[Vídeo] A sexualidade como palco do sofrimento emocional


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[Vídeo] Quando a sexualidade é sintoma


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A sεxuαlidade como palco do adoecimento psíquico

Freud mostrou que questões sεxuαis podem se expressar disfarçadamente em nós por meio de fenômenos que não têm nada a ver com sεxuαlidade.

Taís, por exemplo, descobriu em análise que sua dor no braço direito era resultado da forte resistência que ela opunha ao desejo de se mαsturbαr.

Sei que isso pode parecer espantoso e até escandaloso para o público leigo.

Mas, para quem pratica ou, pelo menos, estuda psicanálise, o exemplo acima é feijão com arroz.

Porém, minha intenção aqui não é falar sobre como impulsos de natureza sεxuαl podem se converter em processos não sεxuαis.

Quero tratar justamente de um fenômeno inverso: questões que não são sεxuαis se manifestando simbolicamente por meio da sεxuαlidade.

Esta é uma possibilidade que não foi muito trabalhada por Freud, mas que nós encontramos na clínica com alguma frequência.

Vou, já de cara, apresentar um exemplo para que você possa entender o raciocínio com mais facilidade.

É o caso da Joana, uma moça de 22 anos.

Quando tinha cerca de três anos, ela foi obrigada a se separar da mãe porque a genitora decidiu ganhar a vida na Europa.

Este acontecimento foi traumático por duas razões:

Em primeiro lugar, por causa do susto: a mãe só avisou à garota de que não retornaria para o Brasil quando já estava instalada em Madri.

Em segundo lugar, por conta do que veio depois: Joana teve de ficar morando com uma tia mal-humorada e impaciente, que frequentemente lhe dava umas surras.

Resultado: a menina sentiu-se abandonada, desamparada e, introjetando a hostilidade do ambiente, passou a nutrir um forte desprezo por si mesma.

Mas o problema maior foi que essas experiências traumáticas (que não são de caráter sεxuαl) acabaram desembocando… na sεxuαlidade.

Desde o fim da adolescência, Joana tem uma vida sεxuαl extremamente promíscua e não raramente faz sεxo desprotegido com seus inúmeros parceiros.

A jovem sempre se sente “suja” e “horrível” após os encontros, mas não consegue resistir às investidas dos caras que a procuram.

Entendeu?

Taís produziu uma dor no braço (algo não sεxuαl) para expressar uma questão ligada à sua sεxuαlidade.

Joana, por sua vez, desenvolveu um problema no âmbito sεxuαl para expressar uma questão que não tem nada a ver com sεxuαlidade (o trauma infantil).

Este caso mostra que a sεxuαlidade não está apenas nos bastidores do adoecimento psíquico, mas pode ser também o palco onde ele se manifesta.


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Por que evitamos certas palavras em análise?

Carolina estava ansiosa para contar a seu analista, Alfredo, como havia sido o primeiro encontro com Márcio, um novo colega de trabalho.

A moça já vinha falando há semanas sobre o clima de flerte que existia entre eles e, na última sessão, disse que o rapaz a convidara para um jantar.

— Eu estava muito tensa, confessou Carolina, mas o Márcio foi tão gentil que, ao longo da noite, eu acabei ficando à vontade.

Alfredo escutava em silêncio a narrativa da paciente.

— Não sei se foi por causa do vinho ou porque a gente já estava nesse chove e não molha há muito tempo, mas foi me dando muita vontade de ficar com ele.

(Na verdade, a expressão que veio à mente de Carolina foi “muito tεsão” e não “muita vontade de ficar com ele”.)

Ciente da forte inibição εrótica dessa paciente, o analista decidiu pontuar essa parte do relato fazendo “Hummm…” em tom de surpresa.

A moça abriu um sorriso e disse:

— Pois é… Você acredita? Mas não para por aí… Depois do jantar, fomos para a casa dele e a gente acabou ficando mesmo, Alfredo.

— Vocês trαnsαrαm?

— Isso… confirmou Carolina um tanto constrangida.

