[Vídeo] O certinho quer likes do superego

Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.

Hoje, a partir das 20h, teremos mais um encontro.

Estamos estudando linha a linha o texto de Freud “Sobre o narcisismo: uma introdução”.

Te vejo lá!


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O superego é um apartamento que nossos pais alugaram na nossa cabeça.


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[Vídeo] Tenha autocompaixão, mas não seja autocomplacente

Ajudar o paciente a desenvolver autocompaixão deveria ser um dos propósitos de qualquer tratamento psicoterapêutico, seja ele psicanalítico ou não. Todavia, não devemos confundir autocompaixão com AUTOCOMPLACÊNCIA. Não se cobrar de forma exagerada é diferente de pegar leve consigo mesmo.


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Não seja seu próprio carrasco (mas não pegue leve consigo mesmo)

Já ouviu falar em autocompaixão?

Esse termo designa basicamente uma atitude oposta ao excesso de autocobrança — queixa frequentemente encontrada nos consultórios de terapeutas atualmente.

Uma pessoa autocompassiva olha para si mesma de modo compreensivo e amoroso, ciente de que não é capaz de dar conta de tudo e de que pode cometer erros.

Em outras palavras, um indivíduo que desenvolveu a competência da autocompaixão NÃO PEGA PESADO CONSIGO MESMO.

Por outro lado, sujeitos que não são autocompassivos comportam-se como verdadeiros carrascos de si mesmos, fazendo-se cobranças exageradas e não admitindo nenhum tipo de falha.

Ajudar o paciente a desenvolver autocompaixão deveria ser um dos propósitos de qualquer tratamento psicoterapêutico, seja ele psicanalítico ou não.

Todavia, não devemos confundir autocompaixão com AUTOCOMPLACÊNCIA.

Não se cobrar de forma exagerada é diferente de pegar leve consigo mesmo.

Assim como o excesso de autocobranças, a autocomplacência também é um fator que contribui para a deterioração da saúde mental.

Há muitas pessoas, por exemplo, que permanecem presas a condições de adoecimento emocional porque não se dispõem a fazer o mínimo necessário para sair delas.

Volta e meia atendo jovens universitários que se queixam de uma suposta INCAPACIDADE de se concentrarem nos estudos em casa.

Quando eu pergunto se eles LUTAM contra a distração, a resposta é geralmente negativa.

Diante da DIFICULDADE de concentração, a pessoa simplesmente desiste de estudar. Ela não se ESFORÇA para retomar a atenção depois de momentos de distração.

O nome disso é AUTOCOMPLACÊNCIA, ou seja, uma propensão a exigir de si MENOS do que se é capaz de dar conta.

A concentração, por exemplo, assim como diversos outros aspectos do funcionamento psicológico, precisa de EXERCÍCIO para ser desenvolvida — e não exercício leve.

Você não se tornará fisicamente forte levantando pesos que não te causam nenhum desconforto.

Da mesma forma, não é possível conquistar uma saúde mental fortalecida pegando leve consigo mesmo e desistindo diante de qualquer mínimo obstáculo.

Seja autocompassivo, mas não seja autocomplacente.


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[Vídeo] Como você lida com seus erros?

Diante da constatação de um erro, o arrependimento não é opcional.

No entanto, após esse instante de contrição, surgem duas possibilidades de interpretação da decisão equivocada.

Podemos encarar o erro como um CRIME ou como uma FONTE DE APRENDIZAGEM.


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[Vídeo] Você fica o tempo todo revisando suas decisões?

O medo excessivo de cometer erros leva algumas pessoas a ficarem o tempo todo se perguntando: “Será que agi corretamente?”. Assista ao vídeo e entenda a gênese desse problema.


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[Vídeo] “NÃO CONSIGO ME PERDOAR”: psicanalista explica de onde vem a culpa crônica

Neste vídeo: entenda como os ataques do superego e a repressão da agressividade estão na gênese da dificuldade que algumas pessoas possuem de se perdoarem.


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Você encara seus erros como CRIMES ou como fontes de APRENDIZAGEM?

Como você se sente depois de perceber que tomou uma decisão equivocada?

A imensa maioria das pessoas experimenta um sentimento desagradável que nós costumamos chamar de ARREPENDIMENTO.

Ele geralmente vem acompanhado da ideia de que como as coisas teriam sido se a escolha tivesse sido diferente:

“Se eu não tivesse enviado aquele e-mail, esse mal-entendido não teria acontecido”.

“Se eu tivesse passado a noite estudando ao invés de sair, minha nota nessa prova seria bem melhor”.

