Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Várias pessoas já me perguntaram: “Lucas, como escolher um bom terapeuta?”.
A minha resposta costuma ser a mesma: nem sempre dá para saber de antemão se o profissional é competente.
Na maioria das vezes, você vai ter que experimentar pelo menos uma ou duas sessões com ele para poder fazer sua avaliação.
Contudo, posso listar aqui para você 3 sinais de alerta, ou seja, 3 atitudes típicas de um MAU profissional de saúde mental:
1 – FALA MUITO
Uma das principais atribuições de um terapeuta é a ESCUTA.
O paciente está cansado de ouvir pessoas dizendo o tempo todo na internet, na televisão ou na família o que deve fazer.
Ele quer estar diante de alguém que seja capaz de escutar suas queixas, suas insatisfações, sua história…
O terapeuta verborrágico rouba o espaço do paciente e o coloca numa posição de espectador ou de aluno, impondo seu pensamento em vez de permitir que o sujeito faça suas próprias elaborações.
2 – ENTRA MUDO E SAI CALADO
Como eu disse, todo paciente quer ser escutado. Sim, mas ele não pode ter a sensação de que está falando para as paredes.
Há terapeutas que simplesmente não abrem a boca a sessão inteira e se defendem dessa postura inadequada usando uma série de malabarismos teóricos.
Ainda que o silêncio tenha uma função importante no processo terapêutico, o profissional precisa demonstrar ao paciente que está ali, VIVO, PRESENTE, ATENTO.
E isso não tem como acontecer se ele fica o tempo todo lá, caladão, feito um dois de paus.
3 – ESTÁ SEMPRE DANDO CONSELHOS
Embora os próprios pacientes muitas vezes demandem orientações ou sugestões sobre o que devem fazer em certas situações, o bom terapeuta evita fornecê-las por uma razão muito simples:
Um dos principais objetivos de qualquer processo terapêutico é ajudar o sujeito a se tornar mais autônomo e responsável por suas escolhas.
O profissional que vive dando pitaco compromete o alcance dessa meta, pois mantém o paciente numa posição infantil e dependente.
Agora, me fale: você já passou por terapeutas assim?
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “LENDO FERENCZI 09 – Como e quando utilizar a técnica ativa” que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – FERENCZI da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Freud costumava dizer que a análise deveria acontecer numa condição de “abstinência”.
Na prática, isso significa que o analista deveria manter o paciente num estado de permanente… desconforto.
Isso mesmo: desconforto.
Mas antes que venha alguém acusar o pai da Psicanálise de sadismo, deixe-me explicar o motivo pelo qual ele defendia isso.
Freud acreditava que se a análise fosse uma experiência muito tranquila, confortável e satisfatória, o paciente não se engajaria no processo terapêutico.
Ele ficaria ali falando, falando, falando, usufruindo da companhia agradável do terapeuta e não sairia do lugar.
Por isso, o médico vienense recomendava justamente que os analistas não fossem companhias muito agradáveis…
Um paciente insatisfeito, pensava Freud, “trabalha” mais na análise do que aquele para quem as sessões são momentos de puro deleite.
De fato, gente, nós não podemos deixar nossos pacientes numa “zona de conforto”.
Nossa presença precisa ser SUFICIENTEMENTE incômoda para provocá-los e incitá-los a fazer contato com os conteúdos de seu Inconsciente.
O problema é que, às vezes, a simples postura mais reservada e profissional do analista não é suficiente para mobilizar o sujeito e perturbar suas resistências.
Eventualmente, é preciso que o terapeuta convide o paciente a SE MEXER em algumas áreas de sua vida a fim de levá-lo a sair da zona de conforto.
Foi essa a conclusão a que o psicanalisa húngaro Sándor Ferenczi chegou quando propôs a chamada “técnica ativa”.
Trata-se de um procedimento que consiste em recomendar ao paciente que faça ou deixe de fazer certas coisas a fim de estimular a manifestação do Inconsciente.
Na AULA ESPECIAL publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA, eu explico (com exemplos) em que momentos a técnica ativa pode ser utilizada e de que forma deve ser aplicada.
O título da aula é “LENDO FERENCZI 09 – Como e quando utilizar a técnica ativa” e já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – FERENCZI.
