[Vídeo] Vício em dr0gas como compensação por baixa autoestima

Esta é uma pequena fatia da aula especial “Abuso e dependência de drogas: considerações psicanalíticas”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

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Controle: um dos objetivos de quem se vicia

Quando falamos sobre dependência química, um aspecto que geralmente passa despercebido é a sensação de controle que a dr0ga proporciona.

Essa afirmação pode parecer estranha para muitos de vocês.

Afinal, um viciado se caracteriza justamente por NÃO SER CAPAZ de controlar o desejo de consumir determinadas substâncias.

Isso é verdade. Mas não é TODA a verdade.

Com efeito, o anseio incontrolável de “dar um teco” serve ao cocainômano paradoxalmente como uma DEFESA em relação a certas experiências psíquicas IGUALMENTE INCONTROLÁVEIS.

Se o sujeito se vê compelido por si mesmo a fazer uso da dr0ga é porque SABE que, ao consumi-la, experimentará determinadas sensações agradáveis.

Ou seja, o ent0rpecente fornece ao sujeito PREVISIBILIDADE e CONTROLE sobre sua experiência emocional.

Isso é rigorosamente a mesma coisa que acontece quando você está com dor de cabeça e toma um analgésico. Na prática, você está gerenciando sua vivência subjetiva por meio de uma dr0ga.

Agora, imagine que você tenha uma “dor de cabeça” que só desaparece durante algumas horas após a ingestão do remédio. Assim que o efeito do medicamento acaba, ela retorna…

Essa é a experiência psíquica de muitas pessoas que se viciam em dr0gas.

A diferença é que, no caso delas, não se trata de dor de cabeça, mas de dores DA ALMA: baixa autoestima, sentimento de inferioridade, traumas infantis, depressão etc.

Estamos falando de questões emocionais graves, mas que desaparecem ou são compensadas DURANTE UM BREVE PERÍODO por meio de algumas tragadas, uma cheirada ou uma picada…

Percebe? O dependente consegue, ainda que temporariamente, controlar o que se passa em seu psiquismo por meio do ent0rpecente.

Mas além desse controle emocional, as dr0gas também exercem outras funções que nos ajudam a entender porque algumas pessoas se viciam.

E é sobre essas funções que eu falo na AULA ESPECIAL publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA.

O título dela é “Abus0 e dependência de dr0gas: considerações psicanalíticas” e já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS”.

Para ter acesso, você precisa estar na CONFRARIA.


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A gente faz Psicanálise porque duas cabeças pensam melhor do que uma.

Muitas vezes só conseguimos encontrar saídas para certos problemas quando alguém nos ajuda a pensar sobre eles.

Considerando minha experiência clínica, especialmente nos últimos anos, tenho chegado à conclusão de que a terapia psicanalítica consiste exatamente nisso:

Uma experiência dialógica em que uma pessoa (o analista) ajuda outra (o paciente) a pensar melhor SOBRE SI MESMA.

É claro que isso não ocorre sempre.

Por mais surpreendente que isso possa parecer, há pacientes que NÃO estão interessados em pensar melhor sobre si mesmos.

Certas pessoas procuram análise apenas para terem alguém que as escute. Sim, elas não desejam refletir e sequer ouvir o que o analista tem a dizer. Só querem falar.

Há também aqueles que buscam simplesmente a experiência de conversar com alguém que não irá julgá-los ou condená-los. Não querem pensar sobre nada. Na verdade, não suportam…

Mas a maioria dos pacientes vem à terapia porque quer mudar o seu jeito de ser e acredita que precisa da ajuda de outra pessoa para conquistar esse objetivo.

Nesses casos, o que o analista faz?

Basicamente coloca sua mente a serviço do paciente.

Renuncia a seus preconceitos, abandona suas preocupações pessoais e, durante 40 a 50 minutos de sessão, empresta seu psiquismo para que o analisando utilize-o para pensar sobre si mesmo.

É óbvio que esta forma de descrever o processo é uma figura de linguagem.

Na prática, o que acontece é que o paciente conta suas histórias e pensamentos e o analista expande o universo reflexivo do sujeito com seus comentários, perguntas e interpretações.

