Lucas Nápoli é psicólogo, psicanalista e professor. Possui os títulos de Doutor em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É autor do livro "A Doença como Manifestação da Vida".
A variabilidade na maneira como reagimos a ofensas evidencia a existência de PREDISPOSIÇÕES PSÍQUICAS.
Trata-se de tendências que se formam em nós em função da nossa história e que nos tornam propensos a reagir de determinada maneira frente a certas situações.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Neste vídeo, o Dr. Nápoli explica o que precisa acontecer com uma pessoa para que ela melhore sua autoestima.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da aula especial “AUTISMO E PSICANÁLISE: 4 MITOS COMUNS”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Em 1943, o psiquiatra austríaco Leo Kanner publicou um longo paper na revista Nervous Child, apresentando os casos de 11 crianças (8 meninas e 3 meninas).
Embora apresentassem muitas diferenças, todas aquelas crianças pareciam sofrer de uma mesma síndrome ainda não identificada pela Psiquiatria.
Kanner observou que elas possuíam uma “inabilidade para se relacionar de uma forma comum (ordinary) com pessoas e situações no início da vida”.
Essas são algumas das expressões utilizadas pelos pais das crianças para descrever o modo como elas se comportavam:
“Autossuficiente”, “como se estivesse em uma concha”, “mais feliz quando deixada sozinha”, “completamente alheio a tudo ao redor dele”, “age como se as pessoas não estivessem ali” etc.
Kanner descreveu tecnicamente essa atitude como uma “extrema solidão autística”.
O adjetivo “autístico” deriva, obviamente, do prefixo “auto” que, por sua vez, tem origem no grego antigo “autós”, que significa “próprio” ou “si mesmo”.
Nesse sentido, com o termo “extrema solidão autística”, o psiquiatra estava enfatizando o fato de que aquelas crianças pareciam estar completamente voltadas para si mesmas.
No finalzinho do artigo, o psiquiatra comenta que, dentre as crianças que ele observou, poucas tinham pais e mães “calorosos” (warmhearted).
A maioria tinha pais mais preocupados com abstrações do que com pessoas.
Apesar disso, Kanner termina o artigo dizendo que sua hipótese é a de que aquelas crianças possuíam uma inabilidade INATA para formar laços afetivos com pessoas.
Nesse trabalho encontramos a primeira descrição científica da condição que atualmente é chamada pela Psiquiatria de “Transtorno do Espectro Autista”.
Muitos profissionais e leigos acreditam equivocadamente que a Psicanálise atribui a origem desse transtorno exclusivamente ao modo como os pais se relacionam com seus filhos.
Eu comento esse e outros três mitos sobre a relação entre Psicanálise e Autismo na AULA ESPECIAL “Autismo e Psicanálise: quatro mitos comuns”, que estará disponível ainda hoje (sexta) para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Eis abaixo três razões pelas quais, NA MINHA OPINIÃO, uma pessoa que está passando por problemas emocionais deveria buscar tratamento pela via da Psicanálise:
1 – LIBERDADE:
Em alguns tipos de psicoterapia, o terapeuta adota uma postura ativa, estruturando e direcionando as sessões, aplicando escalas de avaliação e passando tarefas de casa.
Na Psicanálise, isso jamais acontece.
O analista deixa o paciente à vontade para se expressar livremente, da forma como preferir, intervindo pontualmente apenas com perguntas ou breves observações.
Dessa forma, o paciente se sente acolhido, validado e não avaliado e cobrado.
2 – PERDA DO AUTOENGANO:
Na Psicanálise, o terapeuta trabalha com o pressuposto de que o paciente não sabe as verdadeiras motivações de seus problemas emocionais porque tem medo de reconhecê-las.
Em outras palavras, o psicanalista supõe que o paciente inconscientemente SE ENGANA porque não dá conta de suportar suas verdades.
Ao longo da terapia, graças ao vínculo de confiança que estabelece com o analista, o paciente vai adquirindo força suficiente para perder esse medo de si mesmo.
3 – SINGULARIDADE:
Há terapeutas de outras abordagens que valorizam muito o diagnóstico descritivo (depressão, bipolaridade, borderline etc.) porque trabalham com PROTOCOLOS de tratamento, ou seja, planos PADRONIZADOS de tratamento para cada transtorno.
Na Psicanálise, isso jamais acontece.
Embora o analista também faça um diagnóstico (não descritivo!) de seu paciente, o profissional jamais aplicará sobre o analisando um roteiro terapêutico pré-estabelecido.
Pelo contrário! O terapeuta estará muito mais atento para as PARTICULARIDADES do caso e adaptará sua conduta técnica às necessidades singulares de cada paciente.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Ajudar o paciente a AFIRMAR a aleatoriedade e imprevisibilidade da vida e CONVIVER com o reconhecimento dessa verdade deve ser um dos objetivos de qualquer processo psicoterapêutico.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Neste vídeo, o Dr. Nápoli descreve os dois principais fatores que levam algumas pessoas a ficarem remoendo erros e supostos erros cometidos e explica como se livrar dessa tendência ao remorso.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da aula especial “NORMOPATIA: MUDAR NEM PENSAR”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Aquela já era a sexta sessão com Caroline e a psicanalista Paula ainda não havia conseguido formular uma hipótese sequer acerca do que se passava com a paciente.
O discurso de Caroline era extremamente superficial e voltado apenas para acontecimentos banais de seu cotidiano.