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “A transferência e o sujeito suposto saber” que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – LACAN da CONFRARIA ANALÍTICA.
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A expressão “sujeito suposto saber”, inventada por Lacan é frequentemente utilizada por quem trafega no território psicanalítico.
A minha impressão, porém, é a de que muitas pessoas a utilizam de forma equivocada, sem saber exatamente o que, de fato, significa.
Trata-se de um daqueles termos que parecem meio autoexplicativos e que, justamente por isso, acabam levando a mal-entendidos.
Tem gente, por exemplo, que acha que um professor está na posição de sujeito suposto saber só porque os alunos supõem que ele saiba o que está ensinando.
Nada a ver!
Quando Lacan apresentou a noção de sujeito suposto saber lá em 1964, no seminário 11, isso aconteceu em meio a seu esforço para FORMALIZAR o conceito psicanalítico de TRANSFERÊNCIA.
O psicanalista francês acabou chegando à conclusão de que a função do sujeito suposto saber é um elemento essencial na ESTRUTURA da transferência.
Se não levarmos esse contexto em consideração, acabaremos caindo na cilada de achar que sujeito suposto saber significa simplesmente uma pessoa que se apresenta como alguém que supostamente sabe.
— Beleza, Lucas, entendi. Mas se o sujeito suposto saber não é isso, o que ele é, então?
A resposta para essa pergunta está exposta de forma didática, simples e com exemplos na AULA ESPECIAL publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.
O título dela é “A transferência e o sujeito suposto saber” e está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – LACAN.
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Freud cunhou o termo PsicANÁLISE para designar o método psicoterapêutico que inventara por uma razão muito simples:
A essência do tratamento que estava propondo consistia em identificar e trazer à luz os ELEMENTOS reprimidos que estavam na base dos sintomas neuróticos.
De fato, analisar quer dizer literalmente isso: examinar detalhadamente determinado objeto a fim de distinguir seus componentes.
Distinguir, por sua vez, significa separar, discriminar, diferenciar.
Partindo dessas premissas, podemos concluir que o percurso que terapeuta e paciente fazem ao longo de uma análise tem sempre como horizonte… a CLAREZA.
Isso vale não só para o tratamento como um todo, mas também para cada uma das sessões.
A cada encontro, o paciente é convidado pelo analista a objetivar por meio da fala o que está se passando em seu psiquismo.
Quase sempre esse material é uma miscelânea verbal carregada de ambiguidades, hesitações e imprecisões.
Ora, uma das tarefas do terapeuta é justamente ajudar o paciente a esclarecer esse todo confuso e obscuro por meio da extração de seus componentes fundamentais.
É como se o sujeito trouxesse para a análise um imenso novelo todo embolado e fosse convocado pelo analista a desembaraçá-lo pacientemente.
O próprio fato de ter que entregar esse emaranhado psíquico ao terapeuta por meio da fala já compele o analisando a começar a deslindá-lo.
Por isso, podemos dizer que a própria estrutura do tratamento psicanalítico é, em si mesma, terapêutica.
Afinal, o ato de endereçar a fala a alguém que verdadeiramente se dispõe a escutar tudo com atenção exige do sujeito um mínimo de análise sobre o que diz.
Todo paciente já passou pela experiência de obter insights preciosíssimos simplesmente fazendo associação livre, sem que o analista dissesse uma só palavra.
Mas o terapeuta também fala.
E essa fala, para ser verdadeiramente analítica, deve estar comprometida com o horizonte da clareza.
Às vezes, nós, analistas, damos suporte, indicamos possíveis saídas, reconfortamos, mas nossa atribuição essencial permanece sendo a de ANALISAR.
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Naquele dia Frieda chegou ao consultório de sua analista e percebeu que o ambiente havia passado por uma redecoração. Entusiasmada, exclamou:
— Que maravilha, doutora! Finalmente a senhora seguiu meu conselho!
Sem que a paciente percebesse, a analista revirou os olhos e disse:
— Vamos começar?
Frieda deitou-se no divã, mas, ao invés de começar a falar de imediato, permaneceu cerca de um minuto em silêncio, olhando para o chão da sala.
— Doutora, eu acho que esse tapete novo não combinou com os seus móveis. Sei lá… Acho que ele é muito escuro.
A analista ficou em silêncio.
