SÓ ATÉ SEGUNDA (22/01/2024) – E-book “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental” – de 79,99 por 57,00 – http://bit.ly/ebooknapoli03 .
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Esta é uma pequena fatia da MASTERCLASS “Autoconfiança: o que é e como se forma”, ministrada no dia 18/01 por ocasião do lançamento do e-book “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental”. A gravação da aula está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Muitas pessoas acreditam equivocadamente que, para Freud, todos os comportamentos humanos são determinados por impulsos s3xuais.
Quem pensa assim normalmente é gente que nunca leu sequer meia dúzia de textos freudianos e enxerga o pai da Psicanálise com as lentes dos estereótipos veiculados pela cultura pop.
Freud jamais reduziu todo o vasto campo da motivação humana a fatores s3xuais.
Na verdade, o que ele fez foi simplesmente incluir esses fatores na complexa “sopa” de elementos que podem estar por trás de nossa conduta.
E o médico vienense não chamou a atenção para a importância dos impulsos s3xuais por ter recebido uma inspiração transcendental ou após vivenciar um estado de epifania.
Fiel aos princípios científicos, Freud só registrou em seus escritos o que a clínica lhe ensinava, ou seja, o que seus pacientes diziam e o que era possível inferir do comportamento deles.
Foram os seus inúmeros analisandos que lhe mostraram que a função s3xual humana é extremamente plástica, flexível e adaptável.
Foi na clínica que Freud aprendeu que um sintoma respiratório como a dor de garganta, por exemplo, pode estar expressando de maneira indireta uma fantasia s3xual de cunho oral.
Quem se escandaliza ou se mostra cético ao ler isso só reage assim porque nunca experimentou falar em associação livre ou escutar alguém falando em associação livre.
Aqueles que já passaram por tais experiências sabem muito bem que o fato de vivermos num mundo banhado e mediado pela linguagem tem um impacto direto sobre nossa s3xualidade.
Se uma fantasia s3xual pode se manifestar por meio de uma dor de garganta, isso só acontece porque, graças à linguagem, nossos desejos podem ser representados, simbolizados.
Os outros animais, até onde sabemos, só conseguem satisfazer-se s3xualmente por meio de atividades propriamente s3xuais (cópul4 ou m4sturbação).
Entre os seres humanos, a coisa é diferente.
Assim como nos permite comunicar uma mensagem qualquer de várias formas, a linguagem também possibilita que expressemos nossos desejos s3xuais de diferentes maneiras.
Nesse sentido, ao incluir a s3xualidade no conjunto de fatores que podem motivar os comportamentos humanos, Freud está apenas dizendo mais ou menos o seguinte:
Como estamos imersos na linguagem, ou seja, num sistema simbólico, a nossa s3xualidade não é algo puramente físico, mas um fenômeno representado e, portanto, representável.
É esta condição especificamente humana que permite o aparecimento do processo que Freud chamou de “sublimação”.
Trata-se de uma das possibilidades típicas de representação da s3xualidade por meio de comportamentos que não são propriamente s3xuais.
Ao fazer uma sublimação, o sujeito inconscientemente satisfaz determinados desejos s3xuais mediante atividades que são socialmente valorizadas, como a arte, o estudo, o trabalho etc.
Isso não significa que a s3xualidade seja o único fator que condiciona a prática dessas atividades.
É óbvio que uma pessoa decide trabalhar com marcenaria, por exemplo, por conta de n fatores, dentre eles o potencial remuneratório daquela atividade.
Tudo o que Freud diz é que um desses fatores pode ser a expressão de determinados impulsos s3xuais.
Como nossos desejos nem sempre estão em conformidade com nossos ideais, a sublimação se apresenta como uma saída não-patológica para a satisfação de alguns dos nossos impulsos.
Além disso, ao tomarmos uma atividade como meio de sublimação, podemos obter uma dupla satisfação: o prazer inconsciente de realizar indiretamente certos desejos e o prazer narcísico de se perceber potente, criativo, produtivo.
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “Abuso e dependência de drogas: tratamento psicanalítico”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Uma das habilidades mais importantes para um psicanalista é a capacidade de enxergar aquilo que está para-além do óbvio, por trás das aparências.
Foi essa competência que permitiu a Freud conceber o sintoma como uma formação SUBSTITUTIVA, ou seja, como um fenômeno criado para ocupar o lugar de outro.
Assim, aprendemos na formação psicanalítica a olhar para as queixas de nossos pacientes como manifestações que mascaram os verdadeiros problemas dos quais padecem.