Esse movimento de pesar e lamentação é praticamente inevitável. Afinal, estamos sempre avaliando nossa conduta em função dos objetivos e ideais que desejamos alcançar.

Até um “psicopata”, ao ser pego pela Polícia, pode se arrepender de não ter sido mais cuidadoso.

Diante da constatação de um erro, o arrependimento não é opcional.

No entanto, penso que, após esse instante de contrição, surgem duas possibilidades de interpretação da decisão equivocada.

Podemos encarar o erro como um CRIME ou como uma FONTE DE APRENDIZAGEM.

Existem pessoas que olham para suas falhas como se tivessem necessariamente descumprido uma lei.

Que norma o sujeito violou por ter terminado com namorada — decisão da qual se arrependeu alguns meses depois?

Nenhuma, óbvio. Mas o caboclo se CASTIGA psicologicamente, por meio do sentimento de culpa e de autoacusações, como se tivesse cometido um crime.

Tais pessoas encaram seus acertos como atos de obediência a uma suposta Lei transcendental — que, na verdade, só existe na cabeça delas.

Quem não vive desse jeito, numa relação de amor com essa consciência tirânica, tem o privilégio de considerar os próprios erros como OPORTUNIDADES DE CRESCIMENTO.

Tais pessoas conseguem olhar para a vida como um grande campo de experimentações e não como uma eterna prova na qual precisam sempre tirar nota 10.

Por isso, não se castigam por terem errado. Ao invés disso, se perguntam: “O que essa falha me ensinou?” — e isso sem a expectativa ilusória de não mais errar.

Um dos objetivos que buscamos na terapia psicanalítica é justamente ajudar o paciente a desenvolver esse olhar afirmativo, compreensivo e não punitivo sobre a própria conduta.


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Você fica o tempo todo revisando suas decisões pelo medo de errar?

Marisa é uma competente advogada de 30 anos.

Após vivenciar a terceira crise de ansiedade em menos de uma semana, a jovem finalmente reconhece que está precisando de ajuda e decide procurar terapia.

Uma coisa que salta aos olhos do terapeuta logo no primeiro encontro com Marisa é a tendência que a paciente tem de ficar compulsivamente revisando suas escolhas.

Por exemplo:

Após finalizar uma conversa com um cliente, a mente da jovem jurista é imediatamente invadida por questionamentos do tipo:

“Será que eu dei a orientação correta para ele?”, “Será que não deveria ter falado de outra forma?”, “E se a explicação que eu dei não for pertinente para o caso dessa pessoa?”.

A mesma “chuva de indagações” acontece depois que ela acaba de protocolar uma peça processual no Fórum de sua cidade.

Esse processo contínuo de revisão dos próprios atos faz com que Marisa se sinta o tempo todo tensa, ansiosa, com medo de ter feito alguma coisa errada.

No processo terapêutico foi possível constatar que, na infância, a advogada sempre se sentiu ameaçada pela mãe, que parecia ter uma verdadeira intolerância a erros cometidos por outras pessoas.

Assim, se Marisa eventualmente deixasse cair uma pequena gota de sorvete em sua blusa, isso já era motivo suficiente para que a genitora declamasse um sermão de 10 minutos sobre o suposto desleixo da filha e a necessidade ser mais cuidadosa.

Em função do anseio natural de se sentir amada, aprovada e validada, a paciente foi paulatinamente internalizando a severidade da genitora.

Dessa forma, com o passar do tempo, Marisa passou a SE COBRAR da mesma forma inflexível com que era cobrada pela mãe.

Nesse sentido, a tendência compulsiva de ficar revisando decisões era a expressão da sua ânsia infantil de se tornar a filha 100% correta e irrepreensível que ela imaginava que sua mãe queria.

Em outras palavras, por estar inconscientemente presa ao desejo de encarnar a suposta filha ideal, a jovem advogada não poderia correr o risco de deixar passar um errinho sequer.

Você também sofre dessa tendência a ficar revisando o tempo todo suas decisões pelo medo excessivo de errar?

Identificou-se com a história de Marisa?


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Nosso superego não reflete como foram nossos pais, mas como era o superego deles.

No texto “A Dissecção da Personalidade Psíquica”, de 1933, Freud faz uma afirmação muito esclarecedora a respeito do superego. Veja:

“Assim, o superego de uma criança é, com efeito, construído segundo o modelo não de seus pais, mas do superego de seus pais; os conteúdos que ele encerra são os mesmos, e torna-se veículo da tradição e de todos os duradouros julgamentos de valores que dessa forma se transmitiram de geração em geração”.

