Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “A transferência e o sujeito suposto saber” que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – LACAN da CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
A expressão “sujeito suposto saber”, inventada por Lacan é frequentemente utilizada por quem trafega no território psicanalítico.
A minha impressão, porém, é a de que muitas pessoas a utilizam de forma equivocada, sem saber exatamente o que, de fato, significa.
Trata-se de um daqueles termos que parecem meio autoexplicativos e que, justamente por isso, acabam levando a mal-entendidos.
Tem gente, por exemplo, que acha que um professor está na posição de sujeito suposto saber só porque os alunos supõem que ele saiba o que está ensinando.
Nada a ver!
Quando Lacan apresentou a noção de sujeito suposto saber lá em 1964, no seminário 11, isso aconteceu em meio a seu esforço para FORMALIZAR o conceito psicanalítico de TRANSFERÊNCIA.
O psicanalista francês acabou chegando à conclusão de que a função do sujeito suposto saber é um elemento essencial na ESTRUTURA da transferência.
Se não levarmos esse contexto em consideração, acabaremos caindo na cilada de achar que sujeito suposto saber significa simplesmente uma pessoa que se apresenta como alguém que supostamente sabe.
— Beleza, Lucas, entendi. Mas se o sujeito suposto saber não é isso, o que ele é, então?
A resposta para essa pergunta está exposta de forma didática, simples e com exemplos na AULA ESPECIAL publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.
O título dela é “A transferência e o sujeito suposto saber” e está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – LACAN.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Naquele dia Frieda chegou ao consultório de sua analista e percebeu que o ambiente havia passado por uma redecoração. Entusiasmada, exclamou:
— Que maravilha, doutora! Finalmente a senhora seguiu meu conselho!
Sem que a paciente percebesse, a analista revirou os olhos e disse:
— Vamos começar?
Frieda deitou-se no divã, mas, ao invés de começar a falar de imediato, permaneceu cerca de um minuto em silêncio, olhando para o chão da sala.
— Doutora, eu acho que esse tapete novo não combinou com os seus móveis. Sei lá… Acho que ele é muito escuro.
A analista ficou em silêncio.
Antes da mudança, Frieda já havia feito diversos apontamentos em relação ao que julgava que a terapeuta deveria fazer em relação à decoração da sala.
Olhando para tal comportamento de um ponto de vista simbólico, a analista dizia à paciente:
— Frieda, você está tentando me controlar, invertendo nossas posições. Ao invés de ouvir o que tenho a lhe dizer, sou eu quem supostamente deveria ouvi-la.
Tal interpretação entrava por um ouvido e saía pelo outro. A paciente continuava fazendo recomendações com ar de superioridade.
A analista já estava ficando de saco cheio.
Por isso, seu silêncio diante da observação sobre o tapete era mais expressão de cansaço do que exatamente uma postura técnica.
Sobretudo porque, naquele dia em que a redecoração ficou pronta, vários pacientes já haviam dado seus respectivos pitacos sobre o que a terapeuta deveria ter feito.
Assim, no momento em que Frieda começou a fazer um segundo apontamento, desta vez sobre a nova localização de uma mesa, a analista não se conteve:
— Minha cara, realmente, não me importa o que você pensa disso.
A paciente ficou perplexa.
Depois de alguns segundos em silêncio, queixou-se com muita raiva da suposta grosseria da terapeuta, mas acabou pedindo desculpas.
Mais do que isso:
Frieda finalmente reconheceu sua tendência controladora e comentou que outras pessoas também deviam se incomodar com seus conselhos intrometidos.
A história que você acaba de ler é parcialmente fictícia.
Trata-se de uma singela dramatização do relato que Margaret Little fez de um episódio real ocorrido quando analisava essa paciente que ela chama de Frieda.
A psicanalista sul-africana utilizou essa situação e outras para ilustrar uma tese polêmica, que ela defende no artigo “R – A resposta total do analista às necessidades de seu paciente”:
A tese de que, em certos momentos de uma análise, principalmente com determinado tipo de paciente, o analista DEVE expor seus sentimentos PESSOAIS.