Por que estou rememorando essa lição tão básica?
Porque ela é especialmente importante quando vamos trabalhar psicanaliticamente com sujeitos que sofrem de dep3ndência químic4.
Afinal, quando olhamos superficialmente para o comportamento de uma pessoa vici4da, podemos formular duas impressões — ambas equivocadas:
1 – a de que se trata de um indivíduo hedonista, que só quer saber de experimentar prazer na vida;
ou
2 – a de que tal pessoa possui uma tendência autodestrutiva, já que a adição lhe traz sérios problemas de ordem física, familiar, financeira etc.
Tais opiniões são não apenas tolas, mas perigosas, pois ensejam abordagens moralistas, segundo as quais o sujeito vici4do deveria ser simplesmente reprimido ou punido.
O que permite ao psicanalista saber que essas impressões superficiais são completamente enganosas é a ESCUTA cuidadosa daqueles que sofrem com a dep3ndência químic4.
Essa escuta revela que essas pessoas possuem uma dificuldade muito grande de exercer a função de AUTORREGULAÇÃO — deficiência que pode ter, inclusive, um componente genético.
Revela também histórias que costumam ser marcadas por traumas infantis (no sentido técnico e forte do termo).
Isso revela que o víci0 é um sintoma, uma formação substitutiva criada para encobrir um Eu deficitário, frágil, vulnerável e machucado por experiências traumáticas.
Hoje (sexta) quem está na CONFRARIA ANALÍTICA terá acesso a uma aula especial em que explico como se dá a abordagem clínica da dep3ndência químic4 na Psicanálise.
O título dela é “Abuso e dependência de drogas: tratamento psicanalítico” e já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS”.
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Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a Psicanálise não busca simplesmente levar os pacientes a se LEMBRAREM de coisas que estão reprimidas no Inconsciente.
Em seus primeiros escritos, quando estava tentando entender as diferenças entre as neuroses, Freud costumava dizer o seguinte:
Na histeria, a pessoa expulsa um determinado pensamento inaceitável da sua consciência e a emoção ligada a ele acaba sendo descarregada no corpo, gerando um problema físico.
Por outro lado, na neurose obsessiva, o sujeito NÃO EXPULSA a ideia inaceitável da consciência.
Em vez disso, ele simplesmente quebra o vínculo entre a ideia e a emoção ligada a ela, deslocando esse sentimento para outra ideia. É daí que nascem os pensamentos obsessivos.
Ou seja, na neurose obsessiva, a ideia inaceitável PERMANECE no plano da consciência, só que sem causar incômodo, já que foi desconectada da emoção original.
Por exemplo:
Na infância, uma mulher pode ter feito brincadeiras s3xu4is com sua irmã.
Ao chegar na adolescência, a memória dessas brincadeiras se torna um pensamento inaceitável porque entra em choque com as convicções morais da moça e a imagem que ela deseja ter de si.
Aí, para se defender, caso seja uma neurótica obsessiva, essa mulher vai DESCONECTAR os sentimentos de culpa e vergonha que estão associados à lembrança infantil.
Tais afetos serão deslocados para outros pensamentos, mas a memória das brincadeiras com a irmã continuará na consciência.
Isso permitirá a essa mulher falar tranquilamente sobre o que aconteceu na infância, pois não sentirá absolutamente nada.
Nesse caso, o que está inconsciente não é um pensamento específico, mas a LIGAÇÃO entre a memória infantil e os sentimentos de culpa e vergonha.
Isso nos autoriza a dizer que, na Psicanálise, nós não nos empenhamos em levar os pacientes a tomar consciência DE CERTAS IDEIAS. Como vimos, essa consciência já pode estar presente.
Na verdade, nosso esforço vai na direção de ajudar o sujeito a restabelecer os VÍNCULOS entre elementos de sua vida psíquica — vínculos que ele mesmo rompeu para se proteger.
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Esta é uma pequena fatia da aula ao vivo 148 da CONFRARIA ANALÍTICA, ministrada na última quinta-feira (04/01) e cuja gravação está disponível na íntegra na nossa plataforma.
Trata-se da primeira aula sobre o texto de Freud “ALGUNS TIPOS DE CARÁTER ENCONTRADOS NO TRABALHO PSICANALÍTICO”.
A próxima aula ao vivo dessa série será segunda-feira (08/01), às 20h, na Confraria.
