Repressão na infância, baixa autoestima e autopunição

Uma jovem adulta chega à análise queixando-se de constantes crises de ansiedade.

Há mais de um ano ela terminou um namoro desagradável, insatisfatório, mas até hoje se pergunta se fez certo ao sair do relacionamento.

A moça tem um olhar muito negativo sobre si mesma, acha que é uma farsa…

Quando bate a ansiedade, se toca compulsivamente e depois se sente culpada e suja.

Na adolescência, sofreu diversas humilhações na escola.

Na infância, foi severamente repreendida ao explorar o próprio corpo.

Como tudo isso se articula?

De que forma a repressão vivida na infância pode ter moldado a autoimagem e o tipo de sofrimento psíquico apresentado por essa moça hoje?

Como a analista pode ajudá-la a sair de suas repetições e transformar sua relação consigo mesma?

Essas são algumas das perguntas que eu respondo na aula “ESTUDOS DE CASOS 24 – Repressão na infância, baixa autoestima e autopunição”, publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA, minha escola de formação teórica em Psicanálise.

Trata-se de mais uma aula do módulo ESTUDOS DE CASOS, em que comento casos clínicos reais que estão sendo conduzidos por alunos da Confraria.

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Será que seu medo é só uma máscara para um desejo?

Normalmente, nossos pensamentos e os sentimentos que os acompanham estão conectados de forma adequada.

Por exemplo: se eu pedir que você pense em sua melhor amiga e lhe perguntar o que sente ao fazer isso, provavelmente sua resposta será algum afeto positivo como ternura, carinho etc.

Da mesma forma, 99% de vocês diriam que sentem asco, nojo, repugnância ao se imaginarem num restaurante comendo um prato enorme de… fezes.

— Ah, Lucas, mas isso é óbvio. Por que você está tomando meu tempo para falar de banalidades?

Calma. Isso foi só uma introdução.

Meu objetivo aqui é falar sobre as situações em que há uma desconexão entre pensamentos e afetos. Conhecê-las pode te ajudar a pensar melhor sobre si.

Quando certos pensamentos entram em conflito com nosso ego (a imagem que queremos — ou suportamos — ter de nós mesmos), um dos mecanismos de defesa que utilizamos para proteger essa imagem é o RECALQUE.

Inicialmente, Freud achou que ele consistia simplesmente em tirar o pensamento perturbador do alcance da consciência.

Porém, a experiência clínica foi mostrando que este é apenas um dos desfechos possíveis do recalque.

Na verdade, a operação fundamental desse mecanismo é o rompimento da ligação original entre pensamento e afeto.

Essa desconexão, em si, é suficiente para proteger o ego.

Ou seja, o pensamento não precisa necessariamente ser deletado da consciência. Basta separá-lo do sentimento que o acompanhava.

Por exemplo: vamos supor que você teve uma briga feia recentemente com seu pai e lhe passou rapidamente pela cabeça a ideia de que seria bom que ele morresse.

Incapaz de suportar esse pensamento, você automaticamente o recalcou, ou seja, desconectou a ideia da morte do pai do sentimento que a acompanhava no momento (ódio).

Separado do pensamento original, o ódio pode se vincular a outra ideia, por exemplo, à de um influenciador digital, levando você a se tornar a mais nova hater do sujeito em questão…

Já o pensamento sobre a morte do pai pode permanecer na consciência, acompanhado, agora, não mais pelo ódio, mas pelo MEDO.

Você passa a se preocupar exageradamente com a saúde de seu pai, liga todos os dias para saber se ele está bem, fica aflita quando ele faz uma viagem de carro…

A ideia de que seu pai poderia morrer não sai da sua cabeça, mas, agora, ao pensar nela, você não se vê como uma pessoa que QUER que isso aconteça (autoimagem insuportável), mas como alguém que busca justamente evitar tal desfecho.