De fato, a palavra “trαnsαr” passou pela cabeça da paciente, mas, por vergonha, ela achou melhor utilizar um termo menos explicitamente sεxuαl (“ficar”).

Por que será que esse tipo de substituição acontece no discurso de tantos pacientes?

Que característica especial possuem palavras como “tεsão” e “trαnsαr” para que muitas pessoas evitem empregá-las?

O psicanalista húngaro Sándor Ferenczi explorou essa questão no clássico artigo “Palavras Obscenas”, de 1911.

E na aula especial publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA eu comento os principais trechos desse artigo.

As ideias de Ferenczi vão te surpreender…

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Por que o sintoma é uma solução de compromisso?

Freud descobriu que os sintomas não são só problemas, mas essencialmente SOLUÇÕES.

Soluções para conflitos psíquicos.

— Como assim, Lucas?

Eu vou te explicar com um exemplo:

Imagine Sabrina, uma jovem que está em conflito em relação a seu namoro: uma parte dela quer permanecer no relacionamento, mas outra quer terminar.

Um clássico!

Ora, como esse conflito pode ser solucionado?

Podemos pensar, a princípio, em duas alternativas:

Num primeiro cenário, Sabrina decide continuar com o namorado, aceita o que a desagrada e renuncia ao desejo de terminar.

No outro, ela escolhe sair da relação, aceita que vai sofrer, mas atravessa o luto e segue em frente.

Existe, porém, uma terceira alternativa de solução, que é justamente… o SINTOMA:

Sabrina pode desenvolver uma frigidez, ou seja, não conseguir mais sentir desejo sεxuαl pelo namorado.

A saúde dela está OK, o casal raramente tem brigas ou discussões, mas a moça simplesmente não sente mais vontade de trαnsαr com o cara.

Quando uma amiga lhe diz que isso é sinal de que eles deviam terminar, Sabrina responde:

— Mas, amiga, eu o amo muito. Não consigo deixá-lo!

Perceba como o surgimento do sintoma (frigidez) permite que a jovem não precise tomar nenhuma decisão e, ao mesmo tempo, satisfaz as duas partes do conflito:

A parte que quer terminar fica “feliz”, digamos assim, com o fato de ela não sentir mais vontade de ir para a cama com o namorado.

Já a parte que quer continuar se acalma, pois a frigidez cria um afastamento erótico, mas não rompe o vínculo amoroso.

Portanto, ao criar o sintoma (não conscientemente, é claro), Sabrina SOLUCIONOU o conflito, estabelecendo um… COMPROMISSO entre suas duas partes.

É como se ela estivesse dizendo para si mesma:

“Vamos fazer um acordo que fique bom para ambas as partes: eu não termino, mas desativo meu tεsão por ele.”

O problema, evidentemente, é que essa solução de compromisso não poupa Sabrina do sofrimento. Pelo contrário!

Ela evita a dor TEMPORÁRIA da separação ou da adaptação ao relacionamento.

Mas, em troca, passa a carregar o sofrimento CRÔNICO da falta de desejo sεxuαl.

A única dor que ela de fato evita… é a dor da decisão.


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[Vídeo] A visão revolucionária de Fairbairn

Esta é uma pequena fatia da aula “Fairbairn e sua crítica à visão freudiana da libido” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.


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[Vídeo] A sexualidade não se reduz à cama


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[Vídeo] Os sintomas são a atividade sexual dos doentes


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“Os sintomas são a atividade sexual dos doentes.” (Sigmund Freud)

Por mais que as ideias psicanalíticas tenham se infiltrado na cultura popular, essa afirmação do pai da Psicanálise ainda causa certo estranhamento.

De fato, ainda é muito difícil para a maioria das pessoas pensar a sexualidade como algo que extrapola o âmbito das relações sεxu4is propriamente ditas.

É dessa dificuldade que emergiu, por exemplo, o termo “assεxu4l” nos últimos anos para etiquetar a condição daquelas pessoas que normalmente não sentem vontade de fazer sεx0.

