Mesmo que uma pessoa passe décadas fazendo análise, ela nunca se tornará completamente “transparente” para si mesma. O Inconsciente, essa dimensão opaca e disruptiva da nossa alma, SEMPRE continuará existindo. O analista pode se dar por satisfeito se tiver conseguido ajudar o paciente a superar as inibições e sintomas que o impediam de agir no mundo e aproveitar a vida.
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Karen Horney: uma crítica à visão freudiana sobre o desenvolvimento das mulheres”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
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Toda vez que eu vou falar sobre o complexo de castração em Freud algumas alunas questionam a validade das teses freudianas sobre o desenvolvimento s3xual feminino.
Eu explico que o pai da Psicanálise não tirou tais ideias de trás da orelha, mas simplesmente teorizou o que encontrava na clínica.
De todo modo, a imensa maioria das mulheres encara com um olhar de descrença a concepção freudiana de que o eixo fundamental da psicologia feminina é a INVEJA DO P3NIS.
Sim, é o que Freud diz: o ponto crucial do desenvolvimento de uma menina é o momento em que ela se dá conta de que só os garotos têm p3nis e fica profundamente magoada com isso.
É inegável que existem várias mulheres que vivem ressentidas e até adoecem neuroticamente por se considerarem inferiores aos homens — a clínica evidencia isso com muita clareza.
O problema de Freud foi supor que isso acontece com TODAS as mulheres.
Provavelmente, impressionado com o discurso lamentoso de suas pacientes histéricas, o médico vienense deduziu que, no fundo da alma de TODA mulher, haveria sempre uma eterna invejinha da condição masculina.
Freud dava tanto peso ao papel da inveja do p3nis na psicologia feminina que considerava esse o fator que explicaria o típico desejo das mulheres de serem mães.
Ele achava que as meninas começariam a almejar a maternidade como um meio de serem compensadas por sua SUPOSTA castração natural:
“Se o destino não me fez com p3nis, que eu tenha pelo menos direito a um bebezinho”.
Exagero?
Foi o que pensou a psicanalista alemã Karen Horney (1885-1952).
Baseada em sua própria vivência de mulher, na clínica e na observação de crianças do s3xo feminino, Horney teve a coragem de se contrapor a Freud.
Em 1933, a autora escreveu o artigo “A negação da v4gina: uma contribuição ao problema das ansiedades genitais específicas das mulheres”.
Nesse texto, ela formula uma nova concepção sobre o desenvolvimento s3xual feminino, centrada na experiência da menina com seu próprio corpo e não na comparação com o corpo masculino.
Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma AULA ESPECIAL em que eu comento esse artigo e apresento as pertinentes e inovadoras ideias de Karen Horney.
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Se alguém te perguntasse no ponto de ônibus qual é a definição de FALO em Psicanálise, você saberia responder?
Se sua resposta for NÃO, deixa eu te ajudar.
Em bom humanês: FALO nada mais é do que o SIGNIFICADO que o p3nis tem na cabecinha de uma criança de 3 a 5 anos.
— Uai, Lucas, você não disse que iria me ajudar? Pois essa definição me deixou foi ainda mais confuso. 🤔
Calma, caro leitor. Deixe-me desenvolver a ideia. Veja:
Para Freud, quando as crianças têm por volta de 3 a 5 anos, elas tomam consciência de que existe uma diferença muito marcante entre os corpos masculino e feminino:
Os meninos têm p3nis e as meninas… não têm.
Um adulto, evidentemente, sabe que essa diferença é tão-somente uma… diferença, já que a mulher não tem p3nis, mas, em contrapartida, tem clit0ris, v4gina, ou seja, uma genit4lia com características próprias.
Todavia, uma criancinha de 3 a 5 anos, não consegue ter essa compreensão.
Ainda facilmente iludida pelas aparências, ela vê a diferença entre os corpos e conclui que, no feminino, está FALTANDO uma parte.
Assim, o p3nis é interpretado por meninos e meninas nessa fase como O ELEMENTO QUE TORNARIA UMA PESSOA COMPLETA, INTEIRA, PLENA.