Essa formulação nos ajuda a responder uma dúvida que frequentemente aparece quando falamos sobre a origem parental do superego:

— Lucas, se o superego se forma por meio da introjeção dos pais no ego da criança, por que há pessoas que sofrem com um superego extremamente severo mesmo tendo sido criadas por pais liberais, flexíveis e tolerantes?

A resposta pode estar justamente no trecho citado acima.

Com efeito, o superego não é um mero espelho das práticas educativas dos pais.

Se assim fosse, não haveria tradição. Valores, princípios e normas de conduta facilmente se perderiam, já que frequentemente não nos comportamos de acordo com tais parâmetros.

Nesse sentido, se a criança tomasse o COMPORTAMENTO dos pais como modelo, em três ou quatro gerações não haveria mais qualquer tradição moral.

Pais e mães que adotam uma postura muito complacente e compreensiva em relação aos filhos podem, por exemplo, transmitir, nas entrelinhas de seu DISCURSO cotidiano, que se sentem culpados por não conseguirem ser mais rígidos e exigentes.

A criança, dotada de toda a perspicácia que a natureza lhe deu, percebe intuitivamente o que está em jogo e acaba internalizando os ideais dos pais — inclusive para tentar aliviar o sentimento de culpa deles…

O que conta na formação do superego é muito mais o que os pais DIZEM — explicitamente e nas entrelinhas — do que aquilo que fazem.

Assim, podemos concluir que, para a formação de superegos mais brandos, mais flexíveis e menos “canceladores”, precisaremos necessariamente construir UMA NOVA TRADIÇÃO MORAL — mais branda, mais flexível e menos canceladora.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá daqui a pouco uma AULA ESPECIAL sobre o conceito de superego.

Te espero lá!


LINK PARA SE CADASTRAR NO EVENTO GRATUITO E EXCLUSIVO “O QUE UM PSICANALISTA FAZ?” – 13/06, 20h – https://lucasnapolipsicanalista.kpages.online/comunidade-confraria-analitica

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Sobre pessoas que não conseguem se perdoar

Experimentamos o sentimento de culpa quando fazemos (ou desejamos fazer) um coisa que nós mesmos consideramos inadequada e que acreditamos poder eventualmente causar dano a pessoas que amamos.

Muitas vezes, a culpa ocorre pontualmente e acaba desaparecendo naturalmente, sobretudo em função de um ato de perdão:

Num belo dia você trata o seu namorado de uma forma rude; alguns minutos depois, sente-se mal, pede desculpas, o mancebo te perdoa e a culpa vai aos poucos se esvaindo.

Por outro lado, há algumas pessoas que padecem de uma culpa crônica, que simplesmente não passa — mesmo com o perdão do outro.

Tais indivíduos costumam dizer que são eles mesmos que não conseguem SE PERDOAR.

E é essa afirmação que pode nos servir de ponto de partida para compreender o que está em jogo nesses casos.

Quando o sujeito diz que não consegue se perdoar, ele está revelando a existência de uma divisão em sua personalidade: de um lado, a parte que cometeu o ato inadequado e, do outro, a parte que olha para a primeira e diz: “Isso é imperdoável”.

Freud chamou essa segunda parte de “superego”. Com efeito, ela olha para o eu (ego), a primeira parte, de cima (super, em latim), julgando-a como um pai severo e intolerante.

Nosso superego está sempre monitorando e avaliando nossos atos e pensamentos, exercendo um papel parecido com o que nossos pais desempenhavam conosco na infância.

Todavia, nem todo o mundo tem um superego tão cruel e inflexível quanto o das pessoas que se sentem o tempo todo culpadas.

Para que isso aconteça, é preciso que o sujeito tenha sido levado a reprimir seus impulsos agressivos.

Não por acaso, pessoas que padecem de culpa crônica costumam ser exageradamente pacíficas — e passivas — , indivíduos que são incapazes “de fazer mal a uma mosca”.

Com efeito, essa agressividade patologicamente tolhida não desaparece. Ela permanece guardada, como uma bomba, no interior do psiquismo e, para ser saciada, acaba tomando o próprio Eu do sujeito como objeto.

Os ataques contínuos e ferozes do superego, que resultam na culpa crônica, servem justamente a esse propósito: satisfazer os impulsos agressivos dos quais o sujeito não foi autorizado a se apropriar.


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[Vídeo] Entenda por que a Psicanálise funciona

Sim, fazer Psicanálise funciona. A terapia psicanalítica é eficaz no tratamento de problemas emocionais. Mas você sabe como funciona a “mecânica” do processo analítico? Neste vídeo, explico isso de forma resumida. Confira!


