Neste vídeo, o Dr. Nápoli expõe de maneira clara e direta como a Psicanálise compreende e trata a ansiedade excessiva.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da aula especial “FIBROMIALGIA: CONSIDERAÇÕES PSICANALÍTICAS”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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— Você se lembra quando começou? — pergunta Flávia, a psicóloga que Bruna procurou por indicação de sua médica.
— Eu não tenho certeza, mas acho que foi depois da morte do Léo.
— Vocês estavam casados há quanto tempo?
Bruna abaixou a cabeça e a terapeuta pôde notar algumas lágrimas despencando no jeans que a paciente trajava.
— Quatro meses — respondeu a advogada depois de alguns segundos em silêncio.
Com um semblante empático, a psicóloga mirou os olhos de Bruna, levando a paciente a sentir suficientemente acolhida para continuar a falar.
— Eu lembro que na hora em que me ligaram para contar da batida, senti uma dor tão grande, Flávia, que parecia que estavam me dando uma facada bem aqui no peito.
— Uma dor que ainda não passou, né Bruna? — pontuou a terapeuta.
— Nossa, mas era diferente… Eu acho que essas dores da fibromialgia nem se comparam com o que eu senti nesse dia. O Léo era o amor da minha vida, Flávia!
Após dizer isso, a paciente começou a chorar convulsivamente. A psicóloga se levantou e pegou um copo com água.
Depois de alguns minutos, Bruna se recompôs e voltou a falar:
— Às vezes eu acho que tem uma maldição em cima de mim, sabe? Os quatro meses que passei casada com o Léo foram o único momento realmente feliz que eu tive na vida.
— Por que você diz isso?
— Por que lá em casa sempre foi um inferno, Flávia. Lembra daquela surra que eu te contei que a minha mãe levou do meu pai? Eu via aquilo direto… Não gosto nem de lembrar…
— A fibromialgia não te deixa esquecer…
— Como assim?
Flávia cogitou encerrar a sessão naquele momento, mas, considerando o estado vulnerável que a paciente apresentava, decidiu que era importante oferecer alguma explicação:
— Essas dores que passeiam pelo seu CORPO, Bruna, talvez simbolizem todas as OUTRAS dores, muito mais intensas, que você tem carregado na ALMA…
A hipótese com a qual Flávia está trabalhando é a de que a fibromialgia da qual padece a paciente é produto da conversão de suas dores psíquicas para o corpo.
Falo detalhadamente sobre essa forma de abordar o sofrimento fibromiálgico na AULA ESPECIAL “Fibromialgia: considerações psicanalíticas”, já disponível na CONFRARIA ANALÍTICA.
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Neste vídeo, o Dr. Nápoli apresenta três razões pelas quais, em sua opinião, uma pessoa que está passando por problemas emocionais deveria buscar tratamento pela via da Psicanálise.
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “COMPLEXO DE ÉDIPO MAL RESOLVIDO”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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— … e agora, não sei por que, passei a me sentir meio intimidado para conversar com ele, sabe?
Quem está falando é Geovane, um administrador de 26 anos que está há 4 meses em análise com a psicóloga Lavínia.
Recentemente, um de seus colegas de serviço aceitou o convite para se tornar gerente do setor em que Geovane trabalha.
É sobre a relação com esse colega que o rapaz está falando com Lavínia.
— Antes de ele virar gerente, você tinha que ver: a gente se zoava, brincava, eu conversava com ele de boa. Agora mudou tudo!
— Foi só você quem mudou ou ele também? — pergunta a psicóloga.
— Bem… Eu acho que fui mais eu mesmo. Ele até continua tentando brincar comigo, me chama para ir nos churrascos na casa dele, mas eu acabo ficando meio acanhado, sei lá…
— “Acanhado”?
Geovane continua, num tom bem-humorado:
— É…Agora, quando a gente vai conversar, parece que eu tô falando com o meu pai…
— Hum… Continue… — diz a terapeuta — essa história tá ficando interessante…
— Eu sempre me senti intimidado para conversar com meu pai. Ele é daqueles caras muito sérios, sabe? Bravo, de poucas palavras…
— E como era a relação entre ele e a sua mãe?
— Eles não eram muito de brigar, mas era cada um no seu canto. Meu pai com os jornais que ele adorava ler e minha mãe se divertindo comigo.
— “Se divertindo com VOCÊ?” — indagou a terapeuta enfatizando a última palavra.
— Isso. Até hoje tenho a impressão de que eu era a alegria da vida da minha mãe. Se eu não tivesse nascido, acho que ela não teria suportado ficar casada com um cara tão chato como o meu pai.
— Mas hoje você não mora mais com ela e eles continuam juntos…
— Pois é… Não consigo entender isso. Minha mãe merecia um cara muito melhor do lado dela.
— Tipo você, assim? — brincou Lavínia, encerrando a sessão.
Como você pôde perceber, Geovane transferiu a rivalidade inconsciente com o pai para a relação com seu colega de trabalho, pois esse passou a exercer um papel de autoridade junto ao rapaz.