Se essa preocupação excessiva começa a atrapalhar seu sono e seu dia a dia, de repente você pode decidir fazer terapia.

Se o terapeuta for cognitivo-comportamental, ele provavelmente vai tentar te ajudar a se convencer de que esse medo exagerado de que seu pai morra não tem fundamento na realidade, que é só um conjunto de “pensamentos automáticos” nutridos pela ansiedade.

Mas se o terapeuta for psicanalista, ele te ajudará a traçar a HISTÓRIA dessas preocupações, reconstruindo as ligações que foram desfeitas pelo recalque.

E então você perceberá que o verdadeiro objeto do seu medo não é a morte do pai, mas a imagem de si como filha que um dia desejou isso.


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[Vídeo] React – Yago Martins – Repressão x Contenção


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O jovem rico e o autoengano neurótico

Certa vez, um jovem muito rico se aproximou de um sábio judeu e lhe perguntou:

— Mestre, o que preciso fazer para ser uma pessoa boa?

O sábio intuiu que o rapaz só queria uma oportunidade para se exibir diante do grupo que ali estava. Mas, mesmo assim, resolveu dar corda:

— Ah, você já sabe, meu caro: seja leal, não minta, respeite seus pais, não faça mal às pessoas, essas coisas…

Essa era a deixa que o rapaz precisava.

Ele olhou para todos à sua volta, estufou o peito, e com a empáfia típica daqueles que sofrem de autoengano, disse ao sábio:

— Que bom saber disso, mestre! Eu sempre agi assim, desde que era criança. Então, não me falta nada para ser uma pessoa boa!

Olhando fixo para o horizonte, o sábio respondeu:

— Bem… Acho que falta só uma coisa, meu amigo, só uma coisa. Você é um homem muito próspero, né? Mas, para ser uma pessoa boa de verdade, não pode ter apego a todo o dinheiro que ganhou. Por isso, vou lhe propor um desafio.

— De… desafio? Como assim? — disse o rapaz desconcertado.

— Sim, um desafio: venda todos os seus bens e doe o dinheiro. Se fizer isso, não lhe faltará mais nada para ser uma pessoa realmente boa.

O sábio já sabia que o vaidoso mancebo não seria capaz de cumprir o desafio. Por isso, não se surpreendeu ao vê-lo afastar-se dali cabisbaixo e entristecido.

— Estão vendo? — disse o mestre para o grupo que o acompanhava — É impossível ser uma pessoa boa. Sempre falta alguma coisa que a gente não dá conta de fazer…

A postura do jovem rico ilustra muito bem a dinâmica psíquica da neurose: seduzido pelas cobranças e exortações do superego e querendo narcisicamente ser amado por ele, o neurótico acredita que é possível atingir seus ideais.

Por isso, acaba se obrigando a recalcar certos desejos que não se encaixam nesses ideais. E, ao fazer isso, ele está se enganando, pois recalcar nada mais é que fingir que certas coisas, em nós mesmos, não existem.

Para sustentar sua imagem ilusória de boa pessoa, aquele rapaz precisou recalcar o imenso amor que tinha por suas posses. Esses obsessivos…

O sábio, porém, adotando uma postura muito semelhante à de um psicanalista, ajudou o mancebo a se confrontar com essa dimensão de si mesmo que ele não queria enxergar.

O resultado foi uma espécie de luto, você percebeu?

O jovem saiu da conversa abatido, desolado, pesaroso. Com efeito, a imagem idealizada de si mesmo como boa pessoa havia sido delicadamente destruída.

Por outro lado, após aquele diálogo, ele provavelmente se tornou um sujeito mais livre, pois a confrontação com seus limites internos tirou-lhe dos ombros o anseio de se conformar ao ideal superegoico.

Ao perceber que não conseguiria ser uma pessoa boa, o rapaz talvez tenha ganhado a chance de ser suficientemente bom.

