente frágil não aguenta muita dor. Por isso, tende a utilizar mecanismos de defesas mais severos, que negam e distorcem a realidade.

Por outro lado, indivíduos emocionalmente maduros conseguem suportar uma boa dose de desprazer sem se desesperarem.

Isso lhes permite empregar defesas mais brandas e até construtivas.

Na AULA ESPECIAL publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA, eu explico e dou exemplos de cinco desses mecanismos de defesa saudáveis.

A aula já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS e este é o link para fazer parte da Confraria: https://confrariaanalitica.com/ .


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[Vídeo] Mecanismos de defesa: contra o que nos defendemos?


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Você queria muito agir de outra forma, mas não consegue?

Não é uma tarefa fácil distinguir os aspectos que caracterizam uma pessoa como emocionalmente doente.

Sempre corremos o risco de contaminar nossa visão a esse respeito com determinadas convicções culturais, ideológicas e políticas.

Por outro lado, me parece que há certos traços que são indiscutivelmente psicopatológicos sob qualquer ponto de vista.

Um deles é a RIGIDEZ.

Pessoas que estão emocionalmente doentes possuem uma limitação significativa na capacidade de modificarem sua conduta em determinadas circunstâncias.

Márcio, por exemplo, um neurótico obsessivo, não consegue deixar de se sentir intimidado quando está diante de pessoas às quais atribui autoridade.

Ele não queria se comportar de forma tão submissa e amedrontada nesse contexto, mas o cara simplesmente não consegue agir de outra forma. É mais forte do que ele.

Vanessa, por sua vez, não aguenta mais perder bons relacionamentos devido ao seu excesso de ciúme e à sua atitude extremamente controladora.

A jovem sabe racionalmente que exagera nas cobranças que faz aos namorados, mas simplesmente não consegue agir de outra forma. Ela não dá conta de se conter.

Em ambos os casos, temos pessoas que se sentem PRESAS a certo modo de agir e desejam ardentemente a LIBERDADE de poderem se comportar de outra forma.

Do ponto de vista da Psicanálise, essa falta de flexibilidade funciona para tais sujeitos muito mais como um REFÚGIO do que como uma prisão. Explico:

Ao contrário do que parece à primeira vista, Márcio e Vanessa não estão se comportando de forma autodestrutiva, mas, sim, de modo “AUTOPROTETIVO”.

Sentir-se intimidado com figuras de autoridade protege Márcio de fazer contato com seus impulsos agressivos, os quais são evocados quando está diante dessas figuras.

Já Vanessa se protege do medo imaginário de ser abandonada subitamente por seu objeto de amor, vigiando e controlando neuroticamente cada passo que ele dá.

Perceba, portanto, que a rigidez é estabelecida como uma defesa que permite à pessoa evitar o confronto com elementos não integrados da sua vida psíquica.

O sujeito abre mão da liberdade em troca da segurança.

De uma falsa segurança, diga-se de passagem.


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[Vídeo] 3 lições da Psicanálise para lidar melhor com o outro


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Você tem usado seu parceiro como encarnação das suas “capivaras”?

O funcionamento típico de relacionamentos amorosos é sempre um terreno fértil para novas descobertas psicanalíticas.

Hoje eu gostaria de falar com vocês a respeito de uma delas:

Nós podemos utilizar nossos parceiros amorosos como ENCARNAÇÕES de partes de nós mesmos que ainda não conseguimos INTEGRAR — o que eu costumo chamar de nossas “capivaras”.

Ao utilizar a palavra “integrar” não estou me referindo a nada de outra planeta, não, tá, gente?

“Integrar” um determinado aspecto da nossa personalidade significa simplesmente ser capaz de percebê-lo e afirmá-lo como NOSSO.

Quando eu integro uma parte do meu ser, paro de tentar fugir dela, ou seja, paro de utilizar mecanismos de defesa contra ela.

Vou te dar um exemplo:

Há muitas mulheres que, por conta de uma criação excessivamente repressora, foram levadas a DISSOCIAR o impulso s3xu4l do restante de sua personalidade.

Dissociar é o oposto de integrar. Quando você dissocia determinado elemento, passa a tratá-lo COMO SE não fosse seu.

Mas, como isso é mentira, você precisa utilizar mecanismos de defesa para continuar FINGINDO para si mesma que não possui aquilo.

Um desses mecanismos pode ser encontrar um parceiro amoroso que possa servir como uma espécie de encarnação desse elemento que você dissociou.

Assim, uma mulher que não dá conta de integrar seu impulso s3xu4l pode acabar se envolvendo com um cara cujo t3são está sempre à flor da pele.

É menos angustiante para ela ouvir as reclamações de seu marido (“Você nunca tá a fim!”) do que lidar com as reivindicações do SEU próprio desejo — que clama dentro dela por integração.

A mesma lógica vale para aquele típico homem bonzinho, que desde muito cedo foi levado pela vida a dissociar sua agressividade.

Não raro, esse sujeito “escolhe” se relacionar com pessoas que não só conseguiram integrar bem seu impulso agressivo, como o expressam de forma mais intensa e frequente.

Podemos dizer que, nesses casos, é como se o indivíduo utilizasse o relacionamento para fazer “do lado de fora” o difícil processo de integração que ele não consegue fazer “do lado de dentro”.


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[Vídeo] O estádio do espelho e o eu ideal

A alegria que a criança experimenta quando se dá conta de que é a pessoa que vê diante de si no espelho equivaleria à satisfação que nós temos, durante toda a vida, ao nos imaginarmos COMPLETOS.


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[Vídeo] “Me apaixonei pelo analista. E agora?” – e outras 7 perguntas respondidas

Neste vídeo, respondo a 8 perguntas que me foram feitas lá nas caixinhas de perguntas do Instagram.


