Esta é uma pequena fatia da aula especial “ESTUDOS DE CASOS 07 – Rose: do abandono materno à baixa autoestima”, que já está disponível no módulo “ESTUDOS DE CASOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
A internet está abarrotada de gente leiga dando pitaco sobre problemas psicológicos sérios.
Se você fizer, por exemplo, uma pesquisa sobre “como melhorar sua autoestima” em qualquer rede social ou mecanismo de busca, verá uma série de conteúdos com “dicas” de como fazer isso.
Gente, isso é tão absurdo quanto alguém escrever um post com o título “5 passos para curar o seu câncer”.
Autoestima baixa é um problema emocional grave que não se resolve com simples atos baseados na força de vontade.
E por que não se resolve dessa forma?
Porque os processos que levam uma pessoa a ter um olhar essencialmente negativo sobre si mesma NÃO ESTÃO SOB O CONTROLE DELA.
A dimensão nuclear da nossa autoestima é constituída com base na maneira como fomos vistos e tratados nos primeiros anos de vida, ou seja, numa época em que não tínhamos muita capacidade de escolha.
Como sempre digo, uma criança não pode “terminar” com pais agressivos ou negligentes. Ela é obrigada a suportar e se adaptar aos comportamentos hostis protagonizados por eles.
E uma forma de adaptação pode ser justamente a autoestima baixa:
“Se meu pai não me assumiu, minha mãe me abandonou e, quando sou agredida, não há ninguém para me defender, isso significa que eu não valho nada.”
Este foi o raciocínio que, durante um bom tempo, governou a vida de Rose, uma paciente atendida por uma de nossas alunas da CONFRARIA ANALÍTICA.
O caso dela foi comentado por mim na AULA ESPECIAL de hoje (sexta), publicada no módulo “ESTUDOS DE CASOS” da nossa escola.
Essa história clínica é particularmente interessante porque mostra que a autoestima só pode ser verdadeiramente modificada COM O TRATAMENTO APROPRIADO.
A paciente em questão fez avanços muito significativos em função da EXPERIÊNCIA EMOCIONAL CORRETIVA que ela pôde vivenciar em seu processo terapêutico.
Então, entre na Confraria, assista à aula e veja como se formou a baixa autoestima de Rose e o que sua analista fez para ajudá-la a resolver este problema.
O título da aula é “ESTUDOS DE CASOS 07 – Rose: do abandono materno à baixa autoestima” e já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Nós, psicanalistas, utilizamos frequentemente a expressão “o Inconsciente”.
E fazemos isso para designar uma dimensão do funcionamento psíquico cuja existência PRECISAMOS supor para conseguir explicar certos comportamentos humanos.
Por exemplo:
Uma jovem chega ao consultório de seu terapeuta dizendo que gostaria muito de terminar com seu namorado, mas, infelizmente, não consegue.
Ora, eu só posso compreender a permanência dessa mulher no relacionamento SUPONDO que, para-além de seu desejo consciente de terminar, existe OUTRO DESEJO, inconsciente, que a leva a continuar com o cara.
Concorda?
Para entender por que a moça deseja sair do namoro é simples.
Como o seu desejo de terminar é consciente, basta perguntar que ela responderá:
“Ah, a gente briga muito.”, “Ele não me trata de uma forma carinhosa.”, “Já me traiu.”, “Meus pais não gostam dele.” etc.
Já o desejo inconsciente de continuar na relação não é tão facilmente explicável.
De fato, não seria surpreendente se, indagada, a paciente dissesse a seu terapeuta:
— Eu não sei. Esse é o problema! Eu não sei porque continuo nesse namoro apesar de querer terminar.
Isso mostra que as razões que motivam o desejo inconsciente precisam ser INVESTIGADAS, DEDUZIDAS, DESCOBERTAS.
O médico austríaco que criou a Psicanálise, o Dr. Sigmund Freud, inventou um método muito eficiente para fazer esse trabalho de investigação.
Trata-se da ASSOCIAÇÃO LIVRE, uma técnica que consiste, basicamente, em pedir ao paciente que verbalize o que está pensando.
É por isso que um psicanalista não perguntaria para a jovem do nosso exemplo:
— Por que você não termina?
Ora, ele sabe que, se a pessoa se comporta de uma forma que contraria sua vontade consciente, é justamente porque desconhece os verdadeiros motivos dessa conduta.