É esse duplo efeito — luto e libertação — que a Psicanálise produz no tratamento da neurose.

Enquanto assiste consternado ao falecimento do eu ideal com o qual se identificava, o paciente passa a se enxergar com mais honestidade e, assim, se torna livre para ser, simplesmente, o que dá conta de ser.


⚖️ Entre o ideal de perfeição e a possibilidade de ser “suficientemente bom”, está o trabalho analítico.

👉 Na Confraria Analítica, você encontra aulas semanais que aprofundam esse tipo de reflexão, unindo teoria e clínica.


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[Vídeo] Reprimir não é só deixar de realizar


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Para Freud, você deveria realizar todos os seus desejos reprimidos?

Ao contrário do que muita gente pensa, Freud não defendia que as pessoas saíssem por aí realizando todos os seus desejos.

— Mas, Lucas, ele não dizia que o adoecimento psíquico era causado justamente pela repressão de certos desejos?

Mais ou menos, mais ou menos…

Em primeiro lugar, Freud descobriu que a repressão é um mecanismo central de um tipo específico de adoecimento (a neurose), não de todos.

Em segundo lugar, reprimir um desejo não significa simplesmente deixar de realizá-lo.

Significa, acima de tudo, fingir para si mesmo que ele não existe, mas continuar alimentando-o inconscientemente.

Quando isso acontece, a pessoa perde o controle consciente sobre o desejo e acaba sendo… controlada por ele sem perceber.

— Por que “sem perceber”, Lucas?

Ora, porque depois de reprimir, o sujeito tranca a porta da sua consciência, forçando o desejo a retornar para sua vida de forma clandestina, disfarçada.

Os sintomas neuróticos (pensamentos intrusivos, medos exagerados, dores inexplicáveis etc.) são alguns dos disfarces utilizados pelo desejo reprimido.

— Mas por que o desejo retorna?

Porque, como eu disse antes, ele continua sendo alimentado no inconsciente, pois uma parte da pessoa quer muito realizá-lo.

A repressão é só uma forma que ela encontra de continuar fantasiando com o desejo longe do olhar vigilante da sua consciência moral.

— Uai, Lucas, mas então a saída não seria a pessoa parar de hipocrisia e realizar logo esse desejo?

De novo: mais ou menos…

Sim, o sujeito precisa “parar de hipocrisia”, ou seja, ter a coragem de desfazer a repressão e encarar o desejo de frente, conscientemente.

Esta é uma tarefa difícil, que exige tempo e amadurecimento. A psicanálise é justamente um método para ajudar a pessoa a fazer isso.

Contudo, parar de reprimir não significa obrigatoriamente colocar o desejo em prática. Isso pode até acontecer, mas não é necessário.

A luz da consciência pode, inclusive, enfraquecer o desejo, tornando-o menos atraente, de modo que o sujeito simplesmente renuncia a ele com tranquilidade.

Uma terceira saída é o que Freud chamava de sublimação:

A pessoa pode canalizar o desejo para atividades produtivas, criativas, religiosas, esportivas etc. e, dessa forma, neutralizar o conflito entre ele e sua consciência moral.

Portanto, o que adoece não é a falta de realização de certos desejos, mas a vã tentativa de jogá-los para debaixo do tapete e alimentá-los secretamente…


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[Vídeo] Retorno do recalcado: entenda como funciona


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Quais são as suas compensações?

Embora não seja propriamente um conceito, a palavra “compensação” nos ajuda a entender com muita clareza uma das principais descobertas da Psicanálise.

Foram processos de compensação que Breuer, colega de Freud, vislumbrou nos sintomas de Anna O. ao criar o método catártico, embrião da terapia psicanalítica.

Se a paciente melhorava ao falar sobre sentimentos reprimidos, isso acontecia justamente porque seus sintomas eram uma forma de compensar a repressão.

Anna desenvolveu aversão a líquidos, por exemplo, por ter reprimido um sentimento de raiva ao ver o cãozinho de sua dama de companhia tomando água em um copo.