Ora, esse termo é equivocado justamente porque ele faz parecer que tais pessoas não possuem sexualidade, quando, na verdade, elas apenas não se sentem inclinadas a percorrer UMA DAS DIVERSAS VIAS possíveis de satisfação sεxu4l.

Ao dizer que “os sintomas são a atividade sεxu4l dos doentes”, Freud está nos ensinando que a sεxualidade humana é tão plástica que podemos SUBSTITUIR atos explicitamente sεxu4is por diversos outros comportamentos, incluindo aqueles que são de ordem patológica.

A paciente de uma das minhas alunas, por exemplo, passou anos satisfazendo sua libid0 por meio da compulsão por compras.

Como bem notou sua analista, todo o processo de “garimpagem” que ela levava até finalmente escolher a roupa que iria adquirir era simbolicamente muito semelhante a um ato masturb4tóri0.

Enquanto g0zava por meio do comprar compulsivo, essa mulher não sentia o menor interesse em ter relações sεxu4is com seu marido.

— Ah, Lucas, isso significa, então, que, essa paciente só vai se curar quando voltar a trans4r com o companheiro?

Não necessariamente.

Essa hipótese está baseada na falsa premissa de que o único modo “saudável” de buscar satisfação sεxu4l é por meio do coit0.

Na verdade, o aspecto patológico do comportamento da paciente não é o ato de comprar em si, mas o fato de fazer isso COMPULSIVAMENTE, ou seja, de forma descontrolada.

E toda compulsão expressa um movimento interno de fuga: concentrar-se numa direção para evitar outras que parecem ameaçadoras.

Nesse sentido, o que ela precisa é ENTENDER por que o comprar se tornou a sua principal “atividade sεxu4l”, ou seja, por que está fugindo de outras…


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[Vídeo] A verdade não se entrega de bandeja


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[Vídeo] 3 descobertas psicanalíticas que explodem as nossas cabeças


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A verdade não é evidente.

Vocês certamente já viram sendo publicados por aí os resultados de pesquisas sobre a frequência sequissual das pessoas.

Um estudo feito por uma empresa europeia de preservativos em 2007 “evidenciou” que o Brasil seria o segundo país do mundo onde mais se faz séquisso.

De acordo com o levantamento, em média o brasileiro tem 145 relações sequissuais por ano, o que corresponde a cerca de 2 a 3 tr4nsas por semana.

Só perderíamos para os gregos, cuja frequência média anual seria de 164 vezes.

Ficou com inveja?

Não precisa.

Deixa o tio Lucas te explicar como funcionam esses estudos que supostamente possuem rigor científico.

Eles são conduzidos de uma forma extremamente ingênua:

O pesquisador vai até o entrevistado e simplesmente pergunta a ele: “Quantas vezes o senhor faz séquisso por semana?”, supondo que a pessoa falará a verdade.

É aí que está o problema!

Você (você mesmo!) diria a verdade?

Se estivesse há mais de um ano sem ir para a cama com alguém, você responderia, com toda a sinceridade: “Nenhuma vez” ao questionamento do investigador?

O fato é que há uma probabilidade muito grande das pessoas não serem francas ao participarem desse tipo de estudo por uma razão muito simples:

Em “condições normais de temperatura e pressão”, não queremos projetar uma imagem de nós mesmos que não corresponda ao que supomos ser o desejo do Outro.

Como vivemos numa cultura que valoriza a alta frequência sequissual, é natural que desejemos ser ou, pelo menos, parecer “transud0s”.

O desejo do homem é o desejo do Outro.

Nesse sentido, precisamos ser céticos em relação ao que uma pessoa diz acerca de si mesma, principalmente quando se sente julgada (ainda que não esteja DE FATO sendo avaliada).

A verdade sobre quem somos e o que fazemos não aparece de forma explícita em nossos discursos pensados e elaborados.

Todo investigador policial sabe muito bem disso quando está interrogando um suspeito.

O que também os psicanalistas sabem quando estão escutando seus pacientes.

A verdade não se entrega de bandeja.

Como um quebra-cabeças, ela precisa ser pacientemente montada a partir dos seus fragmentos — espalhados em lugares nada óbvios.