Quer saber mais sobre esse interessantíssimo ponto de vista?
Então, assista à AULA ESPECIAL “Margaret Little e a manifestação do analista como pessoa”, que acaba de ser publicada na CONFRARIA ANALÍTICA.
A aula se encontra no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS e o linque para fazer parte da CONFRARIA está no meu perfil.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Num texto de 1912 chamado “A Dinâmica da Transferência”, Freud compara aquilo que se apresenta no fenômeno transferencial a um “clichê”.
Mas, ao contrário do que muita gente pensa, o pai da Psicanálise não estava se referindo a clichê no sentido figurado, isto é, a uma expressão muito repetida.
Freud estava falando do clichê em seu sentido original, que é proveniente do campo da artes gráficas.
Originalmente, o termo clichê designava uma placa de metal que servia de modelo para a impressão de textos e imagens.
Ou seja, estamos falando de um artefato cujo mecanismo de funcionamento é semelhante ao de um carimbo.
Ora, um processo análogo de reprodução de um modelo acontece na transferência. É por isso que Freud faz a comparação.
De fato, o que observamos em análise é que o paciente reproduz, na relação com o terapeuta, certo modo estereotipado de se relacionar com os outros de forma geral.
Um paciente que costuma ser submisso em suas relações interpessoais, por exemplo, tenderá a ser submisso na relação com o analista.
Esse padrão relacional básico se constitui na infância e o sujeito o repete compulsivamente, como um clichê sendo impresso em páginas e mais páginas.
A grande maioria das pessoas não percebe que possui esse padrão porque, no dia a dia, consegue justificar seu funcionamento em função do contexto:
“Eu sou tão submisso no meu trabalho porque tenho medo de ser demitido.”
O que esse sujeito não sabe é que continuaria agindo de forma submissa mesmo se estivesse num cargo público, com pouquíssimas chances de ser demitido.
O padrão se impõe independentemente das circunstâncias, assim como o clichê pode ser impresso em qualquer tipo de folha, mesmo as que não estão em branco.
Ao fazer análise, a pessoa tem mais facilidade para identificar o padrão relacional porque o analista se apresenta de forma mais ou menos “neutra”.
Assim, o paciente não consegue encontrar muitas razões objetivas para explicar seu modo de agir.
Ele acaba sendo compelido a reconhecer que se encontra preso a um padrão que vem de si mesmo e que se reproduz continuamente à revelia de sua vontade.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “ESTUDOS DE CASOS 10 – Ana: quando o amor se confunde com dinheiro”, que já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Classicamente, compreendemos o fenômeno da transferência, em Psicanálise, como um processo de encenação.
Inconscientemente, o paciente encena com o analista determinados padrões relacionais e, nesse sentido, espera que o terapeuta desempenhe certos “papeis”.
Do ponto de vista freudiano, o analisando faria isso movido pelo desejo inconsciente de satisfazer, na relação com o terapeuta, certos impulsos reprimidos.
Embora essa hipótese se aplique perfeitamente às dinâmicas transferenciais de muitos pacientes, há outra motivação para a transferência que não foi explorada por Freud.
Existem alguns analisandos que também transferem para a relação com seus terapeutas a expectativa de terem certas NECESSIDADES BÁSICAS satisfeitas.
Trata-se de pacientes que não puderam usufruir de um ambiente suficientemente bom na infância e que esperam obter do analista o CUIDADO que não receberam lá atrás.
Este é o caso da Ana, paciente de uma aluna da CONFRARIA ANALÍTICA, cujo caso foi comentado por mim na AULA ESPECIAL publicada hoje (sexta) na nossa plataforma.
Ana cresceu em um ambiente caótico, sem continência, sendo exposta a situações de risco pelo próprio pai.
