Prazer, culpa e decepção: um caso Dora dos nossos dias

Há cerca de 3 meses, inauguramos na CONFRARIA ANALÍTICA uma nova série de aulas especiais. Trata-se do módulo ESTUDOS DE CASOS.

Nessas aulas eu comento e analiso relatos de casos clínicos reais apresentados por alunos da nossa escola, sugerindo hipóteses interpretativas e possíveis estratégias de intervenção e manejo.

Hoje (sexta) teremos mais um estudo de caso.

Desta vez, conheceremos a história de uma jovem adulta que foi seduzida na infância por um importante membro de sua família.

Veremos como uma situação de abus0 dessa natureza explora a s3xualid4de infantil e pode contribuir para o desenvolvimento de inibições em relação ao pr4zer s3xual.

Esse caso também nos permitirá acompanhar o desenvolvimento de uma típica neurose histérica com todos os elementos característicos desse quadro clínico, tais como:

Fixação ao trauma, sintomas conversivos, estado de insatisfação crônica, crises, hipersensibilidade a contrariedades e instabilidade emocional.

Algumas características da história da moça se assemelham à de Dora, a conhecida paciente de Freud.

Com efeito, ambas tiveram que bloquear a admissão do próprio desejo por terem sido convocadas a engajá-lo num contexto de abus0 e sedução.

Além disso, assim como Dora, a jovem cujo caso comentaremos não pôde contar com um ambiente confiável que reconhecesse sua condição de vítima da exploração do outro.

Em terapia, a moça se apresenta “na defensiva”, como diz a analista que a atende, e se incomoda com as perguntas feitas pela terapeuta em relação aos episódios traumáticos de sua infância.

Por que será que isso acontece? Por que essa paciente tem tanta dificuldade para se abrir?

Por que será que, nas ocasiões em que consegue falar dos abus0s, ela “passa a mão no rosto, fica vermelha, chora” e chega até a dar socos em si mesma?

Esses e vários outros enigmas do caso foram examinados nessa aula especial, cujo título é “ESTUDOS DE CASO 03 – Prazer, culpa e decepção: um caso Dora dos nossos dias”.

A aula já está disponível para todos os alunos da CONFRARIA ANALÍTICA.


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

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[Vídeo] Explicar as intervenções para o paciente?


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[Vídeo] Como a Psicanálise lida com o TOC? O que é resistência? Medo de dar certo? | Pergunte ao Nápoli


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[Vídeo] O histérico busca a insatisfação

Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “A histérica e seu desejo insatisfeito”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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A histérica e seu caso de amor com a insatisfação

Fabíola, uma professora de 37 anos, está em análise com Vanessa desde 2021.

Inicialmente, a principal queixa apresentada pela docente era o excesso de ansiedade que experimentava quando lecionava nas turmas do Ensino Médio.

Logo nos primeiros meses de terapia, essa tensão exagerada diminuiu conforme Fabíola foi elaborando as lembranças de certos eventos ocorridos quando ela própria estava na adolescência.

Entusiasmada com a significativa melhora e tendo desenvolvido um forte vínculo de confiança com Vanessa, a paciente decidiu continuar a análise e passou a falar de outras questões.

O principal problema agora era a vida s3xual com o marido.

A professora se queixa de que ele age de forma fria e distante na maior parte do tempo e só se torna carinhoso quando deseja ter relações com ela.

— … e aí eu corto as asinhas dele! — disse ela numa sessão recente — Tá pensando que eu sou o quê? Um depósito? Não… Ele que vá dormir na vontade!

— Mas… E você? — disse a terapeuta em tom bem-humorado — Acaba dormindo na vontade também, né?

— Nem sempre… Na maioria das vezes eu não estou muito a fim, mas tem dia que eu quero mesmo.

— E você cede à procura dele nesses dias em que está com vontade?

— Depende de como ele se comportou durante o dia. Se tiver me tratado com aquele jeitão gelado dele, eu posso estar subindo pelas paredes que não faço nada!

— Mas agindo assim você está deliberadamente se privando de experimentar prazer, não? — provocou a analista.

— Sim, Vanessa, mas isso eu aguento… O que eu não suporto é ser tratada que nem uma boneca inflável!

— E como seu marido reage quando você se nega a tr4nsar?

— Ele fica aflito, coitado! — diz Fabíola com uma leve risada — Pede desculpa, fala que vai ser diferente, chega a implorar! Porém, eu não cedo… Ele tem que aprender!

— Mas, cá pra nós, a sua prova é bem difícil, né professora? — provoca Vanessa encerrando a sessão.

Como você pôde perceber, essa paciente parece ter um verdadeiro caso de amor com a INSATISFAÇÃO — tanto a sua quanto a do marido.

Essa é uma das características mais marcantes da HISTERIA.

E é sobre ela que falaremos em HUMANÊS na AULA ESPECIAL de hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.

O título da aula é “AULA ESPECIAL – A histérica e seu desejo insatisfeito” e ela já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS”.


