Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da aula especial “LENDO FERENCZI 07 – A Psicanálise e outros tipos de psicoterapia”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – FERENCZI” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Apesar de existirem vários métodos psicoterapêuticos, um olhar atento é capaz de identificar basicamente três tipos de psicoterapia:
(1) Métodos que buscam alterar a maneira como o paciente se relaciona com a vida empregando técnicas de aprendizagem e modificação do pensamento.
(2) Métodos que buscam levar o paciente a se comportar de uma forma supostamente saudável explorando a confiança cega que o sujeito tem no terapeuta.
(3) A Psicanálise, que busca ajudar o paciente a se compreender e encontrar, por sua própria conta, formas mais criativas e menos sofridas de lidar com a própria verdade.
No texto “Fé, incredulidade e convicção sob o ângulo da psicologia médica”, Sándor Ferenczi defende a tese de que os dois primeiros métodos estão fadados ao fracasso.
O motivo é simples:
Em ambos, o paciente é levado a se adequar à verdade proposta pelo terapeuta e não a encontrar sua própria verdade, como ocorre na Psicanálise.
Se um paciente diz, por exemplo, que é um “b0sta”, terapeutas que trabalham com esses métodos se esforçarão para levar o paciente a perceber que ele não é isso.
Para tanto, utilizarão todo tipo de técnica de manipulação da consciência: registro de pensamentos, questionamento socrático, sugestão etc.
Um psicanalista, por sua vez, não ficará tentando forçar o paciente a enxergar a SUPOSTA verdade de que ele não é um “b0sta”.
Afinal, quem é o terapeuta para dizer que ele não é isso?
Caso estivesse em análise, esse sujeito seria encorajado a buscar o grão de verdade, da SUA verdade, que está por trás daquela afirmação.
Com efeito, se o paciente diz que é um “b0sta”, ele deve ter bons motivos para fazer isso, certo?
Por que não respeitá-los e ajudar a pessoa a compreendê-los ao invés de forçá-la a se ver de outra forma?
Quer saber mais sobre as diferenças entre a Psicanálise e esses outros métodos psicoterapêuticos?
Nela eu comento alguns trechos do artigo mencionado acima em que Ferenczi fala sobre esse assunto.
O título da aula é “LENDO FERENCZI 07 – A Psicanálise e outros tipos de psicoterapia” e ela já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – FERENCZI.
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De vez em quando alguém me pergunta se é possível fazer análise sozinho, sem a ajuda de um psicanalista.
A resposta é sempre um enfático NÃO.
Embora Freud, em seus primeiros escritos e cartas, faça referência à uma suposta autoanálise, hoje sabemos que suas elaborações não foram feitas solitariamente.
O colega Wilhelm Fliess bem como seus primeiros leitores exerceram para o médico vienense um papel SEMELHANTE ao que um analista desempenha numa análise “normal”.
Com efeito, Freud não guardava para si os resultados dessa suposta autoanálise, mas corajosamente os compartilhava nas cartas a Fliess e em seus primeiros livros.
Portanto, havia DESTINATÁRIOS para os quais o médico ENDEREÇAVA suas associações.
Enfatizo esse ponto porque o endereçamento a um outro é um dos elementos essenciais da experiência psicanalítica.
É por isso que a autoanálise compreendida como um processo associativo e elaborativo solitário é absolutamente inviável.
Para que a análise funcione, é preciso que o paciente associe e elabore PARA alguém.
E esse “alguém” não pode ser qualquer pessoa.
É preciso que ela tenha alcançado suficientemente bem a capacidade de não permitir que o paciente “estacione” seu carro quando deveria continuar “viajando”.
Explico a metáfora:
Para se proteger da angústia suscitada por certas lembranças e ideias, todo paciente tende a interromper o seu fluxo associativo (“estacionar”).
Uma das funções do analista é não permitir que isso aconteça, incitando e encorajando o sujeito a vencer suas resistências e prosseguir na “viagem” para dentro de si.
E o analista só dará conta de fazer isso se tiver vencido boa parte das suas próprias resistências — o que só é possível se ele fizer ANOS de análise pessoal.
É por isso que não dá para ser psicanalista só “fazendo curso” ou lendo livros e artigos de Psicanálise.
É sendo paciente de um analista durante um bom tempo que o sujeito adquire as condições subjetivas necessárias para não permitir que seu paciente “estacione”.
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Em algumas delas, o sujeito se sente basicamente apático, sem energia e sem interesse pelas coisas de que antes gostava.
Em outras, a questão fundamental que leva o paciente a sofrer é a sensação de que nada em sua vida faz sentido, de que está “vivendo por viver”.
Essas duas formas de depressão têm aparecido com muita frequência em nossos consultórios. Porém, não é sobre elas que desejo falar neste texto.
Quero tratar da depressão melancólica, um tipo clínico marcado essencialmente por fenômenos de caráter superegoico: excesso de culpa, autocobranças e autodesprezo.
Em 1917, Freud propôs a tese de que o mecanismo básico que dá origem a essa modalidade depressiva é a identificação da pessoa com um objeto que ela perdeu.
O processo em questão pode ser descrito de modo relativamente simples:
Antes de adoecer, o paciente tinha uma relação MUITO ambivalente com seu objeto de amor: ao mesmo tempo em que o amava muito, também o odiava bastante.
Ao perder o objeto (por conta de seu falecimento ou devido a uma separação), a pessoa se identifica com ele — a fim de compensar a perda.
Em Psicanálise, identificar-se com uma pessoa significa trazer a representação dela para dentro do próprio Eu, ou seja, introjetá-la.
