Divã do Nápoli #01

A partir desta semana, você encontrará na minha coluna do @diarioriodoce a seção DIVÃ DO NÁPOLI na qual responderei perguntas dos seguidores do Instagram (@lucasnapolipsicanalista) acerca de saúde emocional, desenvolvimento pessoal e Psicanálise.

Se você também quiser ter a chance de ver sua pergunta sendo respondida, fique atento: toda sexta-feira à noite abrirei a caixinha de perguntas nos stories e escolherei três questões para serem abordadas no próximo DIVÃ.

Veja abaixo uma das perguntas respondidas nesta primeira edição. Para ler as outras, clique aqui.

Como seriam o amor e o ódio para Freud? Eles andam juntos?

Resposta: Amor é uma palavra que utilizamos para nomear um tipo de vínculo entre uma pessoa e um objeto (que pode ser outra pessoa, um animal, uma coisa, uma instituição, uma ideia etc.) em que o segundo é fonte de alegria para a primeira. Em outras palavras, amar significa se alegrar em função da ligação com um determinado objeto. O ódio parece ser o oposto do amor porque nele o objeto não funciona para o sujeito como fonte de alegria, mas de tristeza. No entanto, existe um elemento comum entre o amor e o ódio que é o vínculo. Tanto para amar quanto para odiar, eu preciso estar me relacionando com o objeto. Não existe ódio sem destinatário. É por isso que Freud costumava dizer que o contrário do amor é a indiferença e não o ódio. Quando sou indiferente a alguém significa que essa pessoa não me afeta, ou seja, não existe nenhum tipo de ligação entre mim e ela. O ódio, por sua vez, frequentemente é o produto de um amor fracassado: não raro, odiamos o outro quando ele não corresponde às nossas expectativas, ou seja, quando não se apresenta mais como amável. Nesse sentido, por trás do ódio, amiúde podemos encontrar um amor frustrado.


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