“Retorno do recalcado”: esse foi o termo técnico que Freud inventou para se referir à dinâmica psíquica que leva um sintoma a substituir uma reação reprimida.

De fato, os conteúdos que nós recalcamos (por culpa, vergonha etc.), não desaparecem nem ficam quietinhos e isolados num canto da alma.

Não! Eles retornam. Ou, pelo menos, tentam fazer isso…

Como diz o poeta, “sentimento ilhado, morto, amordaçado… volta a incomodar”.

A pressão do conteúdo reprimido para retornar à consciência nos obriga a criar algum sintoma ou inibição para compensar a repressão.

Há pessoas, por exemplo, que compensam a repressão de sua agressividade tornando-se exageradamente boazinhas e simpáticas.

Outros compensam a repressão do luto e da culpa por meio de uma alegria artificial e de um excesso de atividades e energia.

E não podemos nos esquecer daqueles que se tornam demasiadamente moralistas e rigorosos para compensar os fortes impulsos “proibidos” que reprimem.

O problema é que o recalcado pressiona tanto que os meios de compensação frequentemente se mostram insuficientes para proteger o sujeito da angústia.

Das duas uma: ou a compensação torna-se muito custosa ou começa a não funcionar, como uma faca que perdeu o fio.

Embora seja sofrida, essa experiência de fracasso pode ser muito produtiva, pois estimula a pessoa a questionar se vale a pena continuar fugindo de si mesma.

E tal indagação, por sua vez, pode acabar levando o sujeito à sábia decisão de fazer análise.


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[Vídeo] Supressão e recalque

Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Cinco mecanismos de defesa saudáveis” que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Sim, existem mecanismos de defesa saudáveis!

Freud descobriu que nossa mente é governada por uma lei fundamental: o princípio do prazer.

Obedientes a essa lei, estamos sempre tentando evitar a experiência do desprazer ou, no mínimo, amenizá-la.

Quando a fonte do sofrimento é uma situação externa, podemos simplesmente nos afastar — caso isso seja possível.

Porém, se a dor é provocada por conteúdos psíquicos, ou seja, por coisas que estão “dentro” de nós, fugir não é uma opção.

Nesses casos, precisamos lançar mão de certas OPERAÇÕES MENTAIS para evitar o desprazer ou, pelo menos, reduzi-lo a uma intensidade suportável.

Na Psicanálise, nós chamamos essas operações de MECANISMOS DE DEFESA, pois, como você já entendeu, elas servem para nos proteger do sofrimento.

Uma pessoa psicologicamente frágil não aguenta muita dor. Por isso, tende a utilizar mecanismos de defesas mais severos, que negam e distorcem a realidade.

Por outro lado, indivíduos emocionalmente maduros conseguem suportar uma boa dose de desprazer sem se desesperarem.

Isso lhes permite empregar defesas mais brandas e até construtivas.

Na AULA ESPECIAL publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA, eu explico e dou exemplos de cinco desses mecanismos de defesa saudáveis.

A aula já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS e este é o link para fazer parte da Confraria: https://confrariaanalitica.com/ .


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A gente faz Psicanálise para deixar de tomar rasteira de si mesmo.

“Onde estava o id, ali estará o ego.”

É com esta frase que Freud sintetiza o resultado produzido pela Psicanálise no psiquismo de uma pessoa que a ela se submete.

No modelo teórico proposto pelo autor em 1923, o id designa a dimensão da nossa mente onde se encontram nossos impulsos e disposições naturais.

A experiência clínica de atendimento a pessoas neuróticas revelou a Freud que nós podemos adoecer emocionalmente quando, por medo, viramos as costas para o id.

É claro que não podemos nos entregar passivamente a nossos impulsos e disposições naturais. A vida em sociedade e o nosso próprio senso de autopreservação nos impedem de agir assim.