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[Vídeo] Entenda o processo primário

Esta é uma pequena fatia da aula especial “CONCEITOS BÁSICOS 20 – Processo primário e processo secundário”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – CONCEITOS BÁSICOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Ivan, o homem que tinha fobia de mar

— Adriana, eu vim aqui porque tenho talassofobia — foi a primeira coisa que Ivan disse logo depois de se assentar na poltrona indicada pela analista.

— Como assim? — perguntou a terapeuta com curiosidade.

— É fobia de mar. Eu não consigo nem me aproximar do oceano. Só de ver uma cena com mar num filme ou série, meu coração já dispara, começo a suar frio.

— Há quanto tempo isso acontece?

— Acho que começou no início da adolescência. Na infância eu brincava no mar com meus irmãos e meus primos sem problema nenhum.

Nas sessões seguintes, Ivan acabou trazendo outra questão que aparentemente não tinha nada a ver com a fobia: uma relação muito ambivalente com o genitor.

— Eu o admiro muito como pai e profissional, mas até hoje não consegui engolir todo o sofrimento que ele fez a minha mãe passar quando eu era criança.

Explorando o que teria acontecido no início da adolescência para justificar o surgimento da fobia, Ivan acabou se lembrando de uma das viagens que costumava fazer com a família para o litoral:

— Essa viagem para Búzios ficou na minha memória porque me convenceram a comer VIEIRA e eu detestei. Minha mãe falava que era uma delícia, que tinha “gosto de mar”.

Ivan acredita que pode ter sido depois dessa viagem que sua fobia começou.

Coincidentemente, “Vieira” é o sobrenome PATERNO do rapaz e o apelido pelo qual o PAI é chamado tanto dentro quanto fora da família (“Dr. Vieira”).

Assim, ao longo do tratamento, Ivan foi se dando conta de que sua fobia de mar era uma expressão simbólica do conflito interno que ele vivenciava por conta da mágoa guardada contra o pai.

Inconscientemente, ele DESLOCOU o medo do que sentia pelo Dr. VIEIRA para o oceano.

E isso só foi possível porque uma ASSOCIAÇÃO entre esses dois elementos se formou em sua mente quando provou VIEIRA, um fruto do MAR e… DETESTOU.

Esse tipo de pensamento que faz uma associação maluca entre uma comida e uma pessoa pelo simples fato de possuírem o mesmo nome se chama PROCESSO PRIMÁRIO.

Na AULA ESPECIAL desta sexta na CONFRARIA ANALÍTICA, os alunos vão aprender as características dessa forma de raciocínio e também do processo secundário, a nossa forma lógica e habitual de pensar.

O título da aula é “CONCEITOS BÁSICOS 20 – Processo primário e processo secundário” e ela já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – CONCEITOS BÁSICOS”.


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Preconceito, soberba e autoritarismo: entenda o que está por trás da alegação de que a Psicanálise é pseudociência

Recentemente uma bióloga e seu marido (que entendem tanto de Psicanálise quanto eu conheço de morfologia dos invertebrados) resolveram comprar uma briga absolutamente desnecessária.

Em seu novo livro, cujo título pode ser tomado como um notável lapso, os autores fazem um ato de soberba patética ao incluir a Psicanálise no rol de práticas que rotulam como “pseudocientíficas”.

Sim, SOBERBA: o vício típico daqueles que arrogam para si um status de superioridade que não possuem.

Afinal, quem são Natália Pasternak e Carlos Orsi para se sentirem autorizados a baterem o martelo e julgar a Psicanálise como um saber que não tem fundamentos na realidade?

Será que eles estudaram profundamente o campo psicanalítico e chegaram a tal veredito após uma exaustiva investigação e diálogo com os psicanalistas?

Não. É evidente que não.

Do contrário, não sairiam por aí propagando fake news do tipo “A psicanálise já foi completamente desbancada em países como Estados Unidos”.

Só para vocês terem uma ideia, a Universidade de Columbia, por exemplo, uma das mais prestigiadas nos EUA, possui um CENTER FOR PSYCHOANALYTIC TRAINING AND RESEARCH.

Onde estão, portanto, casal 20, as “evidências” de que a Psicanálise foi COMPLETAMENTE DESBANCADA nos Estados Unidos?

O que eu fico me perguntando é o que motiva tais pessoas a divulgarem essas mentiras e a escreverem tantas… BOBAGENS (com o perdão da ironia) sobre a Psicanálise.

Será uma invejinha ressentida do CHARME que o método freudiano sempre teve e que desde sua criação atraiu o interesse de tantos grandes artistas e intelectuais?

Porque, cá para nós, as terapias comportamentais nunca gozaram de muito prestígio no âmbito cultural, né? Vide filmes como Laranja Mecânica, por exemplo…

Para terminar, é importante dizer que a avaliação da Psicanálise como pseudociência é não só PRECONCEITUOSA, mas fundamentalmente AUTORITÁRIA.

No fundo, o que os autores pretendem é fornecer SUPOSTOS argumentos para que, em algum momento, a Psicanálise não possa mais ser praticada ou recomendada como tratamento.

Não se enganem. Tem método.