Nesse momento, você pode me perguntar:

— Uai, Lucas, mas se a Psicanálise é isso, qual a diferença entre ela e uma boa conversa com um amigo?

A diferença está na posição ocupada pelo interlocutor: o amigo fala do seu próprio ponto de vista, impregnado de preconceitos e vieses pessoais.

O analista, por sua vez, esforça-se para abandonar o seu ponto de vista pessoal e mergulha no psiquismo do paciente.

É claro que essa tarefa nunca é cumprida com perfeição e o analista, por vezes, deixa escapar seus preconceitos e vieses.

Mas, pelo menos, ele SE ESFORÇA MUITO para abandoná-los. E isso faz toda a diferença…


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[Vídeo] Entenda o fenômeno dos pensamentos “laranjas”


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[Vídeo] Por que tem gente que fica triste no Natal?


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[Vídeo] O poder terapêutico da relação entre paciente e analista

Esta é uma pequena fatia da aula especial “ESTUDOS DE CASOS 07 – Rose: do abandono materno à baixa autoestima”, que já está disponível no módulo “ESTUDOS DE CASOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Chega de dicas! Baixa autoestima é coisa séria!

A internet está abarrotada de gente leiga dando pitaco sobre problemas psicológicos sérios.

Se você fizer, por exemplo, uma pesquisa sobre “como melhorar sua autoestima” em qualquer rede social ou mecanismo de busca, verá uma série de conteúdos com “dicas” de como fazer isso.

Gente, isso é tão absurdo quanto alguém escrever um post com o título “5 passos para curar o seu  câncer”.

Autoestima baixa é um problema emocional grave que não se resolve com simples atos baseados na força de vontade.

E por que não se resolve dessa forma?

Porque os processos que levam uma pessoa a ter um olhar essencialmente negativo sobre si mesma NÃO ESTÃO SOB O CONTROLE DELA.

A dimensão nuclear da nossa autoestima é constituída com base na maneira como fomos vistos e tratados nos primeiros anos de vida, ou seja, numa época em que não tínhamos muita capacidade de escolha.

Como sempre digo, uma criança não pode “terminar” com pais agressivos ou negligentes. Ela é obrigada a suportar e se adaptar aos comportamentos hostis protagonizados por eles.

E uma forma de adaptação pode ser justamente a autoestima baixa:

“Se meu pai não me assumiu, minha mãe me abandonou e, quando sou agredida, não há ninguém para me defender, isso significa que eu não valho nada.”

Este foi o raciocínio que, durante um bom tempo, governou a vida de Rose, uma paciente atendida por uma de nossas alunas da CONFRARIA ANALÍTICA.

O caso dela foi comentado por mim na AULA ESPECIAL de hoje (sexta), publicada no módulo “ESTUDOS DE CASOS” da nossa escola.

Essa história clínica é particularmente interessante porque mostra que a autoestima só pode ser verdadeiramente modificada COM O TRATAMENTO APROPRIADO.

A paciente em questão fez avanços muito significativos em função da EXPERIÊNCIA EMOCIONAL CORRETIVA que ela pôde vivenciar em seu processo terapêutico.

Então, entre na Confraria, assista à aula e veja como se formou a baixa autoestima de Rose e o que sua analista fez para ajudá-la a resolver este problema.

O título da aula é “ESTUDOS DE CASOS 07 – Rose: do abandono materno à baixa autoestima” e já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS.


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Como descobrir o que há no Inconsciente?

Nós, psicanalistas, utilizamos frequentemente a expressão “o Inconsciente”.

E fazemos isso para designar uma dimensão do funcionamento psíquico cuja existência PRECISAMOS supor para conseguir explicar certos comportamentos humanos.

Por exemplo:

Uma jovem chega ao consultório de seu terapeuta dizendo que gostaria muito de terminar com seu namorado, mas, infelizmente, não consegue.

Ora, eu só posso compreender a permanência dessa mulher no relacionamento SUPONDO que, para-além de seu desejo consciente de terminar, existe OUTRO DESEJO, inconsciente, que a leva a continuar com o cara.

Concorda?

Para entender por que a moça deseja sair do namoro é simples.