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[Vídeo] Como funciona a sublimação?


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O que é sublimação? (em Humanês)

Muitas pessoas acreditam equivocadamente que, para Freud, todos os comportamentos humanos são determinados por impulsos s3xuais.

Quem pensa assim normalmente é gente que nunca leu sequer meia dúzia de textos freudianos e enxerga o pai da Psicanálise com as lentes dos estereótipos veiculados pela cultura pop.

Freud jamais reduziu todo o vasto campo da motivação humana a fatores s3xuais.

Na verdade, o que ele fez foi simplesmente incluir esses fatores na complexa “sopa” de elementos que podem estar por trás de nossa conduta.

E o médico vienense não chamou a atenção para a importância dos impulsos s3xuais por ter recebido uma inspiração transcendental ou após vivenciar um estado de epifania.

Fiel aos princípios científicos, Freud só registrou em seus escritos o que a clínica lhe ensinava, ou seja, o que seus pacientes diziam e o que era possível inferir do comportamento deles.

Foram os seus inúmeros analisandos que lhe mostraram que a função s3xual humana é extremamente plástica, flexível e adaptável.

Foi na clínica que Freud aprendeu que um sintoma respiratório como a dor de garganta, por exemplo, pode estar expressando de maneira indireta uma fantasia s3xual de cunho oral.

Quem se escandaliza ou se mostra cético ao ler isso só reage assim porque nunca experimentou falar em associação livre ou escutar alguém falando em associação livre.

Aqueles que já passaram por tais experiências sabem muito bem que o fato de vivermos num mundo banhado e mediado pela linguagem tem um impacto direto sobre nossa s3xualidade.

Se uma fantasia s3xual pode se manifestar por meio de uma dor de garganta, isso só acontece porque, graças à linguagem, nossos desejos podem ser representados, simbolizados.

Os outros animais, até onde sabemos, só conseguem satisfazer-se s3xualmente por meio de atividades propriamente s3xuais (cópul4 ou m4sturbação).

Entre os seres humanos, a coisa é diferente.

Assim como nos permite comunicar uma mensagem qualquer de várias formas, a linguagem também possibilita que expressemos nossos desejos s3xuais de diferentes maneiras.

Nesse sentido, ao incluir a s3xualidade no conjunto de fatores que podem motivar os comportamentos humanos, Freud está apenas dizendo mais ou menos o seguinte:

Como estamos imersos na linguagem, ou seja, num sistema simbólico, a nossa s3xualidade não é algo puramente físico, mas um fenômeno representado e, portanto, representável.

É esta condição especificamente humana que permite o aparecimento do processo que Freud chamou de “sublimação”.

Trata-se de uma das possibilidades típicas de representação da s3xualidade por meio de comportamentos que não são propriamente s3xuais.

Ao fazer uma sublimação, o sujeito inconscientemente satisfaz determinados desejos s3xuais mediante atividades que são socialmente valorizadas, como a arte, o estudo, o trabalho etc.

Isso não significa que a s3xualidade seja o único fator que condiciona a prática dessas atividades.

É óbvio que uma pessoa decide trabalhar com marcenaria, por exemplo, por conta de n fatores, dentre eles o potencial remuneratório daquela atividade.

Tudo o que Freud diz é que um desses fatores pode ser a expressão de determinados impulsos s3xuais.

Como nossos desejos nem sempre estão em conformidade com nossos ideais, a sublimação se apresenta como uma saída não-patológica para a satisfação de alguns dos nossos impulsos.

Além disso, ao tomarmos uma atividade como meio de sublimação, podemos obter uma dupla satisfação: o prazer inconsciente de realizar indiretamente certos desejos e o prazer narcísico de se perceber potente, criativo, produtivo.


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[Vídeo] A sexualidade adulta é uma montagem

Neste vídeo, você vai finalmente entender EM HUMANÊS por que Freud disse que a sexualidade infantil é perverso-polimorfa e aprender outras diferenças importantes entre a sexualidade adulta e a sexualidade infantil.


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