Bordões

Quando a brasa esfarelar-se em tuas mãos

Quando os afogados saírem salvos e sãos

Eu ainda recitarei teus bordões

Com o brado de quem dá sermões

 

Quando teus olhos brilharem ao bocejar

Quando disseres que é teu o luar

Eu ainda recitarei teus bordões

Com a maciez dos lençóis nas paixões

 

Quando o viço de tua pele ruir

Quando o homem de asas cair

Eu ainda recitarei teus bordões

Com a destreza de quem doma nações

 

Quando brigares

Quando ralhares

Quando suares

Quando beijares

Quando matares

Quando gritares

Quando morreres

Eu ainda recitarei teus bordões

Com voz de lamentações

 

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2 comentários sobre “Bordões

  1. Muito bom Lucas, parabéns, este poema realmente me tocou e provavelmente você deve imaginar porque, muito lindo mesmo…

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