Como o seu desejo de terminar é consciente, basta perguntar que ela responderá:

“Ah, a gente briga muito.”, “Ele não me trata de uma forma carinhosa.”, “Já me traiu.”, “Meus pais não gostam dele.” etc.

Já o desejo inconsciente de continuar na relação não é tão facilmente explicável.

De fato, não seria surpreendente se, indagada, a paciente dissesse a seu terapeuta:

— Eu não sei. Esse é o problema! Eu não sei porque continuo nesse namoro apesar de querer terminar.

Isso mostra que as razões que motivam o desejo inconsciente precisam ser INVESTIGADAS, DEDUZIDAS, DESCOBERTAS.

O médico austríaco que criou a Psicanálise, o Dr. Sigmund Freud, inventou um método muito eficiente para fazer esse trabalho de investigação.

Trata-se da ASSOCIAÇÃO LIVRE, uma técnica que consiste, basicamente, em pedir ao paciente que verbalize o que está pensando.

É por isso que um psicanalista não perguntaria para a jovem do nosso exemplo:

— Por que você não termina?

Ora, ele sabe que, se a pessoa se comporta de uma forma que contraria sua vontade consciente, é justamente porque desconhece os verdadeiros motivos dessa conduta.

Ao invés de fazer essa indagação, um analista simplesmente pediria à paciente que falasse abertamente sobre o namoro.

Dessa forma, pouco a pouco apareceriam no discurso da moça as razões que justificam sua resistência a terminar.

Mas apareceriam não de maneira clara e distinta, mas como indícios sutis — que todo bom investigador sabe encontrar na cena de um crime.


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[Vídeo] Ninguém é de ferro


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[Vídeo] O que é um ambiente suficientemente bom?


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[Vídeo] O simbolismo na brincadeira infantil

Esta é uma pequena fatia da aula especial “LENDO KLEIN 06 – Análise de crianças: 5 lições básicas”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – KLEIN” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Rafa e sua casinha bagunçada

— Há quanto tempo ela está assim, Fernanda?

— Deve ter mais ou menos uns 2 meses. No início eu achei que era só uma fase, mas ela continuou dando trabalho na escola. Quase toda semana a professora me chama.

Esse diálogo aconteceu no primeiro encontro entre a psicóloga Bárbara e Fernanda, a mãe de Rafaela, uma menininha de 5 anos que vem tendo comportamentos agressivos na escola.

— E houve alguma mudança na família recentemente? — perguntou a terapeuta.

— Não tão recentemente, mas aconteceu, sim. O Téo, irmãozinho dela, nasceu em março, ou seja, já tem praticamente 9 meses. Mas a Rafa reagiu super bem. Ela adora o bebê!

— É comum crianças regredirem e voltarem a pedir chupeta, por exemplo, quando nasce um irmãozinho. Algo assim aconteceu com ela?

— Logo após ele nascer, não. Mas, pensando agora… Ela tá mais manhosa ultimamente. Pode ser porque a gente tá tendo que ficar o tempo todo de olho no Téo.

— Por quê? — indagou Fernanda com curiosidade.

— É que ele tem uma alergia, mas a gente ainda não sabe a quê… Você acha que a Rafa tá com ciúme por causa da atenção que a gente tá dando para o bebê? — perguntou a mãe preocupada.

— Pode ser… Deixe eu conversar um pouquinho com ela.

Fernanda saiu da sala e a filha entrou extremamente animada. Percebeu que no ambiente havia alguns brinquedos e gritou “Eba!” antes mesmo de dizer “Oi, tia.”

— Pode brincar com o que você quiser, Rafa! — disse Bárbara achando graça da espontaneidade da garotinha.

A paciente foi direto para uma grande casa de bonecas localizada no fundo da sala. Sentou-se em frente a ela e imediatamente retirou todos os objetos que outra paciente havia colocado lá.

A psicóloga aproximou-se e disse:

— O meu nome é Bárbara. O seu é Rafaela, certo? A sua mãe me falou.

— É. — respondeu a menina enquanto preenchia os cômodos da casa de bonecas de forma extremamente lenta e cuidadosa.