Dificuldade de se relacionar com autoridades é um dos sinais que podem indicar a existência de um complexo de Édipo mal resolvido — tema da AULA ESPECIAL de hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.
A aula estará disponível ainda hoje no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS”. Para assinar a Confraria, é só clicar aqui.
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Outro dia eu abri uma caixinha de perguntas lá no Instagram e uma moça me enviou o seguinte questionamento:
“Tenho depressão, faço análise há 17 anos e não melhoro. O que pode ser?”.
Eu respondi com o trecho do Evangelho de São João que narra o encontro de Jesus com um doente em “Betesda”, uma piscina pública de Jerusalém.
A passagem termina com o homem curado de sua paralisia após ter ouvido do rabino a seguinte exortação:
“Levante-se, pegue o seu leito e ande.”.
Alguns seguidores interpretaram erroneamente que eu estaria sugerindo à pessoa que a depressão dela só seria curada pela fé. 🤦♂️
Nada a ver!
Do meu ponto de vista, a referida passagem pode ser interpretada sem qualquer referência a aspectos religiosos.
Não precisamos encarar a cura obtida pelo paralítico necessariamente como um milagre.
Podemos pensá-la tão-somente como o efeito da astuta intervenção psicanalítica feita por Jesus. Senão, vejamos:
Quando o rabino pergunta ao doente se ele não queria ficar curado, a resposta do sujeito revela, nas entrelinhas, o GOZO que, de fato, sustenta sua enfermidade.
O cara sequer diz que quer, sim, ser curado. Em vez disso, ele JUSTIFICA por que está há anos ali, à beira da piscina:
“Não tenho ninguém para me colocar no tanque na hora em que o anjo passa. Aí, enquanto eu me arrasto para entrar na água, outra pessoa desce antes de mim.”.
Perceba: esse sujeito está preso à ideia fixa de que ele só será curado MIRACULOSAMENTE pela SUPOSTA passagem do anjo.
E o pior é que, mesmo sabendo que dificilmente conseguirá ser o primeiro a entrar na piscina, o infeliz continua ali, nutrindo a expectativa completamente ilusória de um dia conseguir.
É por isso que Jesus pergunta para ele:
“Uai, cê não quer ficar curado, não?”.
Esse questionamento pode ser lido como uma espécie de interpretação à moda lacaniana na medida em que faz alusão à SATISFAÇÃO com a doença que o paralítico não é capaz de reconhecer.
Ora, se ele SABE que é quase impossível ser o primeiro a entrar na água, por que continua inerte ali, à beira da piscina?
Por que não vai em busca de uma alternativa?
Por que não EXPERIMENTA simplesmente… levantar, pegar o seu leito e andar? 😉
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Neste vídeo, o Dr. Nápoli apresenta duas hipóteses psicanalíticas que nos ajudam a entender a tendência que algumas pessoas têm de repetirem escolhas amorosas ruins.
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “LENDO FERENCZI 06 – RECONHECER O RECALCADO NÃO É SUFICIENTE”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – FERENCZI” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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— Mais uma vez eu não consegui me segurar, Marcela.
Foi com essa fala que Arthur iniciou sua 53ª sessão de terapia com aquela analista.
Sim, ele havia contado.
— Hum… — respondeu Marcela incentivando o paciente a continuar.
— Foi igualzinho como daquela outra vez lá no restaurante: o telefone dela tocou, ela olhou e não quis atender dizendo que devia ser a operadora do celular querendo enfiar alguma promoção.
— E aí?
— Aí o de sempre, né? Eu não consigo acreditar, não sei por que… Falei para ela me dar o telefone que eu queria ver o número.
— E ela te deu?
— Dessa vez, não. Ela falou que não aceitaria mais aquilo, que ou eu confiava nela ou a gente não ficaria junto. Aí eu comecei a falar mais alto, pedindo o celular e tentando tirar da mão dela.
— Onde vocês estavam?
— Na fila do cinema… As pessoas começaram a olhar, mas mesmo assim ela não queria me dar o telefone de jeito nenhum. Aí eu fiquei tão nervoso que saí da fila e deixei ela lá sozinha.
— Do mesmo jeito que a sua mãe fazia com o seu pai, né? — lembrou a analista.
— Exatamente… Mas como é que muda isso, Marcela? Eu já entendi que, de certa forma, eu tô reproduzindo o mesmo ciúme doentio da minha mãe, mas e aí?
— É curioso que você só tenha percebido isso aqui em análise, não acha?
— É… Eu sempre fui ciumento e desde criança vejo as loucuras de ciúme da minha mãe, mas foi só conversando com você que liguei uma coisa com a outra.
— Por que será que você passou anos sem conseguir fazer essa conexão?
— Não faço a menor ideia…
— Talvez essa resistência a se perceber parecido com sua mãe ainda não tenha sido vencida. Uma coisa é enxergar a verdade, outra é aceitá-la…
Com essa intervenção, a terapeuta Marcela pretende mostrar ao paciente que a mera tomada de consciência não é suficiente para produzir a melhora clínica desejada.
Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá hoje uma aula especial que trata justamente desse assunto.
O título dela é “LENDO FERENCZI 06 – Reconhecer o recalcado não é suficiente” e está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – FERENCZI”.
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Tenho certeza de que foi o encantamento transferencial por certos professores o que fez com que eu me apaixonasse pela Psicanálise.
No entanto, acho que outros fatores podem ter dado uma forcinha.
Um deles é a oposição que a Psicanálise faz a qualquer forma de HIPOCRISIA.
Desde a adolescência, formou-se em mim a suspeita de que, por trás de muitos atos supostamente feitos em nome de “boas intenções” haveria motivações nada “nobres”.
Quando encontrei a Psicanálise, tal desconfiança converteu-se em certeza.
Afinal, as descobertas psicanalíticas mostram que os mesmos impulsos que suscitam comportamentos considerados “perversos” ou criminosos estão presentes em TODAS as pessoas.
O mesmo gozo sádico de alguém que pratica a tortura pode estar presente, de modo disfarçado, no benévolo exercício de uma função como a liderança, por exemplo.
Em outras palavras, um torturador sanguinário e o gerente de uma empresa cheio de boas intenções podem estar sendo motivados pelos mesmos impulsos sádicos.
O próprio torturador pode se enganar achando que atua em nome do bem da sociedade, quando, na verdade, o que de fato o estimula é simplesmente o desejo de machucar outras pessoas.
Num artigo chamado “Importância da Psicanálise na Justiça e na Sociedade”, o psicanalista húngaro Sándor Ferenczi diz o seguinte:
“Indiscutivelmente, a punição legal não é apenas uma instituição prática a serviço da defesa da sociedade, uma medida visando corrigir o culpado e destinada a ter um valor exemplar, mas satisfaz igualmente o nosso desejo de vingança.”
Mais à frente, ele continua:
“Quando procuramos entender […] o que provoca esse desejo de vingança, constatamos que é a nossa revolta inconsciente diante do culpado que ousa traduzir em atos o que existe em nós próprios em estado latente e que temos tanta dificuldade em controlar; evitamos o culpado com horror, pelo receio inconsciente de ceder a um contágio fácil.”
À luz da Psicanálise, não existem, a rigor, “pessoas de bem” ou “pessoas do bem”.
O máximo que podemos dizer é que tem gente que consegue controlar e canalizar seus impulsos para objetivos socialmente benéficos e tem gente que não dá conta de fazer isso.
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Cada pessoa tem uma forma típica, mais ou menos estereotipada, de se relacionar com o outro. Ele expressa uma determinada FANTASIA e se constitui em resposta a um certo tipo de MEDO BÁSICO.
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “CONCEITOS BÁSICOS 19 – TRANSFERÊNCIA”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – CONCEITOS BÁSICOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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— Estou pensando seriamente em sair da terapia, Bia.
Quem está falando é Lorena, uma publicitária de 38 anos, que há nove meses está em análise com a psicóloga e psicanalista Beatriz.
A terapeuta não se surpreendeu com a declaração da paciente, pois a moça vinha desmarcando muitas sessões recentemente.
— Hum… Mas a gente mal começou, Lorena… — disse Beatriz em um tom bem-humorado.
— Olha, preciso ser sincera com você. Foi o que me pediu no início, né?
— Claro!
— Estou pensando em sair porque acho que o nosso processo não está funcionando. Eu sinto que você me acha chata, entediante e nem presta muita atenção ao que eu falo.
Ao ouvir essa queixa, uma psicóloga de outra abordagem talvez se preocuparia em esclarecer imediatamente à paciente que suas impressões estavam equivocadas.
Como uma boa psicanalista, em vez de fazer isso, Beatriz decidiu “dar corda” para Lorena:
— Hum… Entendo. Você sente que eu não me interesso pelo que você fala.
— Exatamente — confirmou Lorena — me desculpe se estiver sendo injusta, mas é assim que eu me sinto. Ultimamente tenho saído das sessões com a vontade de nunca mais voltar.
Beatriz ficou em silêncio e, alguns segundos depois, fez a seguinte intervenção:
— Você se lembra de que falou EXATAMENTE a mesma coisa sobre a última vez que visitou sua mãe?
— Não… O que eu falei? — indagou a paciente com curiosidade.
— Que você saiu da casa dela “com a vontade de nunca mais voltar”. Inclusive, utilizou precisamente essas mesmas palavras.
Um tanto perplexa com a aparente coincidência, Lorena ficou pensativa, em silêncio.
A analista não poderia perder a oportunidade de cortar a sessão naquele momento:
— Tá vendo como eu presto muita atenção ao que você fala? Te vejo na semana que vem!
As queixas que Lorena fez à psicóloga e que levaram a paciente a pensar em sair da terapia exemplificam o fenômeno clínico que Freud chamou de TRANSFERÊNCIA.
Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá hoje (sexta) uma AULA ESPECIAL em que explico didaticamente como funciona esse fenômeno e como o analista deve lidar com ele.
Te vejo lá!
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