Desde a infância, a gente vai aprendendo a se conter, se controlar e a se adaptar aos limites impostos tanto por nossos valores quanto pela própria realidade.

Porém, nesse processo, podemos ser levados a olhar para nossas inclinações naturais como tendências perigosas que precisam ser reprimidas.

O resultado disso é catastrófico: ao reprimir um impulso, perdemos o controle sobre ele, pois reprimir significa justamente fingir que ele não existe.

Fora de controle, o impulso reprimido do id fica livre para “nadar de braçada” em sua vida.

E pior: como você não quer enxergá-lo, ele acaba se manifestando à força, justamente por meio do adoecimento emocional.

Quando um paciente neurótico procura terapia, é nesse estado que ele se encontra: dominado pelos impulsos do id para os quais tem medo de olhar.

Na Psicanálise, a gente ajuda o sujeito a perder esse medo.

Dessa forma, ele passa a dar conta de encarar o id e consequentemente se APROPRIAR dos impulsos que outrora reprimiu.

É por isso que Freud diz que “onde estava o id, ali estará o ego”:

Com efeito, ao perder o medo, o ego (o eu) consegue TOMAR POSSE daquelas “regiões” do id que, por terem sido reprimidas, estavam fora do seu controle.

O id só para de nos escravizar com sintomas quando tomamos a coragem de reconhecê-lo, afirmá-lo, valorizá-lo e, acima de tudo, conversar com ele.


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[Vídeo] Sua verdade está na sua cara


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A sua verdade está aí, na sua cara. Você só não quer enxergá-la.

Muitas pessoas se habituaram a pensar que possuem uma “verdadeira essência” escondida por trás daquilo que efetivamente fazem.

A própria Psicanálise contribuiu para a formação dessa ideia com a descoberta de que nossos comportamentos são influenciados por pensamentos inconscientes.

Assim, muita gente procura um psicanalista na esperança de finalmente descobrir quem REALMENTE é, como se essa verdade estivesse oculta e precisasse ser desvelada.

Quem pensa dessa forma se esquece de outra descoberta crucial da Psicanálise: a de que o Inconsciente está SEMPRE falando — em alto e bom som.

— Como assim, Lucas?

Veja: os pensamentos que nós reprimimos e/ou mantemos reprimidos estão sempre retornando à nossa consciência de modo disfarçado.

Eles não ficam, como muita gente imagina, presos e guardados lá no Inconsciente.

A mocinha que tem inclinações homossequissuais reprimidas, por exemplo, está o tempo todo expressando-as de modo indireto, simbólico, metafórico.

Só é preciso ter olhos para ver.

A repugnância afetada diante de uma cena de beijo entre duas mulheres num filme pode muito bem ser a expressão pelo avesso do desejo não reconhecido.

Assim como a violência com que aquele rapaz se condena e se cobra pode revelar, nas entrelinhas, a ardente agressividade que ele insiste em tentar reprimir.

A repressão, senhoras e senhores, SEMPRE FRACASSA.

É como tentar se livrar do corpo de um pássaro morto guardando-o numa gaveta.

O cheiro do cadáver em decomposição inevitavelmente denunciará sua presença ali.

Por isso, se você quer descobrir a sua “verdadeira essência”, basta olhar para o que efetivamente diz, faz e pensa.

Ela não está enterrada num baú recôndito ao qual só se tem acesso depois de um longo processo de escavação.

A nossa verdade está aí, na nossa cara, gritando a plenos pulmões.

O problema é que a gente se nega a escutá-la.

E é por isso que a Psicanálise demora.

De fato, a gente precisa de um bom tempo para tomar coragem de olhar para a verdade e mais tempo ainda para se acostumar com o seu modo peculiar de falar.


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[Vídeo] Troque o apego à imagem pelo amor à verdade


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[Vídeo] Por que não é saudável manter desejos no Inconsciente?


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