— Essa casa tava uma bagunça mesmo, né, Rafa? Eu acho que a sua cabecinha também tá assim…

A paciente olhou para a terapeuta com um semblante desconfiado e, ao voltar a organizar os objetos na casa, pegou um cachorrinho de plástico e o entregou a Bárbara dizendo:

— Toma. Nessa casa não entra bicho.

Apontando para o cachorrinho, a terapeuta disse:

— Essa é a raiva que você sente pela mamãe, né? Por causa da alergia do Téo, ela não te dá mais tanta atenção. Você quer tirar essa raiva de dentro de você, mas não consegue…

Com base em que parâmetros Bárbara conseguiu fazer essas interpretações?

E por que, ao invés de apenas conversar com Rafaela, a psicóloga deixou a garotinha BRINCAR em seu consultório?

Essas e outras perguntas estão respondidas na AULA ESPECIAL desta sexta-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.

O título da aula é  “LENDO KLEIN 06 – Análise de crianças: 5 lições básicas” e ela já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – KLEIN.

Para ter acesso, você precisa estar na CONFRARIA.


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Você tem sido um peixe tentando viver fora d’água?

Às vezes nos sentimos errados, fracos ou insuficientes simplesmente porque não estamos em um ambiente apropriado ao nosso jeito de ser.

Marília sempre foi uma pessoa introvertida.

Quando estava na escola, preferia passar o tempo do recreio desenhando ou lendo um livro ao invés de brincar com suas amigas.

Não que ela fosse tímida. Pelo contrário: nas apresentações de trabalho em sala de aula, Marília era quem mais falava.

Na verdade, como não gostava muito de interagir, a moça conseguia se concentrar mais facilmente no conteúdo que precisava transmitir, sem se deixar perturbar pelos entediados olhares dos colegas.

Marília era tão quietinha que seus pais ficavam preocupados com a possibilidade de ela ter problemas no mercado de trabalho.

Eles tinha medo de que a jovem não conseguisse fazer o tão falado “networking”.

Por isso, diferentemente de outros pais, incentivavam a filha a sair de casa nos fins de semana:

— Você vai passar o sábado e o domingo inteirinhos dentro de casa, Marília?

— Ah, mãe, tô de boa! Prefiro ficar aqui vendo a minha série mesmo.

Apesar de dizer isso e de efetivamente se sentir mais confortável em casa, a garota começava a se questionar se havia algo de errado consigo, tamanha a insistência dos pais para que saísse.

Tal questionamento se tornou uma certeza quando Marília começou a namorar com Tiago, um colega do curso de Direito que, vejam só, era terrivelmente extrovertido.

O rapaz era simplesmente um dos alunos mais populares da faculdade.

Ao lado dele, a moça se sentia um peixe fora d’água. Tiago adorava sair e não perdia uma festa universitária.

Inicialmente, mesmo a contragosto, Marília o acompanhava, mas, à medida que o relacionamento foi se consolidando, passou a dizer ao rapaz que preferia ficar em casa.

Tiago achava um absurdo:

— Eu não acredito que você prefere assistir TV a ir nessa festa! Vai estar todo o mundo lá, Marília! Você só tem 19 anos. Essa é a hora de curtir, pô!

Quando o namorado falava esse tipo de coisa, a jovem acabava cedendo e ia com ele para o evento em questão.

Todavia, como não se sentia à vontade, Marília passou a acreditar que o problema era ela.

“Por que todo o mundo gosta de ir para festa e só eu quero ficar em casa?”, pensava a moça. “Devo ter algum transtorno, só pode. Será que é autismo?”.

Eu respondo: não, Marília, não é autismo. Você só é uma pessoa introvertida.

E, como toda pessoa introvertida, sente mais prazer em “interagir” com seu mundo interno e gostos pessoais do que em socializar.

O problema, no caso, é que você está num ambiente (pais, namorado) que tem dificuldade para aceitar o seu jeito de ser e, por isso, a estimula a se sentir inadequada.

Seu desafio, Marília, é resistir a essa pressão e afirmar sua diferença, ao invés de percebê-la como erro, fraqueza ou insuficiência.

Terapia pode ajudar.


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[Vídeo] A tristeza de domingo é normal


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[Vídeo] Entenda as 5 fases do desenvolvimento de Freud


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