Acostumada desde cedo a se virar sozinha, tornou-se uma mulher fálica, aparentemente potente, mas que se sente o tempo todo vazia, infeliz e insatisfeita.
Via identificação projetiva, sua analista vivenciou na pele o sentimento de impotência que a paciente tenta esconder com a ostentação de suas posses e conquistas.
Transferindo para o vínculo com a terapeuta o anseio de poder expor sua vulnerabilidade e ser cuidada, Ana finalmente pôde relaxar.
Por isso, vem conseguindo sair da posição fálica defensiva que se viu obrigada a adotar desde criança.
Quer saber mais sobre os interessantíssimos detalhes desse caso?
Eles estão na aula especial “ESTUDOS DE CASOS 10 – Ana: quando o amor se confunde com dinheiro”, já disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Em 1933, a psicanalista alemã radicada nos EUA Karen Horney escreveu um artigo intitulado “Maternal Conflicts” (“Conflitos Maternos”).
Nele, Horney apresenta o caso clínico de uma professora casada, de 40 anos, que a havia procurado inicialmente para tratar-se de uma depressão moderada.
Com a análise, a paciente conseguiu sair do quadro depressivo, mas acabou retornando ao consultório da analista cinco anos depois, desta vez por outro motivo.
A professora disse que vinha se sentindo culpada porque alguns de seus alunos estavam ficando apaixonados por ela e a docente achava que poderia estar provocando essa reação.
Não só isso: ela havia se apaixonado por um daqueles alunos, um rapaz que tinha praticamente a metade da sua idade.
O detalhe é que tanto esse jovem quanto os outros alunos pelos quais ela reconheceu que havia se interessado antes dele portavam algumas características comuns:
Todos eles tinham traços físicos e comportamentais parecidos com o pai da paciente e, em alguns dos sonhos dela, os alunos e o genitor frequentemente apareciam como sendo uma mesma pessoa.
Assim, Horney concluiu que a paixão pelo rapaz tinha um forte componente transferencial: a paciente estava deslocando para o garoto os desejos infantis reprimidos pelo pai.
Mas o caráter inusitado dessa história não para por aí:
A analista observou que o aluno por quem a professora se apaixonara estava na mesma faixa etária do filho dela, com o qual tinha uma relação de apego extremamente sufocante e exagerada.
Com base nessa constatação e em outros elementos do caso, Horney fez uma descoberta surpreendente:
Na verdade, antes de transferir para o rapaz o desejo infantil que ela ainda conservava pelo pai, a paciente vinha satisfazendo esse anseio incestuoso na relação com o próprio filho!
Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma AULA ESPECIAL em que comento detalhadamente esse artigo de Karen Horney.
Veremos como a presença de um processo transferencial como esse, de uma mãe para o filho, pode perturbar a relação entre eles, trazendo consequências bastante indesejáveis.
A aula já está disponível na nossa plataforma! O título dela é “AULA ESPECIAL – A transferência na relação entre pais e filhos” e está publicada no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS“.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
01:23 – Terapeuta pode seguir paciente e vice-versa?
06:53 – Quando o adolescente não quer fazer terapia, posso atender um dos pais?
08:29 – Paciente me trouxe comida e aceitei almoçar com ele. Fiz certo?
13:00 – Psicanalista tentou me evangelizar
14:49 – Ter fantasias masoquistas significa estar na estrutura perversa?
16:23 – É salutar deixar o Id “passear” de vez em quando?
19:40 – Quais tópicos priorizar ao estudar Psicanálise?
21:03 – Ocorre transferência entre professor e aluno?
24:12 – Qual a diferença entre eu ideal e ideal do eu?
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Cada pessoa tem uma forma típica, mais ou menos estereotipada, de se relacionar com o outro. Ele expressa uma determinada FANTASIA e se constitui em resposta a um certo tipo de MEDO BÁSICO.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da aula especial “CONCEITOS BÁSICOS 19 – TRANSFERÊNCIA”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – CONCEITOS BÁSICOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.