Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “LENDO FREUD #24 – 4 lições de Freud sobre a questão do dinheiro na Psicanálise”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – FREUD” da CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Diversos profissionais liberais como dentistas, médicos e advogados realizam, de modo regular ou eventual, a prática tradicionalmente conhecida como “pro bono”.
Trata-se de uma expressão em latim que poderia ser traduzida mais ou menos como “a favor do Bem” e que designa o atendimento gratuito a pessoas que não podem pagar pelo serviço.
Será que o psicanalista também poderia disponibilizar alguns horários “pro bono”?
Bem, o próprio Freud, criador da Psicanálise, fez isso durante uns 10 anos mais ou menos, embora não por razões filantrópicas, mas científicas.
A fim de poder explorar a estrutura das neuroses com o mínimo possível de resistências externas, Freud reservava uma ou duas vagas em sua clínica para atender pessoas gratuitamente.
Ele achava que, por não pagarem, aqueles pacientes não poderiam alegar a falta de condições financeiras como justificativa para saírem do tratamento — tipo clássico de resistência.
No artigo de 1913 “O início do tratamento”, Freud conta que essa experiência não foi muito bem-sucedida.
De fato, os pacientes não tinham como utilizar a questão do dinheiro para resistirem, mas, em contrapartida, o fato de não precisarem pagar intensificou bastante outras formas de resistência.
Freud diz que muitas mulheres jovens, por exemplo, acabavam tomando o atendimento gratuito como sinal de amor do analista por elas, o que reforçava uma eventual transferência erótica.
Homens jovens, por sua vez, sabotavam inconscientemente o avanço da análise para não se sentirem dependentes e em dívida com o terapeuta.
Percebendo, assim, que o atendimento gratuito não raro acaba sendo improdutivo, o médico vienense recomendou aos analistas iniciantes que evitassem oferecê-lo.
Essa orientação aparece no já citado texto “O início do tratamento” juntamente com outras três recomendações muito importantes de Freud acerca dessa dimensão “financeira” da análise.
Eu extraí e comentei detalhadamente essas quatro lições na aula especial “LENDO FREUD 24 – 4 lições sobre a questão do dinheiro na Psicanálise”, publicada nesta sexta na CONFRARIA ANALÍTICA.
A aula já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – FREUD”.
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Giovana, uma jovem e inexperiente atriz, é convidada por uma emissora de televisão para encenar a personagem Suelen na próxima novela das 9.
Entusiasmada e, ao mesmo tempo, ansiosa por ser o seu primeiro grande papel, a moça não pensa duas vezes e já sai assinando logo o contrato sem sequer fazer a leitura do documento.
No início, as coisas dão super certo: ela tem uma boa performance, é elogiada pelo diretor da novela e cai nas graças do público.
Após alguns meses, a produção é finalizada e Giovana vai passar férias com o namorado em Portugal.
No avião, a caminho de Lisboa, a atriz recebe a seguinte mensagem de sua assessora: “Gi, você acabou de ser escalada para uma série do Gouveia. Mesma personagem da novela, tá?”.
A moça fica intrigada com a informação de que encenará o mesmo papel numa produção totalmente diferente, mas decide não se preocupar com isso e aproveitar a viagem.
Na volta, Giovana fez uma descoberta assustadora:
Na verdade, ela teria que fazer a mesma personagem da novela não só na série do Gouveia, mas em absolutamente todas as próximas produções da emissora para as quais fosse chamada.
Com efeito, no contrato (de exclusividade, diga-se de passagem) que assinou sem ler, havia uma cláusula que a impedia de encenar outros papeis.
Ela estava condenada a ser a viúva Suelen, sua primeira personagem, por muitos e muitos anos.
Parece um episódio de Black Mirror, né?
Pois é… Mas, infelizmente, não é, não.
Trata-se de uma parábola que expressa o que acontece nas vidas de todos nós.