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[Vídeo] Uma das razões pelas quais a Psicanálise incomoda

Opondo-se ao nosso apego narcísico à dimensão consciente do psiquismo, o psicanalista propõe a quem o procura um corajoso “exame do Inconsciente”.


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[Vídeo] Como sair da compulsão à repetição? Como saber se a terapia está funcionando? | Pergunte ao Nápoli


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[Vídeo] Mães que rivalizam com suas filhas

Esta é uma pequena fatia da aula especial “A transferência na relação entre pais e filhos”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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A mulher que transferiu para o filho o desejo edipiano pelo pai

Em 1933, a psicanalista alemã radicada nos EUA Karen Horney escreveu um artigo intitulado “Maternal Conflicts” (“Conflitos Maternos”).

Nele, Horney apresenta o caso clínico de uma professora casada, de 40 anos, que a havia procurado inicialmente para tratar-se de uma depressão moderada.

Com a análise, a paciente conseguiu sair do quadro depressivo, mas acabou retornando ao consultório da analista cinco anos depois, desta vez por outro motivo.

A professora disse que vinha se sentindo culpada porque alguns de seus alunos estavam ficando apaixonados por ela e a docente achava que poderia estar provocando essa reação.

Não só isso: ela havia se apaixonado por um daqueles alunos, um rapaz que tinha praticamente a metade da sua idade.

O detalhe é que tanto esse jovem quanto os outros alunos pelos quais ela reconheceu que havia se interessado antes dele portavam algumas características comuns:

Todos eles tinham traços físicos e comportamentais parecidos com o pai da paciente e, em alguns dos sonhos dela, os alunos e o genitor frequentemente apareciam como sendo uma mesma pessoa.

Assim, Horney concluiu que a paixão pelo rapaz tinha um forte componente transferencial: a paciente estava deslocando para o garoto os desejos infantis reprimidos pelo pai.

Mas o caráter inusitado dessa história não para por aí:

A analista observou que o aluno por quem a professora se apaixonara estava na mesma faixa etária do filho dela, com o qual tinha uma relação de apego extremamente sufocante e exagerada.

Com base nessa constatação e em outros elementos do caso, Horney fez uma descoberta surpreendente:

Na verdade, antes de transferir para o rapaz o desejo infantil que ela ainda conservava pelo pai, a paciente vinha satisfazendo esse anseio incestuoso na relação com o próprio filho!

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma AULA ESPECIAL em que comento detalhadamente esse artigo de Karen Horney.

Veremos como a presença de um processo transferencial como esse, de uma mãe para o filho, pode perturbar a relação entre eles, trazendo consequências bastante indesejáveis.

A aula já está disponível na nossa plataforma! O título dela é “AULA ESPECIAL – A transferência na relação entre pais e filhos” e está publicada no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS“.


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[Vídeo] A obesidade pode ser considerada uma somatização?


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Há sintomas que a gente precisa aprender a amar

Quando procuramos terapia, temos a tendência de avaliar todos os comportamentos que nos fazem sofrer como necessariamente patológicos.

No entanto, algumas condutas podem ser fonte de sofrimento não porque sejam de fato doentias, mas por conta da maneira como nos relacionamos com elas.

Uma moça muito religiosa, por exemplo, pode procurar análise por se sentir aflita e culpada em função dos impulsos eróticos que sente por outras mulheres.

Por conta de sua história de vida, é natural que essa paciente deseje se livrar desses desejos.

No entanto, em terapia, ela verá que tais inclinações não são em si mesmas patológicas e que seu sofrimento decorre, na verdade, da autocondenação por experimentá-las.

Perceba: nesses casos, o terapeuta não ajuda a paciente a parar de se comportar da forma como se comporta, mas a mudar seu olhar sobre a própria experiência.

Outro exemplo: João procura terapia porque alguns familiares lhe disseram que ele gosta sempre de estar no controle e que essa é uma atitude que o rapaz deveria mudar.

Todavia, foi graças ao desejo de querer estar sempre no controle que esse paciente conseguiu uma rápida escalada em sua carreira no mundo corporativo.

Desde que era estagiário, João sempre assumiu naturalmente uma posição de liderança entre os seus colegas justamente por não se sentir à vontade estando sob o controle de outras pessoas.

Em terapia, o rapaz constatou que a tendência controladora não era uma característica que ele deveria necessariamente perder, mas tão-somente “domesticar” para não manifestá-la em excesso.

Diferentemente de outros métodos terapêuticos, na Psicanálise nós não queremos encaixar o paciente em um suposto molde universal de saúde mental.

Por isso, quando alguém nos procura, não impomos a ele uma listinha de comportamentos patológicos a serem extirpados e comportamentos saudáveis a serem desenvolvidos.

No decorrer de uma análise, há sintomas que a gente perde (porque não nos servem para nada mesmo), mas há outros com os quais a gente aprende não só a conviver, mas também a amar.


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[Vídeo] “Sem mim você não é nada”

Esta é uma pequena fatia da aula especial “LENDO KLEIN 04 – Idealização, insegurança e relações abusivas”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – KLEIN” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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