Ora, se eu trago um objeto muito amado, mas também muito odiado, para dentro do meu Eu, o resultado é que eu passarei a ME ODIAR também, certo?
— Uai, Lucas, mas se o objeto era alvo de muito amor, eu também vou ME AMAR muito, não?
Não. Para proteger a representação boa do objeto dentro de si (lembre-se que ele foi perdido), o sujeito só se identifica com a “parte má” dessa representação.
É como se ele inconscientemente pensasse:
“Vou direcionar o ódio que eu tinha pelo objeto todo para mim. Dessa forma, não corro o risco de destruir a representação que tenho dele aqui dentro de mim.”
É por isso que o deprimido melancólico só se condena, só se critica, só se culpa, enxergando-se como a pior pessoa do mundo.
O ódio que tem por si hoje é o mesmo ódio que tinha pelo objeto ontem.
Na AULA ESPECIAL publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA, você verá um caso clínico real de depressão melancólica comentado por mim.
O título da aula é “ESTUDOS DE CASOS 08 – Solange: um caso típico de depressão melancólica” e já está disponível no módulo “ESTUDOS DE CASOS”.
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O que fazer quando desejamos nos comportar de certa forma, mas não conseguimos?
Deixe-me dar um exemplo.
Vamos supor que você é psicóloga e decidiu divulgar o seu trabalho nas redes sociais.
O problema é que, apesar de já ter feito vários cursos, você simplesmente não consegue “engrenar”: faz uma postagem aqui e ali, mas fica dias sem publicar nada.
O que fazer nesse caso?
Bem… Você pode contratar a mentoria de algum influenciador que vai lhe ensinar estratégias para ser mais criativa e eficiente na produção de conteúdo.
Você também pode fazer terapia com um psicólogo comportamental ou cognitivo-comportamental que vai lhe ajudar a ter mais disciplina e constância.
Em qualquer das duas situações, sua demanda de conseguir ter uma presença digital consistente será naturalmente aceita e o profissional em questão procurará atendê-la.
Mas se você for ao encontro de um psicanalista, as coisas serão diferentes.
Para começo de conversa, numa terapia psicanalítica, a própria vontade de conseguir produzir conteúdo para as redes sociais será colocada em questão.
A sua dificuldade de se engajar nesse trabalho não será tomada como um simples “déficit de habilidades” que pode ser superado por um processo de aprendizagem.
Um analista não olhará para você como uma máquina que apresenta um defeito ou precisa de um “upgrade”.
Na Psicanálise, o buraco é mais embaixo.
O fato de você não postar com frequência será tomado pelo analista como o indício de que PODE haver em seu psiquismo um CONFLITO entre querer e não querer aparecer nas redes sociais.
Apostando nessa hipótese que respeita a complexidade da subjetividade humana, o terapeuta NÃO se dedicará a “resolver” o seu problema.
Sim! Porque, em princípio, se trata de um SUPOSTO problema.
Será que você verdadeiramente DESEJA divulgar seu trabalho nas redes sociais?
E, se deseja, será que deveria fazer isso da forma como os influenciadores X ou Y dizem que é o correto a ser feito?
Essas são algumas perguntas que um bom processo de análise levaria você a se fazer.
Em vez de ajudá-la a se encaixar nos padrões supostamente evidentes da cultura contemporânea, a Psicanálise vai encorajá-la a descobrir e bancar o SEU próprio padrão.
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À medida que amadurecemos, nossa percepção do mundo e dos outros vai se tornando cada vez mais complexa.
Na prática, isso significa que, ao longo do desenvolvimento, vamos aprendendo que a realidade possui muito mais dimensões e aspectos do que pensáramos inicialmente.
Nesse sentido, podemos dizer que, quanto mais madura é uma pessoa, menos afirmações categóricas e absolutas ela é capaz de fazer sobre si, sobre o mundo e sobre os outros.
A maturidade traz consigo uma boa dose de humildade e aceitação das ambivalências e ambiguidades inerentes à existência.
Essa tendência de “complexificação” do olhar sobre a vida se reflete na teoria kleiniana do desenvolvimento emocional.
Com base em sua experiência clínica com crianças, Melanie Klein propôs que, no início da vida, o bebê lida com o mundo de uma forma binária — atitude que ela chamou de ESQUIZOPARANOIDE.
Em certos momentos, irritado por conta das ausências temporárias da mãe, ele enxerga a genitora como um ser maligno, perverso, que o odeia e quer o seu mal.
Por outro lado, nos momentos em que a mãe retorna e o amamenta, a genitora passa a ser a melhor pessoa do mundo, um ser perfeito e absolutamente bondoso.
Klein explica que o bebê precisa pensar dessa forma dissociada pela seguinte razão:
Inicialmente, ele não dá conta de suportar a angústia de saber que a mãe que tanto ama quando o amamenta é a mesma que ele odeia quando está distante.
No entanto, à medida que vai crescendo, a criança adquire a capacidade de tolerar essa consciência e isto a permite olhar para a mãe de modo mais complexo:
De fato, ela não é 100% “boa” nem 100% “má” — até porque não é um mero objeto do seu desejo, mas uma PESSOA que possui seus próprios desejos.
Alguns adultos que vivenciaram perturbações traumáticas em seu desenvolvimento emocional na infância podem acabar se mantendo presos a uma visão esquizoparanoide da vida.
Incapazes de reconhecerem que o outro é um ser complexo, com qualidades e defeitos, tais indivíduos estão sempre idealizando ou demonizando as pessoas com as quais convivem.
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