Quando crianças, somos chamados a ocupar um determinado lugar na dinâmica relacional de nossas famílias.
Ainda carentes de autonomia, atendemos naturalmente a essa convocação e passamos a desempenhar o papel que a vida nos designou.
Débora será a princesinha do papai, sempre em busca de proteção.
Beatriz, a reclamona que se sente injustiçada.
Carlos, o excluído inseguro de quem ninguém espera nada.
O problema é que, assim como aconteceu com Giovana, nos vemos forçados a encenar esse papel inicial pelo resto da vida.
Até que a gente encontra um psicanalista e ganha a possibilidade de rescindir esse “contrato”.
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Não raro, pessoas que temem o conflito foram crianças incentivadas direta ou indiretamente a SUFOCAREM seus impulsos agressivos e a encará-los como PERIGOSOS.
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Neste vídeo, apresento 3 elementos do mundo online que têm prejudicado consideravelmente a saúde mental de muitas pessoas e proponho algumas estratégias simples para que você possa se proteger desse impacto negativo.
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Teoria lacaniana dos 4 discursos (parte 02): o discurso da histérica e o discurso do analista”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – LACAN” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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No final da década de 1960, o psicanalista francês Jacques Lacan elaborou a teoria dos quatro discursos para pensar alguns tipos de laços sociais cristalizados na sociedade ocidental.
O agente, isto é, o protagonista de cada um desses discursos, se apresentaria, segundo o autor, com um certo semblante, ou seja, com uma aparência específica criada para gerar determinados efeitos.
No caso do discurso do analista, Lacan diz que o agente, ou seja, o próprio analista, se coloca com o semblante de objeto a, um dos quatro elementos que estão presentes em todo discurso.
Os outros três são o S1 (o significante-mestre), o S2 (o conjunto dos demais significantes, isto é, o saber, o conhecimento) e o $ (o sujeito, que, para Lacan, é necessariamente alienado e dividido).
Para compreender por que o analista deve se apresentar com o semblante de objeto a, podemos examinar os motivos pelos quais ele não deveria se colocar como nenhum dos outros 3 elementos.
Comecemos pelo S1. Por que o analista não deveria se apresentar com esse semblante?
Ora, porque se colocando na posição de significante-mestre, ele se apresentaria como uma autoridade inquestionável que determina o que o outro deve fazer.
Nesse caso, o paciente seria obrigado a se situar no lugar de discípulo.
O analista também não deveria, segundo Lacan, se apresentar como S2, ou seja, como o representante do conhecimento, pois isso o levaria a adotar uma posição professoral.
Consequentemente, o paciente precisaria se colocar necessariamente no lugar de um aluno a ser educado e não de um sujeito a ser escutado.
Lacan também diz que o analista, apesar de ser, evidentemente, um sujeito, não deveria se apresentar como tal no tratamento. Por quê?
Porque, do ponto de vista do autor, num discurso só pode haver UM sujeito.
Isso significa que, se o analista se coloca nesse lugar, o paciente necessariamente precisaria sair dele e ser forçado a assumir outra posição (a de S1, no caso).
Então, o único elemento que sobraria como semblante para o analista seria o “objeto a”, ou seja, aquilo que não governa, não ensina, não demanda, mas provoca, perturba, causa o desejo.
Situando-se nessa posição, o analista permite que o paciente possa assumir seu lugar legítimo de sujeito.
Um sujeito que, para se desalienar dos significantes-mestres que determinaram sua vida, precisa justamente ser provocado, perturbado, incitado a desejar.
Para entender melhor o que significa na prática fazer semblante de objeto a, assista à AULA ESPECIAL “Teoria lacaniana dos 4 discursos (parte 02) – o discurso da histérica e o discurso do analista”, publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.
Trata-se da segunda parte da explicação que iniciamos na semana passada sobre a teoria dos quatro discursos.
A aula já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – LACAN”.
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