Por mais que Paula se esforçasse para encarar as prolixas descrições da paciente como narrativas simbólicas, nada lhe vinha à cabeça.
A terapeuta se lembrava constantemente da frase “Minha arte interpretativa estava pouco inspirada nesse dia” que Freud escreveu na história clínica de Dora.
“Com essa paciente”, pensava Paula, “minha arte interpretativa está SEMPRE pouco inspirada”.
A analista também se incomodava com o fato de Caroline ainda não ter apresentado uma demanda específica que justificasse o início de um processo terapêutico.
Quando questionada por Paula acerca das mudanças que gostaria de obter com a análise, a paciente respondeu:
— Em mim, acho que nada… Ou melhor, acho que eu preciso aprender a ser mais tolerante.
— Como assim? — indagou a terapeuta ligeiramente surpresa.
— Eu acho que eu preciso aprender a lidar com os outros, sabe? As pessoas são muito loucas, Paula!
Depois de dizer isso, a paciente soltou uma gargalhada e começou a descrever minuciosamente as supostas “loucuras” do marido e dos colegas de trabalho.
A analista até tentou estimular Caroline a pensar em suas próprias “loucuras”, mas a paciente simplesmente ignorou a provocação e continuou falando das loucuras DOS OUTROS.
Sentindo-se incompetente e até culpada por não conseguir exercer adequadamente sua função como analista, Paula decidiu finalizar o trabalho com Caroline.
Antes, porém, de comunicar a decisão à paciente, a terapeuta conversou sobre o caso com sua supervisora Bruna — o que lhe fez mudar de ideia.
Com efeito, Bruna lhe falou sobre o conceito de “NORMOPATIA”, uma categoria clínica proposta pela psicanalista neozelandesa Joyce McDougall.
Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje (sexta) a aula especial “NORMOPATIA: MUDAR NEM PENSAR”, em que explico detalhadamente como funcionam pacientes normopatas como Caroline.
A aula estará no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS”.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Ansiedade é a experiência emocional extremamente desagradável que vivenciamos quando estamos diante da POSSIBILIDADE de entrar em contato com algo perigoso.
Por que destaquei a palavra “POSSIBILIDADE”?
Porque, quando estamos ansiosos, o perigo em questão ainda não está presente. Portanto, o contato com ele ainda não é uma realidade, mas tão-somente uma POSSIBILIDADE.
Tomemos, como exemplo, o caso clássico de uma estudante que se sente ansiosa antes de fazer uma prova.
Quais são os perigos em questão?
Uma POSSÍVEL dificuldade de resolver as questões, uma POSSÍVEL nota baixa, uma POSSÍVEL reprovação na matéria…
Enfim, tudo aquilo que essa mocinha teme são coisas que PODEM acontecer, mas ainda não aconteceram.
A ansiedade, portanto, depende fundamentalmente da IMAGINAÇÃO.
Só nos sentimos ansiosos porque conseguimos imaginar um possível contato futuro com as situações ou objetos que consideramos perigosos.
— Ah, Lucas, mas eu vivo me sentindo ansiosa sem estar pensando em absolutamente nada. Como explicar isso?
A resposta é que o nosso processo imaginativo não ocorre apenas no domínio da consciência.
Nós podemos INCONSCIENTEMENTE imaginar situações perigosas.
Vou te dar um exemplo:
Tamires se sente bastante frustrada com seu casamento, mas sequer cogita se separar do marido, pois, à luz de suas convicções religiosas, entende que casamento é para sempre.
Por outro lado, a moça frequentemente se vê tentada a desejar outros homens, mas espanta tais pensamentos de sua cabeça tão logo eles aparecem.
Periodicamente, Tamires experimenta fortes crises abruptas de ansiedade.
Fazendo análise, ela pôde descobrir, depois de um árduo trabalho com o terapeuta, que as crises de ansiedade tinham a ver com seus desejos adúlteros.
Elas sempre aconteciam quando ela passava por situações que, de alguma forma, evocavam tais desejos, estimulando fantasias de traição.
Como recebeu uma educação religiosa muito rígida, a moça encarava essas fantasias não só como possibilidades prazerosas, mas também como situações de… PERIGO.
Em outras palavras, ela inconscientemente desejava trair, mas, ao mesmo tempo, tinha medo de que isso PUDESSE acontecer.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Quando ouve a palavra “LUTO”, a maioria das pessoas pensa na experiência da morte de uma pessoa querida.
No entanto, esse termo também pode ser empregado para designar a dor que vivenciamos no término de um relacionamento, especialmente quando somos nós que levamos o pé na bunda.
Em outras palavras, “luto” equivale também à experiência que chamamos vulgarmente de “SOFRÊNCIA” — tema por excelência de incontáveis canções populares.
Na AULA AO VIVO de hoje às 20h, na CONFRARIA ANALÍTICA, falarei sobre a descrição metapsicológica que Freud faz do processo do luto justamente tomando como ilustração o fenômeno da sofrência.
Nessas aulas ao vivo de segunda-feira estamos estudando linha a linha, parágrafo por parágrafo o clássico artigo de Freud “Luto e Melancolia”.
Até mais tarde!
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Neste vídeo, eu apresento 3 hipóteses sobre situações infantis que podem estar na gênese desse padrão problemático de autoanulação e dificuldade de defender os próprios interesses.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.