Ao invés de fazer essa indagação, um analista simplesmente pediria à paciente que falasse abertamente sobre o namoro.
Dessa forma, pouco a pouco apareceriam no discurso da moça as razões que justificam sua resistência a terminar.
Mas apareceriam não de maneira clara e distinta, mas como indícios sutis — que todo bom investigador sabe encontrar na cena de um crime.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “LENDO KLEIN 06 – Análise de crianças: 5 lições básicas”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – KLEIN” da CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
— Deve ter mais ou menos uns 2 meses. No início eu achei que era só uma fase, mas ela continuou dando trabalho na escola. Quase toda semana a professora me chama.
Esse diálogo aconteceu no primeiro encontro entre a psicóloga Bárbara e Fernanda, a mãe de Rafaela, uma menininha de 5 anos que vem tendo comportamentos agressivos na escola.
— E houve alguma mudança na família recentemente? — perguntou a terapeuta.
— Não tão recentemente, mas aconteceu, sim. O Téo, irmãozinho dela, nasceu em março, ou seja, já tem praticamente 9 meses. Mas a Rafa reagiu super bem. Ela adora o bebê!
— É comum crianças regredirem e voltarem a pedir chupeta, por exemplo, quando nasce um irmãozinho. Algo assim aconteceu com ela?
— Logo após ele nascer, não. Mas, pensando agora… Ela tá mais manhosa ultimamente. Pode ser porque a gente tá tendo que ficar o tempo todo de olho no Téo.
— Por quê? — indagou Fernanda com curiosidade.
— É que ele tem uma alergia, mas a gente ainda não sabe a quê… Você acha que a Rafa tá com ciúme por causa da atenção que a gente tá dando para o bebê? — perguntou a mãe preocupada.
— Pode ser… Deixe eu conversar um pouquinho com ela.
Fernanda saiu da sala e a filha entrou extremamente animada. Percebeu que no ambiente havia alguns brinquedos e gritou “Eba!” antes mesmo de dizer “Oi, tia.”
— Pode brincar com o que você quiser, Rafa! — disse Bárbara achando graça da espontaneidade da garotinha.
A paciente foi direto para uma grande casa de bonecas localizada no fundo da sala. Sentou-se em frente a ela e imediatamente retirou todos os objetos que outra paciente havia colocado lá.
A psicóloga aproximou-se e disse:
— O meu nome é Bárbara. O seu é Rafaela, certo? A sua mãe me falou.
— É. — respondeu a menina enquanto preenchia os cômodos da casa de bonecas de forma extremamente lenta e cuidadosa.
— Essa casa tava uma bagunça mesmo, né, Rafa? Eu acho que a sua cabecinha também tá assim…
A paciente olhou para a terapeuta com um semblante desconfiado e, ao voltar a organizar os objetos na casa, pegou um cachorrinho de plástico e o entregou a Bárbara dizendo:
— Toma. Nessa casa não entra bicho.
Apontando para o cachorrinho, a terapeuta disse:
— Essa é a raiva que você sente pela mamãe, né? Por causa da alergia do Téo, ela não te dá mais tanta atenção. Você quer tirar essa raiva de dentro de você, mas não consegue…
Com base em que parâmetros Bárbara conseguiu fazer essas interpretações?
E por que, ao invés de apenas conversar com Rafaela, a psicóloga deixou a garotinha BRINCAR em seu consultório?
Essas e outras perguntas estão respondidas na AULA ESPECIAL desta sexta-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.
O título da aula é “LENDO KLEIN 06 – Análise de crianças: 5 lições básicas” e ela já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – KLEIN.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
— Moça, você pode falar para aquele senhor lá da frente para pegar a pedrinha que está embaixo do assento dele?
Deve ter sido mais ou menos esse o pedido de minha mãe para uma das pessoas que estavam próximas de nós naquele trem rumo a Vitória, capital do Espírito Santo.
O vagão estava lotado e eu não parava de chorar desde que a referida pedrinha havia caído da minha mão e rolado até o último assento, lá atrás, há vários metros de distância.
Eu tinha por volta de 3 aninhos e minha mãe sabia muito bem que o choro não acabaria enquanto a pedrinha não voltasse para as minhas mãos.
Eu não me tranquilizaria com a promessa de que, quando chegássemos ao destino, ela me daria outra pedra. Tinha que ser AQUELA. Eu só queria AQUELA.
O que ela tinha de tão especial?
Objetivamente, nada. Era uma pedrinha como outra qualquer.