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Sobre a formação do superego

Superego foi o nome que Freud deu para uma parte específica do nosso eu formada pela internalização da dimensão coercitiva do cuidado parental.

Não entendeu nada? 😅 Então deixa eu te explicar:

Por “cuidado parental” entenda as diversas práticas de cuidado que os pais desenvolvem junto aos seus filhos.

Essas práticas podem ser de ordem acolhedora (carinho, proteção, auxílio, segurança, reconhecimento etc.) e de ordem coercitiva (vigilância, ameaça, contenção, punição).

Ambas as dimensões do cuidado parental são necessárias para o desenvolvimento emocionalmente saudável da criança.

No entanto, na formação do superego ocorre a internalização apenas das práticas coercitivas.

Por “internalização” entenda o processo que vai levando a criança a fazer consigo mesma aquilo que num primeiro momento os pais faziam com ela.

Por exemplo: inicialmente eram os pais quem a alertavam dizendo que não deveria bater no coleguinha, pois, se o fizesse, seria castigada.

Ao internalizar essa prática de vigilância e ameaça na forma de superego, a própria criança passa a se alertar, como que dizendo para si mesma: “Não posso fazer isso senão serei castigada”.

Você percebe, portanto, que, nesse movimento de internalização, a criança precisa se IDENTIFICAR com os pais, ou seja, precisa inconscientemente imitá-los.

Mas não imitá-los por completo! A identificação que forma o superego é feita apenas com os pais ENQUANTO agentes coercitivos, ou seja, apenas com os pais que vigiam, ameaçam e punem.

Conforme o desenvolvimento avança, o indivíduo passa a ter contato com outras figuras de autoridade que também exercerão sobre ele um papel coercitivo, tais como professores, por exemplo.

Essas outras pessoas também podem ser objeto de identificação e, consequentemente, “alimentarem” o superego.


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[Vídeo] Psicanalista explica o sentimento de culpa

Neste vídeo: entenda quais são as condições que ocasionam o surgimento do sentimento de culpa e por que algumas pessoas se sentem culpadas com tanta facilidade.


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Quanto mais baixa for sua autoestima, mais facilmente você se sentirá ofendido.

Nem sempre nos sentimos afetados quando pessoas dizem coisas negativas a nosso respeito.

Às vezes um insulto ou feedback depreciativo entram por um ouvido e saem pelo outro.

Por outro lado, há momentos em que uma fala ofensiva ou aviltante não sai da nossa cabeça.

Não conseguimos esquecê-la ainda que tenhamos reagido de alguma forma ao outro ou consideremos injusta a ofensa recebida.

Por que isso acontece?

Por que não damos bola para certos insultos e não conseguimos parar de pensar em outros?

Minha hipótese, corroborada pela experiência clínica, é a de que só ficamos “mexidos”, impactados, afetados por uma ofensa quando “a carapuça serve”.

Com isso não estou dizendo que o feedback negativo só nos incomoda quando é verdadeiro.

Por exemplo: você pode ser objetivamente uma excelente profissional e ter ouvido de um cliente irritado que seu trabalho é horrível.

Muito provavelmente essa reação lhe trará apenas um leve incômodo (afinal, ninguém é de ferro, né?) se você estiver CONVENCIDA de sua competência.

Por outro lado, se você, apesar de executar o trabalho com maestria, nutrir interiormente dúvidas acerca de sua capacidade, é bem provável que passe dias e dias repassando mentalmente o feedback negativo do cliente.

Percebeu o que acontece?

Quando aquilo que uma pessoa diz a nosso respeito vai ao encontro de coisas que a gente já pensa sobre si mesmo, a fala do outro nos afeta muito mais.

É por isso que pessoas que possuem baixa autoestima, ou seja, que já costumam avaliar a si mesmas de modo extremamente pejorativo, tendem a se sentir ofendidas com mais facilidade.

Do ponto de vista metapsicológico, podemos dizer que a fala depreciativa do outro está alinhada com aquilo que o superego do indivíduo já diz para ele o dia inteiro.

Assim, mesmo sabendo racionalmente que não é incompetente, a pessoa se sente excessivamente incomodada com o insulto do cliente.

Com efeito, tal feedback se encaixa perfeitamente na visão distorcida que ela tem de si mesma.

Por outro lado, quem tem a sorte de não sofrer com um superego tão tirânico e sádico ouve a ofensa e a experimenta tão-somente como um leve tiro de raspão em seu narcisismo.


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