Ora, é justamente essa representação poderosa que a criança faz do p3nis o que nós chamamos de FALO.
— Mas, peraí, Lucas. Depois que a criança cresce, ela deixa de atribuir esse significado ao órgão masculino, certo?
Certo.
— Então, por que não tratar isso como um simples mal-entendido infantil sem maiores consequências?
A resposta é simples, caro leitor: porque essa ideia de SER uma pessoa INCOMPLETA (conclusão das meninas) ou de PODER SER uma pessoa INCOMPLETA (conclusão dos meninos) nunca sai da nossa cabeça.
A gente até deixa de pensar que é o p3nis o elemento que confere completude, mas transferimos o significado dado originalmente ao órgão sexual masculino para outras coisas, como:
Sucesso profissional, dinheiro, filhos, quantidade de seguidores, poder, fama, parceiros amorosos etc. etc. etc…
Crescemos. Sim, crescemos. Mas, no fundo, continuamos a ser aquela criancinha que, um belo dia, botou na cabeça que EXISTE UM ELEMENTO QUE CONFERE COMPLETUDE ÀS PESSOAS…
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Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.
Hoje, a partir das 20h, teremos mais um encontro.
Estamos estudando linha a linha o texto de Freud “Sobre o narcisismo: uma introdução”.
Te vejo lá!
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Será que a ênfase que Freud deu à influência do fator sexual na produção das neuroses não pode ser explicada pelo fato de que, na época dele, havia uma forte repressão da sexualidade na Europa? Nesse sentido, a teoria freudiana das neuroses não estaria ultrapassada? Confira a resposta no vídeo.
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Cinco dicas de Ferenczi para o manejo clínico em Psicanálise”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
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Uma das principais dificuldades enfrentadas por quem está iniciando a prática da Psicanálise é lidar com os momentos em que o paciente fica em silêncio.
Isso pode acontecer de maneira pontual, durante alguns segundos ou minutos, mas há ocasiões em que o analisando passa muito tempo calado sob a justificativa de “não ter nada para dizer”.
Por que o silêncio é tão constrangedor para muita gente?
Minha hipótese é a de que a ausência de comunicação verbal entre duas pessoas que estão sozinhas num mesmo espaço (físico ou virtual) estabelece um clima de intimidade semelhante ao que existe numa relação amorosa…
Mas analistas iniciantes também podem se sentir incomodados com o silêncio por projetarem seu superego nos pacientes e imaginarem que estão sendo criticados por estarem calados.
O que fazer quando o paciente fica em silêncio?
Devemos simplesmente ficar quietos e aguardar a retomada da associação livre?
Na opinião do psicanalista húngaro Sándor Ferenczi (1873-1933), não.
Na primeira seção do trabalho “A técnica psicanalítica”, de 1919, o médico recomenda aos analistas que, nesses momentos, perguntem diretamente ao paciente em que ele está pensando.
Em muitos casos, o analisando acaba confessando que tem algumas coisas em mente, mas não as disse por considerar que são irrelevantes.
Essa é uma ocasião bastante oportuna para que o analista relembre ao paciente que, na terapia psicanalítica, absolutamente QUALQUER COISA que passe por sua cabeça é IMPORTANTE.
Na verdade, menosprezar o valor de certas ideias é uma das formas mais comuns de expressão da RESISTÊNCIA. O terapeuta deve ajudar o analisando a perceber isso.
— Ah, Lucas, mas e se o paciente disser que realmente não está pensando em nada e continuar em silêncio? O que o Ferenczi recomenda que os analistas façam?
A resposta para essa e mais quatro outras perguntas sobre técnica psicanalítica você encontrará na aula especial “CINCO DICAS DE FERENCZI PARA O MANEJO CLÍNICO EM PSICANÁLISE”, que estará disponível ainda hoje (sexta) para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
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João chega ao consultório da terapeuta Marcia com a seguinte queixa:
— Sabe, doutora, o meu problema é ter que pagar combustível, seguro, IPVA, taxa de licenciamento… Eu quero me livrar dessas despesas.
Atônita pelo caráter inusitado de tal demanda, Marcia acaba indo pelo caminho mais óbvio:
— E por que você não vende o seu carro? Assim você não teria mais esses gastos.