Mas, PARA MIM, ela tinha um SIGNIFICADO todo especial que eu só fui entender muitos anos depois, após conhecer o conceito de OBJETO TRANSICIONAL, proposto pelo pediatra e psicanalista inglês Donald Winnicott.
Aprendi que aquele forte apego que eu tinha pela pedra também é vivenciado pela maioria das crianças em relação a outras coisas, como fraldas, pedaços de pano, bichinhos de pelúcia etc.
Winnicott observou que, nos primeiros anos, meninos meninas tendem a se apegar de maneira especial a um determinado objeto a ponto de não suportarem ficar muito tempo longe dele.
Qualquer tentativa dos pais de trocá-lo ou até lavá-lo é fortemente rechaçada pela criança, como se estivessem querendo arrancar uma parte dela.
Por que isso acontece?
Por que eu me tornara tão tenazmente ligado àquela pedra assim como muitas crianças ficam profundamente apegadas a seus travesseirinhos e chupetas, por exemplo?
O que há de tão especial nesses objetos?
E por que Winnicott os chamou de objetos TRANSICIONAIS?
Todas estas perguntas estão respondidas na AULA ESPECIAL “Objeto transicional e espaço potencial” que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – WINNICOTT da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Volta e meia a gente vê no noticiário que determinada pessoa seria o “laranja” de certo político ou empresário.
No Brasil, o termo “laranja” é usado para designar um sujeito que, de forma voluntária ou involuntária, empresta seu nome para figurar no lugar de alguém que deseja ocultar a própria identidade.
Um vereador, por exemplo, que adquiriu uma casa na praia com dinheiro de corrupção, pode colocar o imóvel no nome de um parente semianalfabeto.
Assim, quem figurará formalmente como dono da casa será o familiar, isto é, o laranja, e não o político, que poderá usufruir tranquilamente do imóvel sem ser questionado pela Justiça.
Mas você acredita que um processo bem parecido de ocultação e substituição de identidade também acontece em nossa própria mente?
Pois é! Quem nos apresentou cientificamente essa descoberta foi o nosso querido Sigmund Freud.
Ele observou que seus pacientes que sofriam de neurose obsessiva — doença que hoje em dia é chamada de “TOC” (transtorno obsessivo-compulsivo) — tinham o que a gente poderia chamar de PENSAMENTOS LARANJAS.
No nosso exemplo, o parente do vereador é colocado na escritura da casa de praia como dono do imóvel para ocultar o nome do verdadeiro proprietário, certo?
Então… Da mesma forma, um pensamento obsessivo fica perturbando a consciência do neurótico para esconder OUTRO PENSAMENTO — muito mais perturbador.
Por exemplo: João ficou extremamente preocupado com o fato de ter cometido um erro ortográfico num e-mail que enviou para seu diretor.
A obsessão com esse pequeno deslize foi tão grande que ele não conseguiu dormir e, no meio da madrugada, pegou o celular para enviar um novo e-mail com a “errata”.
Fazendo Psicanálise, o moço acabou descobrindo que, na verdade, essa preocupação exagerada com a correção ortográfica era só um DISFARCE para ocultar OUTRO MEDO:
O medo de que o chefe soubesse do seu ressentimento em relação a ele.
De fato, apesar de interagir com o diretor com toda a gentileza e educação, o rapaz passou a odiá-lo depois de receber um feedback negativo em relação a seu desempenho no último semestre.
O problema é que João nunca APRENDEU a odiar. Seu pai era tão truculento e autoritário que o rapaz sempre teve medo de expressar agressividade e acabar apanhando.
Por isso, embora realmente sinta raiva do chefe, ele não consegue lidar com essa emoção de maneira natural e tem um medo enorme de que o diretor perceba como se sente.
Assim, todo e qualquer ato que, na cabeça de João, possa ser visto como indicativo de sua hostilidade, passa a ser temido pelo rapaz.
Esse foi o caso do o erro ortográfico no e-mail.
O pensamento “Meu chefe vai achar inadmissível eu ter cometido esse erro” serviu como “laranja” para o pensamento:
“O diretor vai pensar que eu estou lhe enviando e-mails de forma descuidada e, assim, vai acabar descobrindo que estou com raiva dele.”
E você: consegue identificar a presença desses pensamentos laranjas na sua própria vida?
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Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da aula especial “Psicopatia e personalidade antissocial: uma introdução”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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