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[Vídeo] Você dá conta de afirmar suas verdades?

Esta é uma pequena fatia da MASTERCLASS “Tudo sobre mecanismos de defesa”, que foi ministrada ao vivo na quinta-feira (09/02/2023) e cuja gravação na íntegra já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.

ATENÇÃO: Os valores atuais (39,99 por mês ou 397,00 por ano) são válidos só até este DOMINGO (12/02).


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Que verdades você anda negando para manter essa imagem redondinha de si mesmo?

Lá no texto “O estádio do espelho como formador da função do eu”, Lacan utiliza a imagem do bebê diante do espelho para caracterizar a relação que nós tendemos a ter com o nosso Eu.

A alegria que a criança experimenta quando se dá conta de que é a pessoa que vê diante de si no espelho equivaleria à satisfação que temos ao nos imaginarmos COMPLETOS.

Para Lacan, o bebê se reconhece no espelho num momento muito precoce, em que ele ainda não consegue se perceber como um ser inteiro e coordenado.

No entanto, a imagem que ele vê no espelho é justamente… a de um ser inteiro e coordenado!

É daí que vem o júbilo da criança: afinal, o que ela enxerga no espelho é a pessoa que, na real, AINDA NÃO É, mas deseja ser.

O problema, nos ensina Lacan, é que a criança se encanta tanto com a imagem de inteireza que está diante de si que acaba se IDENTIFICANDO com ela.

Ou seja, o bebê passa a ACHAR QUE É a pessoa inteira e coordenada que ele DE FATO ainda não é.

Ora, esse descompasso entre o que ACHAMOS QUE SOMOS e o que DE FATO somos, se manterá presente em nós pelo resto da vida.

Podemos dizer que um dos efeitos da passagem por uma terapia psicanalítica é justamente a diminuição dessa distância entre o que imaginamos ser e o que realmente somos.

Ao longo da existência, vamos compondo uma imagem “redondinha” de nós mesmos, cheia de certezas e vazia de contradições.

E essa imagem é tão fascinante, tão perfeitinha, tão sedutora, que a gente acaba caindo na ilusão de acreditar que ela responde satisfatoriamente a pergunta: “Quem sou eu?”.

A verdade é que não responde.

Mas a gente não quer reconhecer essa verdade.

Sabe por quê?

Porque não é muito confortável viver com a consciência de que somos inevitavelmente contraditórios, ambivalentes, divididos.

Somos tão apaixonados pela imagem “redondinha” de nós mesmos que distorcemos nossa experiência subjetiva para não termos que abandoná-la.

E o que a Psicanálise chama de “mecanismos de defesa” são justamente as estratégias que utilizamos inconscientemente para tentar manter essa imagem intacta.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA, receberá ainda hoje a gravação na íntegra da MASTERCLASS “TUDO SOBRE MECANISMOS DE DEFESA” que ministrei ontem à noite.


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O que são os mecanismos de defesa?

Quer aprender de verdade, com exemplos práticos, como funcionam esses mecanismos?

Então, eu te espero hoje, às 20h, na MASTERCLASS “TUDO SOBRE MECANISMOS DE DEFESA”.


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Quem tá com raiva de quem, Vanessa?

— Aí eu acabei encontrando com a Telma num bar no sábado. Ela até me cumprimentou, só que foi de longe. Geralmente ela abraça, puxa assunto… Eu acho que ela tá com raiva de mim.

Quem está falando é Vanessa Romeu, uma pedagoga de 27 anos que trabalha na escola particular  Virtù como coordenadora pedagógica. Telma, por sua vez, é a diretora do colégio.

— Mas por que ela estaria com raiva de você? — pergunta Paulo, o psicólogo com quem Vanessa se consulta há dois anos por conta de alguns episódios de pânico.

— Porque eu não fui na reunião, uai! — responde a paciente como se estivesse dizendo a coisa mais óbvia do mundo.

— Mas você não explicou para ela que naquele dia precisaria levar sua filha ao médico?

— Expliquei… Mas é que você não conhece a Telma, Paulo. Ela espera da gente dedicação total! Certeza que ela tá P da vida comigo.

Notando a presença sutil do ressentimento em meio à ansiedade com que Vanessa falava da diretora, o terapeuta decidiu fazer uma intervenção num tom bem-humorado:

— Pelo visto, parece que é você quem tá com raiva dela…

— Raiva? — disse Vanessa surpresa — É… Pode até ser, mas eu tenho mais é medo dela, isso, sim.

— De onde vem esse medo?

— Ah, eu vejo o jeito duro como ela trata alguns funcionários lá na escola… Pensa numa pessoa exigente!

— Mas, pelo que você disse agora há pouco, ela te trata muito bem, né? Te abraça…

— É… Comigo ela sempre foi um amor.

Depois de reconhecer a aparente contradição em seu discurso, Vanessa ficou em silêncio, como se estivesse digerindo mentalmente alguma coisa.

Paulo decidiu aproveitar o momento para finalizar a sessão com esse questionamento:

— E então, Vanessa, de quem é mesmo a raiva nessa história? É ela quem está brava com você ou é você quem está P da vida com ela?

Nesse extrato clínico, podemos ver claramente que a paciente está fazendo uso de um mecanismo de defesa muito comum. Você consegue dizer qual é?

Nesta quinta-feira às 20h eu vou ministrar a MASTERCLASS “TUDO SOBRE MECANISMOS DE DEFESA” e você é meu convidado. Na ocasião, faremos o lançamento da CONFRARIA ANALÍTICA 2.0, a nova versão da nossa escola.

Te espero lá!


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