Com um olhar de surpresa e certa indignação, o paciente responde:
— Que isso, doutora? Tá maluca? Eu amo esse carro! Ralei muito para comprá-lo e não quero me desfazer dele tão cedo. Eu vim aqui para que você me diga como eu posso me livrar das DES-PE-SAS, não do carro.
Provavelmente, neste momento você deve estar fazendo esta cara: 🤨 e pensando no quão irracionais são as queixas e alegações de João, não é mesmo?
Como assim o cara quer ter um automóvel, mas não quer arcar com os custos necessários para mantê-lo? 🤦♀️
Embora esse diálogo seja obviamente fictício, a atitude do paciente expressa metaforicamente a relação que todos nós temos com nossos problemas emocionais.
Com efeito, a Psicanálise descobriu que, no fundo, a gente AMA os nossos sintomas e não queremos nos livrar deles.
Na verdade, tal como João, a gente só quer eliminar as “despesas” que eles geram.
Pense num rapaz cujo principal sintoma é o relacionamento conturbado com a namorada.
Ora, ele não quer terminar com a moça. Todavia, reclama toda semana com seu terapeuta dos “custos” que precisa pagar para permanecer no namoro.
Da mesma forma, aquela pobre paciente que há meses não consegue dormir direito no fundo tem um caso de amor com a própria insônia e não quer se ver livre do problema.
Ela quer dormir, mas não quer perder os GANHOS que a dificuldade de pegar no sono lhe proporciona…
Contraditório? Irracional?
Sim, meus caros. Mas é assim que nós somos.
Inconscientes dos nossos mais profundos desejos, criamos sintomas para satisfazê-los e depois reclamamos das “despesas” necessárias para mantê-los.
Um dos objetivos da Psicanálise é ajudar o paciente a reconhecer esses desejos a fim de que ele possa ter a liberdade de procurar (se quiser) outras formas (menos custosas) de satisfazê-los…
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “TDAH: uma leitura psicanalítica”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
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Em 1798, o médico escocês Sir Alexander Crichton publicou uma obra chamada “Uma investigação sobre a natureza e origem do desarranjo mental: compreendendo um sistema conciso da fisiologia e patologia da mente humana e uma história das paixões e seus efeitos”.
No segundo volume desse trabalho, Crichton faz referência a um distúrbio em que a pessoa seria incapaz de “prestar atenção com algum grau necessário de constância a qualquer objeto”.
O médico diz que tal patologia pode ser congênita ou causada por algum acidente. Nas palavras dele:
“Ao nascer com uma pessoa, [o distúrbio] torna-se evidente em um período muito precoce da vida e tem um efeito muito ruim, na medida em que a torna incapaz de prestar atenção com constância a qualquer objeto de educação”.
Crichton observou que tal problema parecia estar relacionado a uma sensibilidade exagerada do doente a estímulos externos:
“[…] toda impressão parece agitar a pessoa e lhe dá um grau antinatural de inquietação mental. Pessoas andando para cima e para baixo na sala, um leve ruído na mesma, o movimento de uma mesa, o fechamento de uma porta repentinamente, um leve excesso de calor ou de frio, muita luz ou pouca luz, tudo isso destrói a atenção constante em tais pacientes, na medida em que são facilmente excitados por cada impressão”.
Essa exposição do médico escocês provavelmente foi a primeira descrição científica de uma condição psicopatológica que atualmente recebe o nome de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH).
É razoável supor que esse problema sempre existiu, mas que esteja recebendo mais destaque atualmente porque, no mundo contemporâneo, a atenção tornou-se uma das capacidades humanas mais valiosas.
Será que a Psicanálise pode nos ajudar a discernir o que está em jogo no TDAH?
Como podemos compreender, à luz dos conceitos psicanalíticos, a incapacidade de focar e se conter experimentada por pessoas que padecem dessa condição?
Qual deve ser a estratégia clínica do psicanalista ao receber tais pacientes?
As respostas para essas perguntas estão na AULA ESPECIAL “TDAH: uma leitura psicanalítica” que estará disponível ainda hoje para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
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