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “Abuso e dependência de drogas: considerações psicanalíticas”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Quando falamos sobre dependência química, um aspecto que geralmente passa despercebido é a sensação de controle que a dr0ga proporciona.
Essa afirmação pode parecer estranha para muitos de vocês.
Afinal, um viciado se caracteriza justamente por NÃO SER CAPAZ de controlar o desejo de consumir determinadas substâncias.
Isso é verdade. Mas não é TODA a verdade.
Com efeito, o anseio incontrolável de “dar um teco” serve ao cocainômano paradoxalmente como uma DEFESA em relação a certas experiências psíquicas IGUALMENTE INCONTROLÁVEIS.
Se o sujeito se vê compelido por si mesmo a fazer uso da dr0ga é porque SABE que, ao consumi-la, experimentará determinadas sensações agradáveis.
Ou seja, o ent0rpecente fornece ao sujeito PREVISIBILIDADE e CONTROLE sobre sua experiência emocional.
Isso é rigorosamente a mesma coisa que acontece quando você está com dor de cabeça e toma um analgésico. Na prática, você está gerenciando sua vivência subjetiva por meio de uma dr0ga.
Agora, imagine que você tenha uma “dor de cabeça” que só desaparece durante algumas horas após a ingestão do remédio. Assim que o efeito do medicamento acaba, ela retorna…
Essa é a experiência psíquica de muitas pessoas que se viciam em dr0gas.
A diferença é que, no caso delas, não se trata de dor de cabeça, mas de dores DA ALMA: baixa autoestima, sentimento de inferioridade, traumas infantis, depressão etc.
Estamos falando de questões emocionais graves, mas que desaparecem ou são compensadas DURANTE UM BREVE PERÍODO por meio de algumas tragadas, uma cheirada ou uma picada…
Percebe? O dependente consegue, ainda que temporariamente, controlar o que se passa em seu psiquismo por meio do ent0rpecente.
Mas além desse controle emocional, as dr0gas também exercem outras funções que nos ajudam a entender porque algumas pessoas se viciam.
E é sobre essas funções que eu falo na AULA ESPECIAL publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA.
O título dela é “Abus0 e dependência de dr0gas: considerações psicanalíticas” e já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS”.
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Muitas vezes só conseguimos encontrar saídas para certos problemas quando alguém nos ajuda a pensar sobre eles.
Considerando minha experiência clínica, especialmente nos últimos anos, tenho chegado à conclusão de que a terapia psicanalítica consiste exatamente nisso:
Uma experiência dialógica em que uma pessoa (o analista) ajuda outra (o paciente) a pensar melhor SOBRE SI MESMA.
É claro que isso não ocorre sempre.
Por mais surpreendente que isso possa parecer, há pacientes que NÃO estão interessados em pensar melhor sobre si mesmos.
Certas pessoas procuram análise apenas para terem alguém que as escute. Sim, elas não desejam refletir e sequer ouvir o que o analista tem a dizer. Só querem falar.
Há também aqueles que buscam simplesmente a experiência de conversar com alguém que não irá julgá-los ou condená-los. Não querem pensar sobre nada. Na verdade, não suportam…
Mas a maioria dos pacientes vem à terapia porque quer mudar o seu jeito de ser e acredita que precisa da ajuda de outra pessoa para conquistar esse objetivo.
Nesses casos, o que o analista faz?
Basicamente coloca sua mente a serviço do paciente.
Renuncia a seus preconceitos, abandona suas preocupações pessoais e, durante 40 a 50 minutos de sessão, empresta seu psiquismo para que o analisando utilize-o para pensar sobre si mesmo.
É óbvio que esta forma de descrever o processo é uma figura de linguagem.
Na prática, o que acontece é que o paciente conta suas histórias e pensamentos e o analista expande o universo reflexivo do sujeito com seus comentários, perguntas e interpretações.
Nesse momento, você pode me perguntar:
— Uai, Lucas, mas se a Psicanálise é isso, qual a diferença entre ela e uma boa conversa com um amigo?
A diferença está na posição ocupada pelo interlocutor: o amigo fala do seu próprio ponto de vista, impregnado de preconceitos e vieses pessoais.
O analista, por sua vez, esforça-se para abandonar o seu ponto de vista pessoal e mergulha no psiquismo do paciente.
É claro que essa tarefa nunca é cumprida com perfeição e o analista, por vezes, deixa escapar seus preconceitos e vieses.
Mas, pelo menos, ele SE ESFORÇA MUITO para abandoná-los. E isso faz toda a diferença…
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