Antes da mudança, Frieda já havia feito diversos apontamentos em relação ao que julgava que a terapeuta deveria fazer em relação à decoração da sala.
Olhando para tal comportamento de um ponto de vista simbólico, a analista dizia à paciente:
— Frieda, você está tentando me controlar, invertendo nossas posições. Ao invés de ouvir o que tenho a lhe dizer, sou eu quem supostamente deveria ouvi-la.
Tal interpretação entrava por um ouvido e saía pelo outro. A paciente continuava fazendo recomendações com ar de superioridade.
A analista já estava ficando de saco cheio.
Por isso, seu silêncio diante da observação sobre o tapete era mais expressão de cansaço do que exatamente uma postura técnica.
Sobretudo porque, naquele dia em que a redecoração ficou pronta, vários pacientes já haviam dado seus respectivos pitacos sobre o que a terapeuta deveria ter feito.
Assim, no momento em que Frieda começou a fazer um segundo apontamento, desta vez sobre a nova localização de uma mesa, a analista não se conteve:
— Minha cara, realmente, não me importa o que você pensa disso.
A paciente ficou perplexa.
Depois de alguns segundos em silêncio, queixou-se com muita raiva da suposta grosseria da terapeuta, mas acabou pedindo desculpas.
Mais do que isso:
Frieda finalmente reconheceu sua tendência controladora e comentou que outras pessoas também deviam se incomodar com seus conselhos intrometidos.
A história que você acaba de ler é parcialmente fictícia.
Trata-se de uma singela dramatização do relato que Margaret Little fez de um episódio real ocorrido quando analisava essa paciente que ela chama de Frieda.
A psicanalista sul-africana utilizou essa situação e outras para ilustrar uma tese polêmica, que ela defende no artigo “R – A resposta total do analista às necessidades de seu paciente”:
A tese de que, em certos momentos de uma análise, principalmente com determinado tipo de paciente, o analista DEVE expor seus sentimentos PESSOAIS.
Quer saber mais sobre esse interessantíssimo ponto de vista?
Então, assista à AULA ESPECIAL “Margaret Little e a manifestação do analista como pessoa”, que acaba de ser publicada na CONFRARIA ANALÍTICA.
A aula se encontra no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS e o linque para fazer parte da CONFRARIA está no meu perfil.
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Clarificar, confrontar e interpretar: um mapa para a clínica”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Popularmente, os psicanalistas são vistos como seres muito silenciosos.
De fato, alguns de nós exageram e são capazes de ficar uma sessão inteira sem falarem um “a” com seus pacientes. Trata-se de um erro técnico, evidentemente.
Mas se passamos a maior parte do tempo calados é porque entendemos que o elemento mais importante de um processo terapêutico é o material trazido pelo paciente.
Por outro lado, apenas a apresentação pura e simples desse material não é suficiente para que uma análise aconteça.
O analista precisa intervir e participar ativamente do processo. Ele não pode ficar em silêncio o tempo todo.
Mas de que forma o analista intervém?
Dizendo ao paciente coisas como “no fundo, você quer pegar a sua mãe”?
Essa é outra imagem estereotipada do psicanalista que circula no imaginário popular: o analista-intérprete, que tem sempre uma explicação freudiana na ponta da língua.
Nada mais falso.
Basta ler meia dúzia dos textos clínicos de Freud para saber que nunca trabalhamos dessa forma.
Mas repito a pergunta: de que forma o analista intervém?
O que falamos para nossos pacientes? Como se dá a nossa participação no tratamento?
Muitos analistas responderiam a essas indagações com formulações abstratas, obscuras, que mais confundem do que esclarecem.
Eu não.
Na tentativa de explicar de maneira clara e objetiva o que fazemos na clínica para-além da escuta, elaborei um modelinho bem simples que distingue 3 categorias de intervenções que desenvolvemos com nossos pacientes.
Trata-se de uma espécie de MAPA que ajudará muitos analistas, especialmente os iniciantes, a se situarem em relação ao que estão fazendo na clínica.
Este singelo modelo foi apresentado na AULA ESPECIAL “Clarificar, confrontar e interpretar: um mapa para a clínica”, que acaba de ser publicada na CONFRARIA ANALÍTICA.
A aula está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS.
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